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Manual de Sobrevivência

Manual de Sobrevivência

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Published by Pedro Pimenta
Como se preparar para os exames.
Como se preparar para os exames.

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Published by: Pedro Pimenta on Mar 30, 2011
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07/25/2011

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URL original:http://www.expresso.pt/guiaestudante/ge15.asp
 
, consultado em Junho de 2002.
 
Manual de sobrevivência
 
N
a corrida para a Universidade, os exames são o ponto alto de todas asangústias da vida de um estudante, o momento fatal em que se pode ganhar oudeitar tudo a perder. Os sonhos que se construíram para a vida futura, asimagens de si que se idealizaram, os planos traçados para o caminho a seguir,tudo isto parece jogar-se no momento decisivo do exame, donde se pode sairvencedor ou derrotado. Aos olhos do próprio, dos pais e da sociedade, onde sequer conquistar um lugar.Uma expectativa pesada face a este momento de combate vai crescendo, nosalunos, pelo menos a partir do 10º ano, com a pressão real das médias deentrada no Ensino Superior. O excesso de consciência sobre estaresponsabilidade pode tornar-se uma verdadeira doença, gerando uma ansiedade descontrolada quetranstorna a preparação para os exames, e pode prejudicar o desempenho na hora da avaliação.Todos os estudantes nesta fase se sentem em
«
stress»
e é importante que percebam que, na medidacerta, isso não só é natural como desejável. Este é um estado que um organismo saudável desenvolve,numa situação em que todas as suas energias se devem mobilizar. A ansiedade, se for bem doseada, tornaum aluno mais eficaz, apurando a concentração e a rapidez de resposta. Batalhar contra a tensão só fazcrescer a ansiedade, o que, a partir de certos níveis, transforma um potencial bom resultado num fracasso.
N
as semanas que antecedem os exames é essencial dar o braço à ansiedade para pôr em marcha ummétodo de estudo eficaz, que aproveite o tempo e as capacidades de aprendizagem. Aprender a estudar,criando condições favoráveis, estabelecendo objectivos, métodos e técnicas de estudo, é a melhorgarantia para a boa assimilação da matéria. Durante o exame propriamente dito há também algumastécnicas que podem beneficiar o seu resultado, mas um aluno que se sente confiante do que sabedificilmente se sairá mal da prova.
«
Maldita ansiedade»
A ansiedade em excesso faz com que a pessoa vá adiando o início do estudo, com uma descontracçãoartificial e a ideia auto-enganadora de que
«
tenho de esperar pela vontade de começar»
.Quase todos os estudantes, em maior ou menor grau, já terãoexperimentado este processo e o problema existe quando o evitamento doestudo persiste no tempo, contribuindo para um crescendo de tensões eangústias que leva a um círculo vicioso: ansiedade - adiamento - maisansiedade - mais adiamento. Vários exemplos podem ser dados:
y
 
I
r adiando o momento de se sentar à secretária, dando asas ànormalvontade de fazer tudo menos estudar: ver televisão, fazer a listagemdos CDs, jogar no computador, ir ver um filme imperdível, dar apoio a umamigo em crise, acabar um namoro, apaixonar-se assolapadamente, etc.Pode andar-se neste sistema dia após dia, com a ansiedade sempre a aumentar na proporçãoinversa do tempo que falta para o exame.
y
 
Sentar-se mas estar constantemente a interromper o estudo, sem chegar a concentrar-se.Levantar-se de dez em dez minutos para beber água, comer qualquer coisa, ir à casa de banho, sairpara comprar revistas, tomar mais um café, etc. Pode acontecer neste caso o aluno não saber poronde começar, mudar de disciplina e entrar num ciclo de desorientação e perda de tempo, em vez
 
de começar por planear aquilo que tem que estudar.
y
 
Dedicar-se obsessivamente aos planos, passar horas a fazer horários de estudo às cores, ou aalterar os planos já feitos. Ou passar muito tempo em arrumações para criar condições de estudo.Pode-se, deste modo, chegar às vésperas do exames com lindos planos de estudo, ou condiçõesambientais ideais para assimilar a matéria. Mas sem tempo.
y
 
Estar sentado em frente aos livros mas divagar compulsivamente, sem sair da mesma página, ou irfolheando sem atenção. O pensamento teima em desviar-se, para um problema qualquer da vida,de repente muito urgente. Pode fixar-se no tempo depois do exame, sonhando-se acordado com agrande vida futura que se terá terminado o curso, imagina-se o prazer que será dizer à mãe que seteve um 19. Pode-se inventar toda uma vida, não percebendo que se está a adiá-la.
y
 
Sentir uma enorme lassidão e não
«f 
orçar a barra»
, fazer de conta que se estuda estendido no sofáa ver televisão, folhas espalhadas por todo o lado, a atenção dispersa, sem se concentrar nem,muito menos, compreender e memorizar a matéria.
y
 
Ter um sono como nunca e não acordar de manhã, adiar o momento de enfrentar o dia, ou ir sódormir uma horita para depois acordar mais fresco e perder toda a tarde na cama. Achar que seestá cansado e que se precisa de repousar para depois estudar melhor e não sair da fase dodescanso.
y
 
