Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Look up keyword
Like this
1Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
GCTD1279

GCTD1279

Ratings: (0)|Views: 5 |Likes:
Published by ENANPAD

More info:

Published by: ENANPAD on Apr 28, 2011
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

04/28/2011

pdf

text

original

 
 1
P
REVISÃO PARA O
P
REÇO
F
UTURO DO
C
ACAU
A
TRAVÉS DE UMA
S
ÉRIE
U
NIVARIADA DE
T
EMPO
:
UMA
A
BORDAGEM
U
TILIZANDO O
M
ÉTODO
ARIMAAutoria:
Marcel Castro de Moraes, Aldous Pereira Albuquerque
ESUMO
 
 Neste artigo realiza-se uma previsão para o preço médio mensal do cacau (recebido pelo produtor brasileiro) a partir de uma série temporal que compreende o período janeiro/1970-setembro/2005, totalizando 429 observações. Para isto, adota-se a metodologia denominadaBox-Jenkins – utilizada para análise de séries univariadas de tempo. Identifica-se para tal previsão o método autoregressivo integrado com média móvel (ARIMA). Em seguida, sãoapresentados cinco modelos candidatos para a realização da previsão de dados, onde sãoadotados os critérios
 Akaike Information Criterion
(AIC) e
Schwartz Bayesian Criterion
 (SBC) para a escolha do melhor modelo. Verifica-se por meio de uma previsão
ex-ante
,
 
fundamentada nos dados amostrais, uma pequena queda no preço futuro do produto para os próximos doze meses.
1.
 
I
NTRODUÇÃO
 
De acordo com o Instituto Superior de Administração e Economia da FundaçãoGetúlio Vargas – ISAE/FGV – (2003), o cacau é um produto nobre e tradicional daagricultura brasileira que vem atravessando um período recente de recuperação econômica – especialmente no sul da Bahia e em Rondônia – após um prolongado período de crise (décadade 80 até meados da década de 90 do século passado). Também para o ISAE/FGV (2003),essa crise é originária de uma conjuntura externa desfavorável (redução dos preçosinternacionais devido a um aumento da produção mundial e dos estoques nos países produtores) e de uma conjuntura interna ainda pior (devastação causada pela doençaconhecida como “vassoura de bruxa” nos cacauais brasileiros – especialmente no Sul daBahia, até hoje a maior região produtora).Quando processado na indústria, a amêndoa de cacau gera derivados como licor,manteiga e torta que são a matéria prima do chocolate.Segundo estudo realizado pelo ISAE/FGV (2003), a produção nacional de cacau em amêndoas está concentrada no Sul da Bahia (aproximadamente, 83% da oferta brasileira,especialmente nos municípios de Camacã, Ilhéus e Itabuna), seguida – em uma proporção bem inferior – pelo Pará (9,9%da produção nacional, focalizada nas cidades de Medicilândia,Umuará, Altamira e Tomé-açú) e por Rondônia (5,4% da oferta brasileira, centralizada nosmunicípios localizados na região próxima à Transamazônica). Ainda assim, segundo TodaFruta (2005), o Brasil ainda importa 20% de toda amêndoa de cacau moída a ser utilizada naindústria nacional de chocolate.
Tabela I: Participação dos Estados Brasileiros na Produção Nacional de Cacau (2003)
 Ranking 
EstadoParticipação naProdução Nacional (%))
1 Bahia 832 Pará 9,93 Rondônia 5,44 Outros Estados 1,7
Fonte: ISAE/FGV
De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio doGoverno Brasileiro (MDIC), a produção mundial de cacau vem apresentando um processo de
 
