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Explorações mente e cérebro - As submodalidades através dos olhos de um neurocientista

Explorações mente e cérebro - As submodalidades através dos olhos de um neurocientista

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Published by: Juliano Ferreira Do Nascimento on Apr 15, 2011
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Explorações mente e cérebro - Parte V
As submodalidades através dos olhos de um neurocientista
Mark E. FurmanAs submodalidades têm sido, na verdade, um dos conceitos mais provocantes na PNL. Elas estão entre oscomponentes mais sutis e ilusórios que o cérebro usa para construir os modelos internos do mundo. Elas sãoinfluenciadas pela interpretação da linguagem e controlam a saída da linguagem desde as próprias palavras atéa sintaxe.Quando estamos nos comunicando, nós não podemos
não
influenciar as submodalidades. Biologicamente, assubmodalidades são as ferramentas mais difundidas pela quais nós podemos influenciar a estrutura do própriopensamento.As submodalidades não são novas para a comunidade da neurociência. O que é novo, é a influência deliberadadesses componentes sutis do pensamento na construção de modelos para o desempenho humano e nadifusão de tecnologias de mudanças.
Como as submodalidades influenciam a função cerebral
Apesar de que as submodalidades estão por aí há muito tempo, somente agora nós começamos a explorar asaparentes possibilidades infinitas que estão a nossa disposição para influenciar nesse nível a construção domodelo no cérebro. A fim de ilustrar o seu poder, é necessário que você tenha a noção de como diferentessubmodalidades afetam a função cerebral.
Circuito do arrasto
O primeiro princípio da função cerebral necessário para entender os efeitos das submodalidades é o do
circuitodo arrasto
. O circuito do arrasto é um princípio básico da arquitetura da formação das células nervosas o qualorigina os loops da informação tipo cibernético e todas as submodalidades fazem uso desse princípio daarquitetura.Os circuitos de arrasto são circuitos no cérebro os quais são ligados ciberneticamente em estruturaselaboradas, em estruturas continuamente atualizando o feedback. Qualquer mudança que você faça numcircuito, isto é imediatamente repassado para todos os circuitos participantes e vice-versa. Esse princípiosozinho é o que dá as submodalidades a sua difundida capacidade para afetar as emoções, comportamentos,a capacidade de generalizar e os mapas pelos quais nós organizamos e experimentamos o nosso mundoatravés do sistema mente/cérebro.Um simples exemplo do uso do circuito de arrasto pode ser encontrado na submodalidade de distinção de
tamanho
. Nós percebemos que quando aumentamos o tamanho de uma imagem, nós simultaneamenteaumentamos a intensidade da emoção correspondente. Através de investigações mais profundas dessaligação cibernética, nós descobrimos que quando a intensidade da emoção diminui, o tamanho da imagemtambém diminui. Essa submodalidade singular depende não somente do circuito do arrasto, mas também deuma propriedade do sistema nervoso chamado de
codificação
da população.
Codificação da população
A codificação da população é um caminho no qual o sistema nervoso expressa a intensidade de um estímulo.Quanto maior a população de neurônios ativados pelo estímulo, mais intensa o sentimento ou a emoção.O princípio da codificação da população não está limitado ao sistema visual. Esse princípio é mais simples deser entendido em termos da intensidade da dor retransmitida através do sistema somatosensorial. Se umapessoa queima acidentalmente toda a sua mão, os sinais da intensidade da dor que trafegam através dosistema somatosensorial serão muito maiores do que se a pessoa tivesse queimado somente um dedo -mesmo que as duas queimaduras tenham sido consideradas como sendo de segundo grau. Nesse caso, omecanismo que codifica a intensidade da dor é
a população ou o número de neurônios
envolvidos natransmissão da mensagem.Usando esse exemplo, agora é mais fácil entender como funciona esse princípio no sistema visual. Quandonós observamos um objeto ou um evento através dos nossos olhos, isso é transmitido do córtex visual a pelomenos 30 outros circuitos distintos. Um desses circuitos é chamado de V1. Essa área do córtex visual é
