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Direito Processual Penal III

Direito Processual Penal III

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DIREITO PROCESSUAL PENAL III – WANDER LUIS WANDEKOEKEN
29/07/2009 - quarta-feiraMatéria:
Sentença;
Coisa julgada;
Recursos (esta matéria será cumulativa, ou seja, cairá no 1º e 2º Bi);
Ações de impugnação;
Nulidades;
Lei de execuções penais (vai ser pouco falado, pois possui uma matéria específica, vaiser tratado somente quando se tratar de recurso).Bibliografia:Paulo Rangel – Direito Processual Penal (melhor para o professor);Eugênio Pacelli – Curso de Processo Penal;Torinho Filho – Manual de Processo Penal (o que o professor menos gosta);Prova toda discursiva, em regra, com problemas, normalmente 6 ou 7 questões.
SENTENÇAConceito
– ato pelo qual o Juiz põe fim a etapa cognitiva ou executória (a partir do momentoque tem sentença condenatória transitado em julgado a fase executória é toda ex officio, oquerelante não tem mais como interferir. Na fase executória existe decisão interlocutória queé quando defere um indefere alguns pedidos, e também existe decisão que é sentença, nocaso, por exemplo, de o Juiz perceber a prescrição, acabando com o processo), resolvendo ounão o mérito.A finalidade de definir qual a natureza jurídica de uma decisão, por exemplo, o que ésentença, decisão, despacho, é saber qual o remédio recursal que pode utilizar.Mas, o CPP não possui uma sistemática boa, pois não define bem o que é sentença, decisão eetc. A apelação é um recurso subsidiário, ou seja, é aplicado quando não está incluso no roldo RESE.O júri possui 2 fases dentro da fase Cognitiva, as decisões que acabam com a primeira fasesão: pronúncia (que leva ao plenário), desclassificação, impronúncia e absolvição sumária(todas eram impugnadas via recurso em sentido estrito). Mas toda a doutrina entendia quetodas se tratavam de interlocutórias mistas, apesar do Código utilizar o termo “sentença depronúncia, de impronúncia...”.Todos os casos de absolvição eram resolvidos com sentença, mas o legislador optou para,neste caso (do júri), ser um recurso em sentido estrito, e não apelação. No caso daimpronúncia o processo vai ser arquivado, o que no Civil seria uma sentença terminativa.Antes da reforma era cabível RESE para todos os 4 casos. Com a reforma do CPP cabe o RESEno caso de pronuncia e desclassificação, mas no caso de impronuncia e absolvição sumáriacabe apelação (que para o professor, as duas são sentenças e não interlocutória).
Art. 416, CPP.
Contra a sentença de impronúncia ou de absolvição sumária caberá apelação.
Art. 421, CPP.
Preclusa a decisão de pronúncia, os autos serão encaminhados ao juizpresidente do Tribunal do Júri.
§ 1º
Ainda que preclusa a decisão de pronúncia, havendo circunstância superveniente quealtere a classificação do crime, o juiz ordenará a remessa dos autos ao Ministério Público.(Na doutrina vai estar diferente, pois os doutrinadores não modificaram isso ainda. Isso nãoserá cobrado em prova).
Classificação das sentenças:
a)
Condenatórias
– é aquela que o juiz julga procedente a pretensão acusatória.b)
Absolutórias (declaratórias)
– é aquela que o juiz julga improcedente a pretensãoacusatória.c)
Constitutivas ou desconstitutiva/constitutiva negativa
– é aquela que vai criar,extinguir ou modificar a situação jurídica de uma pessoa. Ex.: ação de revisão criminal(que é a ação rescisória do cível, ou seja, é para desconstituir uma sentençaELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES – suelencmm@hotmail.com
 
