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Direito Civil VI - Contratos

Direito Civil VI - Contratos

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Categories:Business/Law
Published by: Suelen Cristina Medeiros Mendes on Apr 06, 2011
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DIREITO CIVIL VI – CONTRATOS – RENZO
Livros:Caio MárioCarlos Roberto GonçalvesAvaliação:1ª Prova: individual e com consulta ao Código – 8,0 pontos + 2 Estudos dirigidos (cada umvalendo 1,0 ponto).2ª Prova: individual e com consulta ao Código – 8,0 pontos + 1 Estudo Dirigido (valendo 2,0pontos)Exercícios baseados em textos dados pelo professor (estão na Xerox de fora).Plano de curso:No blogUNIDADE I – TEORIA GERAL DE CONTRATOSUNIDADE II – CONTRATOS EM ESPÉCIE06/02/2009 – sexta-feiraTirar cópia dos textos na Xerox de fora: R$11,50. Com encadernação: R$14,00.09/02/2009 - segunda-feiraRevisão:Elementos acidentaisCondição: evento futuro e incerto.Termo: evento futuro e certo. Nem sempre será por prazo determinado.
Prazo: é quantidade de tempo entre dois momentos.Encargo: obrigação/ônus.
ELEMENTOS DOS CONTRATOSSUBJETIVO (sujeitos):
Agente capaz (art. 104, I):
o
A doutrina entende que o incapaz pode fazer contrato válidoexcepcionalmente se houver boa-fé, se o objeto for de baixo valor (relativo,depende da renda mensal da família, analisando a razoabilidade) e não forprejudicial ao incapaz;
o
A capacidade é aferida no momento da formação do contrato (se depois setornou incapaz, não faz a menor diferença);
Multiplicidade de pessoas (manifestações de vontade)
OBJETIVO (objeto):
Caráter econômico;
Objeto lícito, possível, determinável ou determinado (art. 104, II) – objeto (é acoisa/o bem da vida. As obrigações de fazer podem ou não ter objeto) e prestação(é a ação/a atividade humana). A prestação e o objeto devem ser lícitos e possíveis.
Quanto ao momento da execução o contrato pode ser:Execução imediata:
contrato é criado e extinto aproximadamente no mesmo lapsotemporal.
Execução diferida:
é formado em um momento e sua execução ocorre em um momentofuturo.
Execução continuada:
é aquele onde a execução se dá ao longo do tempo (ex.:mensalidade UVV).ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES – suelencmm@hotmail.com
 
EXERCÍCIO
: É POSSÍVEL UMA PROSTITUTA ENTRAR NO JUIZADO PARA COBRAR OSHONORÁRIOS DE UM CLIENTE QUE NÃO PAGOU? O CLIENTE CONFIRMA TUDO, MAS DIZ QUE OOBJETO NÃO É LÍCITO NEM POSSÍVEL, POR ISSO NÃO IRÁ PAGAR (SE SERÁ JULGADOPROCEDENTE OU IMPROCEDENTE O PEDIDO).Prostituição não é crime, é um ato ilícito (que é o que fere a Lei, a moral e aos bonscostumes; outra doutrina diz que não há diferença entre ilicitude e impossibilidade jurídica é amesma coisa).Para o professor, Ilícito é o que está previsto como crime, e impossibilidade jurídica é que nãopode ser preiteado por ferir os bons costumes e a moral. Ele diria que esta profissão fere adignidade da pessoa humana, que é indisponível, ou seja, não adianta ela cobrar, poiscontinua ferindo a sua dignidade.O pedido poderia ser julgado procedente ou improcedente, depende do entendimento do juiz,pois é relativo o que fere a dignidade da pessoa humana.O advogado da prostituta poderia alegar que ela tem direitos, pois os profissionais do sexotêm direito a previdência social, aposentadoria... ou seja, já é aceito pelo Estado.E o advogado do cliente poderia alegar que fere a dignidade da pessoa humana, por isso, oobjeto é ilícito, sendo assim, o contrato nulo.13/02/2009 - sexta-feira
PRINCÍPIOSVOLITIVO: Princípio da autonomia privada (texto 1 – tópico 5)
As partes têm liberdade de contratar dentro dos limites impostos pelo Estado (dirigismocontratual. São limites amplos, mas não absolutos).4 aspectos:
1)
Direito de Contratar ou não contratar: O fornecedor não pode se negar a contratar, semum motivo justo. Já a pessoa natural, pode se negar.
2)
Escolha dos contratantes: em uma relação civil pode escolher os contratantes. Em umarelação de consumo o fornecedor não pode escolher, mas pode estipular regras (são regrasrelativas, elas devem ser regras que todos podem se encaixar, não é inerente da pessoahumana, ou seja, nada com relação à cor, sexo, idade, peso, altura... salvo se houverjustificativa).16/02/2009 - segunda-feira
3)
Escolha das cláusulas contratuais – em regra temos a liberdade de escolha de todas ascláusulas contratuais. Com exceção, por exemplo, do contrato de adesão (sempre o aderentevai ter o direito de, pelo menos, contratar ou não contratar; e escolher o contratante. Já apessoa que estipula o contrato, não pode escolher quem contratar ou não, tem que contratartodos que quiserem fazer negócio, na medida do possível)
4)
Exigibilidade judicial da prestação – está ligado ao princípio dispositivo do direito de ação(todos têm direito à ação, de exigir a prestação jurisdicional, desde que preencham ascondições da ação e etc., mas, não é obrigado a exercer o direito de ação, é um direitodisponível)
Possibilidade de se fazer contratos atípicos
(
art. 425, CC
- É lícito às partes estipularcontratos atípicos, observadas as normas gerais fixadas neste Código). São aqueles que nãoestão previstos, nem tipificados em Lei. A pessoa pode contratar o que quiser, do jeito quequiser, desde que não fira a Lei. Existem contratos atípicos que são comuns, como, porexemplo, contrato de hospedagem (que não é sinônimo de contrato de locação; é diferente.Pois na locação o locador não é obrigado a responsabilizar pelos pertences do locatário, e nocontrato de hospedagem, é responsável pelos pertences).
Princípio da força obrigatória do contrato
(
pacta sunt servanda
)O contrato faz Lei entre as partes (art. 1.134, Código Civil Francês). O contexto da frase é deque o contrato deve ser cumprido acima de tudo, até mesmo se este contrato for contra a Lei(por isso, deve-se ter cuidado ao usá-la. Isso não é o que queremos dizer ao utilizá-la, temque ser observados os requisitos de validade do contrato e etc.). Pela CF (art. 5º, II) ninguémELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES – suelencmm@hotmail.com
 
