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Modernidade e Ps-Modernidade - Pierre Sanches

Modernidade e Ps-Modernidade - Pierre Sanches

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02/05/2013

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text

original

 
1A
MODERNIDADE
Piem
8a-=1IM
(Antrop61OSQ
ti
ProCeuardo
DepuumenlO
eh
SocioIoeia.
Antropoloc"
d.
1I11ivanidadoPodara!da
Minu
a-.
(lIFMG)
lContertttda
apr"liMln&ada
DO
II'
Simp6I:io
de
EItac:IM
Itcn6lúc:oa
e
S o C o l ~
"MoeIomidado.Um
Pn>jetoloocabadorr,
_
pa1a
Fonllftcia
Uaivmodode
c._
ela
Minu
Gania
(PUC'MG),
..
28de
MIembro
de1992.
tempo
mude,que
oMito
seja
desqualificado
comofonte
eterna
e
externa
da
dignidade
.e
atéda
reelídede
.de
cada
momento,
para
que
pOlUI
a
emergir
o
p ~ s e n t e
enquanto
tal,
como
seu
valor
próprio,
na
sua
qualidade
de
novo,
erigido
na
ceneciênciedos
homens
de
uma
época,deUmacivilização.
em
critério
dejulgamentodopassado(Vaz,1992).Umcort•.E
um
corte
queestabelece
uma
hierarquia.
o
modernidade
sem
valorização
do
presente
(e
até,por
projeção,dofuturo).
Por
"relativo"
que
seja,oconceitode
modernidade
o
é.
por
conseguinte,
umconceito
"neuere":ele
classifica
e
implica
uma
concentração
de
valornum
vetar
direcional
da
hist6ria,aqueleque
vaido
passado
ao
futuroatravés
do
presente,momento
e
[OCUI
de
sua
apreensão.
E
momento
tanto
maisapreciado
quanto
ele
representa
umaruptura,
advento
de
um
"novo"
valor.
Ora,
e
isto
será
a
nossasegunda
reflexão,
o
sãot0da8
G8
civilizaçõe.
nem
to<úu
a..s
cultura.
qlU!
ordenam
cu.im
Da
"grn.ento.
do
tempo.
Podemos
atéafirmar
que,
mesmo
se,defato,
se
encontram
"mcdernídedee"
em
too
...
uculeureee
todas
as
civilizações,no
sentido
em
que
todas
apreaentam
cortes,
rupturu
e
novidades,
eere
ente
anoslla
58
caracteriza
.
a
quase
se
definir
-
pela
valoriza.çao
donovo
relativamente
ao
" a n t i g o ~
ouao
"tradicional".
Entre
os
doi.
p6loe
da
tradição.
da
modernidade,
ovalor,no
interior
du
culturas,
ae
distribuid
..
igualmente.E,semd6vida,anoasa6que
meisclaramente
opte
pelo
s.gundo
d
..
tes
p6loo.
Sob
outroa
climas
culturai
a
maioria,
ante!
que
odo
Ocidente
venha
perturbá
..
losou
recobri
-Ice.
era
a
referência
à
Tradiçãoquevalorizava
o
próprio
prNente
e
permitia
acolhersem
dramas
anovidade:
as
grandes
tranaformaçõe.,
deorigem
aógena
ou
interna,
deviam
apresentar-se
sobo
manto
daTradiçio
para
lecem
aceita.
Peasa-se,
por
exemplo,
no-
inúmera.
movimentai
messiânicosque
antecederam
as
independinciu
políticas
pó••coloniais,
na
ÁCricae
na
Oceania:
era,
'em
dúvida.
a
novidade
d.aa
eetruturu
aoeiais,
da
organização
política,
da
implanteção
tecnol6gica,da
cultura,
que
estavasendoplanejada
e
introduzida,
mas
para
cn..ta1izar
odMejocoletivo,
mobilizar
as
energiu
sociaia
e
ser
assim
legitimada,
esta
novidadedevia
aparec.r
como
uma
volta
grande
Tradição
r
..
teurada
(Balandiar,1955,1957;
Qu.iroz,
1965,
1968),
N
est.
sentido,
terceira
observação,
a
........
uilizaçlioIa
c í u i l ~ 1 J o
á4
modernidade.
