Seminário apresentado à disciplina de Administração pública da Faculdade Municipal de Palhoçapelos acadêmicos: Alessandro Munhoz Schwamborn, Alexandre Marcos Alves, Josiane Lemos, LauriJosué da Silva e Marcos Roberto Rosa.Página
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envolve todo tipo de parcerias público-privadas. É um modelo de gerência que é também ummodelo de “governança” porque envolve outros atores, além do próprio governo, no processode governar.
O ASPECTO ORGANIZACIONAL DO MODELO ESTRUTURAL DEGERÊNCIA PÚBLICA
O aspecto organizacional, ou estrutural, diz respeito ao que deve fazer o núcleoestratégico do Estado, o que deve ser delegado para as agências e que serviços devem ser terceirizados. Trabalha não com o papel do Estado, mas com sua estrutura.Nas democracias modernas, o Estado é o principal instrumento de ação coletiva dasociedade: é a ferramenta básica que as sociedades nacionais utilizam para alcançar seusobjetivos políticos. Os eleitores definem, através do voto, se o Estado deve garantir os direitossociais em termos de educação, assistência à saúde, cultura e previdência social, e como ogoverno dará suporte ao desenvolvimento econômico nacional. Entretanto não se envolvamdiretamente na discussão mais técnica sobre como o Estado deveria ser organizado.O modelo estrutural de gerência pública apresentado pelo autor pretende preencher esse requisito, com a vantagem de ser relativamente neutro em termos ideológicos: funcionarápara um Estado socialdemocrata, mas também para um Estado neoliberal, pois não se limitaao aparelho de Estado. Seu caráter estrutural exige um horizonte mais amplo, abrangendo asdiferentes atividades críticas que são desempenhadas pelo Estado e por outros atores sociaisem um Estado-nação moderno, e os tipos básicos de propriedade e organizaçõescorrespondentes que caracterizam as sociedades modernas.Neste ponto o autor afirma que existem quatro tipos distintos de propriedade eorganização correspondente: propriedade estatal, propriedade pública não-estatal, propriedadecorporativa e propriedade privada.A distinção entre público e privado não se baseia no tipo de lei a que a organizaçãoestá sujeita, mas nos objetivos da organização: se o objetivo for o lucro, trata-se de umaorganização privada; se for o interesse público, trata-se de uma organização pública; se for adefesa dos interesses de grupos, trata-se de uma organização corporativa. Além disso, caso osempregados de uma organização pública estiverem sujeitos ao direito civil ou privado, aorganização será pública não-estatal, se estiver sujeita ao direito público ou administrativo, seseus empregados forem “servidores públicos estatutários”, teremos uma organização estatal.