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Exercício de argumentação: caso Bolsonaro

Exercício de argumentação: caso Bolsonaro

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Argumentos em defesa da cassação de Jair Bolsonaro
Argumentos em defesa da cassação de Jair Bolsonaro

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Professor mestre Artur Araujo (artur.araujo@puc-campinas.edu.br)site: http://docentes.puc-campinas.edu.br/clc/arturaraujo/ftp: ftp://ftp-acd.puc-campinas.edu.br/pub/professores/clc/artur.araujo/
 
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Pontifícia Universidade Católica deCam inasArgumentos pela cassação de Jair Bolsonaro
Para lembrar o golpe 
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 ACESSADO EM
04/04/2011
Luciano Martins Costa
Não poderia haver manifestação mais representativa para marcar os 47 anos do golpede 31 de março de 1964 do que a mais recente performance pública do deputado-capitão Jair Bolsonaro (PP-RJ). Ao dar ampla publicidade aos destemperospreconceituosos do parlamentar, a imprensa ajuda os mais jovens, que não viveram operíodo da ditadura, a entender a mentalidade que os militares tentaram impor àsociedade brasileira durante os vinte anos do regime.Jair Bolsonaro é um representante típico daquele período, embora, para seu desgosto,não tivesse idade para assumir postos de poder. Nascido em Campinas, em 1955, eleera criança quando ocorreu o golpe, mas teve sua formação militar durante o regimeautoritário. Suas referências são, portanto, de ouvir falar e das ordens do dia querecebia no quartel.Liberdade desprezadaEle parece não ter aprendido mais nada de 1984 para cá, quando o Brasil iniciou seuprocesso de redemocratização. A oportunidade para mais uma de suas manifestaçõesobscurantistas foi criada pelo programa CQC, transmitido na segunda-feira (28/3) pelaRede Bandeirantes.Respondendo perguntas gravadas pela cantora Preta Gil, ele deu vazão a seuspreconceitos contra homossexuais e negros. Posteriormente, ameaçado de processopor quebra de decoro, acovardou-se e tentou se justificar, dizendo que se confundiucom uma pergunta, embora ainda mantendo o tom agressivo que o caracteriza.Ele escolheu um momento emblemático para tentar se explicar: o velório de outrapersonalidade pública, o ex-vice-presidente José Alencar Gomes da Silva. "Estou melixando para gays", esbravejou o parlamentar.No noticiário de quinta-feira (31/3), não há como escapar à comparação entre suapersonalidade e a de Alencar, que recebe justificadas homenagens através daimprensa.O episódio envolvendo Bolsonaro é um desses casos em que a liberdade de imprensaajuda a entender o que são as demais liberdades. Ao exercer a liberdade de expressãoque, como defensor das ditaduras, sempre desprezou, o deputado inspira um debateinteressante sobre os limites da tolerância democrática.
Terrorismo e covardia
O capitão-deputado Jair Bolsonaro é personagem patético, cujas diatribes beiram oridículo em ambientes menos obscuros. Sua presença na Comissão de DireitosHumanos da Câmara é uma dessas provocações.Como militar, ele pertence à estirpe do hoje coronel Wilson Luiz Chaves Machado, queem 1981 foi um dos conspiradores que tentaram armar um ato terrorista durante um
 
 
Professor mestre Artur Araujo (artur.araujo@puc-campinas.edu.br)site: http://docentes.puc-campinas.edu.br/clc/arturaraujo/ftp: ftp://ftp-acd.puc-campinas.edu.br/pub/professores/clc/artur.araujo/
 
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Pontifícia Universidade Católica deCam inas
show de música no Riocentro, e que hoje se esconde da Justiça atrás de supostosinteresses de Estado.Talvez a imprensa pudesse aproveitar a grotesca manifestação do parlamentar paralembrar aos brasileiros do que são capazes personagens como esses. Para ilustrar osmais jovens sobre o padrão de covardia que se mantinha no regime militar, bastalembrar que o então capitão Wilson Machado foi um dos agentes que tentaram explodiruma bomba durante um show comemorativo do 1º de maio, em 1981, no Rio deJaneiro.A bomba acabou explodindo no colo de seu companheiro de terrorismo, o sargentoGuilherme Pereira do Rosário, o episódio vazou para a imprensa mas acabou abafadopelas pressões do governo militar e por conveniência de alguns grupos decomunicação.No dia em que se registra mais um aniversário do golpe militar que remeteu asociedade brasileira para o passado, talvez fosse o caso de rememorar um dosepisódios mais representativos da mentalidade que predominava em certos setores dasForças Armadas, dos quais Jair Bolsonaro é representante no Congresso Nacional.(...)
OAB-RJ entra com representação por quebra de decoro contra Bolsonaro 
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 ACESSADO EM
04/04/2011
O presidente da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous, protocolou na Câmararepresentação por quebra de decoro parlamentar contra o deputado federal JairBolsonaro (PP-RJ), na tarde desta quarta-feira, 30. O pedido de processo é em razãodas declarações de Bolsonaro ao programa CQC, exibido na segunda-feira, 28, no qualclassificou como
„promiscuidade‟ um filho seu se apaixonar por uma mulher negra.
 Na terça-feira, 29, questionado sobre a repercussão da entrevista, o deputado disse
ter entendido errado a pergunta feita pela cantora Preta Gil. “Eu entendi que a
pergunta era se meu filho tivesse um relacionamento com gay, por isso respondi
daquela forma”, afirmou. No requerimento de sete folhas apresentado à Mesa Diretora
da Câmara, a OAB-RJ considerou que as respostas violam leis e a Constituição Federal.
“Além da esperada defesa de posiçõe
s conservadoras por parte do representado (o queé legítimo direito seu), algumas de suas respostas extrapolaram a olhos vistos a
liberdade de expressão”, afirma o texto.
 Para a OAB, as declarações têm teor homofóbico e racista, e as explicações dadas pelo
deputado às respostas dadas ao programa não servem como justificativa “crível”.“Mesmo em se aceitando a tal escusa, o deputado, no mínimo, acabou confessandoseu repúdio discriminatório contra os homossexuais.” 
 Ao fim do texto, a OAB-RJ solicita a apuração da quebra de decoro e que a Câmaraavalie a aplicação das sanções cabíveis. Pelo regimento, o deputado pode ser advertidoou até ter o mandato cassado.Nessa terça, o próprio deputado afirmou ter protocolado requerimento na Casa para seexplicar sobre o episódio. Disse ainda que já foi processado pelo Conselho de Éticacerca de 20 vezes ao longo dos seus seis mandatos e foi absolvido em todas elas.

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