é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de Lei, ou seja, se eunão sou obrigado a cumprir o que não está em Lei, por que sou obrigado a cumprir ocontrato? Pois, entende-se que se eu contratei, eu tenho que cumprir, pois decorre davontade autonomamente manifestada. o posso falar de contrato sem falar de foaobrigatória, mesmo não tendo a Lei me obrigando a cumpri-lo, eu quis; por isso eu souobrigado a cumprir. Alguns filósofos dizem que por causa disso o contrato gera mais forçaobrigatória do que a Lei, pois a Lei eu sou obrigado a cumprir, eu não escolho (que é o quediferencia do contrato).Como fazer para exercer o direito de exigir alguma coisa do contratante? É exercido por meiodo Poder Judiciário, que tem que ser provocado. É possível se exigir o cumprimento daobrigação e/ou perdas e dados.
FORMAL: Princípio do consensualismo (**Não confundir com princípio da autonomiaprivada**)
Liberdade formal, de forma (
solo consenso
). Para se fazer um contrato, em regra, não énecessário uma forma específica. Apenas o acordo de vontades é suficiente para que ocontrato exista e tenha que ser cumprido.
Art. 107, CC
– A validade da declaração de vontade não dependerá de forma especial, senãoquando a lei expressamente a exigir.
Art. 108, CC
– Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dosnegócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia dedireitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente noPaís. (sob pena de
Nulidade
Art. 166, CC
– É nulo o negócio jurídico quando:
IV
- nãorevestir a forma prescrita em lei).Ou seja, havendo forma prescrita, sua inobservância acarreta a nulidade do contrato.
Classificação quanto à forma do contrato:1) Consensual
– é aquele cuja forma é livre (ex.: art. 107, CC).
2) Formal
– é aquele cuja a forma é prescrita em Lei (ex.: art. 108, art. 819, CC – a fiançadar-se-á por escrito...).
3) Real
– é aquele que se perfaz pela tradição do objeto (ex.: o contrato de empréstimo,contrato de depósito; tem como principal obrigação a de restituir/devolver; o contrato sóexiste com o empréstimo/depósito. Ou seja, o contrato não existe se a pessoa não meemprestar a coisa, para que eu possa devolver. Isso não quer dizer que não tenho direito àindenização, mas não tenho como cobrar a prestação).
Art. 401, CPC
- A prova exclusivamente testemunhal só se admite nos contratos cujo valornão exceda o décuplo do maior salário mínimo vigente no país, ao tempo em que foramcelebrados. (Aqui se trata de prova, que diz respeito à eficácia do contrato, não diz respeito àforma do contrato, que acarreta a nulidade).02/03/2009 – segunda-feira
Princípio da Relatividade dos efeitos do contrato
O contrato só surte efeito entre as partes.Comporta algumas exceções, como por exemplo, a convenção coletiva de trabalho (é umaassociação entre sindicato dos empregadores e o sindicato dos empregados). E também ocontrato de locação (que ainda será estudado).
Princípio da Supremacia da ordem pública
Dirigismo contratual.O contrato deve se submeter às normas de ordem pública. Pode se concretizar por diversasformas.
Princípio da Função social do contratoArt. 421.
A liberdade de contratar será exercida em razão e nos limites da função social docontrato.É um limitador à autonomia da vontade. Se um contrato não tiver função social não háliberdade de contratar. Função social de um contrato é a diferença entre os benefícios sociaise os prejuízos sociais causados pelos contratos (todos os contratos geram os dois), os queELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES – suelencmm@hotmail.com

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