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Arquitetura Antiga Do Japao

Arquitetura Antiga Do Japao

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Categories:Topics, Art & Design
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Universidade de Brasília – UnBDepartamento de Línguas Estrangeira e Tradução (LET)Disciplina: Cultura Japonesa 1Professor: Sachio NegawaAluno(a): Lígia Dib Carneiro / 0416771
ARQUITETURA ANTIGA DO JAPÃOBrasília, DF, 27 de julho de 2006
IntroduçãoEste trabalho irá tratar sobre o conceito de cultura e mostrar através da arquitetura antigaum pouco da cultura japonesa. A arquitetura antiga japonesa engloba um âmbito muitoamplo e variado, por isso será abordado com maior ênfase o tema que se refere aosPagodes japoneses de três e cinco níveis, os famosos “arranha-céus” da antiguidade, tendocomo objetivo principal desvendar os segredos que protegem essas construções tão antigascontra foas smicas, como os terremotos bastante freqüentes no Japão. Além decuriosidades da arquitetura antiga como a influência do budismo, do Zen - budismo, estilosarquitetônicos tradicionais e as casa japonesas (uma mistura do velho e do novo). Podendo,assim, ser compreendido ao longo do trabalho o por quê das imagens tão estereotipadas aose falar de Japão antigo tentando desmistifica-las através do que será abordado.O que é “cultura” para mim?Numerosos são os conceitos sobre cultura. O mais antigo que se tem registrado épossivelmente o de
Tylor 
(1871) : complexo total de conhecimentos, artes, moral, leis,costumes e quaisquer outras aptidões e hábitos adquiridos pelo homem como membro dasociedade. Há quem a defina como parte do ambiente feita pelo homem ou como o total datradição social.
 Asheley Montagu 
disse que cultura é a resposta dos homens às suasnecessidades básicas, ou seja, é o modo de vida de um povo, o ambiente que um grupo deseres humanos, ocupando um território comum, criou em forma de idéias, instituições,linguagem e instrumentos.“A cultura é sempre um complexo, é uma criação do homem. É recebida comoherança dentro do grupo em que cada pessoa nasce, é adquirida ao contato com osgrupos”. Talvez, poucas pessoas descordem que cultura é uma criação do homem, já quesomente ele tem a capacidade de cria-la, possuí-la e transmiti-la. As sociedades animais evegetais a desconhecem. Portanto, graças à cultura, a humanidade “distanciou-se” do
 
mundo animal. Porém, dizer que a cultura é uma herança que o homem recebe depois denascer, que determina o comportamento humano e justifica as suas ões, é seconvictamente determinista, o que contradiz a teoria do Inatismo, a qual afirma a existênciade idéias inatas, que são, segundo certos filósofos, idéias que não provêm da experiência,mas estão em nosso espírito desde que nascemos.Então, de acordo com a teoria Inatista, a cultura não é um processo deaprendizagem, conceito mais óbvio que se pode ter acerca deste tema. Logo, qual teriacontradiz a outra? Não cabe a mim dizer a mais ou a menos correta, mas me vale avaliar cultura no me “eu”.Acredito que podemos sim nascer com algumas características, característicasessas que não determinam um comportamento seu no futuro. Pois, ao longo de uma vida,milhares de coisas são aprendidas e assimiladas, seja pelo meio em que se vive, seja comas pessoas ao seu redor. Portanto, todo o processo de assimilação e aprendizado, sejamestes políticos, econômicos ou sociais, que o homem é capaz de adquirir e transmitir, pode-se dizer, em verdade, que é Cultura.A cultura japonesa torna-se bastante visível ao se falar da sua arquitetura, naqual durante muito tempo a madeira serviu de base. Embora seja um país relativamentepequeno, o Japão foi agraciado com abundantes recursos florestais, e a madeira é omaterial mais adequado para o clima quente e úmido. A pedra não se adequa à construçãono Japão tanto por raes de suprimento como de economia. Um tro notável daarquitetura japonesa é a coexistência de tudo, desde os estilos tradicionais, que foramtransmitidos de geração a geração, até as modernas estruturas que empregam as maisavançadas técnicas de engenharia.Influência do BudismoO budismo que chegou ao Japão através da China, no século VI, exerceu uma grandeinfluência sobre a arquitetura japonesa. A arquitetura dos templos budistas transmite, comseus imponentes materiais de construção e escala arquitetônica, uma magnífica imagem docontinente. O salão que guarda a estátua do
Daibutsu 
(Grande Buda), no templo
Todaiji 
, emNara, concluído no século VIII, é a maior estrutura de madeira do mundo.A introdução do budismo em 538 d.C. levou a um período cultural de súbito florescimentoartístico, que atingiu seu auge no período cultural
 Asuka
(538-645), quando as artes foramencorajadas pelo apoio imperial. Foram construídos muitos templos budistas, inclusive océlebre Templo
Horyuji 
próximo a Nara, que se acredita ser a construção de madeira maisantiga do mundo. A influência budista é particularmente evidente na escultura figurativa quefloresceu nesse período. A ênfase era dada à solenidade e à sublimidade e os traços eramidealizados.Tanto
Nara
como
Kyoto
, antigas capitais do Japão, construídas no século VIII, foramprojetadas segundo o método chinês de planejamento urbano, que dispõe as ruas em umpadrão de tabuleiro de xadrez. A
Kyoto
moderna conserva a forma que teve à época.O desenvolvimento de estilos japoneses nativos: no período
Heian
(794-1192), o budismosofreu uma japonização gradual. O
Shinden-zukuri 
, o estilo arquitetônico empregado nasmansões e casas da nobreza, é característico da arquitetura residencial desse período. Otelhado coberto de casca de árvore do cipestre repousa em pilares de madeira e vigas; ointerior tem assoalho de madeira sem divisórias fixas dos aposentos; e ouso de biombosflexíveis e de uma só folha, o tatami e de outros materiais leves, possibilitava a livredefinição do espaço vital. O
Gosho
de
Kyoto
(Palácio Imperial), lar de gerações deimperadores, ainda exemplifica muito bem essa disposição. Alguns traços do aspectoexterior, como os materiais de construção, o telhado de declividade abrupta e calhas largasainda pode ser visto nas moradias japonesas de hoje.Uma outra característica do Período
Heian
foi o aparecimento dos jardins com tanques epavilhões de pesca.
 
