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2010 - Caderno do Aluno - Ensino Médio - 3º Ano - Geografia - Vol. 2

2010 - Caderno do Aluno - Ensino Médio - 3º Ano - Geografia - Vol. 2

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Caderno do Professor com todas atividades e respostas para uso em dúvidas.
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Published by: Anderson Guarnier da Silva on May 02, 2011
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GABARITO Caderno do Aluno Geografia 3
a
série – Volume 2
1
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1CHOQUE DE CIVILIZAÇÕES?
Páginas 3 - 5
1. O significado do sentimento de estranhamento nesse caso é o de aversão a alguém oua algo que não se conhece, ou seja, os atentados e a invasão ao Iraque induzem àideia de que o Ocidente e o Oriente apresentam diferenças culturais intransponíveis,o que não é de todo verdadeiro. Por isso os autores enfatizam a ideia de espectro,palavra que tem o significado de fantasma ou ilusão do “choque de civilizações”.2. Os protestos ocorridos na França em 2005, quando jovens imigrantes depredaramespaços públicos como forma de protesto às condições sociais degradantes nasperiferias de Paris, foi em princípio relacionado diretamente como expressão do“choque de civilizações”, pois grande parte das populações que habitam as periferiasde Paris é do Oriente. Porém, os protestos tiveram um significado político,questionador da exclusão social e do neoliberalismo intolerante.
Leitura e Análise de Mapa e Texto
Páginas 6 - 8
1. Espera-se que os alunos elaborem uma síntese das nove civilizações propostas porSamuel Huntington, reconhecendo as implicações culturais e geopolíticasdecorrentes do período em que o autor as propôs. Os alunos devem reconhecer que,após a desintegração da URSS, as tensões políticas da velha ordem mundialdeixaram de se subordinar aos blocos ideológicos que as sustentavam. O modelobaseado em civilizações proposto por Huntington identifica qual é a importância dasculturas locais quanto ao seu poder de estabelecer alianças ou provocar choques nomundo contemporâneo. Vale lembrar que a teoria civilizacional de Huntington foiapresentada inicialmente em 1993, num artigo de grande impacto publicado narevista
Foreign Affairs
(EUA). Foi editado e transformado em livro em 1996,
 
GABARITO Caderno do Aluno Geografia 3
a
série – Volume 2
2
estendendo sua perspectiva de análise em razão dos inúmeros debates que asucederam. Porém, após os ataques terroristas de 11 de setembro, muitos tentaramexplicar o ocorrido com base nesse pensamento. Análises realizadas por diferentescorrentes da comunidade de especialistas em relações internacionais mostraram-sedivididas, apontando críticas quanto ao caráter maniqueísta e sectário dessa forma deregionalização.2.a) Dentre inúmeras possibilidades, podemos citar a de convencer a populaçãonorte-americana da necessidade da invasão aos países do Oriente Médio que,segundo o governo dos Estados Unidos, dão suporte ao terrorismo; interesses comrelação ao petróleo, fonte de energia ainda vital para a economia dos Estados Unidos;e fortalecimento da política de combate ao “eixo do mal” que, de acordo com aDoutrina Bush, investe na tecnologia de fabricação de bombas atômicas.b) Edward Said enfatiza o princípio da dominação global considerando interessesde hegemonia e econômicos atrelados, por exemplo, a reservas de petróleo.
Páginas 8 - 9
1.a) O sociólogo Michael Mann argumenta que o Partido Republicano, do ex-presidenteGeorge W. Bush, iniciou em 1970 uma estratégia política alicerçada na nova direitaamericana, por meio da qual se cristalizou a ideia de um império americano em escalamundial. Assim, a posição norte-americana com relação a temas de alcance mundial –como Protocolo de Kyoto, minas terrestres, Guerras nas Estrelas, Iraque e Irã – não sãoocasionais e isoladas, mas parte de uma política de poder unilateral, posição solitária quedesconsidera acordos de caráter multilateral.b) Os argumentos apresentados por Michael Mann são contrários à tese de “choquede civilizações”. Para Mann, o governo de George W. Bush, representante da novadireita americana, comportou-se de forma isolacionista, o que incita reações emdiversas partes do mundo.
 
GABARITO Caderno do Aluno Geografia 3
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série – Volume 2
3
c) A eleição de Barack Obama representou uma mudança no perfil da políticaexterna dos Estados Unidos ao romper com os preceitos da nova direita do PartidoRepublicano, defensora de ações unilaterais e maniqueístas. Certas atitudes tomadaspelo governo – como a de propor o fechamento da Base de Guantánamo, em Cuba, adefesa do direito ao Estado palestino e a retirada progressiva das tropas americanasno Iraque – são exemplos contundentes dessas mudanças.2. Alternativa d. A questão propõe aos alunos apenas uma leitura linear do esquema. Deacordo com a legenda apresentada, o autor considera conflitos entre as diferentescivilizações e também internos às civilizações. Isso explica o predomínio de conflitosna civilização islâmica e sua menor ocorrência na latino-americana.
Páginas 10 - 12
1.a) Espera-se que os alunos reconheçam que a expressão “choque de civilizações”adquiriu grande repercussão no contexto de incertezas da nova ordem mundial, logoapós o fim da Guerra Fria (1947-1989). Nesse período, o mundo se deparou com aeclosão de conflitos isolados, motivados por rivalidades étnico-religiosas e culturais,contidos em sua grande maioria por regimes totalitários, como na ex-União Soviéticae na antiga Iugoslávia. Em particular, essa “chave” de interpretação do novo quadrodas relações internacionais emergentes da implosão soviética adquiriu grandenotoriedade com a publicação da obra do estrategista norte-americano Samuel P.Huntington, em 1996. Ele defende que o futuro da humanidade poderá serdeterminado pelo confronto entre diferentes civilizações, a partir da adesão areligiões e características culturais comuns.b) De acordo com o conteúdo trabalhado nas aulas, espera-se que os alunos tenhamcompreendido que a teoria do “choque de civilizações” possui limitações quandocontraposta à realidade geopolítica mundial, expressando uma visão reducionistadiante das verdadeiras causas de muitos conflitos em curso. Poderão argumentar, porexemplo, que outros especialistas não concordam com a tese de Huntington (EdwardSaid, Noam Chomsky, John Espósito, entre outros), pois vinculam os conflitos à

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