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 Resumo
As células-tronco embrionárias possuem capacidadeilimitada de multiplicação e grande potencial de sediferenciar em todos os tipos celulares encontradosem um indivíduo adulto. Essas características facilitama sua utilização em pesquisas sobre odesenvolvimento embrionário, testes toxicológicos denovos fármacos e, eventualmente, no tratamento depatologias humanas e animais. No entanto, para quetodos estes estudos sejam possíveis, é necessáriocompreender maneiras adequadas de cultivá-las.Neste trabalho, iremos fazer uma breve revisão sobreas formas de manutenção deste tipo celular nolaboratório, bem como quais os desafios que aindaprecisam ser superados para se conseguir definir acondição ideal de cultivo das mesmas.Jader Nones
Médico Veterinário, estudante de Doutorado doCurso de Pós-Graduação em Ciências Morfológicasda Universidade Federal do Rio de Janeiro.
adernones@anato.ufrj.br 
Bruna da Silveira Paulsen
Estudante de Ciências Biológicas – ModalidadeMédica da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
paulsen@anato.ufrj.br 
Endereço para Correspondência
UniversidadeFederal do Rio de Janeiro, Instituto de CiênciasBiomédicas, Centro de Ciências da Saúde, Bloco F,Ilha do Fundão, 21941-590, Rio de Janeiro, Brasil
O admirável mundodas células-tronco embrionárias
 
 
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O admirável mundo das células-tronco
ANO I
VOL 1
NUM 01
Células-tronco embrionárias:entendendo quem é quem
 Células-tronco embrionárias possuem capacidadeilimitada de multiplicação e grande potencial de sediferenciar em todos os tipos celulares encontradosem um indivíduo adulto (
Watt e Hogan, 2000
). Devidoa essas características, elas se tornaram as principaiscandidatas para terapias de regeneração de tecidos eórgãos lesados.As primeiras células-tronco embrionárias foramisoladas a partir de embriões de camundongo no inícioda década de 80 (
Evans, 1981
), porém, somente nofinal dos anos 90 foi realizado o isolamento deste tipocelular na espécie humana (
Thomson et al., 1998
).De acordo com sua origem, capacidade de auto-renovação e potencial de diferenciação, as células-tronco são classificadas como totipotentes,pluripotentes ou multipotentes. As células-troncototipotentes, cujo único representante é o zigoto, sãocélulas capacitadas a originar um organismo adultocompleto se implantadas no útero materno. Já ascélulas-tronco pluripotentes – das quais a célula-tronco embrionária faz parte – apesar de daremorigem a todos os tipos celulares de um indivíduoadulto, não possuem a competência de formar umorganismo completo, por não originaremnaturalmente os anexos embrionários necessários aodesenvolvimento do embrião. Finalmente, as células-tronco adultas possuem o potencial de diferenciaçãomais restrito por se encontrarem em um estágio maisavançado do desenvolvimento e somente originarãocélulas oriundas do mesmo microambiente de ondeforam extraídas: células-tronco do sangue sóoriginarão células sanguíneas; células-tronco docérebro só originarão células nervosas e assim por diante (
Rehen e Paulsen, 2007
).As células-tronco embrionárias são derivadas damassa celular interna de blastocistos (Figura 1).Nessa fase do desenvolvimento, torna-se possível aidentificação de um grupo celular na periferia doembrião, que dará origem aos anexos embrionáriosessenciais para seu suporte durante a gravidez, eoutro grupo de células, a massa celular interna, queformará todos os tipos celulares do indivíduo adulto.Ao serem isoladas dos blastocistos, as células-tronco embrionárias podem ser cultivadas emlaboratório, onde mantém morfologia típica, crescendosob a forma de colônias compostas por centenas decélulas. Nessas condições, as células permanecemindiferenciadas. No entanto, para estudos dodesenvolvimento celular ou até mesmo para ensaiosclínicos (atualmente restritos a animais), é necessárioque haja uma indução prévia de diferenciação paraum tipo celular desejado. A diferenciação pode ser induzida de diversas maneiras, (como, por exemplo,através do tratamento com fatores de crescimento,citosinas e hormônios) às quais não iremos nos ater nessa breve revisão.
Como células pluripotentessão cultivadas?
 O enorme potencial terapêutico das células-troncoembrionárias motivou pesquisadores em todo omundo a buscar métodos para seu cultivo emlaboratório (
in vitro 
). Essas pesquisas sãoimportantes, pois permitem compreender melhor tantoo comportamento destas células, quanto osprocedimentos para mantê-las em estado pluripotente.Embora exista grande expectativa para o uso dascélulas-tronco embrionárias, uma metodologia ideal decultivo para as mesmas ainda não foi encontrada.Atualmente, o que se sabe é que inúmeros cuidadossão necessários para que processos de diferenciaçãonão controlados sejam desencadeados, fazendo comque as mesmas adquiram um fenótipo indesejado, ouseja, percam a pluripotencialidade.Mas ainda não foi encontrada uma metodologiaideal de cultivo para as células-tronco embrionárias, oque resulta em uma enorme diversidade de protocolosde manutenção. Atualmente, o que se sabe é queinúmeros cuidados são necessários para queprocessos de diferenciação não controlados sejamdesencadeados e a célula adquira um fenótipoindesejado , ou seja, perca a pluripotencialidade.No início das pesquisas com células-troncoembrionárias, alguns compostos foram caracterizadoscomo fundamentais na manutenção dascaracterísticas dessas células – como, por exemplo, ofator inibidor de leucemia (LIF, do inglês LeukemiaInhibition Factos) no caso das células-tronco murinas(de camundongos), ou fator de crescimento defibroblasto (FGF-2) no caso das células-troncoembrionárias humanas.No entanto, tendo conhecimento da enormecomplexidade destas células, seria ingênuo acreditar que apenas a adição de algumas substâncias poderiaser suficiente para mantê-las indiferenciadas e comcaracterísticas de auto-renovação. Observou-se,então, desde o início do isolamento das mesmas, que
 
