em um mundo estruturalmente fechado: não há liberdade, mas em contrapartida não hádúvidas ou as angustias da existência. As tartarugas, após um determinado período, rompemo ovo e correm em direção ao mar, ou ao rio sem precisar freqüentar a escola e nem mesmoo exemplo dos pais! Mas os seres humanos são diferentes.Para Rubem Alves, os seres humanos são aqueles que
Se recusaram a ser aquilo que, à semelhança dos animais, o passado lhes propunha. Tornaram-se inventores demundos. E plantaram jardins, fizeram choupanas, casas e palácios, construíram tambores, flautas e harpas, fizerampoemas, transformaram seus corpos, cobrindo-os de tintas, metais, marcas e tecidos, inventaram bandeiras,construíram altares,, enterram seus mortos e os prepararam p ara viajar, na sua ausência, entoaram lamentos pelosdias e pelas noites... ( ALVES, 1991, P.19).
Por um lado, é necessário afirmar que o ser humano tem em si um condicionamento biológicoe genético ao nascer: cor de pele, tipo de sangue, cor dos olhos, sexo etc. Há também oscondicionamentos sociais: a criança nasce em um país, e não em outro; em um contextosociofamiliar, e não em outro. Mas esses condicionamentos não determinam a criança ouanulam sua capacidade de autodeterminação: O que ela será quando crescer? Como será ela?Gostará de que tipo de música? Quais serão os seus ideais? Que realidades humanas. Por issoé tão importante não manipular ou instrumentalizar pessoas. Ao contrário, respeitar asdiferenças e lutar pela igualdade de oportunidades, construindo caminhos de transformação ejustiça, para que as pessoas possam se realizar, junto com os outros, nesta nossa sociedade,em harmonia com o ambiente.O ser humano, então, necessita manter-se no nível biológico, mas vai além de seuscondicionamentos biológicos. Ele possui uma estrutura antropológica aberta, capaz deconstruir uma cultura, uma linguagem e uma ética humanas. É um ser que constrói novoscaminhos históricos, novas realidades e que pode responsabilizar-se por um mundo ondecaibam. É um ser que simboliza sua busca constante de sentido e que, em sua abertura, étambém capaz de captar o sentido último da vida.Sem essa abertura antropológica fundamental é impossível, numa perspectiva teológica,compreender a fé, a experiência religiosa e o surgimento das religiões.
Bibliografia
ALVES, Rubens,
O que é religião?
São Paulo: Loyola, 1991.BOFF, Leonardo.
Que é ser humano.
In: Jornal do Brasil, 7/11/2003.MORIN, Edgar.
Os sete saberes necessários à educação do futuro.
6ed. São Paulo/Brasilia:Cortez/Unesco, 2002.
W
ebliografia
BOFF, Leonardo.
A
águia e a galinha.
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