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Auguste Comte e o Positivismo

Auguste Comte e o Positivismo

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A filosofia positiva de Comte nega que a explicação dos fenômenos naturais, assim
como sociais, provenha de um só princípio. A visão positiva dos factos abandona a
consideração das causas dos fenômenos (deus ou natureza) e torna-se pesquisa de suas leis,
vistas como relações abstratas e constantes entre fenômenos observáveis.
A filosofia positiva de Comte nega que a explicação dos fenômenos naturais, assim
como sociais, provenha de um só princípio. A visão positiva dos factos abandona a
consideração das causas dos fenômenos (deus ou natureza) e torna-se pesquisa de suas leis,
vistas como relações abstratas e constantes entre fenômenos observáveis.

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Trabalho apresentado à disciplina de Sociologia da Faculdade Municipal de Palhoça em 05/03/2008Acadêmico: Marcos Roberto RosaFontes:http://pt.wikipedia.org/wiki/Positivismoehttp://pt.wikipedia.org/wiki/Comteacesso em 21 fev. 2008.
Isidore Auguste Marie François Xavier Comte
(Montpellier, 19 de janeiro de1798 — Paris, 5 de setembro de 1857
 
) foi filósofo francês, o pai da Sociologia e o fundador do Positivismo.Nascido em Montpellier, no Sudoeste da França, Augusto Comte desde cedo revelouuma grande capacidade intelectual e uma prodigiosa memória. Seu interesse pelas ciênciasnaturais era conjugado pelas questões históricas e sociais e, com 16 anos, em 1814, ingressouna Escola Politécnica de Paris. No período de 1817-1824 foi secretário do conde Henri deSaint-Simon (1760-1825
 
), expoente do socialismo utópico; todavia, como Saint-Simonapropriava-se dos escritos de seus discípulos para si e como dava ênfase apenas à economiana interpretação dos problemas sociais, Comte rompeu com ele, passando a desenvolver autonomamente suas reflexões. São dessa época algumas fórmulas fundamentais: "Tudo érelativo, eis o único princípio absoluto" (1819
 
) e "Todas as concepções humanas passam por três estádios sucessivos - teológico, metafísico e positivo -, com uma velocidade proporcionalà velocidade dos fenômenos correspondentes" (1822) (a famosa "lei dos três estados").Comte trabalhava intensamente na criação de uma filosofia positiva quando, emvirtude de problemas conjugais, sofreu um colapso nervoso, em 1826. Recuperado,mergulhou na redação do
Curso de filosofia positiva
(posteriormente, em 1848, renomeadopara
Sistema de filosofia positiva
), que lhe tomou doze anos. Em 1842, por criticar acorporação universitária francesa, perdeu o emprego de examinador de admissão à EscolaPolitécnica e começou a ser ajudado por admiradores, como o pensador inglês John StuartMill (1806-1873). No mesmo ano, Comte separou-se de Caroline Massin, após 17 anos decasamento. Em 1845, apaixonou-se por Clotilde de Vaux, que morreria no ano seguinte. Entre1851 e 1854 Comte redigiu o
Sistema de política positiva
, em que extraiu algumas dasprincipais conseqüências de sua concepção de mundo não-teológica e não-metafisica,propondo uma interpretação pura e plenamente humana para a sociedade e sugerindo soluçõespara os problemas sociais; no volume final dessa obra, apresentou as instituições principais desua Religião da Humanidade. Em 1856, publicou o livro
Síntese subjetiva
, primeiro e únicovolume de uma série de quatro dedicados a tratar de questões específicas das sociedadeshumanas: lógica, indústria, pedagogia, psicologia, mas faleceu, possivelmente de câncer, em 5de setembro de 1857, em Paris. Sua última casa, na rua Monsieur-le-Prince, 10, foiposteriormente adquirido por positivistas e transformado no Museu Casa de Augusto Comte
A FILOSOFIA POSITIVA
A filosofia positiva de Comte nega que a explicação dos fenômenos naturais, assimcomo sociais, provenha de um só princípio. A visão positiva dos factos abandona aconsideração das causas dos fenômenos (deus ou natureza
 
) e torna-se pesquisa de suas leis,vistas como relações abstratas e constantes entre fenômenos observáveis.Tendo por método dois critérios, o histórico e o sistemático, outras ciências abstratasantes da Sociologia, segundo Comte, haviam atingido a positividade: a Matemática,Astronomia, a Física, a Química e a Biologia. Assim como nestas ciências, em sua novaciência chamada de
física social 
e posteriormente Sociologia, Comte usaria da observação, daexperimentação, da comparação, da classificação e da filiação histórica como método para aobtenção dos dados reais. Comte firmou que os fenômenos sociais podem ser percebidoscomo os outros fenômenos da natureza, ou seja, como obedecendo a leis gerais.
 