2condenatória que já transitou em julgado. Vai desconstituir um julgado e depois vaiconstituir um novo julgamento). Ex.²: Habeas Corpus para trancar/arquivar inquéritopolicial ou ação penal/processo.d)
Mandamentais
– Ex.: Mandado de Segurança, Habeas Corpus (quando pede aotribunal a sua liberdade por excesso de prazo, por exemplo).Outras classificações doutrinárias:e) Sentença vazia – é aquela desprovida de fundamentação (sentença nula, pois precisater fundamentação, relatório e dispositivo, salvo juizado que não precisa do relatório).f) Sentença suicida – é a sentença em que não há a devida correlação entre afundamentação e o dispositivo. Se não sanável via recurso de Embargos de Declaraçãocom efeito infringente torna-se uma sentença nula.g) Sentença autofágica – é a sentença em que na fundamentação o juiz acena com oreconhecimento de um fato típico, antijurídico e culpável, porém com permissão legal,no dispositivo deixa de aplicar a pena, ou extingue a punibilidade. Ex.: art. 180, CP –Receptação, pena de 1 a 4 anos, mas o Juiz entende que foi culposo, e a pena é de 1mês a 1 ano. E o juiz percebe que já prescreveu, mesmo sendo o fato típico,antijurídico e culpável, mas está extinta a punibilidade. A fundamentação é“contraditória” com o dispositivo, a fundamentação é condenatória, mas o dispositivo éextinguindo a punibilidade (sentença declaratória de extinção da punibilidade). Ex.²:Perdão Judicial –
Súmula 18, STJ
– A sentença concessiva do perdão judicial edeclaratória da extinção da punibilidade, não subsistindo qualquer efeito condenatório.A sentença absolutória imprópria é aquela que o Juiz absolve o acusado, mas aplica-lhemedida de segurança31/07/2009 - sexta-feira
SENTENÇA PENALRequisitos Formais da Sentença (art. 381, CPP)
– a falta de qualquer destes termostorna a sentença nula (art. 564, III do CPP, a única exceção é que o relatório é dispensável nojuizado especial).I.
Relatório
– diz quais são as teses de acusação e defesa, quais provas produzidas,quais diligências e etc., ou seja, tudo que aconteceu no processo.II.
Fundamentação (art. 93, IX, CF)
– é a exteriorização do convencimento do juiz (équal a tese que o Juiz escolheu e o porquê do seu julgamento). Tem como fazer umcontrole difuso sobre a acusação da atividade judiciária, e a parte do processo temcomo saber qual a base da fundamentação do juiz caso queira recorrer, da mesmaforma o Tribunal precisa saber da fundamentação caso o processo suba.III.
Dispositivo
– é quando o juiz diz realmente qual é a decisão, e se for sentençacondenatória faz a dosimetria da pena, e ainda, no caso de indenização, fica o quantummínimo devido.
Princípio da correlação entre imputação e sentença (naha mihi factum dabo tibi jus
– “narra-me o fato que eu te direi o direito”
)
– a sentença que o juiz vai prolatar tem que serde acordo com o fato narrado/apresentado, e não ao que foi capitulado. A capitulação não é aparte mais importante, pois o juiz não se vincula, todavia o fato narrado é o mais importante.Ex.:
FATO REAL/DAVIDAFATONARRADOCAPITULAÇÃO/TIPIFICAÇÃOSENTENÇA
Art. 168, CP –apropriaçãoindébita.Art. 168, CP –apropriaçãoindébita.Art. 171, §3º, CP –estelionato contraentidade de direitopúblico.O juiz pode discordar docrime capitulado, e julgar deacordo com o fato narrado(emendatio libelli)Art. 303, CTB –6m a 2 anos(JuizadoEspecial).Art. 303, CTB. Art. 303, §ú, CTB 6m a2 anos + 1/3 (Justiçacomum)O juiz pode remeter para oJuizado se entender que ocrime não é o capitulado,dizendo que é incompetente.
Emendatio Libelli (art. 383, CPP)
– é a correção do juiz na capitulação da peça inicial feitacontra o réu.ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES – suelencmm@hotmail.com
 
