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Representação à Câmara Municipal - pedido de cassação do Prefeito

Representação à Câmara Municipal - pedido de cassação do Prefeito

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04/04/2013

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 Fernando José Castro Cabral
advogado ² oab/mg 117.188
Praça Antônio Leite, 44 ap. 1000 ± CEP 35600-000 ± Bom Despacho±MGTelefone: (37) 3521-2183 - (37) 9988-8868 ² fernando@fcabral.com.br 
 
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Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Bom Despacho-MGHaroldo de Souza Queiroz é um empresário falido e um prefeito corrupto. É da corrupçãoque trata essa denúncia. Entretanto, para que se possa entendê-la em sua plenitude é precisoentender como o empresário operava.Em 1983 Haroldo Queiroz criou a CONSTRUTORA ENDESTER. Seus tempos áureosforam no governo Newton Cardoso (1987-1991), seu padrinho político e empresarial. Nessaocasião, a fim de facilitar a participação em licitações do governo do estado, Haroldo criouuma segunda empresa, a EXECUTA.Ela tinha o mesmo objeto social, funcionava no mesmo endereço e participava dosmesmos negócios.O término do governo Newton Cardoso, em dezembro 1991, levou as duas empresas àbancarrota. De lá para cá, embora Haroldo Queiroz ainda se intitule empresário, ele deempresário nada tem.Ele e suas empresas responderam ou respondem a 53 ações só na Comarca de BomDespacho. São execuções fiscais, execuções de título extrajudicial, despejo, falência,insolvência civil, cobrança de cheque sem fundo. Há também ações em outras cidades.Quebrado, Haroldo Queiroz tentou se salvar entrando para a política. Em 1992 elegeu-severeador. Naquela época o eleitor ainda não sabia que tinha diante de si um empresáriofracassado e um administrador incompetente.De 1993 a 1996 Haroldo Queiroz pavimentou seu caminho para o executivo.Eleito prefeito em 1996, fez um governo voltado para duas coisas apenas: asfaltar ruas edesviar dinheiro. Nada mais lhe interessava.Mancomunado com empreiteiras, fez asfalto de baixa qualidade, superfaturou e embolsouquantias significativas. Porém, ao deixar a prefeitura, em 31 de dezembro de 2000, seupatrimônio ainda era o mesmo de quando entrara na política, em 1992: uma casa na Rua PadreAugusto e as cotas das empresas ENDESTER e EXECUTA.
 
 Fernando José Castro Cabral
advogado ² oab/mg 117.188
Praça Antônio Leite, 44 ap. 1000 ± CEP 35600-000 ± Bom Despacho±MGTelefone: (37) 3521-2183 - (37) 9988-8868 ² fernando@fcabral.com.br 
 
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Isso mostra que o dinheiro desviado naqueles quatro anos foram gastos em jogos, viagense diversão. Ele não poupou e tampouco pagou suas dívidas.Quando Haroldo Queiroz saiu, a prefeitura estava arruinada. Não apenas depauperada eendividada, mas também com seu quadro de servidores desmantelado. As máquinas deixadaseram só sucata.Assim como a prefeitura, também suas empresas estavam irrecuperavelmenteendividadas. Ele também estava insolvente, pois havia gastado em jogos, viagens e lazer todoo dinheiro vindo da corrupção.Entre 2001 e 2004 Haroldo viveu do favor de parentes e amigos e de alguns bicosproporcionados pelo padrinho Newton Cardoso.Em 2004 concorreu novamente ao cargo de prefeito. Nessa ocasião declarou ao TSE omesmo patrimônio que tinha 14 anos antes: uma casa de morada e as cotas das empresasEXECUTA e ENDESTER.Empossado em 2005, o patrimônio de Haroldo começou a crescer de formaimpressionante.Para se ter uma idéia, dos R$ 108 mil que recebeu em 2005, declarou ter economizado R$60.000,00. Uma poupança de fazer inveja a qualquer pão-duro. Ainda mais para quem ficara 4anos desempregado e tinha uma dívida acumulada de 10 anos.Esse dinheiro ± esses R$ 60 mil que Haroldo Queiroz afirma ter economizado ± ele nãodeixou na sua conta bancária e não investiu. Guardou em casa, sob o colchão, na forma dedinheiro vivo.Assim, 2005 marcou o início de uma era diferente para Haroldo Queiroz. Em primeirolugar, naquele ano ele conseguiu poupar 73% de sua renda depois de descontado o imposto derenda e a previdência. Uma façanha impressionante para qualquer pessoa. Mais ainda paraele, que esteve desempregado, endividado e tinha tradição de não poupar.Em segundo lugar, a partir dali ele adotou o hábito de guardar dinheiro vivo em casa, oque não é comum nem entre empresários honestos nem entre cidadãos, pois todos têm medoda inflação, dos ladrões e da perda de oportunidade de investimentos.Em terceiro lugar, é de se notar que Haroldo Queiroz consolidou o hábito de não pagar suas dívidas, ainda que tivesse dinheiro sonante para fazê-lo. Outro costuma que destoadaqueles cultivados por cidadãos e empresários honestos.Pois bem.Nos três anos seguintes Haroldo continuou com o mesmo padrão de economizar dinheiro,guardá-lo debaixo do colchão, não pagar seus credores e não colocar nada no seu nome.Enquanto ele juntava dinheiro, aumentavam as execuções dos seus credores.De calote em calote, até 2008 Haroldo juntou R$ 150.000,00 em dinheiro vivo. Foi o quedeclarou ao TSE ± Tribunal Superior Eleitoral. Enquanto isso, continuou aumentando suasdívidas de jogo, a emitir cheques sem fundo e a acumular um patrimônio paralelo, ilícito,colocado em nome de
laranjas
.No final de 2008 esse patrimônio ilícito, paralelo, já somava mais de R$ 1 milhão.Dinheiro desviado da prefeitura. Mas não parou por aí. Até o início deste ano o patrimônioparalelo dele já ultrapassa R$ 2,5 milhões, como aqui está amplamente documentado.
A ocultação de bens e a lavagem de dinheiro
No seu primeiro governo Haroldo Queiroz gastou com mão direita o que coletou com amão esquerda. Por isso viu-se na miséria tão logo perdeu o cargo. O pouquíssimo que lherestou, logo perdeu no jogo.
 
