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De onde vem a nossa luz

De onde vem a nossa luz

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12/22/2013

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A20
Tiragem:
64784
País:
Portugal
Period.:
Anual
Âmbito:
Informação Geral
Pág:
16
Cores:
Preto e Branco
Área:
28,50 x 37,04 cm²
Corte:
1 de 2
ID:
24753486 22-04-2009 | Dia da Terra
A electricidade em Portugal
A eletricidade que chega às nossas casas vem de um complexo cabaz de fontesenergéticas, que varia conforme o ano. Em 2008, houve muita importação e poucaprodução hidroeléctrica. Mas a energia do vento já começa a ter um peso significativo
Ricardo Garcia (texto) e Joaquim Guerreiro (infografia) 
De onde vem a nossa luz?
As renováveis estão a avançar,mas Portugal ainda depende muitodas poluentes centrais térmicas paraproduzir a electricidade de quenecessita. Em 2008, as termoeléctri-cas asseguraram quase metade doconsumo nacional. Se tudo aindafosse como há duas décadas, noentanto, seria pior. Não havia aindacentrais a gás natural e o paísdependia fortemente do carvão, quepolui muito mais. Em anos secos, opaís não tinha alternativa de fontesrenováveis de electricidade, dadoque a única opção realmenteimportante eram as barragens. Hoje,o cabaz de fontes energéticas para aprodução eléctrica é muito maisvariado. O vento, no ano passado,forneceu quase tanta energia quantoas barragens, reduzindo o peso dascentrais térmicas. O que os dadosaqui coligidos pelo PÚBLICOmostram é que, salvo as eólicas, aschamadas “novas” renováveiscontribuem ainda apenas marginal-mente para o bolo nacional –independentemente da relevânciaque o discurso político lhes dá. Aprodução eléctrica a partir depainéis solares fotovoltaicos, porexemplo, entra com uma fatiainferior a um por cento. A parcelamais oculta da nossa electricidade éaquela que é importada de outrospaíses. As necessidades de importa-ção variam ano a ano, conforme oclima e os preços dos combustíveis.No ano passado, a factura foielevada: Portugal importou 18 porcento da electricidade queconsumiu. A energia veio devizinhos, como Espanha, que temoutro cabaz energético, onde estãoincluídas oito centrais atómicas. Paramuitos, esta realidade conduz a umaconclusão incómoda: queiram ounão, os portugueses consomemenergia nuclear.
FONTE: Direcção-Geral de Energia e Geologia; REN; Instituto de Meteorologia; Instituto da Água
Consumo real
27,8
%
Consumos das
centrais térmicas
2,4
%
Perdas notransporte
5,7
%
1,0
%
2007
Bombagemem barragens
Para o cumprimento dalegislação europeia, o valor realé corrigido com base no índice deprodutibilidade hidroeléctrica de cada ano 
Ano de maior aumento relativono consumo: mais 7,3 por cento
Electricidaderenovável
Participação noconsumo eléctricototal
Evolução do consumo
Gigawatts-hora
O que não chegaaos consumidoresPerdas do total produzido
Diferença entre 1994 e 2007
2007
2007
200620052004200320022001200019981997199619951994
1994
30.27831.80733.32134.76739.35941.45643.36644.29546.29348.02149.60450.53251.12536.689
1999
3263
GWh
3037
GWh
10,5
%
5,9
%
Valor corrigido
43,3
%
2008
Ano commaischuva2003Ano commenoschuva2005
Barragens
9,7
%Barragens
33
%Centraistérmicas
60
%Centraistérmicas
74
%Eólica
1,0
%Outras
0,01
%Outras
0,01
%Eólica
3,4
%Importação
5,8
%Importação
13
%Precipitação
912
mmPrecipitação
398
mm
O clima também pesa
Total derenováveis
37,3
%Total derenováveis
16,8
%
Página 20
 
Tiragem:
64784
País:
Portugal
Period.:
Anual
Âmbito:
Informação Geral
Pág:
17
Cores:
Cor 
Área:
29,10 x 36,51 cm²
Corte:
2 de 2
ID:
24753486 22-04-2009 | Dia da Terra
Incineração de lixoBiogásSolarCentrais térmicas a fuelóleoCentrais térmicas a carvãoCo-geração (excepto biomassa)BiomassaImportaçãoCentrais térmicas a gásEólicaMini-hídricasGrandes barragens
24
%
20
%
18
%
12
%
11
%
8
%
3
%
1,8
%
1,5
%
0,850,13
0,07
+
Produção em escala, menos emissões que centrais a carvão
-
Emissões de CO2, fonte não renovável
+
Fonte renovável e gratuita
-
Produção variável, destruição de habitats em grande escala,alteração da qualidade da água, erosão costeira
+
Fonte renovável e gratuita
-
Produção variável, impacto na paisagem, risco para aves
+
Produção em escala
+
Produção em escala
+
Fonte alternativa, valorização de resíduos
-
Tratamento de gases
+
Fonte renovável, gratuita
-
Custo elevado
-
Emissões de CO2, poluição atmosférica, fonte não renovável
+
Fonte renovável, valorização de resíduos
-
Emissões de CO2, poluição atmosférica, fonte não renovável
+
Produção em escala
-
Emissões de CO2, poluição atmosférica, resíduos, fonte não renovável
A electricidade importada é produzida pordiversas fontes, incluindo centrais nucleares
+
Fonte de energia renovável e gratuita
-
Destruição de habitats
+
Valorização de resíduos, fonte renovável
Página 21
 
A22
Tiragem:
64784
País:
Portugal
Period.:
Anual
Âmbito:
Informação Geral
Pág:
30
Cores:
Preto e Branco
Área:
27,89 x 37,11 cm²
Corte:
1 de 2
ID:
24753448 22-04-2009 | Dia da Terra
Perguntas & Respostas
Estas são as coisas quemais perguntam sobre
1.
 