A
ai.temática
da
modernidade
marca
definitivamente
o
noaao
imaginirio,
o
nOMO
aiatema
depercepção,anONa
..
calavalorativa.
n••
de
que
o
Ocidente
se
conhece
como
gente,ele
aparece·
e
eobretudo
ele
se
aparece
a
.i
próprio
-comofeito
d.
modernidades
sue
v
...
Por
i
o
é
impoaível,
nele,
falar
de
U17I4
modernidade,
mu
de
uma
conjuntura
permanente
de
mod.rnidado.Ohomemocidentalvive
paradcmalmenu
-
ou
..
pira
a
viver
-em
estado
de
modernidade.
e
bem
poderia
ser
este
o
sentido
que
eloacabadando
à
sua
própria
hi.toricidad.:
um
~ '
MODERNIDADEE
PÓS.
MODERNIDADE
1
Modernidad.
P6e·Mod.rnidad...
Uma
opoe.çao,
apar.nte
ou
real,
.nUe
doia
momento.
decivilização?Cabe-noe,hoje,
antes
d
..
três
noites
destinado
aIimi·laparticularizá·la,
abordar
aproblamáticada
Mod.rnidad.
na
sua
generalidade.
Para
isto,convémfazer,
numa
Primeira
Porte,
algumaa
ob8ervaçõed.
É
preciso,
antes
d.
tudo,
rc1ativizar
e$teconceito:
o
ui.te,
em
li.
uma
"modernidade";
sempre
ee6o"moderno"dealguém.Modornidad.6
relofáo,
ti
nlação
nio-nece
ária.
Pua
que
eURa,
,
precisoencontrar,
destacar
ti
privilegiar,noOusodo
tempo,
um
lugar:
o
prucntc,
partir
do
qual
o
tempo
idotorna-se"passado".
Par
....
banalidade,
mas
nio
é.
Pois
a
categoria
"tempo"
é
hiltoricamente
modulada,otempodohomem
nio
lhe6dado
naturalmente,
como
um
quadroneutro,
onde
se
ordenariam
nec......nameote
c.
momentol.ucueiva
d.
sua
atividad..
Entre
memória,
consciência
ti
imaginação,
oemode108
derelação
o
variad08,
of.recidoe
à
..
colha
de
6poca11
ocivilizaçõea.Otampo
doMito.
por
a.mpla,
um.
eterno
prelente,
pois
atrav6a
do
mito
o
"tempoprimordial",
o
t.mpo
como
que
Cora
do
tempo,
torua·
eonatantemente
pr
ent.
ao
presente.
OprópriodoMito,
precioam.nt.
fazar
com
que
o
segmento
do
tempc-fcra-dc-tempc
em
que
oMito
s.
projete
ja
arqu.tipicamante
vividocomo
permanentemente
contemporlneo
(EUade,
1969,
p.48-64;p.61-94).
Para
hav.r
modernidado,ao
contrário,
é
precisoque
a
repr-entação
.ocial
do
Anális.
&
Conjuntura,
BeloHorizont.,v.7,n.
2.3,
moia/dez.1992
 
tempoque
amadureceatravés
de
uma
sucessão
de
modernidadescumulativas.
Será
possível,no
entanto,
marcar
um
inicionotempo
para
a
emergênciadeste
filãocivilizacional?
Precisaria
buscá-lo,
provavelmente,
nos
séculos
seminais
do
milagre
grego,
quando,
de
um
lado,a
razão·
e
o
seu
instrumento
oconceitoveio
substituir
o
Mito
comofontedeexplicaçãodo
universo
edo
homem,impondo
à
consciênciadonovo
cidadão
pensante
o
advento
de
uma
novaera,
em
que
o
homem,
diante
de
um
coamospercebido
como
potencialmente
organizado,
eennr-ee-íe
capaz
de
apreender
a
ordem
das
coisas,
jogandosobre
a
totalidadedelas
a
rede
deeeuaconceitos
articulados
e
hierarquizadce,
e
reencontrandoassim,
para
participardele
peloJogode
"lU
própria.
instrumentceracicnais,
O
princípioontológicoeepistemológico
que,fora
do
mundo,
explicao
mundo,
forado
tempo,
fazo
tempo
fluir.
