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O desafio da gestão financeira

O desafio da gestão financeira

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Published by Ilídio Faria
"Nos dias que correm ser empresário em Portugal é
ser herói" Entrevista publicada a 31 de Março ao Jornal Oje.
"Nos dias que correm ser empresário em Portugal é
ser herói" Entrevista publicada a 31 de Março ao Jornal Oje.

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NEWS
QUINTA-FEIRA, 31 DE MARÇO DE 2011
PME
ESTE SUPLEMENTO FAZ PARTE INTEGRANTE DOS JORNAIS OJE, OMIRANTE E VIDA ECONÓMICA
O FUNDO de Capital de Risco InovCapi-tal-ACTec anunciou a aprovação dosseus primeiros investimentos em duasstartups da área de biotecnologia: Bio-Mode - Biomolecular Determination eThelial Tecnologies.Este financiamento, no montante de300 mil euros para cada startup, vaipermitir a realização da prova de con-ceito tecnológico dos projectos com oapoio da iniciativa Act da COTEC, possi-bilitando, assim, o desenvolvimentodos produtos gerados a partir das tecno-logias desenvolvidas pelos promotores.“A aprovação destes investimentos éum marco no financiamento de projec-tos de base tecnológica no nosso País,uma vez que os promotores passam adispor de um instrumento que lhes per-mite reduzir o risco tecnológico do pro-jecto e, consequentemente, aumentar oseu valor, antes de avançarem para aprocura de financiamento de faseseed”, diz Pedro Vilarinho, director doAcelerador de Comercialização de Tec-
Capital derisco financiaconceitos
YET avança em 2012 para a internacionalização
A YET, um spin-off da Primavera BSSpara a área das transacções electróni-cas, vai avançar para o processo de in-ternacionalização em 2012, revelou aoPME News o general manager da em-presa, Eugénio Veiga.O gestor adiantou que o plano deve-rá estar concluído no final deste ano.“Esperamos ter no final de 2011 onosso plano de internacionalização de-finido para ser colocado em prática noprimeiro trimestre de 2012”, adiantou.Segundo Eugénio Veiga, os alvos aabordar serão os países onde a legisla-ção relativa à facturação electrónica si-ga as directivas da comunidade euro-peia. Mas não só.“Estaremos também, especialmenteatentos, às economias emergentes on-de a realidade das transacções electró-nicas esteja a surgir ou em forte cresci-mento”, acrescentou.O continente africano “pode consi-derar-se enquadrável neste contexto”.À luz das palavras do gestor, África é,portanto, uma possibilidade em estu-do no caminho que se perspectiva paraa internacionalização da YET.Criada em 2009, como spin-off daPrimavera BSS para a área das transac-ções electrónicas, a YET tem uma ofer-ta centrada nos serviços e não nos pro-dutos, que são a oferta tradicional daPrimavera.A empresa tem vindo a apostar, des-de o seu lançamento, numa política deparcerias que quer continuar a refor-çar. “A YET vai continuar a fortaleceras parcerias em que assenta o seu mo-delo de negócio, estabelecendo novasparcerias, para continuar a crescer”,explicou o general manager da empre-sa.Para este ano, a YET tem como ob-jectivo a adopção de tecnologias de to-po na área das transacções electróni-cas, de forma a contribuir para o seucrescimento e, principalmente, naspalavras de Eugénio Veiga, a “quebraros mitos de que a adopção deste tipode tecnologias é muito cara, complica-da de implementar e de utilizar”.A empresa, que está a completardois anos, tem a sua sede em Braga,contando com uma base operacionalem Lisboa. A sua actividade em termostécnicos e comerciais é desenvolvidapor uma equipa constituída por setecolaboradores. A restante actividadeda empresa é sustentada por uma es-trutura de serviços partilhados com acasa-mãe.
A SISMÓLOGA Susana Custódio na estação sismológica do Instituto Geofísico da Universida-de de Coimbra. A estação, uma das mais antigas do mundo, foi considerada “Reference Stationof the World” pela International Assoc. of Seismology and Physics of the Earth's Int.