Se eu estiver aconstruir umacasa, que sistema declimatização devopreferir?
A efi ciência energética começa nafase de planeamento da construção.Desde logo, devem tomar-setodas as medidas para reduzir anecessidade de um sistema deaquecimento, incluindo a qualidadeda construção, um bom isolamentoe a orientação solar da casa, quedeve fi car preferencialmentevoltada para sul, em especial a sala.É também importante recorrer abons envidraçados, utilizando-sevidros duplos e uma boa caixilharia.Neste caso, o alumínio é preferívelao PVC num aspecto: é totalmentereciclável. Mas já existem opções dequalidade em madeira.Quanto à climatização, é bom acasa fi car logo preparada com a pré-instalação das tubagens do sistemadurante a fase de construção,principalmente em zonas do paíscom um clima mais extremo.Depois, com a utilização da casa, éque se deve avaliar se a climatizaçãoé realmente necessária.No que respeita à escolha dosistema, será preferível optar porfontes de energia renovável e porsistemas com efi ciência energéticaelevada. Um bom exemplo sãoas bombas de calor geotérmicas,que, através de tubagens colocadasno terreno, tiram proveito daestabilidade da temperatura daprópria terra. Simplifi cando,permitem levar o calor da casa paradentro da terra no Verão, enquantono Inverno levam o calor da terrapara dentro da casa. São maisdispendiosas do que sistemas maiscomuns, devido à necessidade de seperfurar o terreno, mas compensamno consumo energético.Outra boa opção é a biomassa,através de uma lareira comrecuperador de calor e tambémcom a utilização de granulados(pellets) de resíduos de madeira. Abiomassa pode ser combinada ounão com painéis solares térmicos,que também podem ser utilizadospara o aquecimento.
2.
 
Como possoinvestir emenergias renováveisou mesmo tornar-meum microprodutorde electricidade?
Existem duas possibilidades. Aprimeira será fazer o aquecimentodas águas que servem para osbanhos ou para as máquinas delavar através da instalação depainéis solares térmicos – queactualmente é apoiada por umprograma governamental, atravésdos bancos. Especialmente nasmáquinas de lavar loiça, já existemmodelos preparados para autilização destes painéis.No que respeita à produçãode electricidade, podeminstalar-se painéis fotovoltaicos,que produzem electricidadedirectamente a partir da energiasolar e se podem colocar nostelhados ou fachadas das casas. Aprimeira opção costuma ser maisvantajosa devido à maior exposiçãodos telhados ao sol. Mas será útilestudar a orientação da casa e verem que sentido estão direccionadasas suas fachadas. É tambémpossível investir em micro-turbinaseólicas, semelhantes aos grandesaerogeradores, mas numa versãopequena.Em termos legais, é necessáriaa pré-inscrição no programaRenováveis na Hora, que atribuium prazo para a instalação dosistema e, numa fase posterior,prevê a deslocação de um técnicopara certifi car se está tudo deacordo com as regras. Paraaderirem, os particulares têmde ter painéis solares térmicosinstalados em casa.
3.
 
Compensainstalar emcasa um contadorbi-horário deelectricidade?
Um contador bi-horário cobra oconsumo de electricidade de formadiferenciada ao longo do dia ou dasemana, de acordo com o regimeescolhido, com base em períodos“vazios” (mais baratos) e períodos“cheios” (mais caros).Uma análise realizadarecentemente pela Quercusconcluiu que o recurso ao sistemabi-horário é compensador, face aotarifário tradicional, se o cliente“fi zer” entre 15 a 20 máquinas delavar/secar por mês no períodovazio, pois paga a diferença nopreço de aluguer do contador,que é um pouco mais elevado. Naprática, isso estará dependentedo quotidiano dos moradores dacasa e das possibilidades que têmde utilizar estes electrodomésticosmais ao nal da noite e ao fi m-de-semana.
4.
 
Recebi umafactura deelectricidade ou degás natural com umvalor muito elevado.O que é que possofazer?
Primeiro, há que verifi car se estáem causa um consumo que jáprescreveu, o que sucede quandojá passaram mais de seis mesesapós o consumo que está agora aser facturado, o que signica que ofornecedor não os cobrou na alturadevida. Pode haver igualmenteum caso de erro numa primeirafactura, e nesse caso o período deseis meses para prescrição aplica-se à data limite para cobrança quevinha inscrita nessa primeira conta.Se se vericar que não háprescrição e que houve realmenteum consumo excessivo, para o quese pode pedir uma segunda leitura,muitas das empresas fornecedoras– a EDP e alguns comercializadoresde gás natural – já têm previstaa aplicação de planos faseadosde pagamento, quando estãoem casa valores elevados que osconsumidores sentem difi culdadesem pagar de uma só vez.Embora essa possibilidade nãoesteja prevista na lei, muitas vezesé possível negociar um calendáriode pagamentos ao longo detrês, quatro ou cinco meses. Emúltimo caso, se não for possívelobter um acordo com a empresa,pode-se também recorrer àEntidade Reguladora dos ServiçosEnergéticos (ERSE), que podeinterceder em situações destegénero.
Carros híbridos,facturasdetalhadas,certifi caçãoenergética,microgeração.Há tantasdúvidas quantonovidades naárea da energiaem Portugal.O PÚBLICOprocurourecolher algumasdas perguntasmais frequentesdos cidadãose contactoudiferentesentidadesem busca derespostas.
Por Inês Sequeira
Página 22

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