 2crescimento ao longo do tempo. Entre 1993 e 2004 a produção mundial passou de 2.486 miltoneladas para 3.452 mil toneladas, representando um aumento de 38,86% A produção quemais cresceu foi a de Costa do Marfim, saindo de 840 mil toneladas para 1.405 mil toneladas,ocupando a primeira posição no ranking mundial. Em seguida aparecem as produções deGana com 736 mil toneladas, Indonésia com 415 mil toneladas, Nigéria com 175 mil, Brasilcom 164 mil toneladas e Camarões com 145 mil, conforme a tabela II.
Tabela II: Produção Mundial de Cacau (2004)
 Ranking 
País Produção Mundial (1.000 t)
1 Costa do Marfim 1.4052 Gana 7363 Indonésia 4154 Nigéria 1755 Brasil 1646 Camarões 145
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e ComissãoExecutiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC )
Somente a Costa do Marfim já participa com 56% da produção de cacau do continenteafricano e 41% da produção de cacau no mundo, uma quantidade relativamente altatotalizando quase a metade da produção mundial. Conforme a tabela III, o continente africano já participa com 72% da produção mundial de cacau. Em seguida vem o Continente Asiático junto com Oceania com uma participação de 15% e as Américas com uma participação de13%, valor relativamente baixo quando comparado com o continente africano.
Tabela III: Participação dos Continentes na Produção Mundial de Cacau (2004)
 Ranking 
ContinenteParticipação naProdução Mundial (%)
1 África 722 Ásia e Oceania 153 Américas 13
Total 100
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) eComissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC ) 
De acordo com a tabela IV, a participação da produção brasileira na produção mundialem 1994 estava em 300 mil toneladas (ao ano) e a sua participação na produção mundialestava em 12,07%. A produção chegou, aproximadamente, a 123,5 mil toneladas em 2000chegando a participar com 4,01% da produção mundial deste bem, recuperando-se a partir de2001 e consolidando-se em 2004 quando obteve 163,8 mil toneladas – aumentando sua participação na produção mundial para 4,75%.
Tabela IV: Produção Brasileira de CacauAnoProduçãoNacional (1.000 t)Participação Nacional naProdução Mundial (%)
1994 300 12,072000 123,5 4,012004 163,8 4,75
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) eComissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC)
Já pela tabela V, visualizam-se os dados relativos ao comércio brasileiro de cacau como mercado internacional. Para tanto, são evidenciados os níveis de exportação e de importaçãodurante o período 1998-2003.
 
 3
Tabela V: Comercialização de Cacau Entre o Brasil e o Mercado InternacionalAnoExportação(1.000 t)Importação(1.000 t)
1998 82,568 29,7271999 75,222 85,7732000 78,222 88,6022001 90,863 50,0672002 81,134 87,6462003 117,107 72,146
Fonte: Food and Agriculture Organizations (FAO)
Segundo o Ministério Brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) – mais especificamente, a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC) –,esse aumento na produção nacional nos últimos anos se deve principalmente às novas técnicasintroduzidas pelo CEPLAC e pelo dinamismo dos produtores de cacau em acreditar eimplantá-los em sua propriedade.Pela tabela VI, observa-se que o principal país consumidor de cacau é os EstadosUnidos, com aproximadamente 689 mil toneladas ao ano, seguido pela Alemanha, França eReino Unido, com 280, 218 e 215 mil toneladas, respectivamente.
Tabela VI: Principais Países Consumidores de Cacau (2004)PaísConsumo Nacional(1.000 t)
EUA 689Alemanha 280França 218Reino Unido 215
Fonte: ICCO
 Quando se analisa o consumo
 per capita
de cacau por país (tabela VII), a classificação já se altera. O principal consumidor passa a ser a Bélgica com 5,63 kg/hab, seguido da Suíça,França e Reino Unido, com 4,09, 3,66 e 3,6 kg/hab.
Tabela VII: Principais Países Consumidores
 Per Capita
de CacauPaís Consumo
 Per Capita
(Kg)
Bélgica 5,63Suiça 4,09França 3,66Reino Unido 2,6
Fonte: ICCO
 Diante das características evidenciadas pelos cenários nacional e internacional docacau, torna-se de grande importância realizar previsões de valores relacionados a este produto, como seu preço, o valor exportado, o valor importado, consumo interno, produção,assim como outras variáveis econômicas associadas a ele.Sendo assim, este artigo destina-se a realizar uma previsão do preço médio do cacaurecebido pelo produtor (15 kg) para um horizonte de 12 meses a partir do mês posterior àúltima informação obtida a respeito dessa variável (setembro/2005). Vale ressaltar que a sérietemporal de preços do cacau é trabalhada do período janeiro/1970 até setembro/2005,encontrando-se deflacionada pelo índice geral de preços-disponibilidade interna (IGP-DI) esob a mesma unidade monetária (R$), obtendo, dessa forma, um preço atualizado tendo como base o período março/2006. O critério de ter adotado o IGP-DI como deflator da sérieencontra-se na simples tentativa de se padronizar a coleta de dados; uma vez que a série de

You're Reading a Free Preview

Download
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->