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livroverde2010

livroverde2010

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04/10/2013

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text

original

 
Emprego,
 
contratação
 
colectiva
 
de
 
trabalho
 
e
 
protecção
 
da
 
mobilidade
 
profissional
 
em
 
Portugal1
 
Emprego,
 
contratação
 
colectiva
 
de
 
trabalho
 
e
 
proteção
 
da
 
mobilidade
 
profissional
 
em
 
Portugal
 
Estudo
 
elaborado
 
por
 
solicitação
 
da
 
Ministra
 
do
 
Trabalho
 
e
 
da
 
Solidariedade
 
Social
 
António
 
Dornelas
 
(Coordenador)
 
Antonieta
 
Ministro
 
Fernando
 
Ribeiro
 
Lopes
 
José
 
Luís
 
Albuquerque
 
Maria
 
Manuela
 
Paixão
 
Nuno
 
Costa
 
Santos
 
Maio
 
de
 
2010
 
 
Emprego,
 
contratação
 
colectiva
 
de
 
trabalho
 
e
 
protecção
 
da
 
mobilidade
 
profissional
 
em
 
Portugal2
 
Prefácio
 
Maria
 
Helena
 
André
 
A
 
negociação
 
dum
 
“Pacto
 
para
 
o
 
Emprego”
 
constitui,
 
como
 
se
 
sabe,
 
um
 
dos
 
objetivos
 
especificados
 
no
 
Programa
 
do
 
Governo,
 
que
 
o
 
define
 
como
 
um
 
“[…]
 
instrumento
 
dirigido
 
a
 
 promover 
 
a
 
manutenção
 
e
 
a
 
criação
 
de
 
emprego,
 
bem
 
como
 
a
 
criar 
 
condições
 
 para
 
a
 
sustentação
 
da
 
 procura
 
interna
 
[…]”.
 
O
 
Programa
 
do
 
Governo
 
define
 
igualmente
 
objetivos
 
e
 
instrumentos
 
específicos
 
para
 
os
 
atingir.
 
 
“Construir 
 
um
 
novo
 
equilíbrio
 
social 
 ,
 
mais
 
 justo
 
e
 
mais
 
eficaz,
 
na
 
repartição
 
dos
 
custos
 
da
 
diminuição
 
da
 
 procura
 
na
 
conjuntura
 
atual 
mais
 
 justo
 
quer 
 
entre
 
empresas,
 
trabalhadores
 
e
 
Estado,
 
quer 
 
entre
 
trabalhadores
 
efetivos
 
e
 
 precários,
 
quer 
 
entre
 
trabalhadores
 
e
 
 jovens
 
à
 
 procura
 
de
 
 primeiro
 
emprego;” 
 
 
“Promover 
 
o
 
trabalho
 
digno
 ,
 
a
 
 participação
 
e
 
a
 
negociação
 
coletiva;” 
 
 
“Promover 
 
a
 
redução
 
das
 
desigualdades
 
de
 
oportunidades
 
entre
 
trabalhadores
 
com
 
diferentes
 
tipos
 
de
 
contratos,
 
entre
 
 jovens
 
e
 
adultos
 
e
 
entre
 
os
 
géneros;” 
 
Em
 
Maio
 
deste
 
ano
 
o
 
Ministério
 
do
 
Trabalho
 
e
 
da
 
Solidariedade
 
Social
 
enviou
 
às
 
confederações
 
sindicais
 
e
 
empresariais
 
com
 
assento
 
na
 
Comissão
 
Permanente
 
de
 
Concertação
 
Social
 
(CPCS)
 
um
 
estudo
 
intitulado
 
Emprego,
 
contratação
 
coletiva
 
de
 
trabalho
 
e
 
 proteção
 
da
 
mobilidade
 
 profissional 
 
em
 
Portugal 
”,
 
destinado
 
a
 
contribuir
 
para
 
a
 
identificação
 
dos
 
problemas
 
a
 
enfrentar
 
do
 
“Pacto
 
para
 
o
 
Emprego”.
 
Todas
 
as
 
confederações
 
empresariais
 
e
 
sindicais
 
remeteram,
 
em
 
devido
 
tempo,
 
as
 
suas
 
opiniões
 
sobre
 
o
 
referido
 
estudo,
 
opiniões
 
essas
 
que
 
foram
 
remetidas
 
aos
 
autores
 
do
 
estudo
 
para
 
que,
 
se
 
e
 
na
 
medida
 
em
 
que
 
lhes
 
parecesse
 
 justificado,
 
procedessem
 
à
 
revisão
 
do
 
trabalho
 
de
 
que
 
são
 
autores
 
e,
 
portanto,
 
responsáveis.
 
É
 
esse
 
texto
 
que
 
agora
 
se
 
publica,
 
por
 
entender
 
que,
 
apesar
 
do
 
“Pacto
 
para
 
o
 
Emprego”
 
estar
 
fora
 
da
 
agenda
 
política
 
em
 
virtude
 
da
 
posição
 
assumida
 
por
 
alguns
 
parceiros
 
sociais
 
na
 
Comissão
 
Permanente
 
de
 
Concertação
 
Social
 
(CPCS),
 
não
 
perderam
 
actualidade
 
nem
 
a
 
caracterização
 
da
 
crise
 
que
 
estamos
 
a
 
viver,
 
nem
 
a
 
identificação
 
dos
 
principais
 
problemas
 
a
 
enfrentar
 
no
 
domínio
 
do
 
emprego,
 
da
 
contratação
 
colectiva
 
de
 
trabalho
 
e
 
da
 
promoção
 
da
 
mobilidade
 
profissional
 
em
 
Portugal.
 
