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O modelo estrutural de Gerência Pública

O modelo estrutural de Gerência Pública

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Published by Marcos Roberto Rosa
O desenvolvimento econômico é possível somente quando o Estado-nação pode contar com um Estado eficaz. O Estado é a instituição central das sociedades modernas, é uma organização que dá origem às leis. Este deve ser eficaz e eficiente no fornecimento dos
serviços exigidos pelos eleitores. Desta forma pergunta-se: que tipo de administração pública
contribui para um Estado capaz? Apenas um serviço público profissional? Ou seria também necessária a reforma gerencial ou da gestão pública para que o Estado se torne forte e suficiente?
O desenvolvimento econômico é possível somente quando o Estado-nação pode contar com um Estado eficaz. O Estado é a instituição central das sociedades modernas, é uma organização que dá origem às leis. Este deve ser eficaz e eficiente no fornecimento dos
serviços exigidos pelos eleitores. Desta forma pergunta-se: que tipo de administração pública
contribui para um Estado capaz? Apenas um serviço público profissional? Ou seria também necessária a reforma gerencial ou da gestão pública para que o Estado se torne forte e suficiente?

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Seminário apresentado à disciplina de Administração pública da Faculdade Municipal de Palhoçapelos acadêmicos: Alessandro Munhoz Schwamborn, Alexandre Marcos Alves, Josiane Lemos, LauriJosué da Silva e Marcos Roberto Rosa.Página
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O MODELO ESTRUTURAL DE GERÊNCIA PÚBLICALuiz Carlos Bresser-PereiraAPRESENTAÇÃO DO TRABALHO
O autor inicia o artigo questionando que tipo de reforma da administração públicanos países em desenvolvimento contribuiria para o desenvolvimento econômico e aconsecução das Metas de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas.A partir deste questionamento, descreve um modelo de reforma da gestão públicaque chama de modelo estrutural de gerência pública.Argumenta, em primeiro lugar, que este modelo torna o Estado mais capaz e maiseficiente na medida em que adota uma estrutura particular de divisão do trabalho entre aprópria organização do Estado, a organização pública não-estatal, a organização corporativa eas organizações privadas, e adota uma estratégia gerencial que, tornando os servidorespúblicos de alto escalão mais autônomos e mais responsáveis, motiva-os e permite-lhes seremmais eficientes.Em segundo lugar, argumenta que, na medida em que o Estado é o instrumento-chave de ação coletiva à disposição de uma nação para promover seu desenvolvimentoeconômico, torná-lo mais capaz certamente fará com que os governos sejam mais eficazespara definir, juntamente com a sociedade, uma estratégia nacional de crescimento.Em terceiro lugar, rejeita a tese sequencial, sustentando que, se um país emdesenvolvimento não completou sua reforma burocrática ou reforma do serviço público, nãohavia razão que o impedisse de continuar com essa reforma enquanto gradualmenteimplementasse a reforma gerencial.
INTRODUÇÃO
O desenvolvimento econômico é possível somente quando o Estado-nação podecontar com um Estado eficaz. O Estado é a instituição central das sociedades modernas, é umaorganização que dá origem às leis. Este deve ser eficaz e eficiente no fornecimento dosserviços exigidos pelos eleitores. Desta forma pergunta-se: que tipo de administração públicacontribui para um Estado capaz? Apenas um serviço público profissional? Ou seria tambémnecessária a reforma gerencial ou da gestão pública para que o Estado se torne forte esuficiente?
 
