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Redol, Alves - gaibéus

Redol, Alves - gaibéus

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10/10/2013

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GAIB
É
USALVES REDOLlivros de bolso europa am
é
rica - 11Publica
çõ
es Europa-Am
é
ricaDigitaliza
çã
o e ArranjoAgostinho CostaEste livro foi digitalizado para ser lidopor Deficientes Visuaisgaib
é
usALVES REDOL Todos os direitos reservados porPublica
çõ
es Europa-Am
é
ricaEste romance j
á
foi publicadonas seguintes l
í
nguas:checoslovaca, b
ú
lgara e russa
À
mem
ó
riade Ven
â
ncio Alvese Jo
ã
o RedolAo ferreiro e ao campinoEste romance n
ã
o pretende ficar na literaturacomo obra de arte.Quer ser, antes de tudo,
 
um document
á
rio humanofixado no Ribatejo.Depois disso,ser
á
o que os outros entenderem.
Í
NDICEBreve mem
ó
ria ............................. 9Rancho .................................... 21Arroz
à
foice ............................ 26 Tr
é
gua ................................... 46Sete estrelas na praia ................... 63Mensagem da nuvem negra .................. 82Porto de todo o mundo ................... 113Mal
á
ria.................................. 122«Vou-me embora, deixo o campo ...» ...... 150O Inverno vem a
í
........................ 169DO ALTO RIBATEJO E DA BEIRA BAIXA ELES DESCEM
À
S LEZ
Í
RIASPELAS MONDAS e CEIFAS. GAIB
É
US LHES ChAMAM.Breve Mem
ó
ria para os que t
ê
m menos de 40 anosou para quantos j
á
esqueceram o que aconteceu em 1939.Os romances, enquanto o p
ú
blico lhes n
ã
o abre coval noesquecimento, vivem tamb
é
m o seu romance,
à
s vezes bem mais ricode acontecimentos do que a trama romanesca com que o mundo osconhece.Gaib
é
us tem a sua hist
ó
ria.Banal talvez,
à
s vezes ing
é
nua, noutras s
á
bia ou astuta, dram
á
ticatamb
é
m, mais do que tudo dram
á
tica, mas que enfeixa nas suasm
ú
ltiplas faces desiguais a marca de um tempo exacto, vivido esonhado em plena juventude, na companhia de muitos homens quetiveram a coragem de optar pelo caminho mais
á
rduo.Alguns acharam a morte nessa ousadia, muitos o cativeiro, bempoucos a ignom
í
nia, quase todos a raz
ã
o maior para se constru
í
remnuma vida coerente e sacrificada.... E de malogros tamb
é
m, acentuar
ã
o quantos esqueceram ou ignoramas coordenadas dessa
é
poca em que o mel e o fel andaram t
ã
o juntos. Traiu-nos o lugar, sujeito
à
s tropelias de uma luta em que o peso danossa m
ã
o n
ã
o bastava para mandar nas r
é
deas do futuro; traiu-nos o
 
tempo, porque o imperialismo buscava a teta de mercados que lhemingassem a gula e aqui n
ã
o pautava o seu destino, sequer pelaburguesia liberal; tra
í
ram-nos os espelhos ilus
ó
rios em que nosembevecemos, na mira da imagem de um est
í
mulo, talvez porque oembalar da esperan
ç
a valha mais do que o desespero da realidadedesesperada; tra
í
ram-se a si mesmos quantos marcaram o tamanhopara a pena
çã
o, talhando fatos
à
medida da pr
ó
pria vida ou das suasambi
çõ
es, e acabaram desiludidos com ref 
ú
gio na morte civil.Vimos muitas miragens no deserto, talvez porque a sede da desafrontanos secasse a lucidez. Precis
á
vamos de ter um povo, criarmo-nos comele, e caminh
á
mos ao seu encontro sobre nuvens de ilus
õ
es, supondoque pis
á
vamos terra firme. E julg
á
mos muitas vezes o Pa
í
s pelo quedesej
á
vamos, desconhecendo que as aliena
çõ
es divergem.Perante este breve ros
á
rio de alinhavos, concluir
ã
o os mais jovens quefomos rom
â
nticos; ou falhados, asseverar
ã
o os que
à
dist
â
nciaaproveitam da nossa pungente experi
ê
ncia (com que materiais seconstr
ó
i a alegria de alcan
ç
ar!)9e nela encontram a papa feita para nos debicarem com acrobacias depalavras.Cabem-nos esses lab
é
us e outros ainda, pois, com certeza.Mas um tudo-nada mais tamb
é
m:
é
que nem um s
ó
jovem de hoje o foimais do que n
ó
s no nosso tempo amputado: na irrever
ê
ncia ou noardor, na devo
çã
o
à
s ideias ou no gosto de rasgar alvoradas.E ainda muitos as t
ê
m consigo, numa juventude permanente que nema carca
ç
a j
á
dorida consegue comprometer.Este romance, que hoje se reedita depois de lhe passar certid
ã
o de
ó
bito,
é
testemunho desse tempo. No seu conte
ú
do como no seu estilofica a imagem do autor, mais parecido aqui do que nos retratos defam
í
lia. E tamb
é
m a grandeza e a pequenez de uma
é
poca que aindaguarda segredos nesta mem
ó
ria. Como tudo
é
limitado!Que antecedentes pessoais valer
á
a pena testemunhar nesta nota?Comecei a escrever aos 12 anos num dos jornais manuscritos doCol
é
gio Arriaga, ali
à
Junqueira, perto da Praia, onde vivi em regime deinternato durante quatro anos, no fim do qual me entregaram umdiploma com pompas gr
á
ficas, roseta vermelha sob selo branco egarantia para comerciantes de meia-tigela de que sabia do Deve eHaver e do trivial num escrit
ó
rio, acrescentado aos luxos do franc
ê
s eingl
ê
s em «acuso a recep
çã
o da carta de V. S.a» com molho de «atento,venerador e obrigado». Quase no in
í
cio do
ú
ltimo ano corri o risco deexpuls
ã
o por mor de uma cr
ó
nica sobre o caldo verde que nos servia oEug
é
nio, um beir
ã
o todo xes na fala e bland
í
cias de sorrisos, mas queenriquecia
à
nossa custa e do prest
í
gio do col
é
gio. O caldo verde

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