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A MEC

A MEC

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Published by: Joao Carlos Holland Barcellos on Apr 24, 2011
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A Meta-Ética-Científica (MEC)
João Carlos Holland de BarcellosA “Meta-Ética-Científica”, ou simplesmente MEC, é uma construção Científico-Filosófica destinada a “normatizar” a moral e a ética, isto é, transportá-las para odomínio da ciência, onde as regras são claras, objetivas e racionais. A palavra “Meta”,da MEC, indica que não se trata de uma ética específica para ser utilizada numdeterminado contexto ou em algum ambiente social particular, mas sim de um conceitofilosófico abrangente, em que todas as demais éticas, específicas e particulares, deverãoestar a ela subordinadas. A MEC deve ter, portanto, um campo de ação bem abrangente,e nem mesmo deve se restringir à espécie humana.A MEC é formada pela união de dois conceitos filosófico-científicos: uma extensãoderivada do utilitarismo clássico, e a fórmula Jocaxiana de Felicidade. Antes de nosaprofundarmos na MEC, convém darmos uma olhada nos conceitos de “Ética” e“Moral”, e em seguida definirmos Felicidade.
1- A Ética e a Moral 
O dicionário (Michaelis) nos informa:
é.ti.ca s. f. 1. Parte da filosofia que estuda os valores morais e os princípios ideais da condutahumana. 2. Conjunto de princípios morais que se devem observar no exercício de uma profissão.mo.ral adj. m. e f. 1. Relativo à moralidade, aos bons costumes. 2. Que procede conforme àhonestidade e à justiça, que tem bons costumes. 3. Diz-se de tudo que é decente,educativo e instrutivo. S. f. 1. Filos. Parte da filosofia que trata dos atos humanos, dosbons costumes e dos deveres do homem em sociedade e perante os de sua classe. 2. Asleis da honestidade e do pudor. S. m. 1. Conjunto das nossas faculdades morais. 2. Disposição do espírito, energia para suportar as dificuldades, os perigos; ânimo. 3.Tudo o que diz respeito ao espírito ou à inteligência (por oposição ao que é material). 
A diferença entre Ética e Moral não é muito clara. Para muitos filósofos, assim como para este autor, as seguintes definições de Moral e Ética serão consideradas:A Moral pode ser entendida como um conjunto de valores, não necessariamentenormatizados, mas que estão de alguma forma, incorporados ao ser humano, ou, de ummodo geral, à sociedade, por meio de sua cultura, ou através de seus genes, atuam em
 
nossa mente por meio dos instintos ou predisposições psíquicas. Os instintos serãoconsiderados em seu sentido amplo: algoritmos mentais geneticamente herdados quesão ativados (ou não) de acordo com os estímulos que nos atingem. Como exemplos demoral instintiva -de origem genética-, podemos citar o tabu do incesto, noções primitivas de justiça, de posse, de território etc. É importante salientar que toda regramoral está, direta ou indiretamente, relacionada ao nosso passado evolutivo, ao mododarwiniano de como nossa espécie evoluiu em sociedade [3]. Uma sociedade robótica eartificial, por exemplo, não precisaria ter nenhum de nossos códigos ou instintos morais.O principal objetivo da moral é inibir conflitos entre indivíduos, impedindo que oegoísmo individual -natural e intrínseco- extrapole o patamar considerado aceitável, demodo a permitir o convívio em sociedade, e assim aumentar o “bem estar geral” dosindivíduos desta sociedade.A Ética, por sua vez, é um conjunto de normas, razoavelmente bem definidas, feitas para serem conhecidas, obedecidas e respeitadas, e que são válidas dentro de umdeterminado contexto ou ambiente social. Estas normas m como objetivo aeliminação, ou ao menos a diminuição, dos conflitos entre os seres que participam destasociedade, e proporcionar um aumento do “bem-estar geral”. Nesta definição, a éticaseria a normatização da moral: uma formalização e aprimoramento das regras que, decerta forma, já nos são intuitivas.É importante notar que não temos acesso direto à nossa “semântica genética”. Nãoconhecemos exatamente os códigos morais básicos que estão geneticamente codificadosem nossos cérebros em termos de sub-redes neurais, isto é, não sabemos quantos e quaissão os algoritmos mentais intrinsecamente incorporados ao nosso cérebro, prontos paraserem disparados, e que, por exemplo, dar-nos-ão sensação de justiça, de certo e errado.E, ainda mais importante: sem podermos avaliar objetivamente o resultado que umadada ética proporciona em termos de felicidade social, não podemos garantir até que ponto essa ética forma um conjunto legítimo de valores que representa aquilo que defato é considerado justo. Pode ser o caso, por exemplo, que a ética seja formada por umconjunto arbitrário de valores, alguns deles até mesmo incompatíveis com a naturezahumana, e, neste caso, ela nos oprimiria e promoveria mais infelicidade, quando suafunção deveria ser justamente o oposto.O Objetivo da MEC, em termos de espécie humana, é também evitar que os códigos deética e seus derivados, como a justiça e o direito, tornem-se incompatíveis com anatureza humana e passem a ser utilizados arbitrariamente, ficando a mercê dos valores pessoais e particulares dos legisladores de plantão. 
 
 Neste texto, trataremos a “Ética” e a “Moral” como sinônimos, e, salvo restriçõesexplícitas, de forma intercambiável. 
2- A era “Pré-MEC”
 Antes da MEC ser entendida, divulgada e utilizada, ou seja, hoje, em nossa época atual(início do século XXI), a Ética, a Moral e seus subprodutos derivados, como a Justiça, aPolítica e o Direito eram, na melhor das hipóteses, entendidos e formalizados a partir deum critério nebuloso e não muito bem definido, conhecido como o “
 Bem-Estar Geral 
”.Isso na melhor das hipóteses, quando não estavam baseados em dogmas religiosostotalmente arbitrários e inadequados, na maioria das vezes sem nenhum vínculo com osnovos valores de uma sociedade em contínua transformação. Como exemplo, e a títulode ilustração, podemos citar um trecho da moral bíblica:"
Se uma jovem é dada por esposa a um homem e este descobre que ela não é virgem,então será levada para a entrada da casa de seu pai e a apedrejarão até a morte.- Deuteronômio 22:20-21
".Estão enganados os que pensam que poucos seguem ao ‘pé da letra’ normas de conduta baseadas em textos ditos “sagrados” como este. Recentemente, em 2007, por exemplo,uma jovem foi apedrejada até a morte no Oriente Médio (Iraque), simplesmente porquenamorava um rapaz de uma religião diferente da de sua família![12] Mesmo que as éticas “pré-MEC” não sejam baseadas em “textos sagrados”, devemos perceber que, ainda assim, não deixam de ser subjetivas. E o subjetivismo é grave e perigoso, pois depende das experiências e valores de quem os formulou, cujaexperiência de vida pode não ser a mais adequada. É, portanto, muitas vezes, um produto de cunho pessoal e particular, e não se pode garantir que tais valores irão,necessariamente, beneficiar a maior parte da sociedade, nem mesmo que sejamrealmente “justos” segundo nosso senso intuitivo e instintivo de justiça e moral. 
3- Os Primórdios da MEC 
 Podemos considerar que a MEC surgiu em novembro de 2000 - quase um ano depoisque eu publiquei a “Fórmula da Felicidade” (dezembro de 1999) - em uma mensagemque fazia uma crítica sobre um artigo de R. Dawkins. Neste artigo, havia umacolocação, indicando que a moral deveria estar fora do âmbito científico. Nas palavrasde Dawkins:

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