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Moda de Viola Volume 3

Moda de Viola Volume 3

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11/04/2012

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Tião Carreiro & Pardinho – Moda de viola volume 3 
www.ponteiocaipira.com.br- João Vilarim® 
1
Última Viagem
Carreirinho / Fernandes
 
Numa fria madruga da eu arriei o meu picaçoFui fazer uma caçada no campo de Santo InácioNo rancho beira da estrada pra aliviar meu cansaçoParei pra beber uma água conheci o velho EpitácioEra o rei dos cantador que teve um triste fracassoSeu moço você esta vendo esta viola empoeiradaFaz dez anos que este pinho está no canto penduradaDez anos atrás esta viola sempre foi a minha enxadaEu com meu companheiro nós dois não tinha paradaToda semana cantava levando a vida folgadaCada dia uma cidade sempre fazendo viagemPra violeiro despeitado bater com nós é bobagemEm modas de desafios nós tinha grande bagagemDesafiava dia e noite não levava desvantagemAfamado e o Epitácio já estavam em muitas paragensFizemos à última viagem do lado do ItararéQuando bateu meia noite os campeões chamou no péCantamos o resto da noite sem desconfiar da má féO povo fingia alegre dançando e batendo o péQuando foi de madrugada pra nós trouxeram café, aiSeu moço aquele café foi verdadeira ciladaA parte que nos trouxeram tava toda envenenadaPor eu não tomar café me livrei dessa emboscadaSem dizer que aquela gente tava toda despeitadaOs campeões que nós quebramos tinha a fama respeitadaNo outro dia faleceu meu parceiro de estimaçãoPendurei ali a viola e nunca mais botei a mãoEssa viola vitoriosa nunca perdeu pra campeãoEsta foi a última viagem que enlutou meu coraçãoPorque perdi meu parceiro e, além disso, é meu irmão
Rio preto de luto
 
Joaquim Moreira / Zé Matão
Rio Preto e toda região vive muito aborrecidoDe um certo tempo pra cá quantos golpes tem sofridoQuantos homens de valor a cidade tem perdidoSeus nomes ficou na história gravado em nossa memóriaE jamais será esquecidoQuantas perdas irreparáveis quase que num tempo sóAs derrotas foram tantas falo apenas das maioresDoutor Anísio Moreira da vizinha MirassolNa selva de Mato Grosso caiu n’água num destroçoA morte não teve dóNum desastre na Bolívia Milton Verde e seu cunhadoA bordo de um avião fizeram um pouso forçadoLá viveu setenta dias num mundo desamparadoTriste fim teve os dois homens morrerem de sede e fomeCompletamente isolados
 
Tião Carreiro & Pardinho – Moda de viola volume 3 
www.ponteiocaipira.com.br- João Vilarim® 
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O Doutor Bady Bassit ilustre batalhadorPela nossa Rio Preto não poupava seu laborLutava pelo progresso com carinho e com amorMas uma infeliz sorte foi tragado pela morteAumentando a nossa dorMeus prezados vinte amigos isto tudo não foi sóA morte também levou Doutor Alberto AndalóNas derrotas rio-pretense foi uma das mais pioresEx prefeito e deputado lutava desesperadoPor um Rio Preto melhorRio Preto também perdeu o Coutinho CavalcantiMorrer o Doutor Jaffet outra figura importanteNas águas do rio Turvo cinqüenta e nove estudantesMeu Deus tenha piedade defenda nossa cidadeE também seus habitantes
Boi Sete Ouro
 
