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PCN-Matemática-EnsinoFundamental

PCN-Matemática-EnsinoFundamental

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PCN publicado pela Revista Nova Escola
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06/08/2013

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PCN 1ª a 4ª série - 
51
PCN
P
otes de iogurte,tubos de pasta dedentes, caixas deremédio, vidros deesmalte – tudo na formade sucata.O material étrazido de casa pelascrianças, que fazem suaseparação de acordocom o uso, contamquantos exemplareshá de cada um edeterminam seu preço.Desse modo os alunosdo Jardim da EscolaProjeto, de Porto Alegre(RS), assimilam osprimeiros conceitos deseriação, classificaçãoe contagem.Depois,utilizam os objetos parabrincar de comprae venda numsupermercadoimprovisado na classe.Aí, dividida em duasequipes que se revezam,uma de compradorese outra de vendedores,a turma exercitarudimentos de adição esubtração para descobriros melhores preços econferir se o troco dadopelo “vendedor”estácerto.Exatamente comofazem a mamãe e opapai! Outras escolas
s
Decorar fórmulas não ensina a pensar
s
Vale contar nos dedos e usar calculadora
s
O trabalho com grupos rende muito mais
   d  e    1   ª  a    4   ª  s   é  r   i  e
Parâmetros Curriculares Nacionais
Fáceis de entender
No Ensino Fundamental,a Matemática nãodeve ser vista apenas como pré-requisito para es-tudos posteriores. É preciso que o ensino da dis-ciplina esteja voltado à formação do cidadão,que utiliza cada vez mais conceitos matemáticosem sua rotina. Ao acompanhar uma pesquisaeleitoral,calcular o salário,escolher um tapetepara a sala,utilizar um computador ou até mes-mo ao comprar pãezinhos numa padaria,as pes-soas aplicam conceitos numéricos,fazem opera-ções,calculam medidas e utilizam raciocínios ló-
Use os fatos do dia-a-dia para ensinar Matemática.Ela esem todo lugar,da quitanda ao computador
A turma lucra na compra e na venda
Ensine que a Matemáticaestá presente no cotidiano
ensinam as quatrooperações, frações emedidas a seus alunosdos dois primeiros ciclossimulando situaçõesde compra criadascom base nos preçosencontrados nosfolhetos distribuídospelo comércio paradivulgar seus produtos.
Deise Lunardi e sua turma da pré-escola: embalagens para classificar e contar Compras de mentira,contas de verdade Na “loja”:pequenos consumidores aprendem a comparar preços e a conferir o troco 
Matemática
   F  o   t  o  s   E   d   i  s  o  n   V  a  r  a   R  o  n  a   l   d  o   G  u   i  m  a  r   ã  e  s
gicos. São habilidades que devem seradquiridas já nas primeiras séries esco-lares. Por estar tão presente no cotidia-no,a Matemática dá ao professor achance de desafiar seus alunos a encon-trar soluções para questões que enfren-tam na vida diária.Apresentar conceitosque exigem decoreba éa maneira menos eficazde ensinar a disciplina.
Criança manipula sólidos que representam figuras geométricas 
 e on a d  o C  an ei   o
 
