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Laboratório Virtual de Comunicação: Liberdade na expressão com uso de softwares livres ( um estudo de caso do Link Recôncavo)

Laboratório Virtual de Comunicação: Liberdade na expressão com uso de softwares livres ( um estudo de caso do Link Recôncavo)

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Published by Rosivaldo Merces
Este artigo apresenta uma visão conceitual sobre software livre bem como seu
surgimento e sua consolidação no mercado. A partir dessa plataforma torna-se possível a
construção de diversas expressões midiáticas (sites, podcasts, edição de áudio/vídeo). A
discussão também envolverá a utilização desses recursos no processo de construção do portal
Link Recôncavo ( Laboratório virtual da disciplina Jornalismo Online do curso de Jornalismo
da
Universidade
Federal
do
Recôncavo
da
Bahia),
disponível
em
www.ufrb.edu.br/linkreconcavo.
Palavras Chave: Software Livre; Link Recôncavo, Tecnologia da Informação e Comunicação.
Este artigo apresenta uma visão conceitual sobre software livre bem como seu
surgimento e sua consolidação no mercado. A partir dessa plataforma torna-se possível a
construção de diversas expressões midiáticas (sites, podcasts, edição de áudio/vídeo). A
discussão também envolverá a utilização desses recursos no processo de construção do portal
Link Recôncavo ( Laboratório virtual da disciplina Jornalismo Online do curso de Jornalismo
da
Universidade
Federal
do
Recôncavo
da
Bahia),
disponível
em
www.ufrb.edu.br/linkreconcavo.
Palavras Chave: Software Livre; Link Recôncavo, Tecnologia da Informação e Comunicação.

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Laboratório Virtual de Comunicação: Liberdade na expressão com uso de softwareslivres ( um estudo de caso do Link Recôncavo).
Alene da Silva Lins
1
Hamurabi Brandão de Santana Dias
2
Rosivaldo Mercês de Souza
3
Resumo: Este artigo apresenta uma visão conceitual sobre software livre bem como seusurgimento e sua consolidação no mercado. A partir dessa plataforma torna-se possível aconstrução de diversas expressões midiáticas (sites, podcasts, edição de áudio/vídeo). Adiscussão também envolverá a utilização desses recursos no processo de construção do portalLink Recôncavo ( Laboratório virtual da disciplina Jornalismo Online do curso de Jornalismoda Universidade Federal do Rencavo da Bahia), disponível emwww.ufrb.edu.br/linkreconcavo.Palavras Chave: Software Livre; Link Recôncavo, Tecnologia da Informação e Comunicação.
1
Alene Lins é docente da UFRB (cursos de Jornalismo, Cinema e Gestão de Cooperativas),orientadora e moderadora do site Link Recôncavo (www.ufrb.edu.br/linkreconcavo) e coordenadorada linha de pesquisa Audiovisual em Software Livre no Grupo de Estudos e Práticas Laboratoriais emSoftware Livre e Multimeios. 
2
Hamurabi Dias é discente da UFRB, curso de Jornalismo, colaborador e editor do site LinkRecôncavo e integrante Grupo de Estudos e Práticas Laboratoriais em Software Livre e Multimeios. 
3
Rosivaldo Mercês é discente da UFRB, curso de Jornalismo, colaborador do site Link Recôncavo eintegrante Grupo de Estudos e Práticas Laboratoriais em Software Livre e Multimeios.
1
 