Contudo,
assim
fazendo,
eate
homem
tinha
cOllllciinciade
estabelecer,
entre
ele
próprio
eo
universo
das
coisas,
uma
refaçãode
tipo
inteiramente
novo.Sabia-lIeele
criador
de
um
novo
tempo,criador
dotempo,
podemos
até
dizer,
porque
da
história,
ou
sejadeste
momento
de
"presente"
a
partir
do
qual
oplUIsado
recebe
aentido.
A
aventura
epistemológica
e
histórica
do
hcmen-
ocid.ntal
começa
coma
fTIOfUrnidGtJ.
grega
(Vaz,1992,p86-91).
Depois
dioto,o
tal
,o
nONO
ponto
aqui,
este
homem
ocidental
nunca
mm
deixará
de
contemplar-se
&
si
mesme,
prosredindo,
como
num
jogode
amarelinha,de
modernidade
em
modornidado.
Aoacaao,evoquomooa1l1W'lu
d.lu,
atravú
das
quaia
ele
tomou
consciência
d.
aipróprio:o
Renascimento
carongiodoeée.
IX,
o
nueimento
de
uma
civilização
urbana
ea
inatitucionalização
da
refleaêc
oiotemática
pela
fundação
du
univonidad
..
no
séc.
xn
a
efiorucência
racional
e
ucolútica,
poticaeoeética
(pen
..
·.a
naa
cateclrai.)
dooéc.XIll.E,
nce
oéculoaXIVXV,aDevotio
modorna,
o
advento
de
um.
reorsanizaçio
total
do
território
em
tomodas
naçõu
"modem
..
-,o
lentimento
"mederno"da
dramatieidade
da
aiotinei.,
que
oe
proclamacontraditoriament&
na
aibição
dacortee
lw<uoau
opulentaa
e
na
terrlvel
expr-.ividade
artíotica
doa
campoe
aantoa
edoe
monumontoafúnebres.
Ara
Nova,
ata
tamb6m,
tanto
quanto
a
outra,que
tranaformari
a
música
logodepoia,
tanto
quanto
o.rá
nova·
a
arquitetura
doQuatl'oeonto,ouo
Novum
Orpnum
deBaoon.
S.m
falar
do
ponaar,
filoo6ficooue.ol6tlico,que,
preparando
..
ta
última
M
novidade",
aerá,
ele
pr6prio,aentido
<:omo
novo,noseio
dai
novas
ordena
mendieantee,orientando
cada
vez
maia
(com
Duns
Scot,
aobratudo
com.
Ockam)
aexplicaçãodo
univerao
para
u
chav
..
do
individuo,
do
individual,
do
individual
obaoluto
at6,cuja
vontade
livre
e
o
&
decorrincia
da
sua
esaincia,
lógica,
racional
e
neceeeária,
tem
fundado
a
ordem
das
coiou
(Giloon,1944).
Modernidadessucessivas,experimentadas
e
eutc-enehaedes
comotala,e
que
culminarão,
noséc.
XVI,
coma
irrupção
tríplice,
emreligião,
da
Reforma,emantropoviaão,do
Renascimento,
em
cosmografia
egeografia,do
mundo
coperniciano,
de
umlado,e,enfim,do
~
ovo
Mund0
2
que
somosnós,
as
Américas.
condenadas
a
que
tipo
de
modernidade?
CPais
do
futuro
M
?)
Mas
aconsciênciade
modernidade
oesmorece
depois
deste
paaso
gigantesco.
Tomarei
como
testemunho
disto
somente
umincio,
situado
aonível
primário
dovocabulârio:a
avalancha
de"novidades"
que
oe
séc.
XIX
e
XX
projetarão
sobre
o
mercado
da
cultura.
Depois
da
Nou«Heloisa,
de
Rousseau,
O
Novo
Criatiani.mo
de
Saint
Simon,
O
Novo
mundo
amoroso
ou
Novo
mundo
industritü
e
Soeietârío
d.
Fourier,
o.
Nova.
