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cenaberta 12

cenaberta 12

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Categories:Topics, Art & Design
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03/31/2011

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original

 
Rua António José de Almeida n.º 2, 3000 - 040 COIMBRA Portugal telef. (+351) 239 836 679 | teatro@cenalusofona.pt | www.cenalusofona.pt
Cena Lusófona
n.º 12 Dezembro 2010
 
distribuição gratuita
 
ISSN 1645-9873
entrevista
Márcio Meirelles
2012
 
ano Portugal-Brasilano Brasil-Portugal
FESTLUSO eEncontro Internacionalsobre Políticas de Intercâmbio
rostos da cena
Elias Macovela
 
cenaberta 
 
cha técnica
 
Director
António Augusto Barros |
Coordenação e Fotograa
Augusto Baptista |
Redacção
Augusto Bap-tista, Patrícia Almeida, Pedro Rodrigues, Sandra Nogueira |
Concepção gráca
Ana Rosa Assunção |
ISSN 1645-9873 | N.º 12 distribuição gratuita |
Tiragem
 
2500
exemplares |
Impressão
 
Tipograa Ediliber
 
|
 Propriedade
 
Cena Lusófona, Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral, Rua António Joséde Almeida, n.º 2, 3000 - 040 COIMBRA, PORTUGAL | Telef. (+351) 239 836 679 | teatro@cenalusofona.pt | www.cenalusofona.pt
IMAGEM DA CAPA: "Hotel Komarca", Grupo Teatral HenriqueArtes (Angola)
© Margareth Leite
A
Cena Lusófona 
é uma estrutura nanciada por:
cenaberta 
2
“Em matéria de promoção da língua portuguesa, existe um fosso aprofunda
-
do entre o discurso público, onde estas questões são tipicamente apresen
-tadas em tons emotivos e assumidas como de vital importância, e a prática
quotidiana e o conhecimento da realidade”. A frase é de Rui Machete e
António Luís Vicente, no livro “Língua e cultura na política externa portu-
guesa: o caso dos Estados Unidos da América” (ver apresentação da obra,
pág. 15).O texto do protocolo assinado em Novembro entre o Ministério da Cul-
tura e o Ministério dos Negócios Estrangeiros frustrou as expectativas dosagentes culturais, que continuam sem reconhecer no Estado um parceiroempenhado em potenciar os esforços que fazem para internacionalizar o
seu trabalho.Na melhor das hipóteses, as estratégias e os objectivos da política culturalexterna portuguesa continuam a não ser compreendidos pelos artistas
que deles deviam ser agentes principais. As respostas (e as não-respostas)que obtivemos às questões que levantámos sobre os preparativos do “Anode Portugal no Brasil” e do “Ano do Brasil em Portugal” (duas iniciativas
da maior importância no aprofundamento dos laços de intercâmbio) são
mais um exemplo da forma de trabalhar, fechada sobre elas próprias, queas instituições públicas portuguesas continuam a adoptar neste domínio.
A um ano de distância, não há modelo de funcionamento, nem orçamento
denido, nem responsáveis nomeados, nem diálogo com a sociedade civilque opera no terreno.
A continuar assim, dois cenários é possível antever para a iniciativa 2012 -
Ano do Brasil em Portugal e Ano de Portugal no Brasil: um novo adiamentoanunciando que anal não estavam reunidas as condições (estes projectosestiveram agendados para 2010 e 2011, respectivamente); ou a denição
apressada de um programa, feito no interior dos gabinetes, para cumprir
calendário. Em qualquer dos casos, é legítimo temer que esta seja (mais)
uma oportunidade perdida.O desenlace não tem de ser este. Como bem sublinham Rui Machete e
António Luís Vicente, há na sociedade civil instituições interessadas emcontribuir para o sucesso das acções desenvolvidas pelo Estado. Instituiçõesque querem ser parceiras e que podem ajudar a dar substância, sustentabili
-
dade e sentido às políticas públicas na área da internacionalização cultural.No campo especíco do intercâmbio cultural entre os países de língua
portuguesa, a Cena Lusófona assume-se como um desses parceiros. Quan-
do, em Dezembro de 2009, organizámos o I Encontro Internacional sobrePolíticas de Intercâmbio (EIPI), pretendemos precisamente discutir, comoutros agentes culturais e com instituições públicas dos diversos países, asformas concretas de que tal parceria poderia revestir-se. A segunda ediçãodo EIPI, acolhida pelo FESTLUSO (Piauí, Brasil) no passado mês de Novem
-bro, reiterou essa disponibilidade por parte de mais de vinte estruturas decriação e programação de Portugal, do Brasil, de Angola, de Cabo Verde,
da Galiza. As conclusões, publicadas nesta edição, são claras quanto ao inte
-
resse manifestado em participar da discussão e da denição de políticas e,neste momento especíco, em aproveitar a oportunidade do “Ano Bra
-
sil/Portugal” para o desenvolvimento das relações de intercâmbio cultural,quer ao nível bilateral, quer – como parece fazer sentido – no contexto da
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
O protocolo assinado com a Secretaria de Estado da Cultura da Bahia e osprojectos que pretende levar a cabo com a Cooperativa Cultural Brasi
-leira são outros dois exemplos da forma como a Cena Lusófona continua
a encarar as relações e as iniciativas de intercâmbio: com instituições e
agentes concretos e conhecedores do terreno, de uma forma sustentada e
estruturada a médio e a longo prazo. Esta atitude tem produzido resultadosvisíveis e continuará seguramente a dar frutos, mas será muito mais ecazse – como é desejável – for acompanhada por uma regular interlocuçãocom as instituições ociais e enquadrada por políticas claras e estáveis, quenão se quem pelo efeito mediático e pelo cíclico anúncio dos “grandeseventos”.
editorial
Colecção Cena Lusófona
As Virgens Loucas
de
ANTÓNIO AURÉLIO GONÇALVES
Cabo Verde
Teatro do Imaginário Angolar
de
FERNANDO DE MACEDO
São Tomé e Príncipe
Supernova
de
ABEL NEVES
Portugal
 
