1. INTRODUÇÃO
Toda norma jurídica é objeto de interpretação, seja a lei escrita (seu campo maisfreqüente), seja a decisão judicial, seja o direito consuetudinário, seja o tratadointernacional.
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Assim, a norma costumeira, a jurisprudência, os princípios gerais dedireito podem, e devem, ser interpretados, para se esclarecer o seu real significado ealcance.
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A interpretação legal das normas e todo contexto relacionado ao Direito, implica naevolução do Direito na sociedade. Esta interpretação deve ser feita pelo operador jurídico através de um processo hermenêutico.A linguagem escrita é a forma utilizada para expressar a ordem de comandodefinida na lei, principal fonte do direito. O aplicador da lei precisa entender o seuconteúdo para que possa aplicá-la com eficácia no mundo jurídico.A aplicação do direito consiste em enquadrar um caso concreto à norma jurídicaadequada. Submete às prescrições da lei uma relação da vida real; procura e indica odispositivo adaptável a um fato determinado. Por outras palavras: tem por objetivo criar o modo e os meios de amparar juridicamente um interesse humano.
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Toda norma jurídica deve ser interpretada, independentemente de textos claros ouobscuros, de antigos ou recentes, pois é predisposição do direito objetivo o seuentendimento claro para que possa ser aplicado. Já em Roma, berço do DireitoRomanista, defendia-se e utilizava-se esta idéia.Interpretar a Norma Jurídica ou o Direito não pode ser um ato isolado, mascorrelacionado com as diversas dimensões de sua aplicação, exige criatividade esubjetividade. Contudo não deve se ater a subjetividade exclusivamente, sob pena deperder o foco da vida real. Os ordenamentos jurídicos servem para guiar a trajetória dosinterpretes.A necessidade da interpretação das normas faz surgir diferentes formas deinterpretação, introduzidas por diversos juristas, filósofos entre outros. As Escolas deInterpretação, forma pela qual serão denominadas estas diferentes linhas deinterpretação.3