Foto/DR 
SISMOLOGIA:Coimbra é 1ª referência da Península
INOVAÇÃO
A COTEC Portugal anunciou o lança-mento da 6ª edição do Programa Exe-cutivo para a Gestão da Inovação(PEGI). O programa tem inscrições a-bertas até 15 de Abril e realizar-se-áentre 9 e 12 de Maio, no Hotel CampoReal em Torres Vedras.Coordenado pelo Professor João Ca-raça, director do serviço de Ciência daFundação Calouste Gulbenkian, o cur-so é dirigido a gestores de programasou projectos de Investigação, Desen-volvimento e Inovação (IDI), bem co-mo líderes de equipas e colaboradoresseniores envolvidos na gestão, execu-ção ou acompanhamento de activida-des de IDI. Em comunicado, a COTECexplica que o programa pretende de-senvolver “um conjunto de competên-cias interdisciplinares e atitudes refe-rentes à gestão de inovação”, assim co-mo “analisar alguns casos práticos”,tendo em vista “o desenvolvimento deforma sistemática e continuada”.O programa irá abordar a inovaçãona economia do conhecimento, a pro-priedade industrial e a inovação em re-de, entre outras áreas.
COTEC lança programa para a gestão da inovação
TECNOLOGIAS
nologias da COTEC (Act by COTEC).O fundo vai, segundo este responsável,permitir viabilizar muitos projectos quede outra forma nunca conseguiriam che-gar ao mercado.João Fernandes, administrador da Inov-Capital, salienta tratarem-se dos primei-ros investimentos do FCR InovCapital-ACTec, o único fundo em Portugal diri-gido exclusivamente para investimentosem prova de conceito, adiantando que,apesar dos projectos BioMode e Thelial se-rem focados no desenvolvimento de in-vestigação científica prevê-se que no fu-turo venham a ter aplicação no mercadoglobal.A BioMode visa a comercialização deum kit de diagnóstico da bactéria Helico-bacter plyori, responsável pelas úlcerasde estômago. A Thelial Technologies uti-liza uma tecnologia proprietária baseadano embrião da mosca da fruta para selec-cionar grupos de novos fármacos com po-tencial aplicação no tratamento de dife-rentes tipos de cancro, a partir de biblio-tecas de compostos activos que adquiriráexternamente.
ENTREVISTA
O presidente daInovamais diz que aPortugal falta o chamado“dinheiro inteligente”. Odinheiro que vem comconhecimento e compartilha de risco e que,além de financiarprojectos, ajuda a encon-trar mercados e apli-cações para os seus resul-tados, de forma a multi-plicar-se e gerar riqueza,não só para quem orecebe, mas para quem o
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Eurico Neves
GUESTCENTRIC
Esta empresa, criada porum português para respon-der ao desafio global, estáa revolucionar o e-com-merce dos hotéis indepen-dentesP
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Especial
CONTABILIDADEE GESTÃOFINANCEIRA
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Trabalho flexívelé prática em 76%das empresas
NOTÍCIAS
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QUINTA-FEIRA
31 de Março de 2011
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O Suplemento faz parte integrante do jornalOJE, O Mirante e Vida EconómicaD
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Almerinda Romeirae Vítor Norinha
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Carlos HipólitoMarta Simões
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Victor Machado
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Alexandra Pinto - 217922096Isabel Silva - 217 922 094Miguel Dinis - 217 922 097
Tiragem Total
81 000 exemplares
Ficha Técnica
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, PME fabricante de iluminação LED com fábrica em Mora, forneceu a iluminação externa e do SPA do Cascade Resort emLagos. A operação vai permitir a este empreendimento de luxo, implantado numa área de 38 hectares, uma poupança energética de novevezes menos de consumo nas zonas intervencionadas ao nível da iluminação. A Arquiled dedica-se à criação, desenvolvimento e produçãode iluminação arquitectural e iluminação pública, utilizando a tecnologia LED (Light Emitting Diode) como fonte de luz. F
oto/DR 
 
ENERGIA:Arquiled ilumina exterior do Cascade Resort em Lagos com tecnologia LED
PORTUGAL ocupa a 50.ª posição noranking mundial de atractividade dooutsourcing, de acordo com o estudo“Global Services Location Index”, daconsultora de gestão global A.T. Ke-arney agora divulgado.Portugal e Irlanda ocupam as últi-mas posições do estudo, tendo o nos-so País mantido a mesma posição de2010. “Portugal tem um enorme po-tencial para captar operações de off-shoring e nearshoring, devido à suacada vez mais qualificada mão-de-obra, sobretudo ao nível das TI”, sa-lienta Pedro Rezende, presidente daA.T. Kearney Portugal.Segundo o estudo, as medidas deausteridade recentemente imple-mentadas em Portugal ainda “não ti-veram efeito na melhoria da atrac-tividade do país no mercado global deoutsourcing e dificilmente terão oimpacto das medidas extremas toma-das” por outros países europeus, casoda Letónia, Lituânia e Estónia.Os Países Bálticos têm, de resto,uma performance notável na ediçãode 2011 do estudo, segundo se justifi-ca, “graças ao ajustamento das suaspolíticas económicas para fazer face àcrise económica global (redução desalários na ordem dos 35%)”.O estudo conclui que “o potencialdo offshore outsourcing é enorme, eque a era da globalização de serviçossó agora está a começar”.Nesta 8.ª edição, Índia, China e Ma-lásia reforçam o seu lugar de destinosmais atractivos em matéria de out-sourcing, lugar que ocupam desde aprimeira edição realizada em 2003.Ainda segundo o estudo, o MédioOriente e o Norte de África tornam-secada vez mais atraentes devido à suaproximidade com a Europa e à quali-ficação do seu talento. O Egipto é o lí-der da região e o quarto no mundo (asclassificações foram feitas antes darecente agitação política que se vivenesta região).As flutuações cambiais motivaramgrandes subidas no ranking por partede alguns países, caso do Reino Unidoe México, explica a A.T. Kearney.