O
Hakuho
, ou o chamado período inicial da cultura
Nara
(645-710), que se seguiu aoperíodo
 Asuka
, foi uma época de forte influência chinesa e indiana. O achatamento da formae a rigidez da expressão na escultura do período
 Asuka
foram substituídos, pela graça e ovigor. O
Tempyo
, ou o chamado período final da cultura Nara (710-794), foi a era de ouro dobudismo e da escultura budista no Japão. Hoje em dia podem ser vistas algumas dasgrandes obras desses períodos em Nara e em seus arredores. Ela reflete um granderealismo combinado com uma rara serenidade.Influência do ZenA influência do Zen: no período
Kamakura
(1192-1338), os samurais assumiram poder,depondo a nobreza como classe dominante na sociedade. A chegada do Zen-budismo daChina nessa era fez surgir o estilo arquitetônico
Tang 
nos templos e mosteiros de Kyoto e
Kamakura
. Em um dado momento, ele se transformou na arquitetura de vários andares detemplos como o
Kinkakuji 
(templo do Pavilhão Dourado) e o
Ginkakuji 
(templo do PavilhãoPrateado) em
Kyoto.
Tornaram-se populares os jardins de paisagem seca, nos quais sãousados areia, pedras e arbustos para simbolizar montanhas e água. Embora todos elesfossem meios muito extravagantes dos samurais e da nobreza mostrarem seu poder, delesresultou também o florescimento de uma cultura artística singularmente japonesa.A austeridade do regime da classe guerreira e do Zen-budismo foi refletida no períodosubseqüente
Kamakura
(1192-1338), quando a escultura tornou-se extremamente realistano estilo e vigorosa na expressão. A influência do Zen foi refletida na pureza e simplicidadeda arquitetura desse período. Ainda hoje em dia podem ser encontrados na arquitetura japonesa, traços da influência da tradição estabelecida no período
Kamakura
. Os rolosilustrados e as pinturas de retratos também estiveram em voga durante esse período.O período
 Azuchi-Momoyama
(1573-1602), que se seguiu, foi um tempo de transição.Também foi um período de grande sofisticação artística. Os artistas expressavam-se comcores vivas e desenhos elaborados. Foram introduzidos os suntuosos biombos flexíveis. Oscastelos e templos eram decorados com elaboradas esculturas de madeira.Pagode japonêsO pagode de cinco níveis é uma estranha peça de arquitetura: fortes terremotos acontecemcom freqüência no Japão, mas não há registro de que um pagode sequer tenha sidoderrubado por algum abalo sísmico. O Grande Terremoto de
Hanshin Awaji 
de 1995 abateumuitos edifícios modernos na área de
Kobe
, mas ficaram livres de danos os 13 pagodes detrês níveis existentes em
Hyogo
, província onde se localiza
Kobe
. Serão desvendados,então, os segredos que protegem os pagodes de três e cinco níveis dos terremotos.O primeiro segredo é o material utilizado: toda a estrutura do pagode de cinco níveis é demadeira. Ao ser sujeita a uma força física, a madeira pode vergar ou deformar-se, mas nãose quebra facilmente. E, quando a força é neutralizada, a madeira volta à sua forma anterior.Sendo flexível, a madeira pode absorver tensões sísmicas.O segundo segredo, de ordem estrutural, complementa a flexibilidade da madeira. Nospagodes, a juão das peças de madeira é feita em ensambladura macho-e-fêmea,praticamente sem o uso de pregos: a lingüeta devidamente entalhada na extremidade deuma das peças é embutida na ranhura da extremidade de outra e assim por diante. Destemodo, quando o chão começa a tremer, a superfície da madeira nas juntas passa por umprocesso de torção w fricção que ajuda a impedir a condução da energia sísmica muito paracima na torre. Há aproximadamente mil grandes juntas de encaixe em um pagode de cinconíveis, tornando toda a estrutura praticamente tão flexível quanto um bloco de
konnyaku 
, umalimento gelatinoso feito do tubérculo de uma planta da família das aráceas.O terceiro segredo tem a ver co a estrutura em camadas dos pagodes. Quando colocado emposição vertical sobre sua base menor, um bloco alongado de
konnyaku 
não se mantémnessa posição, mas cinco blocos de tamanho crescentemente menor colocados uns sobreos outros permanecem em pé. O termo que designa pagode de cinco níveis japonês, “
go-ju no to
”, é traduzível como “ torre de cinco camadas.” A referência a camadas é muito precisa

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