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Evans-Pritchard - Bruxaria Oraculos e Magia

Evans-Pritchard - Bruxaria Oraculos e Magia

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07/13/2014

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E.E.
Evans-Pritchard
Bruxaria, Oráculos e Magiaentre os Azande
Edição
resumida e introdllção:
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Gillies
Tradllçtlo:Edl/ardo
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A bruxaria
é
Ufn
fenômeno
orgânico
e hereditário
I
Os Azande acreditam que certas pessoas são bruxa,; e podem
Ih
fazer
m'
J
m
virtude de
uma
qualidadeintrínseca.
Um
bruxo não
pratiu nto
nau
pr
rencantações enãopossui drogas mágicas.
Um
ato de bruxaria e
um
J>\quico.El
es
crêem aindaqueos feiticeiros
podem
fazé-Ios adoecer
por
meIO
d.t
execução
de
ritos mágicosque envolvem drogas maleficas. OAzande
do.
Ín-
guemclaramenteentre bruxos e feiticeiros.Contra
ambo
empregam
:iI
nhos,oráculos e drogas mágICas. O objeto deste li,ro são a
R,a_o~
entressas crenças eritos.Descrevo a bruxariaem primeirolugar,
por
se
tratar deuma base ind
~
pensável
para
a compreensãodas demaiscrenças.
Quando
o Azande
alD.Sill-
tam os oráculos,suapreocupação
maior
são os bruxos.
Quando
empreg madivinhos,fazem-no com omesmoobjeti,"o. O
curandemsmo
e a
confrana
que o praticamsãodirigidoscontra o
mesmo inimigo:
Não tive dificuldadeemdescobriro que pensam os Azande
sobre
a
bru-
xaria,nem
em
observar oquefazem para combatê-la. Tai-
idei~
e
prau
.
a5
J.l-
7emàsuperfíciedesua vida; elas são
acessín'i~
a quem quer quevi, a
om
d
em suas casas
por
algumassemanas.
Todo
zande e uma autoridade
em
brm
.I-
ria. Não ha necessidadede consultJr
especiali.~tas.
'\em
me.
mo
e preci -
ÍD-
terrogâ-
Ios
sobre esse
as~unto,
porque
as
informaçõe~
tluemli\Temen
>
dsituaçõesrecorrentesem sua"idasocial, e
tudo
o que \e tema
faz
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ob
~'f\ar
eouvir.
Mangll,
"bruxaria",
(01
umadas
pnmelra~
p.l!Jwa que
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lande,
e continueia
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se-m
nt
d ahubora,
g
rgelim
ou
quaisquer outras
plalllas ljue
lenham
sidod
\orada por um
bruxo
nas roças
de \eus
vizinhos,
<.h
Azande
conhl'cem
a
I
xahza
ãodauh
tancia-bruxaria
porque, no
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eI,1
coslumava ser extr.uda
em
autóp
ias.
'uspeito que
sej.l o inleslino delgado cm cerlas fases di
g
t"'a,
E
te orgão foi-me sugerido
pel.1s
descriçúes ,lzanJe
da\
aut6psias
l'
por
aquilo que
me
foi
apontado
como
contendo
suhsláncia-brux.lria
no
ven
tr
de
um
bode.
l
m bruxo não apresenta
sintllma\
exteflHh de sua condiçao,
embora
opO\o diga:
"I:
pelos olhos vermelhos
que
se conhece
um
bruxo."
2
A
bruxananão
é
apena:.
um
traço físico, mas
também
algo
herdado.
É
trans
mitida
por
descendência unilinear. dos genitores a seus filhos. Os filhos
de umbro
o são
todos
bruxos, mas suas filhas, não; as filhas de
umabruxa
são todasbruxas,
mas
seus filhos, não.
A
transmissao biológica da bruxaria -
de
umdo
gemtore para
todos
os filhos
do
mesmo
sexo que ele -es
em
complementaridade com
as opiniões azande
sobre
a procriação e
com
suas crençasescatologica . COll5idera-se
que
essa
concepção
deve-se a
uma união
das
pro
priedade p íquicas
do homem
e
da
mulher.
Quando
a
alma
do homem
émal forte, nascerá
um
menino;
quando
a alma
da mulher
é
mais forte. nascera
uma
menina. Assim,
uma
criança participa das qualidades psíquicas de.Imbos o
pai,
mas
uma
menina tem
mais
da
alma
da
mãe, e
um
menino.
mal da alma
do
pai.
No
entanto, certos atributos
são
herdados
e c1usiva
mente de
apena
um
dos
genitores,
como
as características sexuais, a
alma
wrporea
e
a
ub
tanCla-bruxaria.
uma
crença vaga,
que
dificilmente se
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primcir.1 VlstJ,
pode
parecer
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miss.1\I
m.lIrilinear
numa
ouedade
mar
ada
por
ncar, m.ls a bruxaria,
como
a
aJma
corpórea.
faz
pade
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..
t.
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,omp.lIlha
.1
tran
missao
de
caractensticas
m
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ou
d.1
m.lc.Em
nm
o
modo
de
ver, seria e Idente que, se
um
hOIllClul"
.....
i
mente bruxo, entao todos os de
seu
da
ao
'pso facto
brux
UIl1
grupo
de
pe soas ligada biologicamente
entre
,em
lintu
m.;u,çulÍlna.
Az.lllde
~
nlendem
perfeitamente o
argumento.
ma
refubm
,IS
qUJI
,
c
,H:eitJs, torn.lri.un
contradllória
toda a noçao
de
bru
J1il
tiLa,
ao considerado bruxos
apena o
parente
paterno
mal
pr'osjftll(K
um
bruxorewnheLido.
E
omente em
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que
des
~tendem
u.I
imlpcl~;.ão
,I
todos os
membro do
ela
do
brw'o.
Se,
para a
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publica ,
pa;~DelIIIo
de homicídio
por
bruxaria marca o parentes
do
culpado
mo
bnD~
exame
post-mortem
que não
revele a
e
1
tência
de substincia-bruxuia
...
homem
isenta
de
suspeita seus parentes
paterno.
Aqui
novamenk
ra:iocú
..
ríamos
que,
se o
exame
post-mortem
não descobre
a
substãncia-b
.........
todo
o
clã
do morto
seria
imune,
ma o Azande
não
agnn
como
tIC
bllaa
desta
opinião.
Elaborações adicionais
da
crença libertam o
Azande
da
neo
ta+
dr
admitirem
aquilo que
pard nós seriam as consequências
Ióp
da
.....
uma transmissão
biológica da
brw
aria. ficar
indubitudmm
e
Pl'lJQdo
que um homem
é bruxo, seus parentes
podem,
para
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.
dia
r
_:Jd-=u
para
si
mesmos,
lançar
mão do
proprio
prindpio
~ro
qur
sob
suspeita. Ele
admitem que
o
homem
é
um
bruxo.
mas
Mpll1
membrodo
clã
deles. Dizem
que
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um
bastardo,
pois
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homem
é
sempre
do
clã
de
seu
gmitor.
e
não
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tanm-
bém
que
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forçar a
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amante, espancando-a
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que
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para
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