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CRACK E ALCOOL - PREVENÇÃO E TRATAMENTO

CRACK E ALCOOL - PREVENÇÃO E TRATAMENTO

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11/12/2013

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Aspectos socioculturais do uso de
á
lcool e outrasdrogas e exemplos de projetos de preven
çã
oUma abordagem hist
ó
rica na rela
çã
o homem/ drogas.
“Procurou o homem, desde a mais remota antiguidade,encontrar um rem
é
dio que tivesse a propriedade dealiviar suas dores, serenar suas paix
õ
es, trazer­lhealegria, livr
á
­lo de ang
ú
stias, do medo ou que lhe desseo privil
é
gio de prever o futuro, que lhe proporcionassecoragem,
â
nimo para enfrentar as tristezas e o vazio davida.“ Lauro Sollero.A humanidade possui in
ú
meros registros hist
ó
ricos evidenciando o usode drogas no cotidiano. Na antiguidade, as drogas j
á
eram utilizadasem cerim
ô
nias e rituais para se obter prazer, divers
ã
o e experi
ê
nciasm
í 
sticas (transcend
ê
ncia). Os ind
í 
genas utilizavam as bebidas fermen­tadas –
á
lcool – em rituais sagrados e/ou em festividades sociais. Oseg
í 
pcios usavam o vinho e a cerveja para o tratamento de uma s
é
rie dedoen
ç
as, como meio para amenizar a dor e como abortivo. O
ó
pio erautilizado pelos gregos e
á
rabes para fins medicinais, para al
í 
vio da dor ecomo tranquilizante. O cogumelo era considerado sagrado por certastribos de
í 
ndios do M
é
xico, que o usavam em rituais religiosos, indu­zindo alucina
çõ
es. Os gregos e romanos usavam o
á
lcool em festivida­des sociais e religiosas. Ainda hoje, o vinho
é
utilizado em cerim
ô
niascat
ó
licas e protestantes, bem como no juda
í 
smo, no candombl
é
e emoutras pr
á
ticas espirituais (Bucher, 1986).Nesse sentido, a utiliza
çã
o das drogas n
ã
o representava, em geral, umaamea
ç
a
à
sociedade, pois seu uso estava relacionado aos rituais, aoscostumes e aos pr
ó
prios valores coletivos e, ainda, n
ã
o se sabia dos efei­tos negativos que elas poderiam causar – n
ã
o havia estudos cient
í 
ficos.Esses usos foram raramente percebidos como amea
ç
adores
à
ordemsocial constitu
í 
da, exceto durante o per
í 
odo da ca
ç
a aos her
é
ticos e
à
sbruxas (Escohotado, 1989).Foi somente no final do s
é
culo XIX e in
í 
cio do s
é
culo XX, com a acelera
çã
o dosprocessos de urbaniza
çã
o e industrializa
çã
o e com a implanta
çã
o de uma novaordem m
é
dica, que o uso e abuso de v
á
rios tipos de drogas passaram a ser pro­blematizados. Assim, seu controle passou da esfera religiosa para a da biomedi­cina, inicialmente, nos grandes centros urbanos dos pa
í 
ses mais desenvolvidosdo Ocidente (McRae, 2007).
 
