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Correio do Amorim - Maio 2011

Correio do Amorim - Maio 2011

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Published by Luiz de Campos Jr
Jornal da comunidade da EMEF Des. Amorim Lima, São Paulo-SP, Maio/2011.
Jornal da comunidade da EMEF Des. Amorim Lima, São Paulo-SP, Maio/2011.

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Published by: Luiz de Campos Jr on May 04, 2011
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02/06/2012

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Tá procurando o calendário? Ele foi para a última página!
O dia 27 de abril foi um dia muito importante para aescola. Foi quando ocorreu a primeira Assembleia deEstudantes em cinco anos. A anterior aconteceu em2006, para a criação da Carta de Princípios.Todos os alunos da escola se reuniram para decidir oque fazer com relação aos armários, que foraminstalados na escola no ano passado e depredadosem poucos meses de uso.O Edson, pai da Gabriela Tonetti, da 3ª série, apurouas seguintes informações com a filha: a assembleiafoi feita em duas etapas. Na primeira, os alunos sedividiram em grupos de 10 a 15, dos ciclos I e II,mediados por um educador. Cada grupo definiu umaproposta e produziu cartazes expressando suasideias. Na segunda etapa, foi realizada a assembleiageral, conduzida pelo Grêmio, com apresentação dasideias dos grupos, debate e relatos individuais.A proposta apoiada pela grande maioria é de quepermaneçam os armários com portas e cadeados,sendo o mais importante uma mudança de atitudedos alunos em relação aos armários. E também queexista um adendo na Carta de Princípios comreferência direta a eles.
Com a palavra...
 
Na assembleia de estudantes o assunto de discussãofoi os armários. Nós discutimos se eles deviam ter  porta ou não, se deveria ter cadeado, qual a atitudeem relação a eles e se deveria ter a inclusão na cartade princípios. Eu achei que a assembleia conseguiuchegar à sua proposta que era cada grupo apresentar as suas ideias. Nossa conclusão foi ter armários com porta, cadeado, mais respeito com eles e incluí-los nacarta de princípios.
Por José, ciclo II da manhã
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As duas últimas Assembléias de Pais foram voltadaspara a questão de como ampliar a participação dospais na comunidade da escola.No último encontro, dia 26 de abril, foram detalhadasas propostas de ações com a finalidade de fortaleceros laços entre família e escola. Entre as várias ideiaslevantadas, estão:- mais rodas de conversa sobre o projeto pedagógico;- mais cafés-da-manhã, temáticos ou não;- criação de um show de talentos;- oficinas de artes e ofícios, que podem sercombinadas com um mutirão de manutenção;- jornada de jogos e atividades coletivas;- montagem de um Museu da Comunidade;- convites por telefone;- visitas às famílias dos estudantes.Na próxima assembléia, os participantes serãodivididos em três grupos de trabalho, para que cadaum detalhe as ideias e atividades propostas e estudemaneiras de manter em pauta o projeto pedagógico ea Carta de Princípios da escola.PARTICIPEM!
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...
 