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mapeada relativamente ao espaço e ao momento. Isso significa que o padrão de atividade elétrica nessa partedo cérebro se iguala ao padrão de ativação que a imagem visual criou na retina do olho propriamente dito.Essa é uma área no córtex visual onde as conexões espaciais da imagem visual são preservadas quase domesmo modo como os pixels de um monitor de TV preservam as conexões codificadas pela câmera de vídeoque capturaram inicialmente a imagem. Essa informação é também transmitida para uma área chamada de
associação do córtex pré-frontal 
, que está localizado atrás da sua testa.É aqui que a locação é codificada pelos neurônios espaciais chamados de células piramidais. Nessaassociação do córtex, a informação sobre o seu estado fisiológico é ligada com a informação sobre a imagemvisual.O sistema somatosensorial que carrega a informação fisiológica sobre o seu estado emocional e assensações no corpo, na realidade indexa a imagem visual sendo codificada por essas células piramidais. Emoutras palavras, quando você evoca as imagens visuais na operação da memória por meio do córtex pré-frontal,a locação espacial da coordenada de todas as imagens ativas é marcada pelo estado fisiológico codificadopelo seu sistema somatosensorial.Essa função fornece um dos meios pelos quais você pode mudar o significado de um evento previamentearmazenado simplesmente pela troca de localização da imagem visual. O circuito que auxilia essa função étão aperfeiçoado e poderoso que é ele que torna possível os processos mais importantes no cérebro, taiscomo o raciocínio, a tomada de decisão, a solução de problemas, o planejamento futuro e a codificação dopróprio tempo. Sem esse circuito, essas funções cessariam de existir como nós as conhecemos.O princípio do circuito do arrasto atua em combinação com a codificação da coordenada para que quando vocêaumentar o tamanho de uma imagem visual interna, um aumento na população de neurônios carregando estainformação ocorre tanto no V1 como no córtex pré-frontal.Os dois circuitos conduzem uma mudança de intensidade para todos os circuitos de arrasto participantes, umdos quais é o sistema somatosensorial que conduz os sentimentos e emoções conectadas a esta imagem.Em outras palavras, como no exemplo da vítima de queimaduras, um aumento na população ou no número deneurônios carregando informação irá resultar num sinal de intensidade aumentado em qualquer emoção ousensação que foi originalmente codificada.Assim quando nós influenciamos o tamanho de uma imagem, nós fazemos uso do circuito de arrasto e dacodificação da população no cérebro. O mesmo é verdadeiro quando nós influenciamos cinestesicamente aintensidade e percebemos a correspondente mudança no tamanho de uma imagem visual.Esse tipo de ligação é comumente mencionado pelos Practitioners de PNL como
sinestesia
. O que é menosóbvio é que o mesmo princípio do circuito de arrasto torna possível a linguagem influenciar uma submodalidadepara, em seguida, influenciar a seleção de palavras que descrevem a experiência. Quando nós pedimos paraalguém olhar algo com mais atenção, se o objeto é externo e eles se movem mais para perto dele, o objeto vaipreencher uma porção maior do seu campo visual, da retina e da área V1. Isso se torna possível pela funçãode codificação da população. Quando nós olhamos de longe para algo externo, isso irá exigir uma populaçãoneuronal menor.O mesmo é verdade para uma imagem interna com a exceção de um conjunto adicional de circuitos, o córtexpré-frontal, o qual auxilia a manipulação elaborada da imagem interna, como foi mencionado antes. Assim,quando nós pedimos para olhar mais de perto uma imagem interna, a palavra mais perto se torna umainstrução para o sistema nervoso aumentar a codificação da população e em seguida, a intensidade. Ocontrário é verdadeiro quando nós pedimos para uma pessoa ver as coisas de longe.O que torna isso possível é o projeto do circuito de arrasto entre as áreas que auxiliam a linguagem (Broca’s,Wernicke’s Area) e aquelas no córtex visual (córtex occipital), bem como aquelas entre o sistemasomatosensorial e os córtices visuais. Em outras palavras, você não pode não influenciar as submodalidadesquando você se comunica.
Codificação da freqüência
Outro poderoso sistema de codificação da informação, o qual origina as submodalidades, é chamado de
codificação da freqüência
. Basicamente, a codificação da freqüência significa o número de vezes que umneurônio ou o caminho neuronal dispara em um dado período de tempo. Quanto maior o número de impulsospor segundo, maior a intensidade do estímulo. Quando o seu dedo toca ligeiramente no tampo de uma mesa, o
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