52
-PCN 1ª a 4ª séri
   L   í   n   g   u   a   P   o   r   t   u   g   u   e   s   a   P   l   u   r   a   l   i   d   a   d   e   C   u   l   t   u   r   a   l   G   e   o   g   r   a   f   i   a   M   e   i   o   A   m   b   i   e   n   t   e   C   i   ê   n   c   i   a   s   N   a   t   u   r   a   i   s   E   d   u   c   a   ç   ã   o   F   í   s   i   c   a   S   a   ú   d   e   O   r   i   e   n   t   a   ç   ã   o   S   e   x   u   a   l   H   i   s   t   ó   r   i   a   M   a   t   e   m   á   t   i   c   a   A   r   t   e    É   t   i   c   a
Contas em forma de barrinhas
R
elacionar grandezascom algum materialconcreto costuma facilitara aprendizagem dasferramentasmatemáticas, comoas quatro operações.As barrinhas coloridasde Cuisenaire, umconjunto de dez peças,as dos outros, a criançapercebe com facilidade acorrespondência entreeles.No nível seguinte,ela descobre aequivalência de tamanhoe valor das barrinhas.Por exemplo:duasamarelas correspondema uma alaranjada e duasdestas equivalem a umalilás, de 4 cm.Em fasemais adiantada, a criançaaprende a montar barrasde valor equivalente eassim compreende omecanismo da adição.O material, indicado paraalunos entre 3 e 11 anos,é usado por educadores – como a professora RivaCusnir, do Colégio MaxNordau, no Rio deJaneiro – em níveiscrescentes decomplexidade, conformea idade.Qualquerprofessor pode adaptá-loa suas necessidades.
Dois fundamentosessenciais para darboas aulas
Um professor tem sucesso no ensino da Ma-temática se seguir estes preceitos:
1.
Conhecer a fundo a disciplina,seus méto-dos,ramificações e aplicações para poder esco-lher a maneira correta de ensinar e avaliar seusalunos. Por exemplo,não adianta o professortentar ensinar frações aos alunos se ele próprionão dominar o tema por completo e não soubermostrar-lhes em que situações concretas as fra-ções serão úteis para cada um.
2.
Conhecer a história de vida de seus alu-nos para sintonizar o ensino com a bagagem queeles trazem de casa. Se a criança mora no cam-po e ajuda os pais na lavoura,o professor,ao en-sinar o conceito de área,deverá se esforçar parapropor exercícios que envolvam o cálculo deáreas de plantio,o que certamente tornará muitomais fácil a compreensão da questão.
A importância defazer sua turmatrabalhar em grupo
O trabalho coletivo em classe pode lhe trazerganhos palpáveis. Você vai deixar de ser aqueletipo de professor que apenas expõe o conteúdo àclasse e passará a desenvolver a função de facili-tador e organizador de informações. Outra vanta-gem:os laços afetivos entre as crianças se estrei-tarão,tornando mais proveitosas as atividades.Já os lucros para o aproveitamento escolar mere-cem uma relação especial:
s
os alunos vão perceber que,além de buscara solução para uma situação proposta,devemcooperar para resolvê-la;
s
a habilidade em se expressar e compreen-der o pensamento do colega será desenvolvida;
s
o aluno será incentivado a incorporar solu-ções alternativas,o que o obrigará a ampliar seuconhecimento acerca dos conceitos envolvidosna atividade proposta.
Propriedade comutativa:arranjos para simbolizar valores idênticos O número quatro é decomposto em várias versões e as barrinhas são misturadas Ao colocá-las no lugar (abaixo),o aluno entende o mecanismo da adição No início,as crianças usam as barrinhas certas para recobrir desenhos de mesmo tamanho e cor 
a primeira com 1 cmde comprimento e corbranca, a segunda com2 cm e cor vermelha, eassim por diante, até adécima, com 10 cm e corlaranja (
veja abaixo 
),cumprem essse papel.O material foi criado peloprofessor belga Emile-Georges Cuisenaire.Comparando a extensãoe a cor de um bloco com
   F  o   t  o  s   d  e   M  a  r  c  e   l  o   C  a  r  n  a  v  a   l
?
 Devemos estimular as crianças a contar nos dedos?
Os dedos foram o primeiro instrumentode contagem e decálculo utilizado pelo homem. Ahumanidade inteiraaprendeu a contar abstratamente até 5nos dedos de umamão. Depois,por simetria,prolongoua série até 10 nosdedos da outra mão,até ser capaz deestender indefinidamente asucessão regular dos números inteirosnaturais. Etnólogos,arqueólogos,historiadores e filósofos acharamvestígios do uso damão para fazer contas em todas asregiões do mundo. Assim,quando osalunos utilizam osdedos para contar ou resolver  problemasenvolvendo cálculosaritméticos,elesestão reproduzindoum gesto que foiimportante naevolução das noçõesnuméricas nahistória dahumanidade,e nãomostrando umadeficiência em suaaprendizagem dosnúmeros. Portanto,não há por que proibir esse tipode atitude.
 
