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UF
M
G-COLTECSetor de Ciências SociaisGeopolíticaProf 
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RogataM36Química
Brasil:Mudanças no quadroPolítico, social eeconômico da RepúblicaVelha ao Estado Novo
André SantosCamilla MaraDanielle CamposJeniffer RosaLaiane Tábata Nayara CarolinaRafael Mota
 
Belo Horizonte, agosto de 2008
Introdução
A República herdou da monarquia um grande desequilíbrio no balanço de pagamentos. Os gastos com as importações eram enormes. No final do século, asdespesas com o desenvolvimento de atividades urbanas e industriais eram elevadas:expansão da rede ferroviária, melhoria dos portos, instalação de fábricas, tudo exigiamais e mais recursos. A abolição também representou aumento dos déficits do Tesouro Nacional: os fazendeiros – escravocratas ou não – precisavam de recursos (em forma decréditos), sobretudo para a remuneração da nova força de trabalho, os assalariados.A instauração da República Brasileira se deu no momento em que o país seinseria na divisão internacional do trabalho, o que lhe conferia a qualidade de paísagroexportador. A monocultura cafeeira estava centrada nas regiões de São Paulo eMinas Gerais, e foram os latifundiários dessas regiões que, de modo geral, ficaram no poder depois do período de transição.Segundo alguns, a República Velha pode ser dividida em dois períodos: O primeiro período chamadoRepública da Espada, de 1889 a1894e o segundo período chamadoRepública Oligárquicaque durou de 1895 a1930.  No primeiro período predominou o elemento militar e um grande receio da partedos republicanos de uma restauração damonarquia. No segundo período, predominouos Presidentes dosEstados, na chamada Política dos Estados, vulgarmente conhecida por  política dos governadores, criada por Campos Sales, e sustentada em sua basemunicipal pelo tipo carismático do "Coronel".A República velha conheceu seu fim na tarde de3 de novembrode 1930, quandoGetúlio Vargas tomou posse como Chefe do "Governo Provisório" da Revolução de1930.
A República Velha
O Governo Provisório da República tinha lideranças militares, como o generalDeodoro da Fonseca e o tenente-coronel Benjamin Constant; republicanos históricos dogrupo moderado, como Quintino Bocaiúva, Campos Sales e Aristides Lobo; e um político desencantado com a monarquia e favorável à federação, Rui Barbosa. Nele nãohavia ninguém que pudesse ser considerado um representante das camadas populares.
 
As primeiras medidas implantadas visavam eliminar órgãos imperiais: dissolveuas câmaras, aboliu o conselho de estado, transformou as províncias em estados enomeou o primeiro ministério da República.Um problema enfrentado pelo Governo Provisório foi gerado pela políticafinanceira de Rui Barbosa, ministro da Fazenda. Para ele, a República só se consolidaria“sobre alicerces seguros quando suas funções se firmarem na democracia do trabalhoindustrial”. Apoiada pela pequena burguesia urbana, essa política emissionista e defacilitação de créditos para a indústria não seria bem aceita pelas oligarquias dos principais Estados e até por seus colegas de ministério, como Campos Sales, da Justiça.Para muitos, inclusive Rui, a melhor solução era estimular a produção interna:ele aumentou as tarifas alfandegárias sobre os produtos aqui existentes, como os fios para as manufaturas têxteis, e facilitou a entrada de matérias-primas. Por um tratado decomércio com os Estados Unidos – que desde a Proclamação tentavam substituir aInglaterra na influência sobre o Brasil – ele tentou aumentar as exportação do açúcar.Mas o que mais se destacou na política financeira de Rui Barbosa foi à emissão de papelmoeda em larga escala.A enorme quantidade de dinheiro que passou a circular não tinhacorrespondência com a produção real da economia, resultando em uma grande inflação,além de estimular o surgimento de empresas fantasmas. Conseqüentemente a economiase tornou insustenvel. A facilidade de créditos levou, por outro lado, a umadesenfreada especulação com os papéis e ações das novas empresas. Essa especulaçãofoi apelidada de
encilhamento
, pois a euforia barulhenta da Bolsa de Valores lembrava olocal de apostas no Jóquei, quando os cavalos se preparavam para um páreo.Em meados de 1890, o governo tentou conter as especulações, só permitindo afundação de sociedades anônimas com um capital subscrito por inteiro, ou seja, comgarantia da existência de todo o capital necessário. Mas o descontrole financeiro já eraquase total, pois o orçamento de vários Estados estava a ponto de quebrar. No final desse ano, as falências começaram. Por causa da inflação, muitasempresas não puderam saldar suas dividas e com isso caía o valor de suas ações e ovolume dos seus negócios. Era a crise: prejuízo para muitos que investiram suas poupaas e lucros para uns poucos, os especuladores.A estabilização da economiafoi atingida no governo Campos Sales.
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