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A Relação existente entre os Princípios Constitucionais do Processo e o Anteprojeto do novo CPC

A Relação existente entre os Princípios Constitucionais do Processo e o Anteprojeto do novo CPC

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Published by André Torres
O trabalho se propõe a discorrer sobre os princípios constitucionais dispostos nos primeiros onze artigos do Anteprojeto do Novo Código Civil. Trata-se da adoção de uma tendência que no Brasil vinha tomando proporções cada vez maiores desde a promulgação da Carta Cidadã de 1988, conhecida como constitucionalização do processo. Trata-se de interpretar e aplicar o direito processual (no nosso caso o civil) com a observância dos princípios e garantias processuais elencados na Constituição.
O trabalho se propõe a discorrer sobre os princípios constitucionais dispostos nos primeiros onze artigos do Anteprojeto do Novo Código Civil. Trata-se da adoção de uma tendência que no Brasil vinha tomando proporções cada vez maiores desde a promulgação da Carta Cidadã de 1988, conhecida como constitucionalização do processo. Trata-se de interpretar e aplicar o direito processual (no nosso caso o civil) com a observância dos princípios e garantias processuais elencados na Constituição.

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A Relação existente entre os Princípios Constitucionais do Processo e o Anteprojeto donovo CPC: Uma pequena análise sobre os primeiros onze artigos deste.¹O Anteprojeto do Novo Código de Processo Civil, até nesta data em trâmiteno Congresso Nacional, traz inovações não presentes no Código atual em vigor, datadode 1973. A principal inovação, sem sombra de dúvidas, é a positivação de algunsprincípios constitucionais do processo, localizada em seus primeiros 11 artigos,determinando que, ao processo civil, deverão ser observados, disciplinado e interpretadoconforme os "valores e garantias fundamentais da Constituição da República Federativado Brasil.Trata-se da adoção de uma tendência que no Brasil vinha tomandoproporções cada vez maiores desde a promulgação da Carta Cidadã de 1988, conhecidacomo constitucionalização do processo. Trata-se de interpretar e aplicar o direitoprocessual (no nosso caso o civil) com a observância dos prinpios e garantiasprocessuais elencados na Constituição. É uma ruptura histórica, a transformação doestado liberal extremamente privatista (que tinha o Código Civil como a expressãomáxima do direito) para o estado garantidor dos direitos e garantias fundamentais, no qualo interesse social tem prevalência sobre o interesse privado.Desta forma, a Constituição, por seus valores e princípios elevados, que sefundamenta no princípio da dignidade da pessoa humana e que tem por objetivo perseguir a construção de uma sociedade livre, justa e solitária, e por servir de fundamento devalidade para todo o ordenamento jurídico (Supremacia da Constituição) não poderiadeixar de influenciar a produção de normas processuais materialmente coerentes com osseus ditames.Primeiramente, cabe relembrar que o ordenamento jurídico vigente veda aautotutela como meio de satisfação e realização do direito frente a uma pretenoresistida. Cabe ao Estado, pois, o exercício da jurisdição, "uma das funções do Estado,mediante ao qual este se substitui aos titulares dos interesses em conflito para,________________________________________________________________________ 
¹
André Felipe Silva Torres
, bacharelando em Direito e pós-graduando
lato sensu 
em Direito ProcessualCivil pela Universidade Regional do Cariri - URCA.
 
