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Direito Processual Penal II

Direito Processual Penal II

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Categories:Business/Law
Published by: Suelen Cristina Medeiros Mendes on Apr 06, 2011
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DIREITO PROCESSUAL PENAL II – ANDRÉ LUIZ GOMES PALHANO
andreluizpalhano@uol.com.br; tel: 8832-9993 e 3421-2147.Aula 1:(1º Bimestre)I- JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIAII – ATOS PROCESSUAIS (COMUNICAÇÃO)III – QUESTÕES INCIDENTES(2º Bimestre)IV – PRISÃO E LIBERDADE PROVISÓRIAV – PROCEDIMENTOSLivros:Paulo Rangel (não é didático)Eugênio Pacelli (muito caro)Tourinho Filho (muito bom)Capez (fraco)MirabeteNutti (Código comentado)Resumos e Sinopses do Maximiliano.Pegar na Xerox: Curso de direito processual penal – Ed. Saraiva – Edilson Mongenot Bonfin(Super didático).Provas valendo 10 pontos + exercício (ponto extra) – matéria dada em exercício não cai naprova.Material de sala:Legislação atualizadaCPPLegislação Especial – site:www.amperj.gov.brMódulos:Resumos, Exercícios e Indicação de textos.06/02/2009 - sexta-feiraAula 2:
JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIAI) JURISDIÇÃOa) Conceito
– quando eu não consigo resolver os meus conflitos, há a necessidade de umórgão para dizer do caso concreto.
Divergência doutrinária
Juris/dictio
– dizer o direito. É o poder de dizer (dictio) o direito (objetivo/material) aum caso em concreto (júris).
b) Características:
Poder:
o Estado, quando reclamado, tem o poder de dizer o direito a um caso emconcreto que foi ventilado. Característica visível.
Atividade:
é uma serie de atividades que tem como objetivo solucionar o litígio eresolver os conflitos. Atividades que seguem um caminho, que têm o seu passo a passono CPP.
Função:
a atividade jurisdicional é uma função do Estado como qualquer outra função.É como um “serviço público” qualquer (água tratada, energia...).
c) Elementos:
Cognitio:
“conhecimento”. Não pode exercer o poder jurisdicional um órgão que nãotenha conhecimento (esse conhecimento é obtido através da prova).ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES – suelencmm@hotmail.com
 
Vocatio:
“chamamento”. A atividade jurisdicional, precisa conhecer, e para conhecer,precisa criar oportunidades para esse conhecimento acontecer, ou seja, chama oconhecimento para si. Ex.: requisita provas, depoimentos...
Coertio:
“força”, “coerção”. Ex.: busca e apreensão... A atividade jurisdicional precisade força, ou seja. Precisa “conduzir debaixo de vara”.
Judicium:
“decisão” (chamado normalmente de sentença).
Executio:
“fazer executar os julgados”. No penal não existe processo sincrético, existeum processo de conhecimento e um processo de execução, com nova jurisdição...
d) Órgãos jurisdicionais
Teoria tripartida:
Poder judiciário
Senado Federal (art. 52, I, CF)
Juízo arbitral (art. 475-N, CPC) – não exerce atividade jurisdicional, não temforça, não precisa fazer produção de provas, mas o acordo homologado em umjuízo arbitral tem força de ato executivo judicial (sentença). Às vezes, ele estarácomo órgão que não exerce a jurisdição, e às vezes como órgão que exerce.
e) Órgãos que não exercem a jurisdição:
Tribunal marítimo (não pode dar sentença, somente é um órgão de atividade, mas nãoexerce o poder);
Tribunal de contas;
Conselhos fiscais;
Comissões do procedimento administrativo.10/02/2009 – terça-feiraAula 3:
f) Ato jurisdicional e ato administrativo (pegar texto no blog)
Diferenças:
Ato jurisdicional Ato administrativo
Não pode agir de ofício (“no procedat exofficio”); necessita da iniciativa da parteinteressada.
(*importante*)
Não depende de requerimento da parte,normalmente a autoridade pode agir deofício.A aplicação da lei em si é objetivo do direitopenal.É para o bem comum, ninguém pede nada.Pressupõe um litígio. Não há necessidade de lide.Caractestica da substitutividade. É atividade primária.Atua sempre sobre as regras da dualidade departes e do contraditório.Normalmente não está vinculado a umprocedimento, não está vinculado. Em regraé discricionário.Faz coisa julgada (a sentença é definitiva).
(*importante*)
Pode ser revisto a qualquer momento, poistrata de interesse público.
g) Características da jurisdição:
Unicidade ou unidade
– a jurisdição é una; é uma função do Estado (também é umprincípio). Com a aplicação da pena o juiz de direito faz a “nossa” vontade (a vontadedo povo).
Substitutividade
– a partir do momento que resolvemos viver em sociedadeentregamos ao Estado o poder de se auto dirigir, não podendo fazer justiça com aspróprias mãos, dependendo do Estado para fazê-lo. Sendo assim, não pode exerceralguns poderes de ser humano livre, por viver em sociedade. Ex.: crime 345, CP –exercício arbitrário das próprias razões.
Definitividade
– em regra, a atividade jurisdicional é definitiva. Todavia, existe oinstituto chamado de revisão criminal pró réu (ainda não existe pró societá).
Inércia
– art. 262, CPC
 
