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1º Pedro

1º Pedro

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A primeira edição da Bíblia King James foi publicada em Londres, em 1611 (temos uma réplica da página de apresentação original desta edição de 1611 no início do NTKJA), é justamente essa a edição sobre a qual estamos baseando o estilo: clássico, reverente e majestoso da nossa tradução em português. William Shakespeare foi o grande mentor da língua inglesa nessa época e influenciou sobremaneira o estilo da redação, o qual prevalece até nossos dias, ainda que, claro, com as devidas adaptações da linguagem que - de longe - se parece com a usada no Reino Unido do séc. XVII... Acesse http://www.bibliakingjames.com.br/.
A primeira edição da Bíblia King James foi publicada em Londres, em 1611 (temos uma réplica da página de apresentação original desta edição de 1611 no início do NTKJA), é justamente essa a edição sobre a qual estamos baseando o estilo: clássico, reverente e majestoso da nossa tradução em português. William Shakespeare foi o grande mentor da língua inglesa nessa época e influenciou sobremaneira o estilo da redação, o qual prevalece até nossos dias, ainda que, claro, com as devidas adaptações da linguagem que - de longe - se parece com a usada no Reino Unido do séc. XVII... Acesse http://www.bibliakingjames.com.br/.

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Published by: Caminho da Graça | blog on Sep 04, 2008
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05/09/2014