Ao longo desses
ú
ltimos 30 anos, os efeitos do
á
lcool e de outras drogasficaram mais conhecidos. Em consequ
ê
ncia disso, os problemas foramsendo reconhecidos de maneira mais expressiva. A partir desse proces­so, um novo contexto surgiu e com ele novas formas de uso e abuso.
O quadro contempor
â
neo
Na atualidade, diferentes tipos de subst
â
ncias psicoativas v
ê
m sendousados entre uma gama de finalidades que se estende desde um uso l
ú
­dico, com fins prazerosos at
é
o desencadeamento de estado de
ê
xtase,uso m
í 
stico, curativo ou no contexto cient
í 
fico da atualidade. A experi­menta
çã
o e o uso dessas subst
â
ncias crescem de forma consistente emtodos os segmentos do Pa
í 
s.Dados do Escrit
ó
rio das Na
çõ
es Unidas contra Drogas e Crime(UNODC) apontam que, no mundo todo, cerca de 200 milh
õ
es de pes­soas – quase 5% da popula
çã
o entre 15 e 64 anos – usam drogas il
í 
ci­tas, pelo menos, uma vez por ano. Dentre estas, a mais consumida nomundo
é
a maconha.Os Levantamentos Domiciliares realizados em 2001 e 2005 pela Secre­taria Nacional de Pol
í 
ticas sobre Drogas (SENAD), em parceria com oCentro Brasileiro de Informa
çõ
es sobre Drogas (CEBRID), mostrama evolu
çã
o do consumo das drogas mais usadas. As pesquisas envolve­ram entrevistados das 108 cidades com mais de 200 mil habitantes doBrasil.
Drogas mais usadas – % de uso na vidaDROGAS 2001 2005
Á
LCOOL 68,7 74,6TABACO 41,1 44,0MACONHA 6,9 8,8SOLVENTES 5,8 6,1OREX
Í
GENOS 4,3 4,1BENZODIAZEP
Í
NICOS 3,3 5,6COCA
Í
NA 2,3 2,9XAROPES (code
í 
na) 2,0 1,9ESTIMULANTES 1,5 3,2
Em nossa sociedade, observa­se que a grande maioria da popula
çã
o fazuso de algum tipo de subst
â
ncia l
í 
cita, como
á
lcool, tabaco e medica­mentos com finalidades diferentes (aliviar a dor; baixar a ansiedade; re­duzir a sensa
çã
o de cansa
ç
o, de depress
ã
o; obter prazer; entre outras).Das subst
â
ncias de uso il
í 
cito, a maconha, a coca
í 
na e os solventes s
ã
oas mais utilizadas.
 
Embora as sociedades apresentem diferen
ç
as culturais em rela
çã
o
à
 utiliza
çã
o e
à
s finalidades do
á
lcool e outras drogas, estas subst
â
nciasapresentam algumas fun
çõ
es presentes em todos os lugares: elas ofe­recem a possibilidade de alterar as percep
çõ
es, o humor e as sensa
çõ
es@ (Bucher, 1986).
A cultura moderna e o papel das drogas
Em uma sociedade focada no consumo, na qual o importante
é
o “ter” en
ã
o o “ser”, e a invers
ã
o de cren
ç
as e valores gera desigualdades sociais,favorece a competitividade e o individualismo, n
ã
o h
á
mais “certezas”religiosas, morais, econ
ô
micas ou pol
í 
ticas. Esse estado de inseguran­
ç
a, de insatisfa
çã
o e de estresse constante incentiva a busca de novosprodutos e prazeres – nesse contexto, as drogas podem ser um deles.Dessa forma, segundo Birman (1999) e Conte (2001), as drogas inse­rem­se no movimento social da nossa cultura. Algumas delas, no en­tanto, s
ã
o incorporadas em nossa cultura a ponto de n
ã
o serem con­sideradas como drogas. O
á
lcool e o tabaco, por exemplo, s
ã
o drogaslegalmente comercializadas e aceitas pela sociedade. O
á
lcool faz partetanto das festividades sociais – como o carnaval – quanto da economia.Essa aceita
çã
o
é
determinada, em geral, por valores sociais e culturais.Quando propomos a
çõ
es e interven
çõ
es em situa
çõ
es relacionadasao uso abusivo de
á
lcool e de outras drogas, em nossa comunidade,precisamos entender a rela
çã
o entre o homem, a droga e o ambiente.Ou seja, o contexto sociocultural onde isso acontece deve receber umaaten
çã
o diferenciada.A cultura, definida como um complexo dos padr
õ
es de comportamen­to, das cren
ç
as, das institui
çõ
es e de outros valores espirituais e mate­riais transmitidos coletivamente e caracter
í 
sticos de uma sociedade oude uma civiliza
çã
o (FERREIRA, 1986). Pode ser vista,tamb
é
m, comoum conjunto de atitudes e modos de agir, de costumes, de institui
çõ
ese valores espirituais e materiais de um grupo social, de uma sociedade,de um povo.
O papel da fam
í 
lia, culturas e religi
õ
es
A fam
í 
lia
é
a primeira refer
ê
ncia do homem;
é
como uma sociedadeem miniatura.
É
na fam
í 
lia, mediadora entre o indiv
í 
duo e a sociedade,que aprendemos a perceber o mundo e a nos situarmos nele. Ela
é
aprincipal respons
á
vel por nossa forma
çã
o pessoal, por
é
m n
ã
o
é
a
ú
nica.A fam
í 
lia e a influ
ê
ncia cultural s
ã
o fatores importantesna determina
çã
o do padr
ã
o do uso e consumo do
á
lcoole outras drogas. H
á
v
á
rias evid
ê
ncias de que os padr
õ
es

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