Teddy Vieira / Arlindo Rosas
Circo rodeio Ipiranga sua fama vai avanteFaixa Preta e o proprietário tem um boi lhe garanteO seu nome é Sete Ouro seus pulos vale diamanteSão Paulo, Goiás e Minas fez proezas importanteParece que o tal boi tem sabão em cima do couroFaixa preta fala grosso o bichão vale um tesouroDerrubou seiscentos peão não contando com os calourosDeixo da vida de circo se quebrarem o Sete OuroCerto dia um feiticeiro fez um trabalho pesadoLevou um peão no rodeio cem conto foi apostadoSete Ouro não pulou deixou o povo admiradoFaixa Preta descobriu que o boi foi enfeitiçadoFaixa Preta na revanche contratou um macumbeiroDobrou a aposta com o peão para duzentos mil cruzeirosE foi no primeiro pulo o peão beijou o picadeiroNeste dia o feitiço virou contra o feiticeiroFaixa Preta se orgulha das façanhas que o boi fezQuem tentar montar no bicho nunca mais fica freguêsPros peão da minha terra lanço um desafio cortezPra quebrar o sete ouro precisa nascer outra vez
Rei do gado
Teddy Vieira
Num bar de Ribeirão Preto vi com meus olhos está passagemQuando champanhe corria a rodo no alto meio da granfinagemNisto chegou um peão trazendo na testa o pó da viagemPro garçom ele pediu uma pinga que era pra rebater a friagemLevantou um almofadinha e falou pro dono eu tenho má féQuando um caboclo que não se enxerga num lugar deste vem por os pésSenhor que é o proprietário deve barrar a entrada de qualquerE principalmente nessa ocasião que está presente o rei do café
 
Tião Carreiro & Pardinho – Moda de viola volume 3 
www.ponteiocaipira.com.br- João Vilarim® 
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Foi uma salva de palmas gritaram viva pro fazendeiroQue tem bilhões de pés de cafés por este rico chão brasileiroSua safra é uma potência e nosso mercado é no estrangeiroPor tanto vejam que este ambiente não é pra qualquer tipo rampeiroCom um modo bem cortês responde o peão pra rapazeadaEssa riqueza não me assusta topo e aposto qualquer paradaCada pé do seu café eu amarro um boi da minha invernadaE pra encerrar o assunto eu garanto que ainda me sobra uma boiadaFoi um silêncio profundo o peão deixou o povo mais pasmadoPagando a pinga com mil cruzeiros disse ao garção pra guardar o trocadoQuem quiser meu endereço que não se faça de arrogadoÉ só chegar lá em Andradina e perguntar pelo rei do gado
O mineiro e o italiano
Teddy Vieira / Nelson Gomes
O mineiro e o italiano viviam as barras dos tribunaisNuma demanda de terra que não deixava os dois em pazSó em pensar na derrota o pobre caboclo não dormia maisO italiano roncava nem que eu gaste alguns capitaisQuero ver esse mineiro voltar de a pé pra Minas GeraisVoltar de a pé pro mineiro seria feio pros seus parentesApelou pro advogado fale pro juiz pra ter dó da genteDiga que nos somos pobres que os meus filhinhos vivem doentesUm palmo de terra a mais para o italiano é indiferenteSe o juiz me ajudar ganhar lhe dou uma leitoa de presenteRetrucou o advogado o senhor não sabe o que está falandoNão caia nesta besteira se não nós vamos entrar pro canoEsse juiz é uma fera, caboclo sério e de tutanoPaulista da velha guarda família de quatrocentos anosMandar a leitoa pra ele é dar a vitória pro italianoPorém chegou o grande dia que o tribunal deu o veredictoMineiro ganhou a demanda o advogado achou esquisitoMineiro disse ao doutor eu fiz conforme eu lhe havia ditoRespondeu o advogado que o juiz vendeu e eu não acreditoJogo meu diploma fora se neste angu não tiver mosquitoDe fato falou o mineiro nem mesmo eu estou acreditandoVer meus filhinhos de a pé meu coração vivia sangrandoPeguei uma leitoa gorda foi Deus no céu me deu esse planoDe uma cidade vizinha para o juiz eu fui despachandoSó não mandei no meu nome mandei no nome do italiano
Padecimento
 
Carreirinho
Ai a viola me conhece que eu não posso cantar sóAi se eu sozinho canto bem, junto eu canto melhorAi vai chegando o mês de agosto bem pertinho de setembroOs passarinhos cantam alegres por as matas florescendoAi eu não sei o que será que já vai me entristecendoPassando tantos trabalhos debaixo de chuva e serenoEu não como e não bebo nada vivo triste padecendo

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