Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
9Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
1º João

1º João

Ratings:

5.0

(1)
|Views: 1,261 |Likes:
A primeira edição da Bíblia King James foi publicada em Londres, em 1611 (temos uma réplica da página de apresentação original desta edição de 1611 no início do NTKJA), é justamente essa a edição sobre a qual estamos baseando o estilo: clássico, reverente e majestoso da nossa tradução em português. William Shakespeare foi o grande mentor da língua inglesa nessa época e influenciou sobremaneira o estilo da redação, o qual prevalece até nossos dias, ainda que, claro, com as devidas adaptações da linguagem que - de longe - se parece com a usada no Reino Unido do séc. XVII... Acesse http://www.bibliakingjames.com.br/.
A primeira edição da Bíblia King James foi publicada em Londres, em 1611 (temos uma réplica da página de apresentação original desta edição de 1611 no início do NTKJA), é justamente essa a edição sobre a qual estamos baseando o estilo: clássico, reverente e majestoso da nossa tradução em português. William Shakespeare foi o grande mentor da língua inglesa nessa época e influenciou sobremaneira o estilo da redação, o qual prevalece até nossos dias, ainda que, claro, com as devidas adaptações da linguagem que - de longe - se parece com a usada no Reino Unido do séc. XVII... Acesse http://www.bibliakingjames.com.br/.

More info:

Published by: Caminho da Graça | blog on Sep 04, 2008
Copyright:Attribution Non-commercial No-derivs

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

05/09/2014

pdf

text

original

 
 Autoria
Entre a maioria dos eruditos atuais, não há dúvida de que o apóstolo João, conhecido como odiscípulo amado (Jo 13.23), e filho de Zebedeu (Mc 1.19,20), é o autor de 1 João, assim como dasdemais cartas que trazem seu nome, do quarto evangelho e do livro do Apocalipse. Esses mesmoshistoriadores e biblistas também afirmam que João, filho de Salomé (irmã de Maria), era primo deJesus (Mt 27.56; Mc 14.40; 16.1; Jo 19.25). Algumas dificuldades quanto à autoria desta epístola foram levantadas durante a história da Igreja.m primeiro lugar, alguns crticos observaram o fato de a prpria carta não apresentar seu autorcomo a maioria das epístolas do Novo Testamento. Além disso, levantaram a questão das limitaçõesacadêmicas do apóstolo João, um modesto filho de pescador (assim como o apóstolo Pedro) quenão teve acesso aos estudos rabínicos formais e clássicos da época (At 4.13). E questionaram o fatode um apóstolo se auto-intitular “presbítero”.Contudo, as respostas a estas questões começam bem cedo, na própria igreja primitiva e pormeio dos pais da Igreja, que confirmaram a autoria da obra canônica do apóstolo João. O primeiro areconhecer e autorizar a autoria e a canonicidade desta carta e da obra de João foi Irineu, por voltado ano 140 d.C., seguido por Clemente de Alexandria (150-215 d.C.), Tertuliano (155-222 d.C.) eOrígenes (185-253 d.C.). O estilo do Evangelho segundo João é absolutamente semelhante ao de1 João (veja algumas comparações: 1Jo 1.1 com João 1.1,14; 1Jo 2.7 com João 13.34,35; 1Jo 3.14com João 5.24; 1Jo 5.9 com João 5.32,37, entre outras). As duas obras foram redigidas em grego
 koin
(popular) de uma forma bem simples. Além disso, “iletrado” não significa “analfabeto”, e afamília de João era proprietária de uma empresa de pesca, e não apenas de um ou dois barquinhos(Mt 4.21), o que certamente pode ter propiciado ao apóstolo bons professores durante seu longotempo de vida e ministério. Quanto ao fato de usar de modéstia ao referir-se a seu título eclesiástico,devemos lembrar que o próprio apóstolo Pedro agiu da mesma maneira (1Pe 5.1), provavelmentenuma atitude deliberada de lançar o foco da sua atuação ministerial sobre a “supervisão espiritual deseus filhos e netos na fé cristã” (uma tradução ampliada da expressão grega
 presbyteros
– ancião).Talvez um bom exemplo a ser seguido pelos líderes da Igreja em nossos dias (1Jo 2.1,28; 3.7).
Propósitos
O conteúdo desta carta demonstra o grande amor e carinho espiritual que o apóstolo João tinhapor seus “filhinhos na fé”, bem como sua preocupação com a correta evangelização do mundo. Oestilo joanino é inconfundível em sua obra, posto que ele emprega “ilustrações contrastantes” emprofusão: luz e trevas (1.6-7; 2.8-11); amor ao mundo e amor a Deus (2.15-17); filhos de Deus e filhosdo Diabo (3.4-10); o Espírito de Deus e o espírito do anticristo (4.1-3); amor e ódio (4.7-12, 16-21).O gnosticismo, que na época de Pedro já provocava algumas baixas espirituais expressivas naIgreja, ainda que em sua forma embrionária e primitiva, agora chama também a atenção de Joãoe o leva a escrever combativamente, buscando livrar a Igreja desse diablico engodo. Os cristãosestavam sendo envolvidos por uma forma ceríntia da filosofia gnóstica (expressão derivada do grego
 gnosis
, que significa “conhecimento”), que questionava o fato de Jesus ser perfeitamente humano.ssa heresia helenista tinha apelos racionais bem ao gosto dos pagãos, como o dualismo e a liber-tinagem, e repudiava qualquer forma de restrição moral.Por essa razão João escreve essa sua rimeira eístola considerada sua rimeira carta circularàs ireas da rovíncia da sia com dois obetivos fundamentais: desmontar todos os arumentosfilosóficos heréticos que estavam aliciando os cristãos em toda a província da sia naquele momento(2.26); e, reafirmar aos crentes a convicção da salvação em Jesus Cristo, perfeitamente Deus eperfeitamente Homem (5.13). Para tanto, João foi contundente e atacou a flagrante falta de moraldos falsos mestres que viviam no meio da Igreja (3.8-10), e lembrou à Igreja de sua autoridade comotestemunha ocular da deidade e humanidade do Senhor Jesus, confirmando a fé dos seus leitoresno Cristo encarnado (1.3). Saber que seus filhos na fé estavam andando na sã doutrina era sua maioralegria como bom pastor (1.4).
NTRODUÇÃO
 
