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Governança Corporativa na Administração Pública - Ensaio

Governança Corporativa na Administração Pública - Ensaio

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Após a crise financeira de 2008-2009, de efeitos nefastos em nível global, muito se tem discutido e implementado em termos de formas de se aumentar o acompanhamento e controle societário sobre as empresas, o que acabou por ressuscitar e reforçar uma idéia não tão nova: a Governança Corporativa. Mas, afinal, o que seria isso? Tal é aplicável em Administração Pública? O governo brasileiro pratica isso? Veja e se surpreenda!
Após a crise financeira de 2008-2009, de efeitos nefastos em nível global, muito se tem discutido e implementado em termos de formas de se aumentar o acompanhamento e controle societário sobre as empresas, o que acabou por ressuscitar e reforçar uma idéia não tão nova: a Governança Corporativa. Mas, afinal, o que seria isso? Tal é aplicável em Administração Pública? O governo brasileiro pratica isso? Veja e se surpreenda!

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Published by: Diógenes Lima Neto - MSc, MPA, MBA on Mar 09, 2011
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12/21/2012

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A boa administração começa aqui! 
http://www.brasiladmin.com 
Governança Corporativa em Administração Pública: o caso brasileiro
Prof. M.Sc. Diógenes Lima NetoBraga – PortugalFevereiro 2011
I - Introdução
Após a crise financeira de 2008-2009, de efeitos nefastos em nível global, muito se temdiscutido e implementado em termos de formas de se aumentar o acompanhamento econtrole societário sobre as empresas, o que acabou por ressuscitar e reforçar uma idéia nãotão nova: a Governança Corporativa. Mas, afinal, o que seria isso? Muitas são as definições,mas, tomando-se por base a definição dada pelo Instituto Brasileiro de GovernançaCorporativa – IBGC, temos que:
“Governança Corporativa é o
sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas eincentivadas, envolvendo os relacionamentos
 
entre proprietários, Conselho de Administração,Diretoria e órgãos de controle
.” (IBGC, 2010; grifos do autor)
Conforme se observa, a Governança Corporativa, no caso, preocupa-se em tornarclaras e bem informadas as partes envolvidas num empreendimento privado. Neste sentido,terminologias e conceitos como Transparência, Eqüidade, Responsabilidade (
Accountability 
) eResponsabilidade Corporativa, entre outras, tornaram-se lugar-comum nos círculosempresariais.No entanto, como tem ocorrido nas últimas décadas, não tardou para que estesconceitos migrassem da Administração Privada para a Administração Pública, numa tentativa amais em se buscar maiores Eficiência e Equidade desta última.
II – Definição e Implementação de ações e programas públicos: uma tarefa não-trivial e fontede falhas
Implementar ações de planejamento governamental nunca foi algo feito semdificuldades e desvios de rumo. Porém, pode-se argumentar que, um pouco maisrecentemente, com o advento da
New Public Management 
(NPM), a qual emergiu nos anos de1980, houve um aumento considerável na complexidade das relações Estado-cidadão, as quaisficaram poluídas por conta, principalmente, de sua premissa de Desagregação (agências,
contracting out 
, privatização, etc.).
 
Esse fenômeno também ocorreu, por certo, ao nível do acompanhamento e controlepor parte dos políticos, os quais se viram estagnados, repentinamente, diante de um universode legislações, por um lado, e de uma estrutura governamental complexa, por outro.Neste ponto, é interessante trazer à tona a questão do Orçamento, peça documentalfundamental que, no entendimento deste aluno, traduz a linha fronteiriça (ou a “ponte”, sepreferirmos) entre Política e Administração, especialmente nos Estados democráticosevoluídos, ou seja, naqueles em que há um nível significativo de liberdade e de participaçãopopular, estruturado sob normas legais (positivas ou consuetudinárias).O
Orçamento de um Estado
, no contexto acima,
é usualmente fruto de muitasnegociações (conflitos) entre grupos com forças diversas e assimétricas
, bem como marcadopelo momento histórico de cada país. Ou seja, este documento é a mais pura tradução ematerialização da ineficiência e não-equidade Política de uma nação.Por outro lado, conforme já bem observava David Beetham, ao nível da AdministraçãoPública:
“Prevention of an evil is presumably better than its cure. But successful prevention is difficult tomeasure, depending as it does upon counterfactual claims; and in any case it requires a coordination of policy between many different departments.” (Beetham, 1996)
Neste cenário, agravado pela já citada
complexidade
 