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Trabalho apresentado à disciplina de Sociologia da Faculdade Municipal de Palhoça em 05/03/2008Acadêmico: Marcos Roberto RosaFontes:http://pt.wikipedia.org/wiki/Positivismoehttp://pt.wikipedia.org/wiki/Comteacesso em 21 fev. 2008.
Em 1851 Comte instituiu uma sétima ciência, a Moral, cujo âmbito de pesquisa é aconstituição psicológica do indivíduo e suas interações sociais.Pode-se dizer que o conhecimento positivo tem como fundamento "ver para prever, afim de prover" - ou seja: conhecer a realidade para saber o que acontecerá a partir de nossasações, para que o ser humano possa melhorar sua realidade. Dessa forma, a previsão científicacaracteriza o pensamento positivo.O espírito positivo, segundo Comte, tem a ciência como investigação do real. Nosocial e no político, o espírito positivo passaria o poder espiritual para o controle dos"filósofos positivos", cujo poder é, nos termos comtianos, exclusivamente baseado nasopiniões e no aconselhamento, afastando-se a ação política prática desse poder espiritual - oque afasta o risco de tecnocracia.O seu método em termos gerais caracteriza-se pela observação, mas deve-se perceber que cada ciência, ou melhor, cada fenômeno tem suas particularidades, de modo que o métodode observação para cada fenômeno será diferente.Além da realidade, outros princípios caracterizam o Positivismo: o relativismo e oespírito de conjunto (hoje em dia chamado de "holismo"). Na verdade, na obra "Apelo aosconservadores", Comte apresenta sete definições para o termo "positivo":
real 
,
útil 
,
certo
,
preciso
,
relativo
,
orgânico
e
simpático
.Todavia, é importante notar que uma grande confusão terminológica ocorre com aobra de Comte e seu "Positivismo": ele não tem nenhuma relação (ou, se tiver, tem poucasrelações) com o chamado Positivismo Jurídico, ou Juspositivismo, de Hans Kelsen; com a"Psicologia positivista", ou "behaviorismo" (ou "comportamentalismo"), de Skinner; com oNeopositivismo, do Círculo de Viena, de Otto Neurath, nem com tantos outros "positivismos"de outras áreas do conhecimento.
A LEI DOS TRÊS ESTADOS
O alicerce fundamental da obra comtiana é, indiscutivelmente, a "Lei dos TrêsEstados", tendo como precursores nessa idéia seminal os pensadores Condorcet e, antes dele,Turgot.Segundo o marquês de Condorcet, a humanidade avança de uma época bárbara emística para outra civilizada e esclarecida, em melhoramentos contínuos e, em princípio,infindáveis - sendo essa marcha o que explicaria a marcha da história.A partir da percepção do progresso humano, Comte formulou a
Lei dos Três Estados
.Observando a evolução das concepções intelectuais da humanidade, Comte percebeu que estaevolução passa por três estados teóricos diferentes: o estado 'teológico' ou 'fictício', o estado'metafísico' ou 'abstrato' e o estado 'científico' ou 'positivo', em que:
 
No primeiro, os fatos observados são explicados pelo sobrenatural, ou seja, as idéiasbaseadas no sobrenatural são usadas como ciência. Ainda nesta fase, a sociedade seencontra em uma estrutura militar fundamentada na propriedade e na exploração dosolo.
 
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Trabalho apresentado à disciplina de Sociologia da Faculdade Municipal de Palhoça em 05/03/2008Acadêmico: Marcos Roberto RosaFontes:http://pt.wikipedia.org/wiki/Positivismoehttp://pt.wikipedia.org/wiki/Comteacesso em 21 fev. 2008.
 
No segundo, já se encontram as idéias naturais, mas ainda há a presença dosobrenatural nas ciências. A indústria já se expandiu mas não totalmente, a sociedadejá não é francamente militar. Pode-se dizer que este estado serve apenas deintermediário entre o primeiro e o terceiro.
 
No terceiro, ocorre o apogeu do que os dois anteriores prepararam progressivamente.Neste, os fatos são explicados segundo leis gerais de ordem inteiramente positiva. Aindústria torna-se preponderante, tendo como atividade única e permanente a produção
A RELIGIÃO DA HUMANIDADE
Os anseios de reforma intelectual e social de Comte desenvolveram-se por meio desua Religião da Humanidade, citada acima. Para Comte, "religião" e "teologia" não sãotermos sinônimos: a religião refere-se ao estado de unidade humana (psicológica, espiritual esocial), enquanto a teologia refere-se à crença em entidades sobrenaturais. Dessa maneira,
grosso modo
, a Religião da Humanidade consiste na afirmação radical de um humanismo,com a substituição das teologias pela Humanidade - embora o papel histórico desempenhadopor essas teologias seja rigorosamente respeitado e celebrado (ver a afirmação comtiana docaráter histórico do ser humano, indicado acima).A Religião da Humanidade encontrou em Pierre Laffitte seu principal dirigente naFrança após a morte de Comte, especialmente na III República francesa. No Brasil, oPositivismo religioso encontrou grande aceitação no século XIX; embora com menor intensidade no século XX, o Positivismo religioso brasileiro teve grande importância: por exemplo, durante a campanha "O Petróleo é Nosso!", cujo vice-Presidente era o positivistaAlfredo de Moraes Filho, e durante o processo de impeachment do ex-Presidente FernandoCollor de Mello, em que o Centro Positivista do Paraná também solicitou, assim como aOrdem dos Advogados do Brasil e Associação Brasileira de Imprensa, o afastamento doPresidente da República.A Igreja Positivista do Brasil, fundada por Miguel Lemos e Teixeira Mendes em1881, em cujos quadros estiveram Benjamin Constant, o Marechal Rondon e o diplomataPaulo Carneiro, continua ativa no Rio de Janeiro, dirigida atualmente pelo engenheiro DantonVoltaire Pereira de Souza.

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