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Caio Fábio
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CAIOFABIO
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Introdução
Quem disse que o cristão evangélico está livre de problemas?"Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereistribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo" Jesus Cristo (João 16:.33)Somos humanos e pecadores e todos carecemos da GRAÇA de DEUS."Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Romanos 3.23)Este e-book reúne em um só volume uma série de e-mails enviados ao irmão CaioFábio D´Araújo Filho, entre 2004 e 2005, pedindo conselhos e orientações ao experientepastor, acerca de problemas conjugais, sexuais, traumas e angústias de quem procuraalguém para desabafar, confessar, gritar pedindo socorro, enfim... de quem busca ajuda epalavras de consolo.Por questões de privacidade obviamente os nomes dos remetentes foram omitidos.Bem vindo ao consultório virtual do irmão Caio, uma sala pastoral dentro do site
 
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que pode ajudá-lo a entender seu sofrimento."Mas graça a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo" (1Coríntios15.57)
VOCÊ LUTA CONTRA AS TENTAÇÕES?
Tentação! Quem não as tem? Quem nunca as teve? Quem jamais as terá? Sim, de
 
todos os tipos e de todas as formas. Indo de realidades subjetivas às mais grotescasvontades de realizações objetivas e concretas.O Evangelho praticamente inicia com o tema da tentação!Por isto não é de admirar que Jesus tenha nos mandado vigiar e orar para não se"cair em tentação". E com este "cair em...",Ele revela que a tentação tem suas estações; ou seja: seasons.Ora, esta "estação das tentações" têm a ver com as dinâmicas psiquicas de nosso ser,conforme também aconteceu com Jesus.Na fome, na necessidade de afirmação e no desejo de cumprir Sua missão, a tentação
 
veio como indução para transformar pedras em pães (fome), como impulso para resolverquem Ele era aos olhos de todos de uma vez (Pináculo) e como um "bypass" no tempo,
 
queimando etapas, sobretudo a etapa da Cruz (o Monte Alto).Portanto, quando Ele mandou orar para evitar a tentação, com isto não ensinava nema devoção neurótica (orar contra a tentação), nem a atitude paranóica (poderei seratingido pela tentação a qualquer momento).Sim, porque o que Ele ordena é que se encha a mente de oração, de um falarconstante com Deus, e que nada mais é senão um falar consigo mesmo em Deus; de tal
 
modo que o pensar não é de si para si, mas acontece em Deus, vivendo assim em
 
permanente estado de conferência com Ele; em tudo.Além disso, no Pai Nosso, Ele vincula o "não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mau" — ao contexto antecedente, que fala de estar cheio e tomado pelo Pai, pelodesejo de que Seu nome seja em nós santificado, que sei reino cresça em nós (venha!), quea vontade Dele tenha seu lugar e chão em nós; além de nos remeter para a busca do que édo céu aqui na Terra.Assim, uma das maiores prevenções contra a tentação tem a ver com uma devoçãoprofunda e não neurótica; posto que se propõe a buscar o que é maior e mais elevado, ao
 
invés de se deixar tomar pelo que aqui da Terra. Botar as coisas da Terra sobre aquilo queé eterno, é o que abre o espaço existencial maior para a tentação.Portanto, "orai...", diz Ele, para que não se caia em tentação!É esse orar aquilo que mais e melhor previne a estação das tentações.Todavia, se alguém decide orar contra ou por causa da tentação, mais tentado aindaficará; posto que a tentação, pela via da oração e por ela própria, se torna algo "fixo como
 
pensamento", e que apenas cresce mais e mais em nós.Este tema da tentação é interminável, como infindáveis são as pulsões de tentaçãohumana. Entretanto, sendo simples e prático, eu digo que o que de melhor se pode fazerpor si mesmo na hora da tentação, não é pensar que podemos vencê-la, mas sim que nãotemos o poder, em nossa carne, para combatê-la... E, assim, sabendo disso, virmos adescansarmos em relação à tentação, pois ela se alimenta de nossa luta contra ela.Afinal, o que não pode ser vencido pelas nossas próprias forças, havendo confiançana Graça, já deveria estar vencido como ansiedade em nós; pois, se não posso, por que se
 
afligir com tal impossibilidade? Assim, é esse cinismo santo para com o poder da tentação,e que resulta de nossa confiança na Graça de Deus, aquilo que deve tirar o poder daansiedade e do medo pelo qual a tentação cria metástases em nossa mente, em todo o
 
nosso processo de pensar.Quanto mais se enfrenta a tentação como tal, mais ela cresce em nós; e se orarmoscontra ou em razão dela, mais ela se "fixa" em nós; tornando-se uma devoção diabólica;fazendo-nos "orar" contra aquilo que só se torna o que tememos quando é tratado comotal.A única maneira de enfrentá-la é deixando-a rouca... falando sozinha... sem respostanossa... enquanto nos desobrigamos de conversar com ela... ou de respondê-la... ou demostrar para Deuse para nós mesmo que temos "o poder do livramento"... e que por isto a
 
venceremos.Isto porque o "poder do livramento" do qual nos fala Paulo, escrevendo aosCoríntios, só se efetiva na vida daquele que descansa no livramento que já é; e que não
 
apenas será se o tornarmos real por nossas próprias forças!Quando se confia na Graça e no amor de Deus por nós, toda tentação perde seu
 
poder; e se descansarmos na certeza de que Jesus já foi também tentado por nós,conhecendo cada uma de nossas fraquezas ou tendências, mais vicária e transferível, pelafé, será a vitória de Jesus em nosso favor. Se houver confiança e descanso, é claro!
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