 Fernando José Castro Cabral
advogado ² oab/mg 117.188
Praça Antônio Leite, 44 ap. 1000 ± CEP 35600-000 ± Bom Despacho±MGTelefone: (37) 3521-2183 - (37) 9988-8868 ² fernando@fcabral.com.br 
 
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No segundo governo Haroldo voltou mais escolado e mais audacioso. Preparou fraudesde maior porte que lhe renderam valores bem mais vultosos.Também aprendeu a declarar ter em casa dinheiro vivo que não tinha. Mas,principalmente, aprendeu que deveria poupar alguma coisa para viver após o término domandato.Assim, ao lado do dinheiro fictício declarado à Receita Federal e ao TSE, HaroldoComeçou a formar um patrimônio verdadeiro, só que oculto sob o nome de testas de ferro.Calha adiantar alguns exemplos.Parte da propina pela canalização do Córrego das Palmeiras (chamado Córrego dosMachados) chegou às mãos de Haroldo na forma de um apartamento na Rua Três Corações,no Prado, em Belo Horizonte. Outra parte veio em dinheiro. Uma teceria parte veio na formade concreto e ferro que ele usou na construção do seu prédio particular, na Rua Dona Tinuca,132.Assim como o apartamento de Belo Horizonte, também o prédio da Rua Dona Tinucaestá em nome de
laranjas
.Mas o prédio tem uma particularidade que merece ser destacada. Haroldo comprou suasfundações em maio de 2006, quando começou a canalização do Córrego dos Palmeias. Dessaforma foi-lhe possível usar o concreto e o ferro da obra pública em sua obra particular.Mas Haroldo Queiroz não colocou o prédio em seu próprio nome, mas sim em nome deterceiros, entre eles, dois secretários municipais de sua absoluta confiança. Esses são doisparceiros em muitos dos golpes que ele aplica: José Eustáquio Dornelles Penido e FranciscoXavier Tavares.Ao colocar o prédio em nome de terceiros, Haroldo Queiroz protegeu-se contra a açãodos credores, fugiu do fisco e lavou o dinheiro sujo do qual vinha se apropriando.Ele fez o mesmo com os automóveis que comprou para si e para sua família. Em 2006adquiriu um Ford Fiesta, mas não colocou em seu nome. Em 2007 comprou uma caríssimamoto Harley-Davidson, mas também não colocou em seu nome.No final de 2008 e início de 2009 deu a si mesmo uma caminhonete de presente. À suamulher e a cada uma de suas três filhas maiores, deu um automóvel de luxo. Era presente deNatal. Mas era, também, comemoração pela vitória que o levava ao terceiro mandato. Juntos,os carros custaram em torno de R$ 400.000,00.Registre-se que o salário que ele recebe como prefeito não é suficiente nem para pagar asprestações desses carros, mesmo se fossem financiados em 10 anos.Mas circulando pelas ruas estão esses vistosos carros. Um é dourado e os outros sãopretos. As placas, escolhidas a dedo, são as chamativas HHF-5000, HHF-6000, HMK-7000,HHF 8000, HLV-8000.A beleza poética desses números é que as filhas receberam os números 5.000, 6.000 e7.000. Pai e mãe, cada um ficou com o número 8.000. E as placas todas começam com a letra³H´, de Haroldo.Exceto a Captiva, de placa HHF-8000, todos os demais veículos Haroldo colocou emnome de
laranjas
. Para sua tristeza, pois tão logo o fez, os credores entraram na justiçapedindo o impedimento judicial e a penhora do bem.Vê-se, portanto, que diferentemente do primeiro mandato, dessa vez Haroldo Queirozusou o dinheiro da corrupção para garantir o teto e o transporte da família. Garantiu a rendatambém, pois sua mulher e uma de suas filhas são secretárias municipais. O genro, tambémservidor municipal, recebe uma gratificação extra de 50%.A construção do prédio de apartamentos era uma forma de ocultação de bens e tambémde lavagem de dinheiro. Mas, para aperfeiçoar o mecanismo, Haroldo Queiroz comprou uma

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