1 JOÃO
1JO_B.indd 210/8/2007, 12:05:35
 
ata da primeira publicação
 A tradião cristã unnime em afirmar ue o astolo João assou seus ltimos anos de vida naprovíncia de feso, um dos centros urbanos mais importantes do Império romano. A ausência dereferncias essoais nesta carta indica ue ela foi rediida em estilo homiltico a fim de servir comomaterial de estudo e pregação para todos os cristãos da sia Menor. Os eruditos atuais concordamque essa carta tenha sido escrita logo depois do Evangelho segundo João, e antes da perseguiçãoimplementada por Domiciano no ano 95 d.C. Estudos históricos e arqueológicos recentes apontampara o ano 89 d.C., como a data de sua primeira publicação.
sboço geral de 1 João
1. Fundamento da vida cristã autêntica (1.1-5)2. O verdadeiro significado de andar na luz (1.6 – 2.2)3. Atitudes prticas decorrentes da f em Cristo (2.3-28) A. Obediência irrestrita às ordens do Senhor (2.3-5)B. Uma vida diária semelhante a Cristo (2.6)C. Demonstrações práticas do amor de Deus (2.7-11)D. Santificação: separação da vida mundana (2.12-17)E. Permanecer em Cristo e na fé ortodoxa (2.18-28)4. O caráter justo testemunha a nossa filiação (2.29 – 3.24) A. Nossa filiação a Deus por Cristo é real (2.29 – 3.3)B. Devemos buscar a pureza em Cristo (3.4-10)C. O amor fraterno é a essência da justiça (3.11-18)D. Os resultados da verdadeira justiça (3.19-24)5. A importância de exercer o discernimento espiritual (4.1-6)6. O amor, o maior sinal da nossa filiação divina (4.7-21)A. A origem da nossa filiação divina (4.7,8)B. O sentido dessa filiação divina (4.9,10)C. A motivação que vem da filiação (4.11-16)D. O exercício diário do serviço cristão (4.17-21)7. As grandes e definitivas certezas do cristão (5.1-20) A. Quanto a todas as filosofias do mundo (5.1-4)B. Quanto ao caráter eterno de Cristo (5.5-12)C. Quando à realidade da Salvação (5.13)D. Quanto realidade da Oração (5.14-17)E. Quanto à veracidade do Evangelho (5.18-20)8. Nada pode ocupar o lugar central e absoluto de Cristo (5.21)
1JO_B.indd 310/8/2007, 12:05:36
 