PCN 1ª a 4ª série - 
53
Faça jogos para seus alunos
Novas e velhasformas de cativaras crianças
Para o ensino da Matemática não existe umúnico ou o melhor caminho a ser trilhado peloprofessor. O importante é conhecer diversas téc-nicas de sala de aula para criar um programa deacordo com as condições de cada turma e escola.Dentre elas,há algumas notadamente eficientes.
Resolução de problemas
A utilização de problemas na Matemática demodo geral vem sendo feita de maneira poucoeficiente,pois sua aplicação se dá com o objeti-vo único de empregar e exercitar o que foi ensi-nado teoricamente. O ponto de partida não deveser a definição,e sim o desafio. Se apresentar umproblema sem revelar a fórmula que o resolveráde forma rápida e burocrática,você estimulará aclasse a criar as próprias hipóteses e estratégiasde resolução. Se perceber que o aluno necessitade novos conhecimentos para resolver a questão,aí,sim,você deverá lhe mostrar os caminhos pa-ra a resposta correta.
História da Matemática
Ao reproduzir os processos pelos quais al-guns conceitos matemáticos foram desenvolvi-dos,a partir de necessidades de diferentes povose culturas (um exemplo clássico é o cálculo deáreas em função da divisão de terras para o culti-vo),o professor tem a chance de estimular nosalunos a capacidade de dedução e o raciocínio ló-gico. Além disso,esse trabalho pode fazer umaponte entre o ensino de Matemática e as aulas deHistória.
Novas tecnologias
A calculadora,se usada como instrumento deinvestigação e também para a verificação de re-sultados,pode ser uma ótima ferramenta naaprendizagem da Matemática. Da mesma forma,os computadores,cada vez mais presentes na so-ciedade moderna,também apresentam recursosque facilitam a aprendizagem. Mas lembre-se deanalisar com calma os programas para computa-dores (os softwares) antes de utilizá-los em clas-se. Além disso,a própria operação do computa-dor e a compreensão de seu funcionamento de-senvolvem no aluno o raciocínio lógico.
Jogos
Quando a criança joga,além de estar apren-dendo a conviver e a respeitar seus colegas,eladesenvolve diversas habilidades matemáticas. Orecurso é rapidamente aceito pelas crianças,poisnão encerra o aspecto de obrigação ditada peloprofessor. O estudante aprende e se diverte aomesmo tempo. Você pode utilizar jogos prontosou então criar versões de acordo com o assuntoque quer tratar.
Jogo-da-velha:tabuleiro de bandeja de ovos ou cartolina e peças de tampas plásticas coloridas 
N
ão jogue forabandejas de ovos,tampas e frascos deplástico, caixas defósforos, carretéis debarbante e outrosmateriais semelhantes.Com eles você produz jogos atraentes, quepodem estimular odesenvolvimentointelectual dos alunosentre 6 e 12 anos.Nessa fase, segundo asprofessoras paulistasDarcy de Oliveira eSuad Nader, “eles já sãocapazes de fazerabstrações e vêem numobjeto como um cuboum prédio”.Um dos jogos recomendadospela dupla deeducadoras é o resta-um, construído comuma bandeja de ovos e24 tubinhos vazios defilme fotográfico.Aspeças vão sendo“comidas”pelas vizinhascom movimentossemelhantes aos do jogo de damas, mas quepodem ser feitos para afrente, para trás e nadiagonal.Um quadradode cartolinaquadriculada com novecasas e peças detampas de plásticocolorido ou até grãos defeijão podem virar um jogo-da-velha.Compapelão e frascosplásticos com tampa,pintados um de cadacor, é possível montarum ludo com cartões decomando que apliquemoperações matemáticascomo, por exemplo,“avance duas casas”.
   L  a  u  r  e  n   i   F  o  c   h  e   t   t  o
?
 Até que ponto a aprendizagem dasquatro operações pode ser facilitada pelo uso de jogos?
 Além do aspectolúdico do ato de jogar e brincar,osbrinquedos feitoscom sucata ouindustrializados queenvolvem habilidadesnuméricas,demedidas e espaciais podem transformar-seem um excelenterecurso e estratégianas aulas de Matemática.Eles permitem odesenvolvimento dotrabalho em grupo,da linguagem oral eescrita,de diferenteshabilidades de pensamento – comoobservar,comparar,analisar,sintetizar e fazer conjecturas – ea fixação de conceitosmatemáticos – asquatro operações, frações e númerosdecimais. Além do aspectomais restrito àutilização pedagógica,os jogos e brincadeirasinfantis têm comogrande contribuição promover arecuperação e amanutenção dacultura dedeterminado grupo,o que muitas vezesé esquecido eignorado pelamaioria das escolas.

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