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A partir destes questionamentos, o autor assume que não bastam profissionais bemselecionados e bem treinados, agindo sem autonomia no cumprimento da lei, e de umaorganização hierárquica e centralizada com linhas definidas de autoridade. Assim, defendeque os servidores públicos de alto escalão tenham mais autonomia e sejam mais responsáveispor suas decisões, que a organização do Estado seja mais descentralizada e envolva todos ostipos de parceria.Além disso, levanta as seguintes dúvidas: Seria a gerência pública um instrumentoneutro que tanto pode ser usado por uma administração conservadora quanto por umaadministração progressista? Esta reforma da gestão pública, que já foi originalmente adotadapelos países desenvolvidos, seria aplicável a países em desenvolvimento? Deveriam estespaíses em desenvolvimento primeiro concluir a reforma do serviço público e somente entãoabordar a reforma da gestão pública?Face a estes questionamentos, o autor defende que não há motivo para que a reformado serviço público não deva ser combinada com a reforma da gestão pública, e propõe ummodelo específico de reforma da gestão pública – o modelo estrutural de gerência pública.Neste modelo proposto, além de grandes mudanças no processo de gestão de pessoale da adoção de uma administração por objetivos, inclui-se a reforma estrutural da organizaçãodo Estado. A reforma gerencial do Estado é a segunda reforma administrativa vivida pelomoderno Estado capitalista.Em uma retrospectiva histórica, o autor lembra que em sua primeira versão, o EstadoModerno era absoluto do ponto de vista político e patrimonial quando visto sob o ânguloadministrativo. Na segunda metade do século XX houve a primeira grande reformaadministrativa – a reforma do serviço público ou reforma burocrática. Depois da II GuerraMundial percebeu-se que a administração pública precisava ser mais flexível e mais eficaz napromoção do desenvolvimento econômico. Com isso, estava começando uma segunda grandereforma do aparelho do Estado, a nova gestão ou nova gerência pública.O modelo estrutural de gerência pública surgiu com base na experiência brasileira dereforma gerencial iniciada em 1995, e na experiência britânica, que serviu como principalreferência para a do Brasil. O modelo proposto é histórico, porque existiu historicamentecomo tipo ideal, e porque em sua formulação usou-se um método histórico. Mas é tambémum modelo normativo, porque é impossível não ser normativo em questões que envolvemteoria política e políticas públicas.É um modelo estrutural porque não se limita a estratégias de gestão mas envolvemais do que mudanças organizacionais: implica mudanças na estrutura do Estado, porque
 
Seminário apresentado à disciplina de Administração pública da Faculdade Municipal de Palhoçapelos acadêmicos: Alessandro Munhoz Schwamborn, Alexandre Marcos Alves, Josiane Lemos, LauriJosué da Silva e Marcos Roberto Rosa.Página
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envolve todo tipo de parcerias público-privadas. É um modelo de gerência que é também ummodelo de “governança” porque envolve outros atores, além do próprio governo, no processode governar.
O ASPECTO ORGANIZACIONAL DO MODELO ESTRUTURAL DEGERÊNCIA PÚBLICA
O aspecto organizacional, ou estrutural, diz respeito ao que deve fazer o núcleoestratégico do Estado, o que deve ser delegado para as agências e que serviços devem ser terceirizados. Trabalha não com o papel do Estado, mas com sua estrutura.Nas democracias modernas, o Estado é o principal instrumento de ação coletiva dasociedade: é a ferramenta básica que as sociedades nacionais utilizam para alcançar seusobjetivos políticos. Os eleitores definem, através do voto, se o Estado deve garantir os direitossociais em termos de educação, assistência à saúde, cultura e previdência social, e como ogoverno dará suporte ao desenvolvimento econômico nacional. Entretanto não se envolvamdiretamente na discussão mais técnica sobre como o Estado deveria ser organizado.O modelo estrutural de gerência pública apresentado pelo autor pretende preencher esse requisito, com a vantagem de ser relativamente neutro em termos ideológicos: funcionarápara um Estado socialdemocrata, mas também para um Estado neoliberal, pois não se limitaao aparelho de Estado. Seu caráter estrutural exige um horizonte mais amplo, abrangendo asdiferentes atividades críticas que são desempenhadas pelo Estado e por outros atores sociaisem um Estado-nação moderno, e os tipos básicos de propriedade e organizaçõescorrespondentes que caracterizam as sociedades modernas.Neste ponto o autor afirma que existem quatro tipos distintos de propriedade eorganização correspondente: propriedade estatal, propriedade pública não-estatal, propriedadecorporativa e propriedade privada.A distinção entre público e privado não se baseia no tipo de lei a que a organizaçãoestá sujeita, mas nos objetivos da organização: se o objetivo for o lucro, trata-se de umaorganização privada; se for o interesse público, trata-se de uma organização pública; se for adefesa dos interesses de grupos, trata-se de uma organização corporativa. Além disso, caso osempregados de uma organização pública estiverem sujeitos ao direito civil ou privado, aorganização será pública não-estatal, se estiver sujeita ao direito público ou administrativo, seseus empregados forem “servidores públicos estatutários”, teremos uma organização estatal.

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