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Contestação - INDENIZATÓRIA DANOS MORAIS ESTÉTICOS

Contestação - INDENIZATÓRIA DANOS MORAIS ESTÉTICOS

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA TERCEIRA VARA VEL DACOMARCA DE ___________________
Processo nº_____________
 __________________________________,
qualificado nos autos supra, que em seu desfavor promove
 ______________________________________,
também qualificado, porintermédio de seu procurador
in fine
assinado vem com o devido acatamento erespeito ante a ilustre presença de Vossa Excelência, apresentar
C
ONTESTAÇÃO
na presente
 
AÇÃO ORDINÁRIA DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS COMBINADA COM DANOS MORAIS,
com fulcro nos artigos300 e seguintes do Código de Processo Civil, pelos fatos e fundamentos que passaa expor:I - SINTESE DA INICIAL
1.
O requerente informa que ingressou com semelhanteação em 10/11/1998 contra a empresa FACA LEGAL LTDA. que era de propriedadedos requeridos. Ainda, informa que ante a extinção da empresa foi decretada aextinção do processo sem julgamento de mérito por ilegitimidade passiva.O autor eno ingressou contra os requeridos, quesegundo afirma eram os únicos cios da empresa extinta, para a qual orequerente supostamente teria trabalhado de 1/12/1983 à 21/12/1988.Segundo o autor, este foi vítima de um acidente em05/12/1985, no qual supostamente haveria caído uma faísca em seu olho direitoenquanto ponteava com solda algumas peças de trabalho.Afirma que no local de trabalho “pegaram” um frascoque se pensavam ser corio, mas que supostamente continha “forte ácidocorrosivo” que foi aplicado no olho do autor, motivo pelo qual teria sido conduzidoao médico onde foram prestados os primeiros socorros.
1
 
Alega que desde a data do acidente até 26/06/1987 sesubmeteu a tratamento médico. Que o tratamento não surtiu resultado e quehoje tem vários problemas resultantes do suposto acidente o que lhe trouxe danosde natureza moral.Segundo a inicial, os requeridos haveria o demitido antea falta de rendimento de sua atividade, devida supostamente ao dano causadopelo acidente, e que desde então está desempregado.Afirma que devido ao dano sofre discriminação, que foivítima de uma crise familiar, que perdeu todos os rendimentos e que entrou emsituação de penúria, o que lhe trouxe abalo psíquico que
sic tornou-o uma pessoaamarga e sem perspectivas, o que lhe causou afastamento de seus amigos e atémesmo de seus familiares que o evitam
.(g.n)Aduz em sua inicial que a requerida não forneceu osequipamentos de segurança, descumprindo com isso as regras de segurança daCIPA, e agiu com imprudência e negligência ao deixar o “ácido” não tarjado emlocal irrestrito e impróprio, tentando com isso estabelecer o nexo de causalidade.Por fim, o requerente pleiteia a indenização mensalvitalícia no valor de 4,35 salários mínimos, juros de mora e correção, pagamentode parcela anual a título de 13º salário, pagamento de indenização a título dedano moral no valor de 500 salários mínimos, reparação de lucros cessantesatravés de indenização mensal, reparação de danos estéticos, correção monetáriaa partir do evento danoso, parcelas compensarias do Imposto de Renda,pagamento de despesas com procedimentos médicos, constituição de capital econdenação dos requeridos nas custas processuais e honorários advocatícios àordem de 20% sobre a condenação total.
II - DOS FATOS
Ao contrário do que alega em sua inicial os fatos nãoocorreram conforme narrados, convenientemente pelo autor.O requerente no dia dos fatos estava exercendo suafunção de auxiliar de produção e não soldador como aduz em sua inicial, dandoacabamento em algumas peças.Alegando irritação em seu olho direito ele apanhou umfrasco contendo catalisador para massa plástica, que se localizava na área deprodução, e solicitou para que outro empregado aplicasse em seu olho.Após a aplicação do produto o requerente alegandoardência no olho direito, lavou o local com água em abundância e após dar ciênciado fato ao segundo requerido, foi prontamente socorrido e submetido aotratamento médico.Ao contrário do que afirma em sua inicial, osmedicamentos ficavam em local diverso, fora da área de produção, não havendocom isso possibilidade de se confundir e se presumir que o frasco que seencontrava na área de produção ao lado da massa plástica fosse colírio.
2
 
O requerente após o fato continuou laborando para aempresa na época dos requeridos, e, apenas foi dispensado anos depois, devido acorte de pessoal. Aliás, o contrato de trabalho do requerido não foi o único a serrescindido, sendo que na ocasião várias pessoas foram igualmente dispensadas(doc. anexo).Ainda, vale ressaltar que ao contrário do que afirma emsua inicial, o requerente trabalhou para outras empresas após a rescisão docontrato de trabalho. Este inclusive procurou os requeridos para que estesmodificassem o registro em sua carteira profissional de auxiliar de produção parasoldador, visando uma melhor colocação na empresa Souza Cruz.
PRELIMINARMENTE1. Da incompetência em razão da matéria
1.1
O requerente ingressou com ação ordinária deindenização por danos morais e materiais oriundos de acidente supostamenteocorrido em ambiente de trabalho.Segundo o requerente, este estava ponteando peças detrabalho quando caiu uma faísca em seu olho, motivo pelo qual solicitou ajudasendo pingado em seu olho direito líquido que supostamente teria causado osdanos sofridos.
1.2
Tanto a indenizão material como a do danomoral, embora de natureza civil, o decorrentes, no caso de acidente dotrabalho, da relação de emprego, inferindo-se, daí, que a competência paraconhecer do litígio é da Justiça do Trabalho.Não importa a natureza civil do objeto do pedido, massim o fato de que este se inclui no conteúdo do direito do Trabalho. Em setratando de pedido de indenização por dano material, moral e pensão vitalíciadecorrentes de acidente de trabalho e incapacidade por ele supostamentecausada, que teria vitimado o empregado por culpa do empregador, a ConstituiçãoFederal tratou, em seus artigos 109 e 114, de estabelecer a competência daJustiça do Trabalho.
1.3
É nesse sentido o entendimento dos juristas,citando o ilustre Dr. Raimundo Simão de Melo,Procurador-Chefe do MPT/15ªRegião-Campinas
1
:
(...) com clareza a Constituição ( artigos 109 e 114 )tratou da competência da Justa do Trabalho e dacompetência residual da Justa Comum, o maisatribuindo a esta, com exclusividade e como ocorreu nasConstituições anteriores, a competência para as questõesacidentárias. A competência acidentária, agora, está dividida entre a Justiça Ordinária e a Justiça do Trabalho. É da Justiça doTrabalho quando o pleito de indenização material (artigo7º, inciso XXVIII/CF) ou por dano moral (artigo 5º, inciso
1
A
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