Portugal é 50º mais atractivono outsourcing mundial
ESTUDO
Rede Enterprise apoia projectosna Europa
APOIAR a internacionalização dasempresas, promover parcerias tec-nológicas entre empresas com basena transferência de inovação, atra-vés da identificação de parceiros eprovidenciar o aproveitamento deoportunidades de negócio no merca-do único são os principais objectivosda Enterprise Europe Network.Esta rede, integrada no Programa--Quadro para a Competitividade eInovação da União Europeia, é repre-sentada em Portugal por um consór-cio que envolve nove entidades dis-tribuídas regionalmente por todo oterritório nacional, incluindo as Re-giões Autónomas dos Açores e daMadeira.A saber: IAPMEI, (líder do consór-cio), Agência de Inovação, Associa-ção Comercial e Industrial do Fun-chal – Câmara de Comércio e In-dústria da Madeira, Associação In-dustrial de Aveiro, AIMINHO, Co-missão de Coordenação e Desenvol-vimento Regional do Algarve, Câma-ra de Comércio e Indústria de PontaDelgada, Conselho Empresarial doCentro e Instituto Nacional da Pro-priedade Industrial.A rede foi lançada pela ComissãoEuropeia em 2008, com o objectivode “facilitar o acesso simplificado” ainformação e aconselhamento noapoio ao desenvolvimento da activi-dade empresarial na Europa.Este apoio pode ser solicitado àsentidades do consórcio, através decontacto directo ou do serviço deatendimento online.
COMPETITIVIDADE
TRÊS quartos das empresas em Por-tugal oferecem aos seus funcioná-rios trabalho flexível. Esta é umadas principais conclusões de um es-tudo da Regus efectuado com basenas respostas de 17.000 empresas de80 países, entre os quais o nosso.Segundo o estudo, a maioria des-tas empresas está a descobrir que otrabalho flexível lhes traz grandesbenefícios, tais como o “aumento daprodutividade dos funcionários, aredução de despesas e uma melhoriado equilíbrio entre a vida profissio-nal e pessoal por parte dos funcioná-rios”. O estudo refere ainda que 76%das empresas em Portugal acredi-tam que o trabalho flexível tem cus-tos inferiores aos do trabalho fixo deescritório, em comparação com amédia global de 81%.
ESTUDO
A SCIENCE4YOU, empresa portu-guesa que desenvolve, produz e co-mercializa brinquedos científicos,vai comercializar os seus produtosna Finlândia, um país que valorizamuito este género de brinquedos.A entrada neste país será feita atra-vés de um parceiro local: a empresaSamulia levará para a Escandináviaa Ecoscience, linha de brinquedos deenergias renováveis.
Science4youinicia vendasna Finlândia
BRINQUEDO CIENTÍFICO
A AEP – Associação Empresarial dePortugal vai organizar, entre 13 e 18de Abril, uma missão empresarial aHong Kong, porta de entrada para ocomércio com a China Continental,e à Feira de Cantão.A Canton Fair é o maior certamemultisectorial da República Popularda China e de toda a Ásia. Este even-to bianual engloba sectores comoelectrónica, iluminação, componen-tes de automóvel, maquinaria, hard-ware, ferramentas, materiais deconstrução, produtos químicos e umpavilhão Internacional.A crescente aposta da AEP na Ásiavai de encontro às necessidades queas empresas têm de entrar nestescompetitivos mercados.
