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 UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO
Centro de educação aberta e à distância
Bacharelado em Administração Pública – Pólo São José dos CamposAluna:Gláucia Nalva B. OliveiraR.A.:
 
10.2.9949
A essência do pensamento Liberal e os dilemas da divisão depoderes do Estado
 
Disciplina: EAD346/133 – Ciência PolíticaProfessor: Prof. Antonio Marcelo Jackson2
o
sem./2010
 
 UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO
Centro de educação aberta e à distância
EAD346/133
 
CIÊNCIA POLÍTICA
 
Sumário
1.
 
Introdução ..................................................................................................................................... 1
 
2.
 
A essência do pensamento Liberal e os dilemas da divisão de poderes do Estado ...................... 2
 
3.
 
Referencias Bibliográficas ............................................................................................................ 4
 
 
A essência do pensamento Liberal e os dilemas da divisão de poderes do Estado
 
EAD346/133
 
CIÊNCIA POLÍTICA
 
1
 
1.
INTRODUÇÃO
As idéias formuladas pelos filósofos europeus dos séculos XVII e XVIII, destacando-se Rousseau, Locke, Hobbes e Mostesquieu, constituem a base do pensamento liberal.Embora as reflexões e proposições apresentadas por esses filósofos não sejam extamente asmesmas, inclusive apresentando argumentos opostos em alguns pontos, constituem oselementos essenciais que fundamentaram o pensamento liberal e influenciaram decisivamentea dinâmica política das sociedades.Antes do homem se organizar em uma sociedade, no estágio chamado estado denatureza, no qual não havia noções de leis, poder ou qualquer tipo de organização, as relaçõeshumanas eram regidas por alguns princípios que só podiam ser conhecidos a partir da razão.Neste estado, os seres humanos eram naturalmente iguais, livres e portadores dos mesmosdireitos naturais. Dessa forma, sustentados por essa teoria do direito natural, os dois principaisvalores que fundamentam o pensamento liberal são o direito à
liberdade
e à
propriedade
.Com base nesses príncípios, as proposições de Hobbes, Locke, Rousseau e Mostesquieuconvergem para a formulação de que, em determinado momento, como forma de proteger egarantir esses direitos naturais, o homem decidiu viver em sociedade.Para Hobbes, no estado de natureza, o homem se encontrava em uma condiçãomiserável, apesar de gozar de liberdade e indepêndencia. Segundo o autor, não havia para oser humano a condição de segurança, sendo que a única garantia de proteção à vida e aos bensque possuía era a própria força com a qual um indivíduo poderia combater outro. Dessaforma, Hobbes, ao contrário dos demais filósofos, defende que o estado de naturezacorresponde ao estado de guerra.Ainda segundo a concepção de Hobbes, a transição do estado de natureza para a vidaem sociedade, em determinado momento da humanidade, se deu a partir da celebração de umcontrato entre os homens, que em troca da proteção trasferiram ao Estado o direito de utilizara força em defesa de seus interesses. Neste momento, com a celebração desse pacto, teria seoriginado a figura do Estado e os homens teriam trocado a liberdade natural pela liberdadecivil, bem como a independência pela segurança.Da mesma forma que Hobbes, encontra-se no pensamento de Montesquieu a transiçãodo estado de natureza para a vida em sociedade, porém há algumas divergências. SegundoMotesquieu, o estado de guerra se estabelece na vida em sociedade, e que anteriormente, noestado de natureza, o homem vivia em condição de paz e igualdade. Também Rousseau
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