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marginalidade,pobreza e exclusa - jarry

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Processo da marginalidade até a exclusão
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MARGINALIDADE, POBREZA E EXCLUSÃO SOCIAL : UMA QUESTÃOHISTÓRICARoberto Jarry Richardson (*)RESUMO
O presente trabalho é uma tentativa de resgatar o significado do conceito demarginalidade, pobreza e excluo, percorrendo a sua evolução ecaracterísticas históricas. Mais especificamente, procura-se mostrar que oconceito de exclusão social, faz referência aos mesmos problemas que anoção de marginalidade fazia nas primeira cadas do culo XX : adesintegração social e a discriminação de pessoas e grupos, produto do modode prodão capitalista, com uma diferencia importante, é um conceitorelacional adequado ao estudo das mudanças econômicas e sociais do mundoocidental neste século.
Conceitos chaves: marginalidade, pobreza ,exclusãosocial1. Considerações preliminares
Existe uma abundante e crescente bibliografia relacionada com oconceito de exclusão social. Alguns autores iniciam seus trabalhos supondoque o leitor potencial, conhece as características do conceito. Outros,introduzem suas publicações oferecendo algum tipo de definição do mesmo.Muitos, dedicam várias páginas e considerações tentando descobrir qual é oconteúdo mais preciso, advertindo que o significado do conceito depende demuitos fatores e contextos sociais. Cabe destacar, que sendo o conceito umtermo de uso comum, que pode ser utilizado para explicar uma variedade desituações, é necessário delimitá-lo, tentando eliminar dele os elementosestranhos à ciência, particularmente, às ciências sociais, facilitando assim, aformulação de políticas públicas destinadas a enfrentar suas causas e efeitos.Para J. F.Tezanos (1999), o conceito exclusão social tem-se popularizado nosambientes sociais e políticos, antes de se consolidar como uma teoriasistemática... A prática cotidiana está na frente da conceituação acadêmica,agora, é necessário restabelecer o equilíbrio para impulsionar odesenvolvimento da investigação.
 
O tema está presente nos planos dos governos, na mídia, no discursopolítico e acadêmico. O conceito de exclusão social passou a formar parte docotidiano de todos os países. De acordo com Mariângela Wanderley (2003),não é só um fenômeno que atinge os países mais pobres. Pelo contrário fazreferência ao destino de exclusão da grande maioria da população mundial,seja pelas condições impostas pelo mundo do trabalho ou por situaçõesprovocadas por modelos e estruturas econômicas que criam desigualdasabsurdas na qualidade de vida das diversas sociedades.Assim, o trabalho tem como objetivo apresentar a evolão dasprincipais idéias sobre o conceito de “exclusão social”, a partir de inícios doséculo XX e aprofundar a análise das características básicas, atualmente,atribuídas a esse termo, mostrando seu caráter universal e polêmico.Historicamente, os pobres da terra (mendigos, pedintes, errantes eoutros), moraram em espaços sociais, e passaram séculos constituindo umuniverso de estigmatizados. No entanto, a partir dos anos 90, surge um novoconceito – a exclusão – protagonista de um intenso debate acadêmico epolítico. De acordo com Paugman ( 1996: 14): 
se na atualidade, a maioria dos problemas sociaissão aprehendidos atravês deste conceito, é precisover alí,o resultado da degradação do mercado detrabalho, particularmente intensa no início dadécada, e também a evolução das representações edas categorias de análise.
Busso e Gorbán (2003) fazem uma reflexão extremamente interessantedos processos de mudança social na Argentina, analisando a rua (“la calle”)como espaço de trabalho de catadores de lixo e feirantes. Sem dúvida suasideais se aplicam ao Brasil, América Latina e, também, o que não aconteciano passado, aos países hegemônicos.Concordando com as autoras mencionadas, as transformações quecaracterizaram o mundo de trabalho capitalista, na década de 90, com aaplicação do modelo econômico neoliberal, configuraram uma situação
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marcada pela expulsão das pessoas do mercado de trabalho, seja pelaextinção dos postos ocupados, ou por ajustes na estrutura das empresas ebricas. Essa situão levou a que um número cada vez maior detrabalhadores veja reduzidas suas possíveis fontes de renda. Nesse contexto,a rua foi um dos poucos espaços desse mercado que abriu suas portas aosdesempregados, como mais uma trincheira desde donde poder resistir àincontrolável queda na miséria e na marginalidade.Assim, as ruas, além de integrar os itinerários ou caminhos queconduzem de um lugar a outro, se transformam em um local de trabalho, asvezes, regulamentados por medidas legais (normas para a colheita do lixo),onde interagem tensões, conflitos, relações de poder e as identidades sociaissão redefinidas.Seguindo as idéias de Gorbán (2005), a rua é o espaço para sedirigir a algum lugar, para o encontro com outra pessoa, para o passeio e paraconversar com muitos. Também é o espaço que sempre temos a mão, que é detodos, que podemos usar, sujar, e até gritar. No entanto, nos últimos anos,ecada vez maior o numero de pessoas para as quais a rua é um “lugar”, eparticularmente, um lugar de trabalho, onde se compartilham histórias, relaçõese identidades. Em outra palavras, a rua é o espaço que excluídos acharampossível para prover os recursos necessários para garantir o sustento da suavida e da sua família. Isso, quaisquer um de nós, pode constar.Assim, o espaço da rua, o espaço físico transforma-se em um espaçosocial onde se desenvolve uma multiplicidade de relações e processos.Vendedores ambulantes, catadores de lixo e outros, a partir do trabalho, fazemda rua o seu lugar de vida. Sua aparição, através de discurso e da ação(Arendt, 2005) no espaço blico, lhes permite ser vistos por outros,apresentar-se e ser representados.
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