AEP organizamissão à Chinaem Abril
INTERNACIONALIZAÇÃO
A UNIVERSIDADE de Aveiro integrauma rede de transferência de tecno-logia para impulsionar o sector em-presarial do Sudoeste Europeu.O projecto CarbonInspired foilançado no JEC Composites Show2011, que hoje termina em Paris, eprevê a criação de uma rede de cola-boração entre centros de pesquisapúblicos e privados e empresas,apoiando-as na inovação e desenvol-vimento de produtos de elevado va-lor acrescentado.
UA integra redede transferênciade tecnologia
INOVAÇÃO
A CCILJ – Câmara de Comércio e In-dústria Luso Japonesa organiza, a 5de Abril, um almoço-debate no Espa-ço – Tejo, do Centro de Congressosde Lisboa, subordinado ao tema“Vencer a crise: O papel da incenti-vação financeira no apoio às empre-sas”. O presidente do IAPMEI, LuísFilipe Costa, é o orador convidado,cabendo-lhe “esclarecer” os empre-sários sobre alguns dos mecanismosque poderão utilizar para ajudar agarantir financiamentos, numa al-tura em que o financiamento bancá-rio começa a escassear.Luís Filipe Costa apresentará as li-nhas PME Investe e Garantia Mútuae analisará o papel dos fundos de In-vestimento imobiliários, dos fundosde investimento para fusões e aqui-sições e do capital de risco.A acção conta com o apoio das Câ-maras de Comércio Luso-Belga-Lu-xemburguesa, Luso-Sueca, Luso-Bra-sileira, Portugal-India e Câmara deComércio e Indústria Suíça.
Câmara luso-japonesa debatefinanciamento
COMÉRCIO E INDÚSTRIA
 
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ACTUALIDADE
QUINTA-FEIRA
31 de Março de 2011
Empresas
RUI TAVARES CORREIA
A inconstitucionalidade declaradapelo Acórdão 338/10 do TribunalConstitucional
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Acórdão 338/10, lavrado pelo Tribunal Constitucional em 22 de Setembroúltimo, declarou inconstitucional, com força obrigatória geral, o Art.º 356º,n.º 1, do Código de Trabalho, aprovado pela Lei 7/2009, de 12 de Fevereiro.Apesar de ter sido chamado a pronunciar-se sobre diversas disposições do Códigode Trabalho, na versão da Lei 7/2009, num conjunto de oito questões suscitadas,a disposição legal referida foi a única em relação à qual foi declarada a inconsti-tucionalidade, tendo, em relação a todas as outras, o Tribunal Constitucionaldecidido pela sua não desconformidade face à Constituição.A norma julgada inconstitucional dava ao empregador, no âmbito de um pro-cesso disciplinar, a possibilidade de decidir pela realização, ou não, das diligên-cias probatórias requeridas pelo trabalhador na resposta à nota de culpa. No re-gime anterior, que se pretendia alterar, o empregador seria obrigado a realizaras diligências probatórias requeridas pelo trabalhador, a menos que, as conside-rasse manifestamente dilatórias ou impertinentes, tendo, nessa situação que odeclarar, por escrito. Através da disposição em causa visava-se, pois, tornar maiscélere o processo disciplinar, evitando diligências, que as mais das vezes se reve-lam inúteis. O risco da não realização das diligências requeridas pelo trabalhadorsempre recairia sobre o empregador, que, nessa situação, poderia vir a ser judi-cialmente confrontado com uma versão dos factos totalmente diferente daque-la na qual baseara a sua decisão disciplinar. Não se vê, por isso, que haja van-tagem em manter a obrigação de realização das diligências, pois, se estas fossempertinentes sempre seriam realizadas, sob pena de, não o sendo, colocarem o em-pregador na difícil situação que se descreveu. A decisão do Tribunal Constitucio-nal baseou-se nos princípios aplicáveis em sede de criminal e nas disposições queem sede constitucional asseguram os direitos aos arguidos nos processos comessa natureza e, longe ser unânime, foi tirada com vários votos de vencido. Paraalém da questão prática, talvez a crítica mais incisiva que se possa fazer a taldecisão será a de que equipara um processo disciplinar cuja relevância se colocaunicamente no âmbito do cumprimento ou incumprimento de um contrato, ocontrato de trabalho, e cuja sanção maior será a resolução desse contrato, aprocessos atinentes aos valores essenciais da comunidade jurídica em que estãoem causa penas, as mais das vezes privativas da liberdade.
