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Apostila - Introdução ao Estudo do Direito

Apostila - Introdução ao Estudo do Direito

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1
APOSTILA DE INTRODUÇÃO AO DIREITO
Esta apostila foi preparada pelo site CONCURSONEThttp://concursonet.cjb.netVisite-nos e acompanhe periodicamente nossas atualizações em Aulas, Apostilas, Simulados eProvas Anteriores para concursos públicos
1-
Apresentação da cadeira de ID
A cadeira de introdução é indispensável e de extrema importância para o estudante que inicia oscursos jurídicos. A obrigatoriedade dessa cadeira ocorre não só no brasil, mas em inúmeros países, faceao apoio que presta às demais disciplinas do curso de bacharelado. Trata-se de uma disciplinaintrodutória onde o iniciante recebe as noções fundamentais do direito, objetivando despertar-lhe ointeresse, o gosto e o amor por tão nobre ciência. Com essas noções fundamentais os iniciantes ao cursojurídico terão uma visão geral do direito e até mesmo de conhecimentos específicos de outrasdisciplinas.FINALIDADE - dar uma visão panorâmica e sintética do direito em geral.OBJETIVOS - servir de ponte com as demais cadeiras, introduzindo o aluno à carreira jurídica.
2-
A atual terminação da cadeiraA instituição da cadeira de ID nos cursos jurídicos brasileiros
 A atual denominação da cadeira de ICD foi fixada através da portaria 1886 de 30/dez/1994 eprorrogada pela portaria n.o 3 de 09/jan/1996 para entrar em vigor aos alunos matriculados a partir de1997 nos cursos jurídicos. As portarias foram assinadas pelo ministro Paulo Renato de Souza (educaçãoe do desporto). A denominação da cadeira que predominou até dezembro de 1996 foi de IED consagradaatravés da resolução 013/72 pelo Conselho Federal de Educação (CFE) em substituição a anteriordenominação de ICD, que predominou por várias décadas.A instituição da cadeira de ICD no brasil deu-se em 11 de abril de 1931 através do decreto19852 assinado por Getúlio Vargas e Francisco Campos, presidente e ministro da justiçarespectivamente. Antes da reforma estrutural dos cursos jurídicos no brasil em 1931, teve a cadeira deintrodução outras denominações, tais como, direito natural, enciclopédia jurídica, filosofia do direitocedendo lugar à cadeira de ICD. As denominações anteriores à cadeira de ICD surgiram com a criaçãodos cursos jurídicos no brasil aos 11 de agosto de 1827, tendo como as primeiras faculdades as de SP eas de Olinda no RecifeA disciplina de ID é conhecida por outras denominações, destacando-se, teoria geral do direito,enciclopédia jurídica, introdução ao estudo do direito, filosofia do direito, sociologia do direito , entreoutras.O que levou o CFE a mudar a denominação da cadeira de ICD para IED, foi que ICD comocadeira curricular não era uma ciência propriamente dita, mas o somatório de conhecimentos científicos,abrangendo aspectos filosóficos, históricos, sociológicos e jurídicos. É portanto a cadeira de ID uma fontegeral de conhecimento e não uma ciência por não conter unidade epistimológica, portanto, é essesomatório de conhecimentos que alicerçará toda a estrutura do saber jurídico do futuro bacharel dedireito.
3-
A palavra DIREITO
 A palavra direito não é usada em sentido único, pelo contrário, é usada comumente em váriossentidos. A noção de direito está muito ligada à noção de justiça, sendo um e outro conceitos correlatosao direito. O direito aparece-nos, via de regra, como verdadeiro objeto de justiça pelo qual procuramosdar a cada um o que lhe pertence. O conceito de justiça é mais acessível que o de direito, embora ambos
 