Principia.
cU
Economia
Politica,
deSiomondi,O
NovoEspírito
C ~ n t í f i c o
de
Bacholard,
ANcwaClio,
na
Hietôrie,
ANcwaCritica
e
L'ArtNouueau,
o
Nouwau
Ramon,
a
Nouietle
VC6'",
o
cinemaNovo,
o
N ~
looJc.,
a
Nove
E . q ~ r ~
a
NovaLógica;Ncwi
Mir
(NovoMund4!
e
NEP
114
URSS
de
Lênin,
o
Neli!
Deal
doRoooevelteaAjrência
Ncwa
China
na
China
de
Mao
T.,
TunlJ;
08
Ncwa.
Caminho.
da
Ontologia,
de
Hartmann
e,
por
cúmulo
-
mod.rnidade
no
pr6prio
núcleodooinaldo
eterno
-,
o
NovoCcteci,mo
...
Mas
esta
permanência
-e
opulenta
manifutaçio
-de
umcritério
comtantemente
reiterado
d.
valorização
do"novo",no
decorrer
d.
noaaahi.8tória,do
'"novo"
entendido
comoo"moderno",
que
eeopõe
80
"antigo
ultrapassado",
nio
nOllevaria
&
uma
relativizaçãoab80luta
da
categoriaque
,onoaooobjetodo
reflexão
..
te
noite?Comefeito,se
b'
modernidade
emtodo
momento
e
lugar,
ilto
equivale
a
nio
haver
nenhuma.
A
modernidadeseria,
peJo
meJ10ll
para
noaaa
civiliução,um
processoem
pennanente
realização
e,
por
definição,
nunca
acabado.
Quanto
à
P60·Modernidade,
o
oeu
concoitomUIDo
utaria
então
deaprovido
de
sentido.
É,
pail,
preciso
acrucent&r
um
ponto
fundamental
..
nooaaareflexõooo
quinto,
oe
nio
houver
eapno.
Apelar
de
se
constituir,
no
Ocidente,
e
dade
aua
emergênciaprimitiva
na
Gricia,num
imenao
proceaao
de
desencadeamento
de
modarnidadea
IUc
...
ivu,
d
..
ntranhadu
um
..
du
outra
como
..
etap
..
concatenadu
d.
um
fOffo
de
artifteio
demultiplicado
at6
oinfinito,a
Modernidade
é
su.ceptivel
de
ser
periodicizada
e,
muitoparticularmente,
de
revelar
uma
iPl/lu&>
{und4m.nt4l
;"nifü4tiva.
É
.la
-
..
ta
inflexão,
qua
tem
data
que
tornará
I.ptimo
folar
DA
MODERNIDADE,
o.m
riscodeconfUllão
nem
ambisilidada.
2t
...
1802
ou
um
qao
A.
v..,_
..........
Pedn>
~
de
M6diel
~
pubIk:wIa
ClIII'DO
I I ~
NlWIM
que
!b.ou
imapm
u&6p6ca
do
bcnMal
JWanl.
90bn
~
e o a . ~
dotnttio
bru:iM:iro
l
M ~
Clàdatal,
qtM
o
h ~
81oe6Clco
do
Nculo
XVIWcia
qu.
roi
term1Dada
eoua
o
irutitidaaliaDo
rwolv.eioU:riodo
lIkalo
xvm
P'raDco
(1976,p.22-2S)
Andrade
(1971,,.214-210).
Anála.
'"
Conjuntura,
a.Jo
Horizonte,
v.7,n.2e3,
maia'de
•.
1992
 
Os
caminhosquelevavam,
nosséculos
XIV
e
XV,
para
a
revelaçio
do
individuo
como
a
chave,
ao
mesmotempo
de
compreensão
do
universo
ede
o r g a n i z a ~ ã o
do
espaço
social,vão,comefeito,
desembocar,
num
lapso
de
três
séculos,
II!
através
de
eecntecimentce
ao
mesmotempo
politicos,religiosos,
culturais,
têcnico-econêmicee
e
epistemológicos,
numa
verdadeira
apoteose
destemesmo
indivíduo.