Sócio da Abreu & Marques e Associados 
OS LIVROS “Futuro do Turismo”,“Como Sair da Crise” e “Lucrar naCrise”, de Jack Soifer, especialista emempreendedorismo, consultor inter-nacional e colaborador do OJE, serãoo fio condutor de um debate que estatarde se realiza na FNAC Chiado,com início às 18h30. Os livros serãoapresentados por Dom Duarte Pio epelo antigo ministro da Indústria eEnergia, Mira Amaral.Jack Soifer escreve desde há muitosobre a necessidade de Portugal mu-dar de agulha e trilhar um modelo dedesenvolvimento diferente do actual.Um modelo assente na agricultura,na agro-indústria, na indústria ligadaaos produtos tradicionais, nas novasenergias, nos serviços e no turismo.Um modelo assente no empreende-dorismo e na iniciativa privada comsentido de risco, que possa ao mesmotempo criar emprego e riqueza parao País e os portugueses e ser susten-tável.“As grandes empresas racionali-zam a sua produção, usam outsour-cing no exterior, o que não cria traba-lho local”, explica Jack Soifer, adian-tando que, “em contrapartida, o em-preendedor, se precisar contratar,prefere pessoas que já conhece ou dequem possa obter referência na suaprópria região”. Fixar as populaçõesà terra é, por outro lado, “combater adesertificação”, diz.Em “Como Sair da Crise”, que exis-te em três versões “Como Sair da Cri-se - A, Algarve e Alentejo”, “ComoSair da Crise - B, Baixo Tejo e Beiras”e “Como Sair da Crise - C, Centro eCumes)”, Jack Soifer especifica osnichos onde se podem criar milharesde empregos por todo o País. Em“Lucrar na Crise” elenca nichos denegócios para “desempregados com-petentes”, mas sem dinheiro.Dia 8 de Abril, pelas 21h00, JackSoifer estará na FNAC de Coimbrapara idêntico debate.
Jack Soifer explica como secria emprego em Portugal
EMPREENDEDORISMO
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A REALIZAÇÃO de acções de formaçãoespecializada sobre o tema da sucessãode negócios familiares nas PME e aintrodução de um programa curricu-lar em instituições de ensino superior,possibilitando aos estudantes o reforçode competências no âmbito da trans-ferência do negócio são algumas dasacções a realizar no âmbito do projec-to “BT in SME” (Business Tranferencein Small and Medium Sized Enterpri-ses), cujo parceiro português é o ISCAP(Instituto Superior de Contabilidade eAdministração do Porto).Neste projecto europeu, cuja conclu-são se prevê para Novembro deste ano,estão envolvidas oito instituições decinco países, que são, além de Portu-gal, a Holanda, Bélgica, Alemanha e Li-tuânia. O ISCAP é a única instituiçãoportuguesa envolvida.Segundo explicou ao PME NEWS o pro-fessor do ISCAP e coordenador do pro-jecto a nível nacional, Paulino Silva, o“BT in SME é muito mais do que umserviço de consultoria: “É um conjun-to de actividades a desenvolver quepassam pela investigação e bench-marking das melhores práticas inter-nacionais para a transferência de ne-gócio nas PME familiares, especial-mente na sucessão”.Segundo este responsável, o “BT inSME” pretende desenvolver “a melhorestratégia, de forma a permitir a con-tinuidade do negócio, incluindo atransferência de competências e doknow-how”. Isto torna-se necessárionaqueles casos em que o proprietário,ou gerente da empresa, é forçado aretirar-se por motivos de força maior enão há herdeiros nem investidoresinteressados na continuidade do negó-cio, que corre o risco de acabar.Não existem estudos sobre o núme-ro de empresas que vão à falência porinexistência de herdeiros ou investido-res, até porque, muitas vezes, a razãoque justifica a falência das empresas ébaseada em vários factores e não ape-nas na inexistência de sucessores. Dequalquer forma, salienta Paulino Silvaestima-se que a falência de uma gran-de parte das PME familiares seja devi-da a motivos de sucessão, mas não épossível apresentar valores concretos.Paulino Silva diz que o trabalho re-alizado com base nas diferentes re-alidades de cada país tem sido validadopor todos os parceiros envolvidos,especialmente em reuniões regularespara o efeito. “Esperamos ainda que osresultados deste projecto possam seraplicados não só aos países envolvidos,como também a outros países comquem possamos encetar parceriasestratégicas”.
Projecto europeu pretende evitar falência de PME familiares
SUCESSÃO

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