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Roberto Cardoso de Oliveira

Roberto Cardoso de Oliveira

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Revista
ANT
ROPOLÓGICAS, ano 9, volume 16(2): 9-40 (2005)
Identidade étnica,reconhecimento e o mundo moral
1
 
Roberto Cardoso de Oliveira
2
 
Resumo
 
O objetivo deste texto é estabelecer uma relação entre identidadeétnica, o seu reconhecimento e o mundo moral de modo a estimularinvestigações que cubram essas três dimensões de um fenômenosócio-cultural inerente às relações interétnicas. Como resultado dosargumentos apresentados ao longo da exposição, propõe-se uma“etnoética” que possa servir de instrumento de reflexão susceptívelde concorrer para a elaboração de políticas públicas relativas àdefesa dos direitos das minorias étnicas sujeitas aos Estados-nacio-nais.
Palavras-chave:
etnicidade, etnoética, moral, reconhecimento.
1
Texto da conferência de abertura da I Jornada de Estudos sobre Etnicidade,organizada pelo PPGA/ UFPE e realizada na UFPE, 21 e 22 de setembro de2005. Ela é parte do primeiro capítulo do livro
Caminhos da identidade: ensaios sobreetnicidade e multiculturalismo
(Editora da Unesp & Paralelo 15; no prelo).
2
Pesquisador Visitante da UnB e Professor Emérito da Unicamp.
 
Revista
ANT
ROPOLÓGICAS, ano 9, vol. 16(2), 200510
Abstract
 
The aim of this paper is to establish a relationship between ethnicidentity, its recognition, and the moral world for stimulatingresearches which deal with these three dimensions of a socio-cul-tural phenomenon inherent in interethnic relations. As a result of the arguments presented in this explanation, we suggest a kind of “ethnoethics” which could serve as a means for reflection suscep-tible to compete for the elaboration of public politics for thedefense of the rights of ethnic minorities subjected to nation states.
Key words:
ethnicity, ethnoethics, moral, recognition.
Eu gostaria de agradecer inicialmente aos organizadores desta I Jor-nada de Estudos sobre Etnicidade, na pessoa do Professor RenatoAthias, o honroso convite que recebi para dela participar, retornando,assim, depois de vários anos, a esta linda cidade do Recife. Procurareinesta oportunidade oferecer aos colegas algumas reflexões sobre umaperspectiva que me parece bastante produtiva no trato do tema centraldesta Jornada: aquela que nos conduz a associar a identidade étnica, oseu reconhecimento e o mundo moral – considerado este último como ainstância de manifestação de respeito ou desrespeito, de consideração oudesconsideração ou ainda de aceitação ou rejeição de minorias étnicasfrente a sociedades envolventes. Manifestações – seja dito – que nãoestão inscritas em textos jurídicos, não estando previstas na norma legal.Pretendo começar pelo enfrentamento do problema da identidade e deseu reconhecimento para, em seguida, abordar o componente moral eético inerente a essa questão.Nessas últimas décadas a teoria sobre o fenômeno da
identidade
mostrou um significativo desenvolvimento, mas não se pode dizer o
 
Identidade étnica, reconhecimento e o mundo moral11
 
mesmo sobre a questão do seu
reconhecimento
! Questionemos: o quesignifica a uma pessoa ou grupo ter sua identidade reconhecida? Essereconhecimento teria sua expressão maior no âmbito da cognição ou noâmbito moral? São duas instâncias claramente distintas e que na tradiçãodo pensamento hegeliano assumem agora uma forma bastante moderna– se considerarmos o atual “estado da arte” dos estudos identitários.Portanto, essas e outras questões passam a se impor à consideração dopesquisador voltado para o estudo do processo identitário sempre que setiver em mente o contexto social que o abriga.Mencionarei dois ou três autores que me parecem importantes paranos dar uma idéia daquilo que estou chamando de “estado da arte”. Numlivro recente de Paul Ricoeur,
Parcours de la reconnaissance: Trois études
 (2004), podemos ver que o tema da identidade é extensivamente exami-nado em dois níveis principais: o do léxico, onde o autor trabalha sobre alinguagem ordinária, inscrita em dicionários clássicos e modernos doidioma francês, de modo a enfrentar do ponto de vista lingüístico a no-tável polissemia do termo, ainda que regulada, é verdade, pela literatura epela filologia (às quais se socorrem os lexicógrafos); e o nível da filosofia,onde o estatuto semântico passa a ser privilegiado, como não poderiadeixar de acontecer considerando ser Ricoeur um filósofo. Sua perplexi-dade começa com o fato de não existir sequer uma teoria do “reconhe-cimento” quando se verifica, ao contrário, uma pluralidade de “teorias doconhecimento”! “Ora – diz o nosso autor –, essa lacuna surpreendentecontrasta com a espécie de coerência que permite à palavra ‘reconheci-mento’ figurar num dicionário como uma unidade lexical única a des-peito da multiplicidade [...] das acepções configuradas no seio da comu-nidade lingüística reunida pela mesma língua natural, no que diz respeitoà língua francesa” (p. 9). Essa lacuna não me parece ser evidente apenasno idioma francês. Veja-se, por exemplo, o
Dicionário Contemporâneo daLíngua Portuguesa Caldas A ulete
e confira-se o verbete “reconhecimento”:

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