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O meu coração!
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer
O que julguei que senti
Em El-Rei D. João Segundo
O Império extremo!
O morto que hoje é vivo El-Rei
D. Sebastião!
O inteiro exército fadado
Os que hão de ser!
O gênio colhe-a quando vai
Oculta neste mundo misto
O Portugal que é tudo em si,
O Portugal de Deus proclama
O Portugal feito Universo,
O corpo anônimo e disperso
O Portugal que se levanta
O meu pensamento muitas vezes trabalha silenciosamente
Oiço já as coroações de heróis que hão de celebrar-me
O modo como se pode deixar de pensar em que se pensa que se faz uma coisa
O operário não vê na sua arte nada duma geração
Ou então e isto é horroroso para mim se há realmente essa luta
Os artistas de circo são superiores a mim
O que eu penso duma vez nunca pode ser igual ao que eu penso doutra vez
O descaminho que levaram as minhas virtudes comove-me
Mas não é essa a razão por que seria uma felicidade sentir o coração despedaçado
O meu corpo há de derreter-se para líquidos espantosos
O fio é o meu penar
Olha: levava um suspiro
Ou não vens porque inda é dia?
Os dias a não te ver
O melhor é estar quieto
O relógio é emprestado
Os alcatruzes da nora
O que pensaste não sei
O vaso que dei àquem
Onde pões os alfinetes
Ouvi-te cantar de dia
O malmequer que arrancaste
O manjerico comprado
O que se não pode ter!
O burburinho da água
Olharás como eu olhei
O moinho de café
O pó que a minh'alma é
O ramalhete que fiz
O amor é vida a sonhar
Olho para ambos os lados
O mal foi não acertar
O que o fingir tem de ser
O avental, que à gaveta
O vaso do manjerico
O amor que Me foi negado,
O sino dobra a finados
Olha o teu leque esquecido!
Olha o teu cabelo solto!
O que te torno a dizer
O teu lenço foi mal posto
Olhos de veludo falso
Outros vão só pela arreta
Os beijos da tua boca
O rosário da vontade,
O manjerico e a bandeira
Ou vem dizer-me que não
O pano de lado a lado
O amor fica a esperar
Os ranchos das raparigas
O retrós de costurar
O canário já não canta
O teu próprio andar o diz,
O quando inda eras criança
O ar do campo vem brando,
O ribeiro bate, bate
O teu cabelo cortado
O coração é pequeno,
O malmequer que colheste
Ou foi p'ra que pense em ti
Onde há de ir encontrar água
O embrulho das queijadas
O capilé é barato
Ouves-me sem me entender
O que nunca te direi,
Ou de rir? É tão dif'rente!
Ou porque me achaste triste,
Ou já estavas a sorrir?
Ou fico só com metade?
O rosmaninho é rei. . . "
O moinho que mói trigo
O não teres coração
O que julgo que sou,
Onda que vens e que vais
O guardanapo dobrado
Olhas para mim às vezes
Os figos que prometeste
O teu carrinho de linha
Onde quase tudo falta
Ou quero contigo estar
O ficar com o que dei. .
O que vês só porque o viste
O papagaio do paço
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P. 1
Fernando Pessoa

Fernando Pessoa

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Published by: Lucas Noronha on Mar 23, 2011
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11/08/2012

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