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RESUMO - OBRIGAÇOES CAPANEMA 2010

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Resumo de Aulas - Obrigações 2010
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RESUMO DE AULA ± jakadv@gmail.com ± VENDA PROIBIDA
DIREITO CIVIL ± TEORIA GERAL DAS OBRIGAÇÕESPROF. SYLVIO CAPANEMA DE SOUZA ± JULHO 2010
 
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Teoria Geral das Obrigações
 
PROGRAMA
 
 
RESUMO DE AULA ± jakadv@gmail.com ± VENDA PROIBIDA
DIREITO CIVIL ± TEORIA GERAL DAS OBRIGAÇÕESPROF. SYLVIO CAPANEMA DE SOUZA ± JULHO 2010
 
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AULA 01 ² 01/07/
2
010
Houve uma modificação significativa topográfica do Direito dasObrigações, ou seja, o Código foi repaginado, pois o Direito das Obrigações antes erao livro III da parte especial do Código Civil. Hoje, o livro I é do Direito dasObrigações e dos Contratos, o livro II é do Direito Empresarial (sucessão natural doDireito das Obrigações). Isso não ocorreu por acaso. O legislador obviamentepercebeu que não há como estudar o restante das matérias sem passar pelo Direitodas Obrigações. Basta isso para mostrar a importância dessa matéria para orestante do Direito Civil.Percebe-se que quem tem uma boa base da parte geral e da teoria geraldas obrigações tem seu caminho muito facilitado pelo Direito Civil, pois não hácomo estudar o restante do Direito Civil sem saber muito bem essa base e por isso,sistematicamente o Professor vem lecionando aos advogados módulos sobre essetema.Outro ponto que ressalta a importância dessa matéria é o fato de que avida é um rosário interminável de relações obrigacionais, das quais participamos dahora que acordamos até a hora de dormirmos, já que nossa vida estápermanentemente envolvida de relações obrigacionais, pois somos ora credores, oradevedores de várias relações obrigacionais. Por exemplo: aquele que veio para ocurso de condução ² contrato de transporte - já teve uma relação obrigacional,tomar um cafezinho antes da aula, também é um exemplo decorrente de umcontrato de compra e venda; a contratação do próprio curso já é fruto disso ²contrato de trabalho. Moradia ² contrato de locação.Muitas pessoas nem percebem isso, pois são atos praticados comumente,quase inconscientes, que integram a rotina, mas isso ocorre porque os leigos emdireito acham que o contrato é aquele que é assinado e registrado em cartório, massabemos que não é isso. Daí conhecer a teoria geral das obrigações facilita o dia adia. A palavra obrigação é usada em várias obrigações.
 
 
RESUMO DE AULA ± jakadv@gmail.com ± VENDA PROIBIDA
DIREITO CIVIL ± TEORIA GERAL DAS OBRIGAÇÕESPROF. SYLVIO CAPANEMA DE SOUZA ± JULHO 2010
 
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odos já ouviram frases do tipo
´todos temos a obrigação de sermos solidáriosµ 
ou
´todos temos a obrigação de sermos solidários com a dor alheiaµ 
, porexemplo, quando há uma inundação no Rio de Janeiro, ou ´
não posso ir a um compromisso, pois tenho a obrigação de comparecer no casamento do meu melhor amigoµ,
outros falam em obrigações de cunho religioso ´
tenho a obrigação com o meu Santoµ 
, outros falam que o
´réu tem a obrigação de contestarµ 
e ainda nas obrigaçõesdo Estado ² ´O
TN
sµ, já inexistentes, mas em nenhum desses casos estamos diantede uma relação obrigacional do ponto de vista técnico-jurídico, pois algunsconceitos dessa palavra têm acepções e conotações
ét
icas, religiosas, sociais oumorais.
 Sob o aspecto do Direito, obrigação tem algumas definições clássicas, maso Professor não pretende esgotar essas definições que se encontram devidamenteexpostas nos bons livros doutrinários, mas explorar suas
 
CARACTERÍSTICAS, OUSEJA A OBRIGAÇÃO SE TRADUZ EM
:
 
1) VÍNCULO JURÍDICO
² essa é uma herança romana, que a obrigaçãogera um vínculo jurídico entre credor e devedor, ou seja, ela é estabelecida paravincular uma pessoa a outra, sendo isso o que dá a ela sua força cogente, daí oprincípio da
act Sunt Servanda 
. Kelsen, em sua pirâmide normativa na
eoria Purado Direito, reconheceu esse princípio, pois o equilíbrio da sociedade dependia queas obrigações fossem cumpridas. Alguns autores modernos reagem a essa noção devinculação entre credor e devedor.
 
2
) RELAÇÃO INTERPESSOAL 
- a obrigação somente existe entre pessoas,ou seja, ela somente vai existir quando nos dois pólos houver uma pessoa (em umpólo o(s) devedor(es) ² passivo - e no outro pólo o (s) credor (es) ² pólo ativo). Umacoisa jamais poderá ser o pólo de uma obrigação, uma coisa poderá ser objeto, maso pólo da relação.
 
3
) RELAÇÃO TEMPORÁRIA
² não pode haver obrigação perpétua, poisestaríamos recriando a escravidão ² o único consolo do devedor é a certeza de quealgum dia estará livre do credor. Essa também é uma diferença em relação aoDireito Real, que tende a ser perpétuo. A obrigação sempre chega ao fim, havendo

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