As Mortes de Lucas Mateus
de
LEITE DE VASCONCELOSMoçambique
Teatro I e II
obra dramatúrgicade
JOSÉ MENA ABRANTES
(dois volumes)Angola
Mar me quer
deMIA COUTO e NATÁLIA LUIZA
Portugal / Moçambique
Teatro
obra completade
NAUM ALVES DE SOUZA
Brasil
Revista setepalcos
(esgotados números 0, 1 e 2)
N.º 3 – Setepalcos especial sobre TEATRO BRASILEIRON.º 4 – Setepalcos especial sobre TEATRO GALEGON.º 5 – Setepalcos especial sobre RUY DUARTE DE CARVALHON.º 6 – Setepalcos especial sobre TEATRO EM CABO VERDE
Floripes Negra
Floripes na Ilha do Príncipe, em Portugal e no mundodeAUGUSTO BAPTISTA
Álbum Fotográco / Reportagem / Ensaio
Soia
dois documentários sobre contadores de histórias nas ilhasde Príncipe e S. Toméde
IVO M. FERREIRA
DVD
edições.cena
AVEIRO
Livraria da Universidadede Aveiro
Campus Universitário3810-193 Aveiro(+351) 234 370 200
BRAGA
Theatro Circo
Avenida da Liberdade, 6974710-251 Braga(+351) 253 203 800
100ª Página
AV. Central, 118-1204710-229 Braga(+351) 253 267 647
COIMBRA
Teatro Académico de GilVicente
Praça da República3000-343 Coimbra(+351) 239 855 630
Teatro da Cerca deS. Bernardo
3000-097 Coimbra(+351) 239 718 238
ÉVORA
Teatro Garcia de Resende
Praça Joaquim António de Aguiar
7000-510 Évora(+351) 266 703 112
Livraria Nazareth & Filho
Praça do Giraldo, 647001-901 Évora(+351) 266 702 221
GUARDA
Casa Véritas Editora, Lda
Rua Marquês de Pombal, 55
6300-728 Guarda(+351) 271 222 105
LISBOA
Livraria do Teatro NacionalD. Maria II
Praça D. Pedro V1100-201 Lisboa(+351) 213 250 860
Livraria Barata
Av. de Roma, 11 A1000-047 Lisboa(+351) 218 428 350
Livraria Ler Devagar
Rua Rodrigues Faria, 103,
Edifício G03, LX Factory
1300-501 Lisboa(+351) 213 259 992
Livraria Escolar Editora
Edifício Caleidoscópio
Jardim do Campo Grande1700-089 Lisboa(+351) 217 575 055
Livraria Portugal
Rua do Carmo, 70-741200-094 Lisboa(+351)213 474 982
PORTO
Teatro Nacional São João
Praça Batalha4000-102 Porto(+351)223 401 900
VISEU
Teatro Viriato
Largo Mouzinho de Albuquerque
Apartado 10573511-901 Viseu(+351) 232 480 110
BRASILBELO HORIZONTE
Livraria da Travessa
Rua Paraíba 1419Savassi
CEP 30130-141 Belo Horizonte,
MG(+55) 31 3223 8092
BRASILIA
Livraria Cultura
Casapark Shopping Center
SGCV Sul, Lote 22 4 – A
Zona Industrial, Guará
CEP 71215 100
Brasília, DF
Tel.: (55) 61 3410 4033
PORTO ALEGRE
Livraria Cultura
Bourbon Shopping Country
Avenida Túlio de Rose, 80, Loja302
CEP 91340 110 Porto Alegre, RSTel.: (+55) 51 3028 4033
RECIFE
Livraria Cultura
Paço AlfândegaRua Madre de Deus, s/n
CEP 50030 110 Recife, PETel.: (+55) 81 2102 4033
SÃO PAULO
Livraria Cultura
Conjunto NacionalAvenida Paulista, 2073
CEP 01311 940 São Paulo, SPTel.: (+55) 11 3170 4033
Livraria Cultura
Shopping Villa Lobos
Avenida das Nações Unidas, 4777CEP 05477 000 São Paulo, SPTel.: (+55) 11 3024 3599
ESPANHAVIGO
Libreria Andel
Rua Pintor Lugris, 10
36211 Vigo, Galiza
(+34) 986 239 000
 
