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AMÍLCAR CABRAL

AMÍLCAR CABRAL

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Trabalho realizado por Malam Sambú
Trabalho realizado por Malam Sambú

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01/10/2013

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AMÍLCAR CABRAL... O FAZEDOR DE UTOPIAS...
...
Jurei a mim mesmo que tenho que dar a minha vida, toda a minhaenergia, toda a minha coragem, toda a capacidade que posso ter como homem, atéao dia em que morrer, ao serviço do meu povo, na Guiné e Cabo Verde. Ao serviçoda causa da humanidade, para dar a minha contribuição, na medida do possível,para a vida do homem se tornar melhor no mundo. Este é que é o meu trabalho.
 CABRAL, O HOMEM, O POETA, E O LIDER“Amílcar Cabral nasceu guineense e cabo-verdiano, numa generosidade pan-africanaque, paradoxalmente, haveria de ser a sua desgraça. Foi uma das figuras misinteresantes do século XX, uma espécie de melhorada (muito melhora) de Che Guerraafricano. O facto de o seu nome e de a sua obra dizerem hoje tão pouco ás novasgerações de intelectuais africanos, e de ser paraticamente desconhecido fora docontimente, afigura-se uma enorme injustiça.”Filho de Juvenal Cabral e Iva Pinhel Évora, nasce, a 12 de Setembro de 1924 emBafatá, na Guiné-Bissau. Feita a instrução primaria, segiu para São Vicente (CaboVerde) onde frequentou o ensino inicial (Liceu) que na altura não existia na Guiné. Em1945, Obtém a primeira bolsa de estudos do Liceu de Cabo Verde por distinção esegunda da Missão dos Estudantes do Ultramar, por concurso.
 
 ______________________________________________________________________Começa estudos universitários em Lisboa, no Instituto Superior de Agronomia, éprecisamente nesse periodo de estudante que conhece a sua primeira mulher, MariaHelena de Ataíde Vilhena Rodrigues.De referir que durante a noite, dá aulas de alfabetização a operários da zona deAlcântara. Termina o curso de Agronomia com elevadas classificações (17 valoresnuma escalo de 0-18) com uma tese final sobre “A erosão dos solos agrícolas, apartirde uma investigação do conselho alentejano de Cuba.”Com bolsa do Ministério do Ultramar, realiza estágios como engenheiro agrónomo eengenheiro agrónomo colonial. É classificado com 18 valores. Membro (estagiário) dasBrigadas dos Solos de Santarém da Estação Agronómica Nacional (Portugal).Mas a sua passagem por Lisboa, não se limitaria apenas ao curso universitaria, lutacontra o Fascismo ao lado das forças democraticas Portuguesas. Militante doMovimento de Unidade Democrático da Juventude (MUDJuvenil), de que se afasta pora organização não tomar posição perante o problema colonial. Presidente do Comité daCultura "Casa dos Estudantes do Império" (CEI).Em 1951, juntamente com outros futuros dirigentes revolucionarios africanos(Francisco José Tenreiro e Mário Pinto de Andrade), cria o Centro de Estudos Africanosem Lisboa.), a criação do Centro de Estudos Africanos em Lisboa.) cujo o programa dereafricanização dos espiritos contra a politica de asimilação e despersonalização levadaao cabo por colonialismo Portugués, exerse uma emorne influência na constituição maistarde nas organizações politicas que dirigiram a luta de libertação das coloniasafricanas. Casa, a 20 de Dezembro, com Maria Helena Vilhena Rodrigues.A 20 deMarço de 1952, morre o seu pai Juvenal Cabral. Contratado pelo Ministério do Ultramarpara adjunto dos serviços agrícolas e florestais, chega a 20 de Setembro a Bissau, osdois anos que passou no recenciamento agricula da Guiné como engenheiro agrónomo,permiten-lhe conhecer palmo a palmo a realidade viva do seu país, e os necanismo deexploração do seu povo, é nessa altura que cria em Bissau um grupo desportivo, ondedesenvolve uma acão de caracter cultural e politico, por esta altura já estava sob fortevigilancias das autoridades do imperio, a Associação que havia criado, é proibida eAmílcar Cabral é obrigado a abandonar a Guiné.Viaja primeiramente para o Senegal, onde assiste como delegado do governo portuguêsà Conferência "Arachide-Mils" em Bambey. É por essa altura que é consumado o“divorcio” entre Cabral e as autoridades colonial. Amílcar ruma então para Angola,onde realiza trabalhos agronómicos em Angola. Mas ao mesmo tempo parcipa emvarios movimentos de subversão ao Imperio Portugués, entre os quais: Fundação, comViriato da Cruz e outros africanos, do Partido da Luta Unida dos Africanos deAngola (PLUA) Participação na elaboração dos documentos enviados à ONU comvista a servirem de base à discussão do caso português.
 
 ______________________________________________________________________Os finais da decada de 50, revelam-se de extrema importancia para os planos futuros deCabral, sem o imaginar o Imperio Colonial Portugués, havia encontrado na “pessoa” deAmílcar, o seu derrareiro desafio, alias a influencia deste lider africano, é sentida não sópelo imperio Portugués, mas como os outros, já que a sua influencia se fez “sentir” portodas as colonias africanas.Em 19 de Setembro de 1959, numa reunião clandistina realizada em Bissau, Cabral e(seu irmão) Luis Cabral, Aristides Pereira, julio de Almeida, Fernando Fortes, e EliséeTurbin fundan o PARTIDO AFRICANO PARA INDEPENDENCIA DA GUINÉ E DOCABO VERDE (PAIGC).O Partido tinha como principais objectivos:
A liquidação da dominação colonial portuguesa;A criação de bases indispensáveis para a construção de uma vida nova paraos povos da Guiné-Bissau e de Cabo Verde;A construção da paz, do bem-estar e do progresso contínuo do povo daGuiné--Bissau e de Cabo Verde:
Dois meses depois participa em Lunada (Capital de Angola) da criação doMOVIMENTO POPULRAR PARA A LIBERTAÇÃO DA ANGOLA (MPLA).Entre a criação dos dois movimentos acimas referenciadas, Amílcar ainda esteveenvolvido em diversas actividades.Nas suas estadas em Portugal, divulga, entre os estudantes africanos, a ideia danecessidade de criar em Portugal uma organização para a luta contra o colonialismoportuguês. Funda, com Viriato da Cruz, Mário Pinto de Andrade, Lúcio Lara, Marcelinodos Santos e outros, e por inspiração do MPLA e do PAI, o Movimento pela Libertaçãodos Povos das Colónias Portuguesas (MLPCP).
 
Com outros camaradas, estabelece as bases para a união do MPLA com a Uniãodas
 
Populações de Angola (UPA).
 
Colaborador Extraordinário da Junta de Investigação do Ultramar (Lisboa).
 
Colaborador do professor J.V. Botelho na cadeira de Conservação do Solo doInstituto
 
Superior de Agronomia (Lisboa) para os estudos do solo de Angola.
 
Colaborador permanente do professor Arie L. Azevedo na cadeira de AgriculturaTropical Solo do Instituto Superior de Agronomia (Lisboa) para os estudos datecnologia do solo em certas regiões de Angola.
 
Assistente permanente do professor C. M. Baeta Neves na cadeira deEntomologia Agrícola do Instituto Superior de Agronomia (Lisboa).
 
Membro efectivo da Sociedade de Ciências Agronómicas (Lisboa)

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