QuandoLutero
rejeitava
a
totalidade
eclesial
preuistente
para
reconstruir
a
sua
fé,
a
partir
de
sua
experiência
pessoal,
pelareconsideração
criteriosamente
individual
dasEscrituras;quandoDescartes
radicalizava
emsi
mesmo
eno
próprio
ato
do
seupensar,
sua
procura
deum
ponto
de
partida
absoluto
para
a
operação
de
reccnatruçâo
noética
do
mundo;quando,
radicalizandoeles
também
as
sugestôes
de
Rousseau,
os
revolucionérios
parisienses
declerevem-ee
um"povo"e
uma
"Neçêo"
pela
exclusiva
determinação
livre
de
cada
umdoe
cidadãos,
a
noasa
civilização
entrava,por
etapas
mas
etapas
que
marcavam
o
desdobrar
de
um
mesmoprincípiotransformador,
naaua
MODERNIDADE.3
ARazão
por
princípio,aem
interferência
de
fundamento
oude
chancela
epistemológicos
externos
ao
homem
eao
seu
espírito;
o
Indivíduo
por
ator
e,
mais
radicalmente,
pordesencadeador
de
uma
operação
globalizante:
a
da
corrstr-uçâc
de
um
universoracional,
aberto
doravante
ào
reduçõu
abatratizantea
oaeessívelà
manipulação;enfim,
por
instrumento
econdição,oexercíciode
um
radicalLiberdade,
autonomiadiante
doa
podere.tanto
c6smiC(W
quanto
eccíeíe
e
atésobrenaturais,autonomiasomentelimitada
poruma
decisão,
também
ela,individual
elivre:
submissão
à
lógica,
opção
defé,
contrato
Boda!.
Esta
,
a
"modernidade
modoma"(Vaz,1992,p.92),e
que
provavelmente
veio
para
colocar
um
marco
diviaório,
docuja
radicalidado
eprofundidadoó
_Ivel
discutir,sem
dúvida
-
e
esta
diacuaeão
..
tá
no
coração
de
debaw
atuai.,
na
Antropologia,
por
ezempl04
-,mail
cuja
ui.tincia
,
di..ftci1
necar
entre,
do
um
lado,o
nOIBo
pr6prio
puaado
on6amoamoae,
per
outro
lado,
entre
anOll.a
civilizaçio
eo
queeram
asoutras
antes
que
a
nossa
..
atingiaa.
e
..
marcassede
sua
imaaem.
Deata
modernidade
acabamoada
nomear
oaprincípioafundamentoU..
Este.
princípiosse
desenvolvemcriando
raíz
..
pmCOll.ociai.,
fazendo
enfim
emerJir
o
-homemmodemo".
AntM
d.
tudo,
ele
é.
É
el...
m
..
mo
ed
...
ja
que
dele
tambltm
emane
a
aua
~ c i a .
Diante
do
cariter
fundante
do
exercicio
individual
d.
lUa
ruio,
o
universo
daa
coiaaa
torna-se
objetb,
divisível
er-edutív.1ao
infinito,afimde
poderoar
aubmatidoe
30ral
d
....
bnnento,
6
daro,
nAo_
rMtl&a
Mm
voI.,
dittillpDn.
eaDlinJu-
~ .
hulh1duo
D.Ao
.........
&e
idAntieo
a
IIQjIliIo
ou
peuoa.
auwa.oaúa
tiberdade.
Lu.-o.
o
Au1k1arun.a.
K&Dl
H
....
nAo
te
mcedMlluam
eaminho
UJlÜiDMI'.
Valioeu
c t i I c i ~ ,
por
,.
...........
Ilirdull
(I_l.
'Quao1O..
díYeni.dade
da
·fUIo-,
d.
o
d.ebat.
nceIltMDule
retomado
em
lOrDO
du
~
j&
Uld,pa
cie
Hor1Ocl
(lWO);
quaa,lo
ao
lndiridualimao
eDI1crw
.........
tomo
da
tdtSu
de
L.
I>maoaL.
POI'
U.
Renaul
(1989).
instrumentalizado.