INTRODUÇÃO
A produção coletiva de programas de computadores tem seu início na década de 1960,quando programadores buscavam criar sistemas operacionais que rodassem em todas asmáquinas, com aperfeiçoamentos constantes (CASTELLS, 2003). Mas esse comportamentocoletivo sofre grande abalo em 1984, quando da decisão comercial da AT&T de reivindicar direitos de propriedade sobre o sistema operacional UNIX, criado com a colaboração dediversos programadores. A AT&T fechou o código fonte
4
do UNIX e o sistema passou a ser de propriedade dela. O que parecia uma ruptura no sistema livre de trabalho dosprogramadores entusiastas, acabou desencadeando o movimento do software livre – ummovimento político tecnológico – criado por Richard Stallman, programador do Laboratóriode Inteligência Artificial do Instituto de Tecnologia de Massachussets _MIT, nos EstadosUnidos. Stallmam, junto com um grupo de programadores, começou então nesse momento odesenvolvimento de um novo sistema operacional, baseado no UNIX, que foi nomeado deGNU.Simultaneamente ao desenvolvimento desse sistema, Stallmam cria a Free SoftwareFundation (FSF) e elaborou um esboço jurídico que garante a abertura do código fonte, aplena liberdade de uso, aperfeiçoamento e distribuição dessa tecnologia.Apesar de ter sido criado as condições políticas favoráveis à manutenção e aodesenvolvimento de softwares livres, um dos sistemas centrais do Projeto GNU, o Kernel
5 
HURD, não funcionou como deveria. Em 1991, o estudante Linus Torvalds cria um novokernel para o projeto GNU, que ele chamou de Linux, hoje utilizado em milhões decomputadores, como sistema alternativo às plataformas operacionais de softwaresproprietários.O software livre se caracteriza pelo desenvolvimento colaborativo e pelo livre acessoao código fonte, o que assegura aos seus usuários as quatro liberdades (Silveira, 2004): 1- A
4
É o conjunto de palavras ou símbolos escritos de forma ordenada, contendo instruçõesem uma das linguagens de programação existentes, de maneira lógica. Existemlinguagens que são compiladas e as que são interpretadas. As linguagens compiladas,após ser compilado o código fonte, transformam-se em software, ou seja, programasexecutáveis. Este conjunto de palavras que formam linhas de comandos deverá estardentro da padronização da linguagem escolhida, obedecendo a critérios de execução.Atualmente, com a diversificação de linguagens, o código pode ser escrito de formatotalmente modular, podendo um mesmo conjunto de códigos ser compartilhado pordiversos programas e, até mesmo, linguagens.
5
 
O Kernel de um sistema operacional é entendido como o núcleo deste ou, numa tradução literal, cerne. Elerepresenta a camada de
software
mais próxima do
hardware
, sendo responsável por gerenciar os recursos dosistema computacional como um todo.
2
 
liberdade de uso para qualquer finalidade; 2 - a liberdade de estudar o softwarecompletamente; 3 - a liberdade de alterar e melhorar o software; 4 - a liberdade de redistribuir as alterações feitas.Dessa forma, segundo a Free Software Foundation, o software livre é conceituadocomo qualquer programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado eredistribuído sem nenhuma restrição, exceto que as liberdades sejam mantidas. Na esteiradesse conceito surgem outras definições como software código-aberto e software proprietário.O código-aberto permite que o usuário apenas tenha acesso ao código fonte, não podendoalterá-lo e o proprietário, ou comercial, que permite o uso através da venda de licenças, naqual o usuário utiliza o produto para certos propósitos e por determinado período de tempo. Aindústria dos softwares proprietário é regida pelas leis de direitos autorais dos países em quesão produzidos e comercializados. Sobre a questão do software proprietário Silveira (2004)critica os princípios de seu desenvolvimento:
Quando falamos em software proprietário estamos falando de um modelo dedesenvolvimento e distribuição baseado em licenças restritivas de uso. Estamosfalando em autoria e propriedade do software. Em analogia, estamos falando que areceita não é mais entregue junto com o bolo, pois as pessoas estariam impedidas demodificar e redistribuir aquela receita. O modelo de software proprietário esconde osalgoritmos que o compõem. Apesar de ser composto por informações agrupadas e dese basear em conhecimentos acumulados pela humanidade, a indústria de softwareproprietário se direcionou para tentar bloquear e evitar que o caminho de seudesenvolvimento fosse semelhante ao desenvolvimento do conhecimento científico.A ciência cresce a partir do princípio de compartilhamento, e não a partir da idéia depropriedade.
É nesse âmbito dos direitos autorais, ou em inglês
copyright 
, que surge uma novaforma de se pensar o direito de uso das propriedades intelectuais, o
Copyleft 
, popularizado por Stallmam ou associá-lo a GPL (que significa General Public License, ou Licença PublicaGeral), que rege o uso e distribuição de softwares livres. A linha geral da copyleft determinaque todo programa licenciado pela GPL, tenha esses direitos repassados aos outros usuáriosno momento de sua distribuição, ou seja, essa licença requer que os direitos de quaisquer modificações feitas no aplicativo sejam passadas adiante com a liberdade de modificá-losnovamente. A GPL não permite, portanto, que o usuário ao modificar o sistema se apoderedessas mudanças para comercializá-lo.Sobre esse debate Lessig (2005) nos trás a seguinte reflexão:
O mais importante para os nossos propósitos é que apoiar o software livre e o decódigo aberto não significa ser contra copyrights. O software livre e o de códigoaberto não são software em domínio público. De fato, como no caso do software daMicrosoft, os detentores dos copyrights de software livre e de código aberto insistemfortemente que os termos das suas licenças de software devem ser respeitados por aqueles que adotam tais softwares. Os termos de tais licenças são, sem sombra de
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