N
ão aguentar estar sozinho e sentir uma necessidade inadiável deprocurar companhia.Quando isto acontece, as pessoas têm tendência, nos intervalos de
«
lucidez»
,para julgar que estão a ser preguiçosas. Sentem-se permissivas,
«
baldas»
, e vãoaumentando os sentimentos de culpa. Como atrás da culpa vem o castigo,aumentam a severidade consigo próprios e recriminam-se, num processo deauto-flagelação psicológica, com medidas que só tornam maior a ansiedade e,por conseguinte, maior o sono e todos os outros processos de fuga.Começam, por exemplo, a fazer planos de estudo cada vez mais exigentes,impossíveis de cumprir mesmo em condições normais, programando poucashoras de sono, fazendo logo directas para começar, ou estabelecendo ler 300páginas por hora. Tomam cafés a mais para estimular, duches frios para acordar, passam a dormir de luzacesa, põem três despertadores para acordar. E estão a fazer exactamente o contrário do que deveriam:encontrar soluções para acalmar, uma vez que o problema é excitação a mais.A primeira atitude certa a adoptar será assumir a ansiedade comonatural e benéfica, começando o maiscedo possível a atacar a preparação para o exame, com metas realistas para que se cumpram desde oinício. Assim, o aluno sentir-se-á satisfeito consigo próprio e entrará num bom círculo vicioso: trabalhar -ficar confiante - trabalhar mais e melhor - ficar mais confiante.Seja como for, é preciso não esquecer que toda a gente já fez exames.
N
ão semorre nem se enlouquece. O perigo é limitado.
Aprender a aprender
Se é verdade que
«
toda a gente»
já fez exames, não tendo morridopor isso,não o é menos que todos os estudantes podem melhorar os resultados do seutrabalho. Vai tudo de uma questão de método, como já diziam os nossosavós. Eis algumas receitas para pôr em prática:
 
 
y
 
Ter objectivos estabelecidos. Para se ser eficiente no estudo, éimportante ter objectivosclaramente definidos, a curto, médio e longo prazo, que o aluno acredite poder atingir. Trata -se deconstruir imagens mentais do que se quer, motivando e orientando as acções. É ter uma finalidade,um sentido para a vida que enquadre aquilo que se faz, tendo em mente a célebre frase deEdison:
«O
génio é 1% de inspiração e 99% de transpiração»
.Os objectivos a longo prazo (a carreira e a realização dos ideais e ambições) são essenciais nomomento das escolhas de áreas escolares e dão temas de conversa muito estimulantes, mas, nestafase pré-exame, é conveniente que não ocupem o pensamento.Os objectivos a médio prazo (a atingir num ano lectivo: uma determinada média, a entrada naUniversidade, etc.) devem ser fixados na consciência logo no princípio do ano, para ir aferindo osresultados e o esforço para os conseguir. Mas também nesta fase do exame, já não se ganha nadaem ocupar a cabeça com eles.Os objectivos a curto prazo são os que, neste período, se devem manter em mente. É o que se querrealizar hoje, amanhã e na próxima semana: concluir a matéria que se planeou estudar hoje;dedicar amanhã de manhã três horas ao estudo daquele assunto; ter terminada aquela disciplinaaté sexta-feira e passar para a outra, etc.
I
mporta é decidir o que se quer fazer agora e trabalhar nesse sentido. O que interessa é concentrar -se na tarefa presente. O futuro resolver-se-á por si.
y
 
Criar condições de trabalho.Apesar dos gostos de cada um, há regras gerais sobre o ambiente de trabalho, benéficas àconcentração, evitando factores de cansaço estranhos ao estudo, que devem, se possível, reunir -se.* Ter um canto só seu, uma mesa e um assento firme.*
N
unca estudar com luz fraca ou em locais pouco ventilados.* Evitar estudar em locais que possam ter grandes pólos de distracção.* Manter ordem no espaço em que se trabalha. Embora a necessidade de arrumação varie depessoa para pessoa, é fundamental saber onde está o material para começar logo a trabalh ar.* Estudar em grupo pode ser a solução para quem não aguente estar muito tempo sozinho, mas éessencial ter-se antes um plano de estudo individual.
y
 
Programar o estudo.Com um plano de estudo por matérias ganha-se em tempo e eficácia. É essencial, nestas ultimassemanas, saber sempre em quê e quando trabalhar. Deve-se, por isso, elaborar um horário deestudo regular e -lo à vista. Períodos de trabalho intenso separados por pequenas pausas (duashoras de estudo, seguidas de 15 minutos para descontrair) são mais eficientes do que longosperíodos seguidos. Essas pausas são mais proveitosas se forem ocupadas com uma actividade delazer agradável, em vez de o aluno se estender num sofá a curtir o tédio. O horário pode serajustado à medida que se avança. Por exemplo, se uma pessoa tem dificuldade em concentrar-seno estudo por duas horas seguidas, pode começar por uma, e, desde que a cumpra, a capacidadede atenção dirigida aumenta e os períodos poderão ser alargados.

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