Aliás,
objeto
ob-jectum
é
para
ele
tudo
o
que
está
abaiso,
mastambém
acima
deste
suhjectum
o
Sujeito·
em
que
ele
se
transformou:
o
mundo
material,
mas
também
o
das
relações
sociais,ode
seu
corpo,ode
sua
interioridade
na
medida
em
queela
transborda
dos
limites,
racionalmente
traçados,
da
razão;
o
sobrenatural
enfim,
eareligião.
"Onto-antropolôgico"
como
ainda
diz
o
P.H.
de
Lima
Vaz
deste
segmento
decivi.lizão.
Pelo
fato
mesmo
de
se
achar
o
homemsituado,
como
Sujeito
infundado,frente
a
um
mundo
cujo
conhecimento,
analítico
particularizante,
constitui
para
ele
uma
verdadeira
operação
de"criaçãode
mundo"
(Vaz,1992,p.94).
Cada
vez
mais
ele
tenderá
a
fazer
um
mundo-pera-c-homem,
quer
dizer
um
mundo
racional,
cenheeendo-o.
Assim
elese
descobriráapetrechado
paratransformar
o
própriomundo-em
si,
também
ele
segundo
os
ditames
da
razão.
Aasumireste
sonho
da
tecnologia,
esta
engenhariamaterial
de
organização
do
oiJeU1'1Wné,
como
queriaSaint
Simon,bem
como
eata
engenharia
social,
"administração
dea
ccieee
e
administração
dos
homens",
será
pl"Kisamente
franquiar-lIe
das
leia
deste
mundo-que
está·af
(a
natureUl)
.
descobrir
estas
leia
e
obedecer
lhes,
é
verdade,
maa
ezatamente
na
medida,
conforme
a
fórmula
célebre,
em
que,
com
ieec,
s.
poaaedobró·lase
u1trapasaar
.eus
limitas·
domodo
a
envolver
o
universo,
doa
homens
e
d
..
eoi
__
,
num
imenso
projeto
remador
antropocêntrico.Razão
e
liberdade
.ão
mutuamentereíerid.u,
conforme
a
"""enciallição"moderna"deHogol:
"Eata
faculdedo
que
o
homem
pode
conaiderar
como
sendo
o
quelhe
é
pr6pria,
elevada
acima
da
morte
eda
destruição
(...)
é
capaz
de
tomar
decisões
por
si-mesma.
Ela
se
anuncia
como
razão.
Seu
legislar
de
nada
depende
e
ela
o
pode
buscar
seuecritérios
em
nenhumaoutra
autoridade,
na
terra
ou
noa
céus"
(Mareuse,
1978,
p.21).
Neste
sentido,
o
advento
da
modvnidade
indíviduali_ta.,
queDumont
analisa
em
opoaiçãoao"holisme"
totalizante
ehierárquicode
muita
.ociedade.
tradicionais.
ao
meemc
tempoque
elo
frapenta
as
instâncias
aoaobjetoodo
conhecimento
para
abordá-lae
com
uma
inuorável
oficácia
tranofonnadora,tonda
paradoulmante
a
globaliz'.loa
emgrandeoaintoaoaexplicativaso
projetivu.
Para
citar
somente
doi.
ezempl08,
8011
axtromoaopoatoadoIsqueideológico,
masbem
homólOlJOll
por
certoe
upectol
PlIenciai.,
tenma.
de
um
lado
a
IlÍnte..reeapitulativa
du
ciências
indueiv.
a
ciência
da
.ociedade
doa
Sistema
de
Filosofiao
Siatema
dePolíticaPoaitiva(o)de
Auguste
Comte
e,se
o
de
Maa,
pelo
menoe
d.
certo
mamamo,uma
Filoaofia
da
Hiat6ria,
quepretenda,
comoa
outra,
em
aentido
difennte,
é
verdad.,
deacobrirloiode
rentabilização
eaotabilidadedepoia
d.u
grandee
trlU18formÕ&8a
fim
d.
que
poella
acontecorofimdapró-hiIIt6ria,palo
advento
doum
mundo
en6m
int.iramente
racional,
fruto
de
um
projetoconeciente
vol
unUrio,pertencente
a
uma
humanidade
foitedelivreaindivíduoa.Análioo
&:
Conjuntura,
BoloHorizonto,v.7,n.2o3,maio/dez.1992
45

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