imparcialmente, buscar a pacificação do conflito que os envolve" (GRINOVER, A.P.;CINTRA, A.C.; DINAMARCO, C.R, 2006, p. 145). O instrumento de que se utiliza o Estadopara aplicar a jurisdição é o processo. Por fim, o direito processual simplificadamenteprescreve normas instrumentais com o escopo de atingir a realização e satisfação dosdireitos das pessoas. Em verdade, trata-se de matéria de ordem pública, de grandeimportância, e que pode resultar na privação de bens ou mesmo a liberdade do indivíduo.Ora, por tratar de matéria de tamanho relevo, é imprescindível que o direito processualtenha por pressupostos os princípios e garantias fundamentais, decorrentes do EstadoDemocrático de Direito.Entre os princípios constitucionais processuais, podemos destacar alguns,quais sejam o devido processo legal, juiz natural, inafastabilidade da jurisdição e acesso àjustiça, publicidade, motivação das decisões judiciais e celeridade processual. Taisprincípios encontram-se expressamente no Capítulo I do Anteprojeto do Novo CPC, ouimplicitamente em outros dispositivos mais específicos, que remontam à observância dosprincípios e garantias processuais constitucionais.Vejamos a seguir o teor do contido no Capítulo I do Anteprojeto, denominadoDos Princípios e das Garantias Fundamentais do Processo Civil, tecendo algumaspequenas considerações, de forma a proceder uma correlação entre o disposto naConstituição e no Novo CPC:
Art. 1º O processo civil será ordenado, disciplinado e interpretadoconforme os valores e os princípios fundamentais estabelecidosna Constituição da República Federativa do Brasil, observando-seas disposições deste Código.
O artigo primeiro, bem generalista, "positiva" na legislação ordinária o que,em tese, deve ser observado na interpretação, aplicação e disciplina de qualquer diplomainfraconstitucional, que é a observância e a coerência substancial com os princípiosfundamentais estabelecidos na Constituição Federal. O processo, portanto, não deve ser visto como um fim em si mesmo, mas como instrumento eficaz de promover a própriadignidade da pessoa humana; é "método por meio do qual se realizam valoresconstitucionais" (Anteprojeto do Novo Código de Processo Civil - Exposição de Motivos).O devido processo legal, por exemplo, é garantia ao indivíduo de se ver privado de seusbens ou a liberdade somente após pronunciamento judicial, depois de esgotadas todas as
 
fases de exercício dos poderes e faculdades processuais, como o contraditório e a ampladefesa; enfim, que se estabeleça um processo. Ademais, "o exercício da jurisdição só setorna legítimo com a observância das garantias do devido processo legal" (GRINOVER,A.P.; CINTRA, A.C.; DINAMARCO, C.R, 2006, p. 88).
Art. 2º O processo começa por iniciativa da parte, nos casos e nasformas legais, salvo exceções previstas em lei, e se desenvolvepor impulso oficial.Art. 3º Não se excluirá da apreciação jurisdicional ameaça oulesão à direito, ressalvados os litígios voluntariamente submetidosà solução arbitral, na forma da lei.
Nestes artigos, há menções ao direito fundamental de ação e a garantia dainafastabilidade do controle jurisdicional; também há de se interpretar o princípio dainércia do poder jurisdicional. De fato, é pelo exercício da ação que o indivíduo podeinvocar a prestação jurisdicional para tutelar o seu direito ou o bem da vida considerado.O Poder Judiciário, em regra, só pode se manifestar após devida provocação da parte,para que instaure a relação jurídica processual. A partir daí, o processo assume feiçãopública, não apenas de atender ao interesse privado, mas um interesse social maior, depacificação social. É por isso que provocado, o processo se desenvolve mediante impulsooficial.O pleno direito de ação se verifica quando ao judiciário é dado conhecer detoda e qualquer lesão ou ameaça a direito, e de nunca se eximir de dar a solução para alide apresentada. Em outras palavras, não é prerrogativa da lei limitar o acesso aojudiciário, bem como não é preciso esgotar instâncias administrativas para se entãoinvocar a tutela jurisdicional. Há uma ressalva quanto aos litígios submetidos à convençãode arbitragem entre as partes. Seria demasiado longo e exaustivo este trabalho, eextrapolaria seus fins se analisássemos a arbitragem do ponto de vista constitucional. Adoutrina e jurisprudência dominante afirmam que a arbitragem é plenamente admitida emum Estado Democrático de Direito.Ressaltamos que mesmos os princípios e garantias constitucionais sãorelativos, quando há confronto entre eles, devendo algum "ceder para a aplicação maisespecíficas de outros" (SAMPAIO Jr., J.H,
Apostila Princípios Constitucionais do

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