 
2
estejam entranhados na consciência humana. Visa o direito, em síntese, assegurar a coexistênciapacífica da sociedade, por essa razão é o fundamento da ordem social.A palavra direito deriva do latim popular
directum 
que significa dirigir, endireitar, fazer andar emlinha reta, etc. No latim clássico, essa idéia entretanto, é expressa pelo vocábulo IVS-IUS-JUS, palavratécnica, utilizado pelos jurisconsultos romanos para exprimir o lícito ou permitido pelas leis.IUS - LATIM CLÁSSICO DIRECTUM - LATIM POPULAR- aquilo que deve ser seguido - o que pode ser feito- implica ordem, isto é, cumprimento coercitivo danorma- o abrandamento do sentido rigoroso do IUS- palavra técnica para exprimir o lícito- predominou sobre IUS por influência docristianismo- usado no sentido objetivo da lei e subjetivo depoder- qualidade do que é conforme a regra- usado pelos cultos4-
Noções elementares de direito
O direito é um fato ou fenômeno social que não existe senão na sociedade. O direito estabeleceos limites de ação de cada um de seus membros. A raiz intuitiva do conceito deriva de direção, ligação,obrigatoriedade de um comportamento.Portanto, o direito é um conjunto de regras obrigatórias, com força coativa que garante aconvivência social, ou , para os que negam pertencer a coação à essência do direito. O direito regra deconduta que permite a coação em certas circunstâncias, a ser exercido pelo poder competente.Num sentido figurado o direito passou a designar o que estava de acordo com a lei. As leisfísicas indicam aquilo que na natureza necessariamente é. As leis jurídicas ao contrário indicam apenasaquilo que na sociedade devem ser. Por essa razão diz-se que o direito é a ciência do dever ser.
5-
Terminologia Jurídica
A terminologia jurídica é um grande desafio para quem estuda o direito, principalmente saber oque as palavras significam. A ciência do direito dispõe de instrumentos próprios de significaçãoharmônica, e outros tomados de empréstimo à linguagem comum que passam a ter uma acepção novade natureza jurídica. A linguagem é a base do raciocínio jurídico, e esta para o jurista assim como odesenho para o arquiteto.-
OCUPAÇÃO
- é o meio de adquirir a propriedade.-
PRESCRIÇÃO
- perda do direito de ação-
DECADÊNCIA
- perda do direito-
COMPETÊNCIA
- poder legal do agente público em praticar determinado ato-
CONFUSÃO
- extingue-se as obrigações desde que na mesmo pessoa se confundam asqualidades de credor e devedor-
ENFITEUSE
- é quando o proprietário atribui a outrem o domínio útil do imóvel, mediantepensão ou foro anual, certa e invariável.-
HIPOTECA
- é a coisa entregue pelo devedor por exigência do credor para a garantia docompromisso assumido - imóvel-
PENHOR
- idem à hipoteca, porém bem móvel
 
 
3
-
PENHORA
- ato judicial pelo qual se apreende bens do devedor-
FIDEICOMISSO
- estipulação de última vontade-
USU CAPIÃO
- é o modo originário de adquirir a propriedade pelo uso ou pela prescrição,independe da vontade do titular anterior, é a aquisição do domínio pela posse contínua.Espécies:
1-
USUCAPIÃO EXTRAORDINÁRIO - (VINTENÁRIO) - é aquele que por vinte anos seminterrupção, nem oposição possuir como seu um imóvel, adquir-se-á o domínio independentede título e boa-fé.2- ORDINÁRIO - é dez anos entre presentes e 15 anos entre ausentes, possuir como seucontínua e incontestadamente com justo título e boa-fé.
3-
ESPECIAL OU PRO LABORE - são 5 anos ininterruptamente e sem oposição - área urbana- até 250 m2 - utilizado para moradia de sua família e área rural até 50 hectares tornando-aprodutiva. O usucapiente não pode ser proprietário de outro imóvel.USUCAPIÃO DE COISAS MÓVEIS - 5 anos e 3 anos com justo título e boa-fé.
6-
Acepções da palavra direito
 Nas acepções em que a palavra é usada , duas delas são tidas como principais:
A)
NORMA JURÍDICA
- é a reguladora da conduta social do homem. Direito objetivo ou lei emsentido amplo - é um sistema de normas jurídicas vigentes num determinado país, conhecidacomo
NORMA AGENDI.
 
B)
FACULDADE JURÍDICA
- ou prerrogativa - é reconhecida pela lei às pessoas em suasrelações recíprocas - é o poder que o indivíduo tem de praticar ou não determinado ato,conhecida como
FACULTAS AGENDI.
 
7-
O direito e suas concepções
 
DIREITO NATURAL
 É aquilo que corresponde ao sentimento de justiça da comunidade (independe da vontadehumana).O direito natural foi sem dúvida fator essencial ao progresso das instituições jurídicas da velhaRoma.Idade média - influência da igreja - prevaleceu a idéia de que os princípios componentes dodireito natural decorriam da inteligência e vontade divinas (é a teoria jus-naturalista do teologismo). Odireito natural era uma versão parcial da lei eterna (relativa à conduta moral).Tempos modernos - nova concepção adotada foi no sentido de que os fundamentos do direitonatural não decorriam nem da natureza das coisas e nem de deus , mas da razão humana (teoria jus-naturalista do racionalismo. Na realidade os princípios que constituem o direito natural formam a idéia doque seja, segundo a razão humana, o justo por natureza.Tempos atuais - nos dias atuais não pode ser negada a existência do direito natural, ao menoscomo sendo um complemento do direito positivo constituindo ambos uma só unidade para integração dodireito vigente.
8-
Lei PositivaDIREITO POSITIVO
 

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