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 Autoria
Desde os primórdios da Igreja, a autoria de 1 Pedro é atribuída ao apóstolo Pedro, como bemindica o próprio prefácio da epístola (1.1). Os pais da igreja foram unânimes ao reconhecerem acanonicidade do texto sagrado e a autoria de Pedro.Por volta do ano 95 d.C., Primeiro Clemente revela ter bom conhecimento do conteúdo destaepístola. Mais tarde, Irineu (140-203 d.C.), Tertuliano (150-222 d.C.), Clemente de Alexandria (155-215 d.C.) e Orígenes (185-253 d.C.) confirmaram a aceitação universal dessa obra de Pedro, assimcomo Policarpo, que fora discípulo do apóstolo João, já havia feito uso de 1 Pedro para produzir suamissiva orientadora aos cristãos de Filipos, por volta do ano 140 d.C. O grande Eusébio demonstraque o texto de 1 Pedro havia conquistado, por volta do século IV, completa aquiescência e respeitocanônico da Igreja em muitas partes do mundo civilizado da época. A partir da Reforma, recrudesceram alguns questionamentos quanto à autoria de 1 Pedro. Algunscríticos alegaram que a qualidade literária e gramatical do grego idiomático empregado nesta cartaexcede em muito as capacidades naturais do apóstolo Pedro, um simples pescador, com baixo nívelde instrução formal, originário da Galiléia.Contudo, temos que considerar que, na época de Pedro, a mesma da formação da Igreja, passoua ser comum – no mundo mediterrâneo e palestino – se falar três idiomas, notadamente o aramaico,o hebraico e o grego. O fato de não ser escriba de formação, certamente não o impediu de ter seesmerado na língua grega, a fim de intensificar seu profícuo ministério. Além disso, Pedro nos informaclaramente que contou com a ajuda de Silvano (forma latinizada do nome aramaico Silas ou Saul).No original grego, Pedro usa uma expressão que claramente comunica que Silvano não somente foio portador da carta, mas que o “ajudou” (literalmente: “por meio de”) a redigi-la (5.12). Assim comoPaulo e Pedro, era comum os mestres contarem com a competente colaboração de um amanuense,especialista em gramática e caligrafia em grego (língua oficial para relações internacionais), parauma boa redação dos seus livros, cartas e missivas, todos reconhecidos como documentos demáxima importância na época (At 15.22-29).
Propósitos
O apóstolo Pedro define bem o tema central de sua breve carta aos cristãos judeus e gentílicosdispersos (espalhados) por grande parte da Ásia Menor: “a verdadeira graça do Senhor sob a qualos crentes devem viver firmes” (5.12). Algumas dessas pessoas estiveram com Pedro, em Jerusalém,no dia do Pentecoste (At 2.9-11). Paulo também já havia pregado e discipulado em algumas dessasprovíncias (At 16.6; 18.23; 19.10,26). Pedro, então, usa a situação de dispersão e temporalidadesocial e política desses irmãos para falar da peregrinação cristã sobre a terra e alertar seus “filhosna fé” para o fato de que os crentes em Cristo são verdadeiros cidadãos do céu e, assim, devem secomportar enquanto durar sua jornada neste mundo (1Cr 29.15; Sl 39.12; Hb 13.14).Mesmo considerando a brevidade desta santa missiva, somos contemplados com uma série deprincípios doutrinários e sábios conselhos práticos sobre a vida diária do cristão que permeiamquase toda a carta (1.13 – 5.11).
Data da primeira publicação
É o próprio Pedro quem nos revela que estava na Babilônia quando produziu sua primeira carta(5.13). Segundo os mais renomados biblistas, historiadores e arqueólogos, o apóstolo Pedro, assimcomo João no Apocalipse e vários outros autores da época (Ap 17.9,10), usou um nome enigmático,conhecido entre seus leitores, para identificar a cidade de Roma, centro político e militar do mundonaquele momento histórico. A perseguição ideológica era absolutamente arbitrária, autoritária,inescrupulosa e violenta. Ao menor sinal de crítica ou rebelião contra a figura divinizada do imperadorromano, ou em relação ao sistema vigente, os acusados eram sumariamente presos, torturados e,muitas vezes, crucificados com requintes de crueldade.
I
NTRODUÇÃO
1 PEDRO
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 A tradição e a documentação histórica disponível, hoje, vincula o apóstolo Pedro, especialmentena parte final de sua vida, à antiga e grande cidade de Roma, onde o apóstolo escreveu sua epístolapor volta do ano 65 d.C., levando em consideração as obras conhecidas de Paulo naquele momento,especialmente a carta aos Romanos, bem como a epístola anônima aos Hebreus.
Esboço geral de 1 Pedro
1. Saudação apostólica de Pedro aos peregrinos em Cristo (1.1-2)2. A Graça da segurança que o crente tem no Senhor (1.3-12)A. Doxologia Trinitária (1.3-9)B. A Lei, os Profetas e o Evangelho (1.10-12)3. A Graça de viver sabiamente em Cristo (1.13 – 2.10)A. Uma vida santificada (1.13-16)B. Uma vida de profundo respeito a Deus (1.17-21)C. Uma vida que expresse o amor divino (1.22-25)D. Uma vida que amadurece espiritualmente (2.1-10)4. A Graça de aprender a viver em submissão (2.11 – 3.12)A. A Deus na pessoa de seu Filho Jesus Cristo (2.11-12)B. Aos governos das nações (2.13-17)C. Aos senhores e patrões (2.18-25)D. Às esposas, aos maridos e ambos ao Senhor (3.1-12)5. A Graça de passar por sofrimentos firmes na fé (3.13 – 4.19)A. Coisas ruins também acontecem aos bons (3.13 – 4.6)B. Como agir diante das crises e sofrimentos (4.7-19)6. A Graça de servir a Deus, aos irmãos e ao mundo (5.1-11)7. Reforço do tema e saudações finais (5.12-14)
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1 PEDRO
Preâmbulo e saudação
1
 
Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aoseleitos de Deus, peregrinos dispersosnas regiões do Ponto, Galácia, Capadó-cia, província da Ásia e na Bitínia,
1
2
escolhidos em conformidade com apresciência de Deus Pai, pela obra san-tificadora do Espírito, para a obediênciae a aspersão do sangue de Jesus Cristo,graça e paz vos sejam multiplicadas.
2
 
