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Resumo - Teoria do Ordenamneto Jurídico 2 - Bobbio

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ResumoTeoria do Ordenamento JurídicoNorberto Bobbio
Capítulo 2 – A Unidade do Ordenamento Jurídico
1. Fontes Reconhecidas e Fontes Delegadas
Na realidade, um ordenamento jurídico é muito complexo e composto de umainfinidade de normas, não é como se colocou no capítulo anterior que era umasuposição apenas para fins acadêmicos. Essas normas geralmente não derivam de umaúnica fonte, como o nosso.a) Ordenamentos Simples – derivam de uma fonteb) Ordenamentos Complexos – derivam de mais de uma fonte.A imagem de um ordenamento composto de um legislador que coloca as normas ede súditos que as seguem é puramente escolástico. Até um grupo pequeno de pessoascomo uma família tem ordenamentos complexos, porque muitas ordens derivam damãe, outras do pai, outras do irmão mais velho, outras do costume, etc.Grande parte da complexidade do ordenamento se deve a isso. Não existe umúnico órgão que seja capaz de satisfazer toda a necessidade de criação das leis. Para issoo supremo recorre às fontes indiretas:a) Recepção – de normas já feitas, produzidas por ordenamentos diversos eprecedentes.b) Delegação – do poder de produzir normas jurídicas a poderes ou órgãosinferiores.A complexidade de um ordenamento jurídico deriva portanto da multiplicidadedas fontes das quais afluem regras de conduta, ou seja, do fato de que essas regras sãode proveniências diversas e chegam a existência partindo de pontos diferentes.Um exemplo de fontes de recepção é o costume. Muitos dizem que essa fontetambém seria de delegação, pois os cidadãos também são um órgão que tem autorizaçãopara produzir leis. Mas Bobbio não concorda, já que uma das características da recepçãoé de pegar uma lei já existente, do passado, e da delegação contratar uma instituiçãopara produzir futuramente a lei.Um exemplo de fonte de delegação é o regulamento com relação à lei. Já que éimpossível o Legislativo formular todas as normas necessárias para regular a vida socialele limita-se a formulação de normas mais genéricas, que contem somente diretrizes econfia aos órgãos executivos, que são mais numerosos o encargo de torná-lasexeqüíveis. Outra fonte de normas de um ordenamento é o poder atribuído aosparticulares de regulas mediante atos voluntários, os próprios interesses, ou seja, opoder de negociação tendo em vista a autonomia privada.Normas menos numerosas e mais genéricas.Normas mais numerosas e mais específicas.
 
2. Tipos de Fontes e Formação Histórica do Ordenamento
A distinção entre fontes reconhecidas e fontes delegadas é um problema cujasolução depende também da concepção geral que se assume em relação à formação e àestrutura de um ordenamento jurídico.Poder Originário – poder além do qual não existe outro pelo qual se possajustificar o ordenamento jurídico sendo necessário também para fundar a unidade doordenamento. É chamado de fonte das fontes.Duas razões para os ordenamentos não serem simples:a) Um ordenamento não nasce em um deserto, ou seja, ele nasce a partir danecessidade de uma sociedade existente ao qual vigem normas de váriosgêneros, morais, sociais, religiosas, usuais, consuetudinárias, convencionais eetc. O novo ordenamento não pode chegar e eliminar todas as outrasexistentes, ou seja, ele já surge limitado pelas normas antigas tendo queintegrá-las ao seu corpo. Surge um Limite Externo ao ordenamento.b) O poder originário depois de constituído cria nele mesmo a necessidade de semanter atualizado, fazendo com que sejam necessárias novas centrais deprodução jurídica, atribuindo a órgãos executivos o poder de estabelecer normas integradoras subordinadas às legislativas. Forma-se então um LimiteInterno com a autolimitação do soberano, que subtrai o poder de si mesmo edá a outros órgãos.Formação de um ordenamento = Absorção do Direito Velho + Criação do NovoOs jusnaturalistas são racionais para Bobbio e úteis a formação de teorias simplescomo a do contrato social.
Hobbesiana – aqueles que estipulam o contrato renunciam completamente atodos os direitos do estado natural e o poder civil nasce sem limites: qualquer limitaçãofutura será autolimitação. Direito Natural desaparece para dar lugar ao Positivo. Nessateoria a soberania civil nasce absoluta, sem limites
Lockiana – tem o poder civil fundado com o objetivo de assegurar melhor gozodos direitos naturais e, portanto nasce originariamente limitado por um direitopreexistente. O Direito Positivo serve para completar e dar força ao Direito Natural.Nessa teoria a soberania civil nasce limitada.
3. As Fontes do Direito
Fonte das FontesOrigináriasFontes ReconhecidasDerivadasDelegadasO Ordenamento Jurídico não só regula a conduta das pessoas, mas regula tambémo modo pelo qual se devem produzir as regras, ou seja, regula a própria produçãonormativa.
 
De ComportamentoNormasDe EstruturaEm um Ordenamento Estatal Moderno em cada grau temos normas de conduta ede estrutura, isto é, normas dirigidas diretamente a regular a conduta das pessoas enormas destinadas a regular a produção de outras normas. A quantidade e a freqüênciadas normas que visam a produção de outras normas que constituem a complexidade doordenamento jurídico. Essas são tão importantes quando as de conduta e são imperativasda mesma forma, já que elas regulam a formação das leis.Imperativas de Primeira Instancia
Normas de CondutaImperativas de Segunda Instancia
Normas de Estrut. (Comando de comandar)Divisões das Normas:ImperativasNormas de Condutas ProibitivasPermissivasQue mandam ordenar Que proíbem ordenar Que permitem ordenar Que mandam proibir Normas de estrutura Que proíbem proibir Que permitem proibir Que mandam permitir Que proíbem permitir Que permitem permitir 
4. Construção Escalonada do Ordenamento
A complexidade do ordenamento não exclui sua Unidade. Aceitamos aqui aTeoria da Construção Escalonada do Ordenamento Jurídico, elaborada por Kelsen. Seunúcleo é que as normas de um ordenamento não estão todas no mesmo plano, ou seja,algumas são inferiores e outras superiores.A norma que está no topo é a Norma Fundamental, e é essa norma fundamentalque dá unidade ao ordenamento. Todas as outras normas estão ligadas direta ouindiretamente a essa norma.Temos assim uma estrutura hierárquica, tendo as normas dispostas em ordemhierárquica.No exemplo de um contrato:Norma FundamentalConstituição FederalNormas LegislativasRegulamentação do Contrato

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