 
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O admirável mundo das células-tronco
ANO I
VOL 1
NUM 01
era também necessário, junto ao cultivo destascélulas, a presença de uma monocamada celular,chamada de camada alimentadora. A funçãoprimordial dessa camada alimentadora é secretar emanter a estabilidade de fatores celulares solúveis,além de servir como substrato celular, aumentando aaderência e adaptação das células-tronco nas placasde cultivo. As células da monocamada celular, antesde entrarem em contato direto com as células-troncoembrionárias, têm o seu crescimento inibido por alguma substância química, como mitomicina C, oupor irradiação com raios
γ
, de forma que os dois tiposcelulares não venham a competir por nutrientes..A primeira linhagem de células-troncoembrionárias foi estabelecida com o uso de umamonocamada de fibroblastos embrionários murinos –MEF, do inglês Murine Embryo Fibroblast (
Evans,1981
; Figura 2A). Apesar da grande aceitação dessetipo celular como camada alimentadora, ainda não sesabe com detalhes a composição dos fatoressecretados pela MEF. Contudo, sabe-se que o LIF éum dos principais componentes secretados por essetapete, o que justifica, pelo menos no caso dascélulas-tronco embrionárias murinas, a aparência
Figura 1: Esquema sobre a obtenção de células-tronco embrionárias a partir da massa celular interna de um blastocisto.
Após a fecundação, ocorre o início do desenvolvimento do indivíduo, chegando a formação de uma estrutura denominada de blastocisto. É nessafase de desenvolvimento que as células-tronco embrionárias (células pluripotentes) são retiradas, isoladas e cultivadas em laboratório (
in vitro 
). Ocultivo normalmente é realizado sobre um tapete de células, conhecido como camada alimentadora. Este tapete celular, formado normalmente por fibroblastos embrionários de camundongo, que tem a função de auxiliar na auto-renovação e manutenção da pluripotencialidade das células-troncoembrionárias mantidas por longos períodos
in vitro 
. Quando retirada a camada alimentadora e submetidas a protocolos de diferenciação específicos,estas células podem se diferenciar em todos os tipos celulares do indivíduo adulto.

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