cenaberta 
3
Dezembro 2010
cenaberta 
O DVD sobre os narradores orais em São Tomé e
Príncipe, “Soia”, do realizador Ivo M. Ferreira, foiapresentado dia 13 de Dezembro em Coimbra, e assi
-
nala, no dizer de António Augusto Barros, presidenteda Cena Lusófona, “o início de uma longa viagem” pela
lusofonia.
Na apresentação dos lmes, Ivo Ferreira sublinhou oentusiasmo com que abraçou o desao lançado pelaCena Lusófona de realizar os dois documentáriosagora editados no DVD – “Soia di Príncipe” e “À pro
-
cura de Sabino” – , partilhou histórias, episódios e
peripécias do trabalho empreendido. Rodados em
2002 e em 2003, os lmes inserem-se no projecto
de recolha e registo da tradição da narração oral nos
países africanos de expressão portuguesa que a Cena
Lusófona vem desenvolvendo.
“Demorou muito este parto, desde que o Ivo foi parao Príncipe pela primeira vez e, mais tarde, para SãoTomé. Foi uma epopeia exaltante”, referiu AntónioAugusto Barros. “Este trabalho inaugura o projectosobre os narradores orais em África”, continente emque a cultura muito se baseia na oralidade: “quandoum velho morre é como se ardesse uma biblioteca”,disse, citando Amadou Hampâté Bá. Olhos no futuro,
António Augusto Barros considerou os documentá-
rios o “início de uma longa viagem, que já tem desen
-volvimentos na Guiné-Bissau, terá em Timor e, com
certeza, em toda a África lusófona”.
Ivo M. Ferreira destacou a importância do património
Narração oral:uma longa viagem
imaterial registado nos lmes, que o projecto permi
-
tiu recuperar “quase arqueologicamente”, e conside-rou a edição do DVD “prova de que as tradições danarração oral estão vivas”.
Presente na sessão a convite da Cena Lusófona, ocônsul honorário de São Tomé e Príncipe em Coim-
bra, José Joaquim Diogo, realçou a “cultura riquís
-
sima” deste país e deu os parabéns ao realizador pelaforma como soube captar a realidade são-tomense:“consegui aqui, no espaço de uma hora, reviver os 15anos que estive em São Tomé”.
Já no período do debate, António Augusto Barros
lembrou as dezenas de horas de gravação feitas paraeste trabalho, “que naturalmente não puderam ser in
-
cluídas nos lmes”. Esse longo registo está disponível
no Centro de Documentação e Informação da Cena
Lusófona, “para quem queira ter um olhar mais apro
-
fundado”.
Patrícia Almeida
A Cena no Café
A Cena Lusófona organizou no bar do Teatro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra, mais duas sessões de A Cena
no Café: a apresentação pública de “Soia”, DVD com os documentários de Ivo M. Ferreira (13 de Dezembro); a apre
-
sentação do livro “Escritos sobre teatro”, de Kwame Kondé (15 de Dezembro).
Teatroem CaboVerde
Francisco Fragoso, médico, dramaturgo, encena-dor, esteve no bar do Teatro da Cerca de São
Bernardo, a 15 de Dezembro, para apresentar“Escritos sobre Teatro”, obra que reúne textospor si produzidos sob o pseudónimo de KwameKondé.
O autor realçou dois momentos na história do
teatro em Cabo Verde: o aparecimento do Kor
-
da Kaoberdi (primeiro grupo a internacionalizar-
 
