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A Lei de Okun e a Curva de Philips

A Lei de Okun e a Curva de Philips

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Faculdades FORTIUMDepartamento de Administração - Disciplina: Economia brasileira contemporâneaProf.: Ailton Guimarães
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NOTA DE AULA 2Desemprego e Mercado de trabalho. Inflação. A lei de Okun e a curva dePhilips.1. Introdução
Desemprego e inflação são talvez os dois maiores desafios enfrentadospelos governos atualmente. Vários fatores contribuem para o surgimento destesproblemas, mas devemos dar um crédito especial as transformações ocorridas nocentro das cadeias produtivas que alteraram de modo decisivo a forma como ospaíses e os agentes econômicos relacionam-se entre si.As variáveis que mais contribuíram para as transformações citadas forama forte fragmentação do processo produtivo, a progressiva fragilização dasfronteiras nacionais, a alteração nos padrões de produção, nos sistemas degestão e na forma de utilização da mão-de-obra.No Brasil, a radical abertura comercial em 1990 trouxe para as empresasa necessidade de competir e a obrigação de realizar uma profunda e contínuareestruturação preventiva, com maior nível de automação e terceirizações, alémde redução de níveis hierárquicos de suas estruturas administrativas e novastécnicas de produção.O outro aspecto, a inflação, teve no Brasil uma trajetória bastanteconturbada, sendo que apenas recentemente o combate a este flagelo ficou maistransparente.Um dado importante que não podemos esquecer é que tanto a inflaçãoquanto o desemprego tem relação com a evolução do produto e, portanto, nãopodem ser analisados de forma independente.
2. Produto Potencial
Antes de começarmos a falar sobre desemprego e inflação faz-se misterconhecermos o conceito de
PIB potencial
, pois ele nos ajudará a entender asrelações entre produto, desemprego e inflação.De maneira simples, podemos conceituar o PIB potencial como acapacidade máxima de produção da economia dado o uso pleno dos seus fatoresde produção disponíveis. Esta capacidade produtiva depende não somente do
1
 
Mestre em Economia de Empresas, pela UCB - Universidade Católica de Brasília; Especialistaem Finanças, pela UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina; Especialista em Controladoria,pela Faculdade Tibiriçá/SP. Servidor do Banco Central do Brasil.
 
 
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estoque dos fatores de produção, mas principalmente da tecnologia. Sendo queesta última é que determina a produtividade dos fatores e o nível do produtopotencial ou, ainda, o resultado da função de produção.Exemplos de fontes de crescimento do produto:i) Aumento populacional;ii) Novas terras para produção agrícola;iii) Aumento da formação bruta de capital fixo;iv) Descoberta de um poço de petróleo ou jazida de ferro;v) Inovações tecnológicas;vi) Maior qualificação dos trabalhadores.
3. Hiato do Produto
 Outra variável importante para analisarmos as variações do emprego e dainflação é o
hiato do produto
. Ele é representado pela diferença entre o produtopotencial e o produto efetivo (PIB ou PNB).
4. Desemprego
 A teoria econômica nos ensina que o crescimento do hiato do produtoindica que fatores de produção não estão sendo utilizados. Em outras palavras, hádesemprego de alguns fatores de produção. Dentre estes, o mais importante paraefeito de análise é o desemprego do fator trabalho.Os conceitos a seguir são importantes para definição e entendimento dodesemprego.População total = População com menos de 10 anos + População commais de 10 anos (População em Idade Ativa - PIA).PIA = População não integrada ao mercado de trabalho + PopulaçãoEconomicamente Ativa (PEA).PEA = Desempregados + Ocupados.A partir destes conceitos definimos:1) A taxa de desemprego (TD) como sendo a relação entre o número dedesempregados (D) e a PEA.
PEADTD
 2) E a taxa de participação da força de trabalho como a relação entre aPEA e a PIA.Taxa de participação da força de trabalho
PIAPEA
 
 
3
No Brasil, as mais conhecidas metodologias de cálculo da taxa dedesemprego são as do IBGE e a DIEESE São Paulo.A partir de 2003, com a utilização de uma nova metodologia adotada peloIBGE, a taxa de desemprego ficou em torno de 10%.
4.1 Tipos de desempregos4.1.1 Desemprego friccional
O desemprego friccional resulta da mobilidade da mão-de-obra. Ocorrequando um ou mais indivíduos se desempregam de um trabalho para procuraroutro. Também poderá ocorrer quando se atravessa um período de transição, deum trabalho para outro, dentro da mesma área (exemplo: construção civíl).
4.1.2 Desemprego estrutural
Resulta das mudanças da estrutura da economia. Estas provocamdesajustamentos no emprego da mão-de-obra, assim como alterações nacomposição da economia associada ao desenvolvimento. Existem duas causaspara este tipo de Desemprego: insuficiência da procura de bens e de serviços einsuficiência de investimento em torno da combinação de fatores produtivosdesfavoráveis. Esse tipo de desemprego é mais comum em países desenvolvidosdevido à grande mecanização das indústrias, reduzindo os postos de trabalho.O desemprego causado pelas novas tecnologias - como a robótica e ainformática - recebe o nome de
desemprego tecnológico
. Ele não é resultado deuma crise econômica, e sim das novas formas de organização do trabalho e daprodução.É comum associar o desemprego estrutural ao setor industrial. Este setordeixa mais evidente a perda de postos de trabalho para máquinas ou novosprocessos de produção, porém isto ocorre também na agricultura e no setor deserviços
4.1.3 Desemprego conjuntural ou cíclico
O desemprego cíclico ou conjuntural é decorrente da variação cíclica davida econômica, isto é, das épocas de expansão ou de recessão econômica.É aquele em que a demissão é ocasionada, na maioria das vezes, porcrises passageiras. Portanto a demissão é temporária, uma vez que, superada acrise, o emprego é novamente ofertado.Para muitos economistas a solução deste problema passanecessariamente pelo aumento das de crescimento do produto. Seconseguíssemos manter altas taxas de crescimento econômico, o país sanearia oproblema do desemprego conjuntural.

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