A
 
decisão
 
de
 
publicar
 
a
 
avaliação
 
da
 
situação
 
atual
 
feita
 
pelos
 
autores
 
do
 
estudo
 
que
 
foi
 
por
 
mim
 
pedido,
 
decorre,
 
em
 
primeiro
 
lugar,
 
da
 
minha
 
convicção
 
de
 
que
 
será
 
tanto
 
mais
 
provável
 
 
Emprego,
 
contratação
 
colectiva
 
de
 
trabalho
 
e
 
protecção
 
da
 
mobilidade
 
profissional
 
em
 
Portugal3
 
que,
 
num
 
futuro
 
mais
 
ou
 
menos
 
próximo,
 
se
 
venha
 
gerar
 
um
 
acordo
 
tripartido
 
sobre
 
as
 
matérias
 
em
 
apreço
 
quanto
 
mais
 
rigorosa
 
e
 
mais
 
partilhada
 
forem
 
a
 
análise
 
da
 
situação
 
atual
 
e
 
a
 
identificação
 
dos
 
problemas
 
que
 
podem
 
ser
 
melhor
 
resolvidos
 
através
 
da
 
cooperação
 
entre
 
sindicatos,
 
associações
 
empresariais
 
e
 
poderes
 
públicos.
 
Parece
me,
 
aliás,
 
que
 
a
 
dimensão
 
e
 
a
 
complexidade
 
dos
 
problemas
 
identificados
 
no
 
estudo
 
que
 
agora
 
se
 
publica
 
mostram
 
que
 
nenhum
 
dos
 
atores
 
sociais,
 
económicos
 
e
 
políticos
 
tem,
 
sozinho,
 
a
 
capacidade
 
para
 
os
 
enfrentar
 
com
 
sucesso
 
ao
 
longo
 
dum
 
período
 
de
 
tempo
 
tão
 
longo
 
quanto
 
os
 
que
 
as
 
organizações
 
internacionais
 
especializadas
 
prevêem
 
que
 
dure
 
a
 
crise
 
iniciada
 
em
 
2008.
 
Está
 
hoje
 
claro
 
que
 
têm
 
razão
 
os
 
peritos
 
e
 
as
 
organizações
 
internacionais
 
que
 
sublinham
 
o
 
facto
 
de
 
que
 
estamos
 
perante
 
uma
 
crise
 
de
 
natureza
 
estrutural
 
da
 
qual
 
não
 
se
 
poderá
 
sair
 
sem
 
que
 
os
 
problemas
 
do
 
emprego
 
de
 
hoje
 
sejam
 
enfrentados
 
de
 
forma
 
a
 
propiciarem
 
uma
 
saída
 
da
 
crise
 
socialmente
 
aceitável,
 
isto
 
é,
 
mais
 
“verde”
 
e
 
mais
 
 justa.
 
Mas
 
tal
 
significa
 
que,
 
quer
 
em
 
Portugal,
 
quer
 
na
 
generalidade
 
dos
 
Estados
 
membros
 
da
 
UE27,
 
os
 
recursos
 
financeiros
 
mobilizados
 
para
 
a
 
evitar
 
a
 
rutura
 
e
 
a
 
destruição
 
do
 
sistema
 
financeiro
 
tiveram
 
e
 
têm
 
custos
 
muito
 
elevados
 
na
 
disciplina
 
orçamental
 
dos
 
Estados,
 
cuja
 
recuperação
 
reduz
 
o
 
leque
 
das
 
opções
 
políticas
 
presentes
 
e
 
futuras
 
de
 
promoção
 
da
 
competitividade,
 
do
 
emprego
 
e
 
da
 
equidade
 
social.
 
Acresce
 
que
 
muitos
 
dos
 
nossos
 
principais
 
parceiros
 
europeus
 
e
 
internacionais
 
estão
 
a
 
reagir
 
à
 
crise
 
com
 
a
 
adoção
 
de
 
medidas
 
que
 
influenciam
 
a
 
posição
 
relativa
 
de
 
Portugal
 
quanto
 
à
 
atractibilidade
 
do
 
investimento
 
direto
 
estrangeiro
 
e
 
que
 
a
 
crise
 
financeira,
 
económica
 
e
 
social
 
é
 
potenciada
 
pela
 
reorganização
 
geoestratégica
 
e
 
produtiva
 
em
 
curso,
 
facto
 
que,
 
evidentemente,
 
afeta
 
a
 
competitividade
 
e
 
as
 
possibilidades
 
de
 
criação
 
do
 
emprego
 
digno
 
em
 
Portugal.
 
Nas
 
atuais
 
circunstâncias,
 
se
 
é
 
verdade
 
que
 
nenhum
 
acordo
 
seria
 
possível
 
sem
 
ter
 
bem
 
presentes
 
os
 
constrangimentos
 
orçamentais
 
que
 
o
 
país
 
tem
 
de
 
superar,
 
não
 
é
 
menos
 
certo
 
que
 
 
alguma
 
forma
 
de
 
acordo
 
quanto
 
aos
 
futuros
 
desejáveis
 
pelos
 
interlocutores
 
sociais
 
e
 
pelo
 
governo
 
pode
 
dar
 
consistência
 
estrutural
 
a
 
um
 
“Pacto
 
para
 
o
 
Emprego”
 
assente
 
na
 
ideia
 
que
 
a
 
saída
 
crise
 
exige
 
uma
 
mudança
 
de
 
paradigma
 
nas
 
relações
 
do
 
triângulo
 
de
 
legitimidades
 
e
 
de
 
poderes
 
que
 
estrutura
 
a
 
concertação
 
social.
 

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