-se, com a presença no FITEI, em 1982) e a edi-ção da peça “Vai-te Treinando Desde Já”, de JoãoCleofas Martins (Nhô Djunga), que fez questão
de homenagear nesta sessão. A peça foi escrita
nos anos 40 do século XX mas só seria publi
-
cada em 2004, graças ao investigador Mesquitela
Lima. Para Fragoso, trata-se de “uma peça deimportância universal, ao nível de 'A Balada do
Fantoche Lusitano', de Peter Weiss".A participação do Korda Kaoberdi no FITEI– momento alto na história do grupo – acabou,paradoxalmente, por acelerar o seu m: “Quan
-
do regressámos, quei com a noção de já terfeito o máximo. Podíamos fazer mais, mas sócom condições diferentes. Teríamos de ter umespaço, por exemplo. Foram tantas as dicul
-
dades que acabei por fazer outras escolhas”.
Não guarda ressentimentos nem desencantos
com o país: “Uma coisa é o povo, outra coisa éa sociedade – são dois conceitos diferentes. O
povo é algo transcendente e a sociedade é uma
criação dos homens”. Aprofunda a análise, refe-
rencia dois projectos de sociedade, o seu lugar
no Mundo. “Há dois projectos de sociedade: aque é edicada no ter e a que é edicada noser. A que é edicada no ter não pode atingir
culturas privilegiadas. Não estou de acordo com
este modelo de sociedade”. Questionado sobre
a realidade contemporânea do teatro, em CaboVerde e em Portugal, Fragoso socorre-se dos
ensinamentos da Medicina: “Aprendemos o que
é o diagnóstico diferencial. Os políticos são os
médicos dos sintomas, não das causas”.
Pedro Rodrigues, produtor da Cena Lusófona,
classicou “Escritos sobre Teatro” um "docu
-mento importantíssimo para a história do teatro
no pais”, assinalando a “feliz coincidência” de tersido publicado no mesmo ano em que a Cena
Lusófona dedicou um número especial da
sete-palcos
ao teatro cabo-verdiano.O livro foi publicado pela Artiletra, editora
cabo-verdiana com 20 anos de existência, quenão dispõe em Portugal de um circuito regularde distribuição. No quadro deste lançamento, oTeatro da Cerca de São Bernardo fez um acordo
com a editora, passando a ter disponível na sualivraria alguns dos 20 títulos publicados até ao
momento, incluindo “Escritos sobre Teatro”.
Patrícia Almeida
O DVD “Soia”, que inclui os documentários “Soia diPríncipe” e “À Procura de Sabino”, de Ivo M. Ferreira,pode ser encomendado à Cena Lusófona (teatro@cenalusofona.pt) para envio à cobrança (PVP: 15,00euros). Pode ainda ser adquirido directamente nasinstalações da Cena Lusófona ou na Livraria do
Teatro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra.
D
Ivo M. Ferreira, na apresentação do lme, e António Augusto Barros

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