3
Art. 383, CPP.
O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa,poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa, ainda que, em conseqüência, tenha de aplicarpena mais grave.O juiz condenou pelo crime “errado” conforme a capitulação, e somente o Réu recorreu, nestecaso, não pode agravar a pena (art. 617), ou seja, só cabe a modificação para benefício doréu.
Art. 617, CPP.
O tribunal, câmara ou turma atenderá nas suas decisões ao disposto nos arts.383, 386 e 387, no que for aplicável, não podendo, porém, ser agravada a pena, quandosomente o réu houver apelado da sentença. (proibição da reformatio in pejus).05/08/2009 - quarta-feira
EmendatioLibelli – art.383, CPP.
FatoReal –art.168, CPFatoNarrado –art. 168, CPCapitulação– art. 171,CPSentença – art. 168, CP.A
emendatio Libelli
pode ocorrertanto em ação penal pública quantoem ação penal privada.
MutatioLibelli – art.384, CPP.
FatoReal –art.168, CPFatoNarrado –art. 155, CPCapitulação– art. 155,CPSentença – o fato real e o narrado têmque estar de acordo (pois se o juizjulgar pelo crime “errado” a sentençaé nula, pois o julgamento foi extrapetita).
Mutatio Libelli
– Ex.: o crime é de apropriação indébita, mas o Autor narra como furto,assim, o promotor vai capitular de acordo com o fato narrado. E o Juiz julga conforme o fatonarrado e a capitulação, condenando por fato que o Réu não cometeu. Mas, se condenar pelaapropriação indébita ele estará condenando por um crime que não foi narrado e que o Réunão se defendeu (sentença extra petita, ou seja, nula). Assim, este problema deve serresolvido antes da sentença. O Promotor quando perceber o equívoco deve parar a AIJ (pois,normalmente ele percebe isso na Audiência, no momento do depoimento do Réu, e dastestemunhas), para que ele adite a inicial, pois o fato narrado não é o fato real, para quedepois ele possa sentenciar.
Súm. 453, STF
- Não se aplicam à segunda instância o artigo 384 do Código de ProcessoPenal, que possibilitam dar nova definição jurídica ao fato delituoso, em virtude decircunstância elementar não contida, explícita ou implicitamente, na denúncia ou queixa. (pois haveria supressão de instância).
Súm. 160, STF
- É nula a decisão do Tribunal que acolhe, contra o réu, nulidade não argüidano recurso da acusação, ressalvados os casos de recurso de ofício.O Tribunal fica de “mãos atadas”, pois só resta absolver (desde que o advogado de defesafique quieto e não peça nada, só espere).O Juiz pode aplicar o art. 28, CPP, ou seja, remeter ao Procurador-geral, caso hajadiscordância entre ele e o Promotor, por ser questão de ordem pública.
Art. 384, CPP.
Encerrada a instrução probatória, se entender cabível nova definição jurídicado fato, em conseqüência de prova existente nos autos de elemento ou circunstância dainfração penal não contida na acusação, o Ministério Público deverá aditar a denúncia ouqueixa, no prazo de 5 (cinco) dias, se em virtude desta houver sido instaurado o processo emcrime de ação pública, reduzindo-se a termo o aditamento, quando feito oralmente.
§ 1º
Não procedendo o órgão do Ministério Público ao aditamento, aplica-se o art. 28 desteCódigo.
§ 2º
Ouvido o defensor do acusado no prazo de 5 (cinco) dias e admitido o aditamento, o juiz,a requerimento de qualquer das partes, designará dia e hora para continuação da audiência,com inquirição de testemunhas, novo interrogatório do acusado, realização de debates ejulgamento.
§ 3º
Aplicam-se as disposições dos §§ 1º e 2º do art. 383 ao caput deste artigo.
§ 4º
Havendo aditamento, cada parte poderá arrolar até 3 (três) testemunhas, no prazo de 5(cinco) dias, ficando o juiz, na sentença, adstrito aos termos do aditamento.
§ 5º
Não recebido o aditamento, o processo prosseguirá.ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES – suelencmm@hotmail.com

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