- O processo civil começa por iniciativa da parte, mas sedesenvolve por impulso oficial.
h) Princípios inerentes à Jurisdição:
ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES – suelencmm@hotmail.com
 
Princípio da inércia ou da demanda
(art. 262, CPC
 
- O processo civil começa poriniciativa da parte, mas se desenvolve por impulso oficial.)
Princípio da investidura
– os tribunais e os juízes, pela lei estão investidos na funçãode aplicar a jurisdição. Não pode “inventar” um juízo para a causa.
Princípio da vedação ao “non liquet” ou indeclinabilidade
– o juiz não pode seescusar a dar a tutela jurisdicional (de decidir). Exceto prescrição, decadência, abolitiocriminis... não existe denúncia arquivada.
Princípio da indelegabilidade
– a atividade jurisdicional não pode ser delegada aninguém.
Princípio da improrrogabilidade ou aderência
– (comarca = espaço físico ondeexerce a jurisdição) – A jurisdição adere à comarca.
Princípio do Juiz ou Juízo natural
(art. 5º, LIII, CF - ningm seprocessado nemsentenciado senão pela autoridade competente; e art. 5º, XXXVII - não haverá juízo outribunal de exceção) – pela Lei, existe uma autoridade competente para julgar o crimecometido em cada comarca.
Princípio do duplo grau de jurisdição
- o sistema é feito por homens, sendo assim,não é perfeito. O sistema está ligado ao duplo grau, pois a decisão pode serrevisionado pelos órgãos, colegiados, câmaras... existem matérias que nunca podemser revisionadas, que são: matérias originárias do STF ou STJ.
O que é necessário fazer para que as causas cheguem ao STJ/STF?Automaticamente sempre irá chegar?
13/02/2009 - sexta-feiraAula 04:
COMPETÊNCIA
 
É o limite da jurisdição que dita dentro deste foro as regras de quem vai dizer o direito. Vaientrar em matéria de direito material e processual. Vai ser fixada dentro do ambiente físicochamado de foro. Que em primeiro momento é regulamentado pela CF dirigente (órgãosjurisdicionais), e logo depois pelas regras do Código de Procedimento (CPP).
Órgãos Jurisdicionais
STF
– art. 102, CF
STJ
– art. 105, CF
TRF e Juízes Federais
– art. 109, CF
TRE e Juízes Eleitorais
(especial, o restante é comum)
TRT e Juízes Trabalhistas
(especial, o restante é comum)
Tribunais Militares
(especial, o restante é comum) – Lei 1001/69
Tribunais de Justiça e Juízes de DireitoCritérios Gerais (art. 69, CPP):1º) Locus Comissivi Delicti
– local do crime, da infração.
Competência pelo local da infração: por quê?Objetivo 1: Prevenção geral;Objetivo 2: facilidade de investigação, processo e julgamento.
Teoria do Resultado (aplica-se ao direito processual) – art. 70 do CPP: A competênciaserá, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no caso detentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução.
Teoria Mista ou da Ubiqüidade (inteligência do legislador pelos crimes à distância;aplica-se ao direito penal material) – art. 6º do CP: se praticado o crime no lugar emque ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como
 
onde se produziu
 
oudeveria produzir-se o resultado.
2º) Domicílio ou residência do réu3º) Ratione Materiae
– dividir os crimes por matéria/espécie.
4º) Distribuição5º) Conexão e Continência
(art. 29, 69, 70 e 71, CP)ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES – suelencmm@hotmail.com

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