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Cultivo de Feijão-Caupi(pragas)

Cultivo de Feijão-Caupi(pragas)

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Principais pragas do feijão caupi
Principais pragas do feijão caupi

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Published by: Thiago Alberto Alencar on Mar 15, 2011
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Cultivo de Feijão-Caupi
Pragas da parte aérea
Endereço:http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Feijao/FeijaoCaupi/pragas_aereas.htm
Pragas das folhas
 
Vaquinhas
: as espécies de vaquinhas mais comuns em feijão-caupi são:
Diabrotica speciosa
(Germar, 1824) e
Cerotoma arcuata
(Olivier, 1791)(Coleoptera: Chrysomelidae).Os adultos dessas espécies medem aproximadamente 4 mm de comprimento. Osde
D. speciosa
são de coloração verde e amarela e os de
C. arcuata
, preta eamarela (Fig. 20 e 21).
Figura 20.
Adulto de vaquinha:
 
Diabroticaspeciosa
(Germar).
Foto: Paulo Henrique Soares da Silva
 
Figura 21.
Adulto de vaquinha:
Cerotomaarcuata
(Olivier).
Foto: Paulo Henrique Soares da Silva
 
As fêmeas dessas pragas põem seus ovosnas plantas próximos ao solo. Após cercade sete dias da postura as larvas eclodeme passam a alimentar-se das raízes dasplantas. (Zucchi
et al 
., 1993).O ataque desses insetos nas raízes dasplantas de feijão-caupi podem serconfundidos com o ataque de outrosinsetos subterrâneos, entretanto, aoanalisar as plantas no campo, deve-seobservar também o solo próximo dasraízes para certificar-se da presençadessas ou de outras pragas subterrâneas.A ocorrência das larvas de vaquinhascomo pragas das raízes em feijão-caupi émuito esporádico, entretanto, é umapraga em potencial, podendo a qualquermomento atingir níveis de danoseconômicos.Os produtos para tratamento de sementes ou aplicação no sulco de plantio podemser empregados para seus controles, entretanto não se recomenda fazer otratamento preventivo, devido a sua esporadicidade.Os adultos alimentam-se das folhas e esporadicamente das vagens, Fig. 22, einiciam esta atividade logo que as plantas emitam os primeiros folíolos. Uma
 
grande população de vaquinhas podem ocasionar grandes perdas da área foliar enesses casos convém uma análise do percentual de perdas nas folhas e o que essasperdas irão influenciar no rendimento da cultura, para então, ser tomada umadecisão de controle. Entretanto, os maiores danos ocasionados por esses insetossão a sua capacidade de transmitirem vírus.
C. arcuata
e
D. speciosa
transmitem ovírus do mosaico severo do feijão-caupi.
Figura 22.
Adulto de vaquinha:
Cerotomaarcuata
(Olivier) alimentando-se de vagem.
Foto: Paulo Henrique Soares da Silva
 
O controle dos adultos visando adiminuição de plantas infectadas porvírus não é uma prática recomendável,por outro lado, a Embrapa Meio-Norte jálançou diversas cultivares comresistência múltiplas à vírus. O usodessas cultivares é a forma mais corretase evitar a contaminação da lavoura porviroses.No entanto, caso haja necessidade de um controle visando a diminuição dapopulação devido ao grande consumo de área foliar, pode-se utilizar produtos empulverização, dando-se preferência aos produtos menos tóxicos e mais seletivos.
Lagarta-militar:
Spodoptera frugiperda
 
(J. E. Smith, 1797) (Lepidoptera:Noctuidae)A lagarta-militar é uma das principais pragas da cultura do feijão-caupi, podeocorrer em qualquer época em que a planta é cultivada e seu ataque pode iniciar-se logo nos primeiros dias após a emergência das plantas, período em que asmesmas são muito sensíveis ao desfolhamento.
Figura 23.
Lagarta-militar, dos milharais ou docartucho
Spodoptera frugiperda
(J. E. Smith).
Foto: Paulo Henrique Soares da Silva
 
As lagartas completamentedesenvolvidas medem cerca de 35mm de comprimento, Fig. 23, corpocilíndrico de coloração marrom-acinzentada no dorso e esverdeada naparte ventral. (Cruz
et al 
., 1999).Os adultos são mariposas de aproximadamente 30 a 35mm de envergadura comasas anteriores de coloração marrom-acinzentada, tendo os machos, manchas noápice bem visíveis, enquanto que, nas fêmeas são quase imperceptíveis (Fig. 24).Em ambos os sexos as asas posteriores são esbranquiçadas e hialinas.
 
Figura 24.
Adultos de
Spodoptera frugiperda
(J.E. Smith): fêmea – esquerda e macho – direita.
Foto: Paulo Henrique Soares da Silva
 
Os ovos são colocados em massasrecobertas por pelos da própriamariposa, próximas às culturas ousobre a própria planta. Após 3 dias,aproximadamente, eclodem as lagartas,que a princípio, raspam o parênqüimafoliar ao redor da postura, se espalhame iniciam a raspagem do limbo dasfolhas novas e posteriormente, migrampara outras plantas, alimentando-se dasfolhas ou das vagens por todo o restodo estado larval que dura cerca de 20dias, consumindo cerca de 200 cm
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defolha, sendo que o maior consumo sedá nos dois últimos estágios.Um comportamento de
S. frugiperda
é o de seccionar as plantas ainda novas naregião do colo, provocando o tombamento das mesmas à semelhança do ataque dalagarta-rosca
A. ipsilon
. O conhecimento das características das duas lagartas é defundamental importância para a identificação das espécies e tomada de decisãoquanto a medida de controle.O controle mais indicado para essa praga é o biológico com aplicação do
Baculovirus spodoptera
. Este inseticida biológico é produzido a partir de lagartasinfectadas por este vírus. Conforme recomendações de Valicente & Cruz (1991) aaplicação do baculovirus pode ser feita a partir de lagartas infectadas maceradasem água ou do vírus formulado em pó molhável. Outro produto biológico tambémrecomendado é o
Bacillus thuringiensis
. Esses bioinseticidas são mais eficientesquando aplicados nas lagartas ainda pequenas, no máximo 1,5 cm de comprimentoou quando as plantas estão com os sintomas de folhas raspadas.A liberação de parasitóides como
Trichogramma
na cultura é também uma práticarecomendável. Cruz
et al.
(1999) recomendam a liberação de cerca de 100 000indivíduos por hectare quando aparecerem as primeiras posturas ou adultos dapraga.
Lagarta-dos-capinzais ou mede-palmo
:
Mocis latipes
(Guenée, 1852)(Lepidoptera: Noctuidae)A lagarta-dos-capinzais,
M latipes
, é uma praga esporádica, entretanto, quandoocorrem condições favoráveis, seu ataque tem-se mostrado devastador na culturado feijão-caupi.

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