1 JOÃO
Palavra de Deus se fez carne 
O que era desde o princípio, o queouvimos, o que vimos com os nossosolhos, o que contemplamos e as nossasmãos apalparam a respeito da Palavrada Vida.
2
A Vida se manifestou, nós a vimos edela testemunhamos, e vos anunciamosa Vida eterna que estava com o Pai e anós foi revelada.
2
Sim, o que vimos e ouvimos, isso vosproclamamos, para que também tenhaiscomunhão conosco; e a nossa comunhãoé com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo.
4
Estes ensinos vos escrevemos para quea nossa alegria seja absolutamente com-pleta.
3
 Deus é luz e devemos andar na luz 
E a mensagem que dele ouvimos e vospregamos é esta: Deus é luz; nele nãoexiste a mínima sombra de treva.
 4
6
Se afirmarmos que temos comunhão comEle, mas caminhamos nas trevas, somosmentirosos e não praticamos a verdade.
7
Se, no entanto, andarmos na luz, comoEle está na luz, temos plena comunhãouns com os outros, e o sangue de Jesus,seu Filho, nos purifica de todo pecado.
5
 A confissão de pecados e o perdão
Se declaramos que não temos pecadoalgum enganamos a nós mesmos, e averdade não está em nós.
9
Se confessarmos os nossos pecados, Ele éfiel e justo para nos perdoar todos os peca-dos e nos purificar de qualquer injustiça.
6
10
Se afirmarmos que não temos come-tido pecado, nós o fazemos mentiroso, esua Palavra não está em nós.
7
1
Todas as evidências demonstram que o autor desta epístola e das outras duas que se seguem é João, filho de Zebedeu (Mc1.19,20; 15.40; 16.1; Mt 27.56; Jo 13.23; 19.25), primo de Jesus Cristo e um dos seus mais chegados amigos; apóstolo, autor doevangelho que leva seu nome e do livro da Revelação (em grego:
apocalipsis
). A introdução dessa carta trata do mesmo assunto,inclusive com a utilização de várias das mesmas expressões, no original grego, que estão registradas no início do EvangelhoSegundo João (Jo 1.1-4).
2
Jesus Cristo é reconhecido como “a Vida”. Afinal, ele é aquele que tem a vida em si mesmo, sempre existiu e vive parasempre (Jo 1.14; 11.25; 14.6). É igualmente soberano sobre todos os seres viventes e a própria fonte da vida (5.11). João começae encerra sua epístola discursando sobre a vida eterna (5.20) e focalizando o tema: o Cristo é Jesus, corroborando a mensagembásica do Evangelho: “Jesus é o Messias” (Jo 20.31).
3
 A alegria do apóstolo só poderia ser completa se a Igreja compreendesse que o verdadeiro e expressivo amor fraternal,produzido pelo Espírito Santo na vida de cada cristão, deve ser a mais evidente marca do “conhecimento de Cristo” e, portanto,a Salvação na comunidade cristã (2Jo 12). A comunhão (em grego:
koinõnia
) é a expressão clara de união espiritual de Cristoom o crente, comunicada por meio das metáforas da videira e dos sacramentos (Jo 15.1-5), dos membros do Corpo de CristoRm 12.1-8; 1Co 12.12; Cl 1.18).
 4
 A luz representa tudo o que dito e realizado com clareza e verdade, sem obscuridades ou ambigüidades maliciosas. Ospecados e os enganos fraudulentos são gerados sob uma penumbra de maus propósitos e torpezas. Ao contrário, Deus é comoluz do meio dia, ilumina tudo e todos até o mais íntimo da alma. Ele é santidade e integridade absoluta. E essa luz se revela emCristo que habita no coração dos crentes sinceros e os ilumina cada dia mais (santificação). Jesus é a luz do mundo (Jo 8.12; Is2.6; 49.6), pois ele é a perfeita revelação de Deus (Hb 1.3).
5
 A expressão “caminharmos” é uma metáfora do nosso comportamento diário. Os cristãos eram conhecidos nessa épocaomo as pessoas que pertenciam ao “Caminho” (Jo 14.6; At 9.27; 18.26; 19.9; 19.23; 22.4). Uma das palavras-chave destaepístola é “pecado”, pois ocorre 27 vezes no texto original grego.
6
No original grego, a expressão “fiel e justo” comunica um conceito único: “fiel-e-justo”. Esse aspecto lingüístico revela umpouco mais sobre o carter de Deus e sua forma de julgar todos que, mediante a f pessoal no sacrifcio redentor de Jesus Cristo,se arrependem de seus pecados e recebem a graça perdoadora da Promessa que Deus firmou com os seus (Sl 143.1; Zc 8.8;Jr 31.34; Mq 7.18-20; Hb 10.22,23). O perdão o milagre de se restaurar completamente uma comunhão destruda pela quebrae confiança (Mt 6.12).
7
Como diziam alguns dos pais da Igreja: “Santo não é a pessoa que não se suja, mas é aquele que sempre se lava nas águaso perdão de Deus”. João combate os gnósticos de seu tempo que não conseguiam reconhecer que seus atos de imoralidadee ganância eram, de fato, pecados.
1JO_B.indd 410/8/2007, 12:05:37

Activity (9)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
jroliveira51 liked this
Regi Marino liked this
duarterj liked this
Lucio Fabio liked this
Thiago Aquino liked this
rafaelabruna4740 liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->