do universo legal
que envolve oadministrador público e a
diversidade de abordagens estruturais/funcionais
dentro (e fora)do governo para se implementar as diversas ações,
é fácil concluir que
 
o alcance de Eficiênciae Equidade, pelos governos, fica muito próximo do improvável
, redundando nas “falhas degoverno” que veremos a seguir.Essa situação também acaba por explicar, mas não justificar, porque os
políticos e asociedade têm enormes dificuldades em acompanhar e controlar
a execução das ações eprogramas de seu interesse.
III - Das funções globais do Estado, das falhas de mercado e das falhas de governo
Antes de prosseguir-se na explanação das dificuldades dos governos em alcançar seusobjetivos, faz-se necessário entender quais são as funções globais do Estado. Segundo RichardMusgrave (Camões, 2010), estas estão distribuídas em três esferas de ação, a saber:
 
Afectação de Recursos
, em que procura satisfazer as necessidades públicas ao tomardecisões em busca máximo de
Eficiência
;
 
Redistribuição de Recursos
, em que procura fazer “
ajustamentos na riqueza dosagentes econômicos de acordo com os padrões de justiça social 
” (Camões, 2010).Neste caso, busca-se uma maior
Equidade
; e
 
 
Estabilização Econômica
, de modo geral, propicia ao Estado alcançar um máximo deeficiência, com o máximo de equidade. Num contexto deste tipo, alcança-se o plenoemprego e, por via de conseqüência, torna mais tolerável a carga tributária estatalsobre o cidadão. Conforme se pode intuir, esta esfera de ação procura resolver nãoapenas a questão da
Eficiência
, mas também a da
Equidade
.Partindo-se da percepção de Musgrave, ou seja, de que as funções globais do Estadoestão distribuídas naquelas três esferas, pode-se estender esse raciocínio e afirmar que ogoverno, ao implementar suas diversas ações, grosso modo, opta ou por assumir para si, oudeixar para o mercado, as iniciativas necessárias. Em qualquer dos casos, sujeita-se àocorrência de insucessos, os quais poderão, então, materializarem-se como falhas de governoou como falhas de mercado.No caso de
falhas de mercado
, segundo Pereira:
“Entende-se por 
fracasso de mercado
a situação em que existe um bem ou serviço, que afectao bem-estar dos indivíduos (é argumento da função utilidade) ou que afecta os custos de uma empresa(é argumento da produção), para os quais há pelo menos um
preço
ao qual certos agentes estãodisposto a vender e outros a comprar, mas onde não há mercado para esse bem”. (Pereira et al. ,2009:45)
Para as situações de
falhas do governo
, podemos confiar no entendimento de Alves eMoreira (2004:58) que afirmam que
falhas de governo
, decorrem de “
potenciais ineficiênciasresultantes da intervenção estatal e das características do processo político
”.
Tais falhas
, qualquer que seja seu tipo (mercado ou governo), levam a umainconstância governamental no que diz respeito ao alcance de Eficiência e Equidade. Isto, porsua vez,
tem
 
frustrado, quase que completamente, a confiabilidade dos serviços que oEstado presta
aos cidadãos. E as razões disso vão desde incompetência técnica governamentalpura e simples, até casos extremos de corrupção ativa e passiva dentro dos próprios governos.Neste sentido, sintomaticamente, parece, de facto, haver uma relação entre baixaequidade e corrupção nos governos. É o que nos mostra o relatório “
Global Corruption Report – 2009
”, emitido pela
Transparency International 
, quando nos relata os achados de seulevantamento do
Corruption Perceptions Index – CPI – 2008
. Informa-nos aquela instituição:
“A simple plot reveals a close association between a good performance in the CPI 2008 and income per head.[…]. Estimates suggest that an improvement in the CPI by one index point (out of ten) isassociated with higher productivity, a growth in capital inflows equivalent to 0.8 per cent of a country’sGDP and an increase in average income by almost 4 per cent.”(Transparency International, 2009)
IV - Dos conceitos de Governança Corporativa e sua contextualização na AdministraçãoPública
Diante deste contexto, não foi por acaso que os cidadãos, em diversos locais domundo, pressionaram por uma aplicação de “boa governança” no contexto da AdministraçãoPública.

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