Glória a Deus pela Salvação
3
Bendito seja o Deus e Pai de nossoSenhor Jesus Cristo! Porque, de acordocom sua extraordinária misericórdia,nos regenerou para uma viva esperança,por intermédio da ressurreição de JesusCristo dentre os mortos,
3
4
para uma aliança que jamais se extin-guirá, nem tampouco será desonrada ouperderá seu valor. Herança preservadanos céus para vós,
5
que sois protegidos pelo poder de Deus,por meio da fé, até a chegada da Salvaçãoprestes a ser plenamente revelada no fi-nal dos tempos.
 4
6
Portanto, nesta verdade, exultais! Mes-mo considerando que agora, e por algumtempo ainda, tenhais que ser afligidospor toda espécie de provação.
7
Assim acontecerá para que a sincerida-de da vossa fé seja atestada, muito maispreciosa que o ouro que se corrompe,ainda que refinado pelo fogo, resultandoem louvor, glória e honra, quando JesusCristo for revelado.
8
Pois, mesmo sem tê-lo visto, vós oamais; e ainda que não estejais podendocontemplar seu corpo nesse momento,creiais em sua pessoa e exultais com in-descritível e glorioso júbilo.
5
9
Porquanto, estais realizando o alvo davossa fé: a Salvação de todo o vosso ser!
6
10
Foi exatamente a respeito desta Salva-
1
A expressão “peregrinos” é aplicada aos cristãos como pessoas que residem temporariamente na terra, porém são cidadãosdo céu, onde têm assegurado seu lar eterno (1Cr 29.15; Sl 39.12; Hb 13.14). Pedro dirige sua carta aos crentes, especialmente,“aos dispersos”: cristãos judeus e gentios espalhados por quase toda Ásia Menor. Muitos desses crentes estavam em Jerusalémno Dia de Pentecostes (At 2.9-11). O apóstolo Paulo também anunciou o Evangelho em muitas dessas províncias (At 16.6; 18.23;19.10,26).
2
Pedro demonstra como as três pessoas da Trindade participam do plano de salvação da humanidade (Rm 8.29). O EspíritoSanto é a pessoa que nos chama das trevas em que jaz toda a terra, para a maravilhosa luz e vida eterna em Cristo, segundo avontade (eleição, escolha) de Deus (1Co 7.14; 2Ts 2.13). O processo de santificação, através do qual o Espírito Santo nos conduz,produz em nosso ser o verdadeiro e sincero arrependimento e uma nova mente espiritual: ensinável e obediente à Palavra deDeus e à direção do Espírito. O sangue de Cristo é a purificação e o selo da nova aliança de Deus com seu povo (Nm 19.9; Hb9.11-28; 12.24; Êx 24.3-8; Is 52.15; Jn 4.2; Jo 14.27; 20.19; Gl 1.3; Ef 1.2).
3
A esperança para o cristão sincero não é apenas um desejo ilusório ou expectativa idealista, mas a “absoluta convicção”(fé) quanto à ação de Deus em sua vida pessoal e na história. O crente tem o privilégio de ter quantas audiências particularescom Deus desejar (oração), e a qualquer momento ser ouvido atentamente pelo Senhor, sem que com isso o Criador deixe deadministrar todos os demais detalhes do Universo. Para os cristãos, o sofrimento é uma prova a essa fé inabalável gravada emseus corações pelo Espírito de Cristo (vv.6,13,21; 2.12, 18-25; 3.5-18; 4.1,4,12-19; 5.1,7-10).
 4
A Salvação tem três aspectos: a justificação, quando aceitamos a graça salvadora do sacrifício vicário de Cristo; asantificação, o processo de nos tornarmos mais semelhantes ao nosso Senhor ao longo de nossa caminhada na terra, e,finalmente, a glorificação: o encontro definitivo e eterno com nosso Salvador e Senhor Jesus Cristo (2Tm 1.9; Tt 3.5; 1Co 1.18; Rm8.23,30; 13.11). O verbo grego original
 phroureõ
, que significa “protegidos” ou “guardados”, usado no tempo passivo, é uma claraconstatação do poder de Deus dirigido ao cuidado e à preservação dos santos (2Co 11.32; Gl 3.23; Fp 4.7).
5
O próprio Jesus, após sua ressurreição e na presença dos apóstolos, já havia congratulado as pessoas que no futuro, mesmosem conhecê-lo pessoalmente nem terem visto suas obras maravilhosas, pela fé, iriam crer em sua pessoa e Palavra, converten-do-se de todo coração a Deus (Jo 20.29).
6
Pedro usa o termo grego original
 yuw§ n
(transliterado por
psichon
), que muitas versões traduzem apenas como “alma”, mascujo sentido amplo pode ser melhor compreendido pela expressão “pessoa”, ou seja, todo o nosso ser. Pedro não está excluindoo corpo físico renovado do céu. Esse termo aparece seis vezes nesta carta (1.22; 2.11; 2.25; 3.20; 4.19).
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