Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
2Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Homofobia Na Escola - Direito fundamental à educação, diversidade e homofobia na escola: desafios à construção de um ambiente de aprendizado livre, plural e democrático

Homofobia Na Escola - Direito fundamental à educação, diversidade e homofobia na escola: desafios à construção de um ambiente de aprendizado livre, plural e democrático

Ratings: (0)|Views: 401 |Likes:
Published by alexandre_bahia
Direito fundamental à educação, diversidade e homofobia na escola: desafios à construção de um ambiente de aprendizado livre, plural e democrático. Artigo publicado na Educar em Revista, por Alexandre Gustavo Melo Franco Bahia e Graziela Raupp Pereira.
Direito fundamental à educação, diversidade e homofobia na escola: desafios à construção de um ambiente de aprendizado livre, plural e democrático. Artigo publicado na Educar em Revista, por Alexandre Gustavo Melo Franco Bahia e Graziela Raupp Pereira.

More info:

Published by: alexandre_bahia on May 01, 2011
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

02/08/2013

pdf

text

original

 
51 Educar em Revista, Curitiba, Brasil, n. 39, p. 51-71, jan./abr. 2011. Editora UFPR
Direito fundamental à educação,diversidade e homofobia na escola:
desafos à construção de um ambiente de
aprendizado livre, plural e democrático
The fundamental right to education,diversity and homophobia in school: thechallenges to build a free, plural and democratic learning environment scenario
Graziela Raupp Pereira
1
Alexandre Gustavo Melo Franco Bahia
2
RESUMO
A educação é um direito fundamental garantido internacional e nacional-mente. Para construir uma sociedade democrática e livre de preconceitos,há de se garantir o acesso à educação, mas que esta se desenvolva comoespaço de cidadania, liberdade e diversidade.
 Palavras-chave
: educação; homofobia; direitos fundamentais; educaçãosexual intencional.
1 Doutora realizando Pós-doutorado, atualmente é docente na Universidade de Aveiro, emPortugal.2 Possui graduação em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (2001), Mestradoem Direito Constitucional pela Universidade Federal de Minas Gerais (2004) e Doutorado em DireitoConstitucional pela Universidade Federal de Minas Gerais (2007). Atualmente é membro do corpo permanente do curso de Mestrado da Faculdade de Direito do Sul de Minas; professor adjunto daFaculdade de Direito do Sul de Minas e professor assistente do Instituto Metodista Izabela Hendrixe Faculdade de Minas Gerais (FAMIG), Brasil.
 
 PEREIRA, G. R.; BAHIA, A. G. M. F. Direito fundamental à educação, diversidade e homofobia... Educar em Revista, Curitiba, Brasil, n. 39, p. 51-71, jan./abr. 2011. Editora UFPR52
ABSTRACT
Education is both internationally and nationally granted as a fundamentalright. In order to build a democratic and unbiased society, it’s necessaryto warrant the access to education, yet the latter must develop itself as anenvironment of citizenship, freedom and diversity.
 Keywords
: education; homophobia; fundamental rigths; intentional sexualeducation.
Introdução
A consolidação dos ideais de pluralidade nas sociedades ocidentais pareceter levado a movimentos de emancipação de grupos minoritários, excluídos emarginalizados, e à ruptura gradual com estruturas ou instituições sociais que preservam hierarquias, intolerância e segregação. Segundo Piovesan (2009, p.295-296):
Ao longo da história as mais graves violações aos direitos humanostiveram como fundamento a dicotomia do “eu”
versus
o “outro”,em que a diversidade era captda como elemento para aniquilar direitos. Vale dizer, a diferença era visibilizada para conceber o “outro” como um ser menor em dignidade e direitos, ou, emsituações-limite, um ser esvaziado mesmo de qualquer dignidade, umser descartável [...]. Nesta direção merecem destaque as violações daescravidão, do nazismo, do sexismo, do racismo, da homofobia, daxenofobia e de outras práticas de intolerância.
A escola precisa contribuir com esse movimento de emancipação, de tornar a diversidade sexual algo discutido, conversado com tranquilidade, para que oser humano possa relacionar-se melhor com ele próprio e com os outros. Nostempos hodiernos, é pensamento corrente que para se viver democraticamenteem uma sociedade plural é preciso respeitar os diferentes grupos e culturas quea constituem. Nessa mesma linha de pensamento, Garrido, Pimenta e Moura (2000, p.
92) armam que as organizações escolares são “produtoras de práticas sociais,
de valores, de crenças e de conhecimentos, movidas pelo esforço de procurar novas soluções para os problemas vivenciados”.
 
 PEREIRA, G. R.; BAHIA, A. G. M. F. Direito fundamental à educação, diversidade e homofobia... Educar em Revista, Curitiba, Brasil, n. 39, p. 51-71, jan./abr. 2011. Editora UFPR53
Diante dessa realidade, ganham igual importância as dinâmicas resultantesda prática do professor, seja em que disciplina for, tanto nas Ciências Humanas,quanto em outras áreas mais técnicas, implicando no entendimento e decisãosobre a resolução de diversos problemas. Estes, certamente, sempre dizemrespeito às circunstâncias da organização do sistema de ensino, às carências pessoais dos educandos, bem como às suas relações sociais e políticas. Fatoque tem demandado dos educadores a busca de aperfeiçoamento no seu agir 
 prossional e de ampliação do seu conhecimento, assim como uma reexão
aprofundada nas revisões das políticas e práticas educativas de inúmeros países.
Assim, continuam atuais os desaos à escola, postos pelo PCN, em meados
da década passada:
O grande desafio da escola é reconhecer a diversidade como parteinseparável da identidade nacional e dar a conhecer a riqueza representada por essa diversidade etnocultural que compõe o patrimônio sociocultural brasileiro, investindo na superação de qualquer tipo de discriminação evalorizando a trajetória particular dos grupos que compõem a sociedade. Nesse sentido, a escola deve ser local de aprendizagem de que as regrasdo espaço público permitem a coexistência, em igualdade, dos diferentes.(BRASIL, 1997a).
Se esta constatação for verdadeira, pode-se questionar que modelo de es-cola pretende-se criar em nosso país. Já se reconhece de forma quase consensualentre os educadores que a educação não deve ser feita, por exemplo, somente para alunos brancos, de classe média e cristãos (PRADO, 1984). Seguindo omesmo raciocínio, parece pertinente o seguinte questionamento: porventura,deve o ensino ser direcionado única e exclusivamente para alunos heterosse-xuais? As singularidades dos alunos homossexuais são desprezíveis quando se propõe elaborar um ensino plural e multicultural que respeite valores cívicos edemocráticos como a tolerância e o respeito às minorias?Muito se tem discutido sobre as questões da diversidade cultural e suasconsequências na educação em um país multicultural como o Brasil, que não
 possui uma lei especíca para a Educação Sexual, não obstante as escolas
 brasileiras contarem, desde 1997, com a proposta inovadora dos ParâmetrosCurriculares Nacionais (PCNs), criados pelo Ministério da Educação e doDesporto (MEC) e editados inicialmente em formato de livros. Este conjunto
de documentos ociais indica que os chamados “temas transversais”, como por 
exemplo, a sexualidade, sejam trabalhados de forma integrada, contínua e sis-temática, incorporados às áreas já existentes e ao trabalho educativo da escola:

Activity (2)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 thousand reads
1 hundred reads

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->