Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
15Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Renascimento

Renascimento

Ratings:

4.5

(6)
|Views: 4,416 |Likes:
Renascimento
Renascimento

More info:

Published by: Ubirajara da S Santos on Aug 27, 2008
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

05/16/2013

pdf

text

original

 
Aula – Renascimento
1
Renascimento (ou Renascença) foi um período na história do mundoocidental com um movimento cultural marcante na Europa, consideradocomo um marco do final da Idade Média e o início da Idade Moderna.Começou no século XIV na Itália e difundiu-se pela Europa no decorrer dosséculos XV e XVI.Além de atingir a Filosofia, as Artes, as Ciências e a Astronomia, oRenascimento fez parte de uma ampla gama de transformações culturais,sociais, econômicas, políticas e religiosas que caracterizam a transição doFeudalismo para o Capitalismo. Nesse sentido, o Renascimento pode serentendido como um elemento de ruptura, no plano cultural, com a estruturamedieval.O Renascimento Cultural manifestou-se primeiro na Península Itálica,tendo como principais centros as cidades de Milão, Gênova, Veneza,Florença e Roma, de onde se difundiu para todos os países da EuropaOcidental. Porém, o movimento apresentou maior expressão na Itália. Nãoobstante, é importante conhecer as manifestações renascentistas daInglaterra, Alemanha, Países Baixos, e menos intensamente, de Portugal eEspanha.Espírito renascentistaO Renascimento está associado ao humanismo, o interesse crescente entreos acadêmicos europeus pelos textos clássicos, em latim e em grego, dosperíodos anteriores ao triunfo do Cristianismo na cultura européia. Noséculo XVI encontramos paralelamente ao interesse pela civilizaçãoclássica, um menosprezo pela Idade Média, associada a expressões como"barbarismo", "ignorância", "escuridão", "gótico", "noite de mil anos" ou"sombrio" (Bernard Cottret).O seguinte extracto de Pantagruel (1532), de François Rabelais costuma sercitado para ilustrar o espírito do renascimento:Todas as disciplinas são agora ressuscitadas, as línguas estabelecidas:Grego, sem o conhecimento do qual é uma vergonha alguém chamar-seerudito, Hebraico, Caldeu, Latim (...) O mundo inteiro está cheio deacadémicos, pedagogos altamente cultivados, bibliotecas muito ricas, de talmodo que me parece que nem nos tempos de Platão, de Cícero ouPapinianus, o estudo era tão confortável como o que se vê a nossa volta.(...) Eu vejo que os ladrões de rua, os carrascos, os empregados do estábulohoje em dia são mais eruditos do que os doutores e pregadores do meutempo.Fases do RenascimentoCostuma-se dividir o Renascimento em três grandes fases, correspondentesaos séculos XIV ao XVI.TrecentoO Trecento (em referência ao século XIV) manifesta-se predominantementena Itália, mais especificamente na cidade de Florença, pólo político,econômico e cultural da região. Giotto, Dante Alighieri, Boccaccio ePetrarca estão entre seus representantes.Características gerais:rompimento com o imobilismo e a hierarquia da pintura medievalvalorização do individualismo e dos detalhes humanosQuattrocentoDurante o Quattrocento (século XV) o Renascimento espalha-se pelapenínsula itálica, atingindo seu auge. Neste período atuam Masaccio,Mantegna, Botticelli, Leonardo da Vinci, Rafael e, no seu final,Michelangelo (que já prenuncia certos ideais anti-clássicos utilizando-se dalinguagem clássica, o que caracteriza o Maneirismo, a etapa final doRenascimento), considerados os três últimos o "trio sagrado" daRenascença.Características gerais:inspiração greco-romana (paganismo e línguas clássicas),racionalismoexperimentalismoCinquecentoO Renascimento torna-se no século XVI um movimento universal europeu,tendo, no entanto, iniciado sua decadência. Ocorrem as primeirasmanifestações maneiristas e a Contra reforma instaura o Barroco comoestilo oficial da Igreja Católica. Na literatura atuaram Ludovico Ariosto,Torquato Tasso e Nicolau Maquiavel. Já na pintura, continuam sedestacando Rafael e Michelangelo.Ideais do RenascimentoPodem ser apontados como valores e ideais defendidos pelo Renascimentoo Antropocentrismo, o Hedonismo, o Racionalismo, o Otimismo e oIndividualismo, bem como um tratamento leigo dado a obras religiosas,uma valorização do abstrato, expresso pelo matemático, além também dealgumas noções artísticas como proporção e profundidade, e, finalmente, aintrodução de novas técnicas artísticas, como a pintura a óleo.Algumas das características dos principais ideais do Renascimento podemser vistas aqui:AntropocentrismoO antropocentrismo é uma concepção que considera que a humanidadedeve permanecer no centro do entendimento dos humanos, isto é, tudo nouniverso deve ser avaliado de acordo com a sua relação com o homem.O termo tem duas aplicações principais. Por um lado, trata-se de um lugarcomum na historiografia qualificar como antropocêntrica a culturarenascentista e moderna, em contraposição ao suposto teocentrismo daIdade Média. A transição da cultura medieval à moderna é freqüentementevista como a passagem de uma perspectiva filosófica e cultural centrada emDeus a uma outra, centrada no homem – ainda que esse modelo tenha sidoreiteradamente questionado por numerosos autores que buscaram mostrar acontinuidade entre a perspectiva medieval e a renascentista.O hedonismoVer artigo principal: HedonismoO hedonismo (do grego hedone que significa prazer) é uma teoria oudoutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer individual e imediato osupremo bem da vida humana.Surgiu na Grécia, na época pós-socrática, e um dos maiores defensores dadoutrina foi Aristipo de Cirene. O hedonismo moderno procurafundamentar-se numa concepção mais ampla de prazer entendida comofelicidade para o maior número de pessoas.IndividualismoÉ um conceito político, moral e social que exprime a afirmação e liberdadedo indivíduo frente a um grupo, especialmente à sociedade e ao Estado.Usualmente toma-se por base a liberdade no que concerne a propriedadeprivada e a limitação do poder do Estado. O individualismo em si opõe-se atoda forma de autoridade, ou controle sobre os indivíduos; e coloca-secomo antítese do coletivismo. Conceituar o individualismo depende muitoda noção de indivíduo, que varia ao longo da história humana, e desociedade para sociedade.

Activity (15)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
Melina Leite liked this
Dávila Monique liked this
Ligia Furla liked this
Amanda Freitas liked this
paulodamas liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->