 
No dia 16 de abril aconteceu a festa dos povosoriginários no Amorim, em comemoração ao Dia doÍndio. Na oportunidade, hospedamos indígenas tupis-guaranis da tribo Tenondé-porã, de Parelheiros, paraque reformassem a nossa Opy (Oca).A tradição tupi-guarani é uma das mais importantesmatrizes formadoras da cultura brasileira e areconstrução da Opy demonstra nosso respeito evalorização desta cultura.
 A
cima, roda do abraço comunitário em torno da Opy.
 A
cima: os visitantes trouxeram peças artesanais paravender; abaixo: os pequenos curumins.
Os indígenas apresentaram danças típicas, coral evenderam artesanato e as nossas crianças expuseraos trabalhos produzidos nas tutorias.
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Q
uais são os lazeres de vocês?
Normalmente agora nós jogamos futebol.
V
ocês usam roupas típicas de índio?
Não, nós usamos só nas apresentações.
V
ocês registram crianças quando nascem comnomes indígenas?
Alguns pais se quiser pode, mas se não quiser nãoprecisa.
Como é ser adolescente para você?
[...] é fazer coisas boas na adolescência, mas paranós ser adolescente traz muitas coisas boas, comoestudar as coisas que os antigos faziam, ser Pajé.
O
que seus antepassados faziam que hoje vocêsnão fazem mais?
[...] caçar, com arco e flecha, então só isso que nãofazemos mais, mas o resto nós fazemos tudo.
O
que vocês estão fazendo, agora que as matasestão acabando?
V
ocês estão sem onde ficar,como vocês estão lidando com essa situação?
V
ocês têm plantações?
Nós plantamos mandioca,banana, batata doce, milhoe feijão.
V
ocês usam remédios?
Q
uais?
Sim, usamos remédiosindígenas, mas os outrosremédios ficam um poucodifícil porque nós não temosas mesmas doenças que aspessoas da cidade têm. Mastem algumas doenças quepodemos tratar na cidade,hospital. Nós prevenimostomando chá caseiro paranão pegar gripe, tosse,febre, não dar dor decabeça.
V
ocês tem medo que a população indígenaacabe?
Sim, temos, inclusive nós que somos guarani puro,aqui no Brasil não tem mais do que 10 mil de índiosguarani mesmo.
 Deixe um recado para a escola!
Na nossa escola, o que a gente ensina para ascrianças é para eles crescerem levando a vida deles,como nós fomos crescendo também, não fazer coisasde errado com as pessoas, não se envolver comdrogas, nem com bebidas alcoólicas. Tudo isso agente ensina para os nossos filhos, as criançascrescer como uma pessoa boa, estudar, então é bomas pessoas estudar, crescer e não fazendo coisas deerrado. E para eles não fazer coisas de errado, quenão dão valor para eles, para não prejudicar asfamílias deles, e para a vida deles também.
 
Em respeito à cultura guarani, que tem como idioma próprio o guarani e não o português, preferimosmanter na íntegra a fala, sem correções.
Q
uando o índio casa comalguma mulher sem seríndia, o índio sai da aldeiaou não?
Não, essa parte tem uma lei,que se um índio se casarcom uma pessoa que não éíndio, tem que sair daaldeia, e só pode voltar paravisitar os parentes.
Tem uma pessoa queelabora essas leis?
Tem o Cacique.
Na sua aldeia tem luzelétrica?
Sim, temos tudo o que vocêstêm, mas a diferença é quenão pagamos luz.
ENTRE
V
I
S
TA
Os estudantes do 6º. ano da tarde (tutoria daRegina) entrevistaram um dos guaranis que visitarama escola e ajudaram na reconstrução da nossa Opy.Todos elaboraram perguntas e a entrevista foi feitano dia 15 de abril de 2011. Confiram!
Q
ual é o seu nome? De onde você é?
Meu nome é Rogério, em guarani é Karai. Sou deSanta Catarina, cidade de Florianópolis.
O
que é ser índio para você?
Ser índio é uma coisa que vem da natureza, que nóstrazemos desde os avós, bisavós. Ser um índio émuito bom porque nós não vivemos na cidade, porvivermos em um lugar tranquilo, não tem muitosproblemas, violência. Então ser um índio é viver nanatureza, que é muito bom para nós.
 
V
ocês caçam ou pescam?
V
ocês usam quaisinstrumentos de caça?
Caçar agora está um pouco difícil, então a gente sópesca. Nós usamos arco e flecha, zarabatana earmadilha.Estamos preocupados com tudo isso, mas temos queachar um lugar mesmo que não tenha mata, mas pranós poder ficar em paz, que as pessoas não possamficar indo na aldeia, fazer coisas erradas com a gente,querer nos expulsar e etc.
Por que está proibida a caça?
Não, para nós não é proibido, nós temos o direito defazer o que quisermos, menos matar seres humanos(risos). Mas matar animais para nós consumir pode.
V
ocês sofrem preconceitos?
Sim, tem algumas coisas que não gostamos comopessoas que falam que índio é ³vagabundo´, que nãotrabalha, que índio é cachaceiro, que fica pedindoesmola. [...] Por isso mesmo que nós na maioria dasvezes não conseguimos serviço na cidade, porque aspessoas ficam nos criticando, e nos tira do sério, maspelo menos temos algum estudo [...] Também tem jornalista profissional que fala mal dos índios, sem elesaber o que nós fazemos, falando que o índio é burro.
V
ocês fazem rituais?
Fazemos no dia do índio, dia 19 de abril.

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