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Provérbios

Provérbios

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A primeira edição da Bíblia King James foi publicada em Londres, em 1611 (temos uma réplica da página de apresentação original desta edição de 1611 no início do NTKJA), é justamente essa a edição sobre a qual estamos baseando o estilo: clássico, reverente e majestoso da nossa tradução em português. William Shakespeare foi o grande mentor da língua inglesa nessa época e influenciou sobremaneira o estilo da redação, o qual prevalece até nossos dias, ainda que, claro, com as devidas adaptações da linguagem que - de longe - se parece com a usada no Reino Unido do séc. XVII... Acesse http://www.bibliakingjames.com.br/.
A primeira edição da Bíblia King James foi publicada em Londres, em 1611 (temos uma réplica da página de apresentação original desta edição de 1611 no início do NTKJA), é justamente essa a edição sobre a qual estamos baseando o estilo: clássico, reverente e majestoso da nossa tradução em português. William Shakespeare foi o grande mentor da língua inglesa nessa época e influenciou sobremaneira o estilo da redação, o qual prevalece até nossos dias, ainda que, claro, com as devidas adaptações da linguagem que - de longe - se parece com a usada no Reino Unido do séc. XVII... Acesse http://www.bibliakingjames.com.br/.

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 Autoria
O próprio livro de Provérbios apresenta Salomão (971-931 a.C.), filho do grande rei Davi comBate-Seba (2Sm 12.24), como o principal autor e compilador dos ditados e instruções sapienciaisque formam esta obra canônica (1.1). Os escritos que se encontram registrados entre 10.1 e 22.6são de sua direta e pessoal autoria. Contudo, Salomão selecionou – com sabedoria divina – os maisapropriados pensamentos e ditados entre as centenas de sábios que vinham anualmente ao reinounificado de Israel para conhecer, aprender e trocar experiências com o maior líder nacional, pacifi-cador, administrador, conselheiro e sábio hebreu de todos os tempos. A passagem de 22.17 revelaas conclusões poéticas de alguns “Sábios”, e 24.23 cita ainda a contribuição de “outros sábios”. Aintrodução de 22.17-21 é uma comprovação de que as diversas sessões da obra são fruto de umcolegiado de homens de Deus e sábios, e não apenas do próprio Salomão. O capítulo 30 tem comomentor o sábio Agur, filho de Jaque e o rei Lemuel com sua mãe são considerados os autores dotrecho bíblico que encerra o livro de Provérbios. A extraordinária capacidade intelectual de Salomão é evidenciada no Primeiro Livro dos Reis (4.29-32), que afirma ser Salomão autor de 3.000 provérbios. O destaque conferido ao “temor do
S
enhor
como a chave para uma vida feliz aqui, agora e na eternidade (1.7), é o elo indelével de todas assessões e conclusões da obra.
Propósitos
No livro de Provérbios, a sabedoria tem sua origem em Deus,
Yahweh
. Os ditados e instruçõesda obra têm um principal objetivo: revelar prudência aos incautos; conhecimento e bom senso aos jovens (1.4); assim como aumentar a inteligência dos sábios (1.5). O uso freqüente da expressão“filho meu” ressalta a idéia de um monarca que ama a Deus, sábio e muito experiente na arte deviver, que, amorosa e pacientemente, procura conduzir seus súditos mais jovens e inexperientes pelocaminho da paz, da saúde e da prosperidade eterna (1.8,10; 2.1; 3.1; 4.1; 5.1). Embora esta obra sejaeminentemente prática e menos teológica, o alicerce de toda a sua
 praxe
repousa sobre o princípiofilosófico de que o “temor do
S
enhor
” é o segredo de uma vida feliz (1.7).Nos primeiros capítulos (de 1 a 9), a obra revela que o caminho da sabedoria é absolutamenteoposto a qualquer atitude arrogante, violenta e imoral (1.11-18; 2.16-18). Ao mesmo tempo, Provérbios critica severamente a esposa implicante e briguenta (19.13; 21.9,19),e os maridos insensíveis, preguiçosos e rabugentos (14.29; 26.21). O lar deve ser um lugar de amor,respeito, descanso e encorajamento para a alma (15.17; 17.1). A intriga e a difamação são expressamente condenadas (10.19; 17.27). O tempo e a comunica-ção devem servir para a edificação saudável e integral dos filhos e dos alunos ou discípulos (1.8;22.6; 31.26). O sistema disciplinar formado por ministração, ensino, acompanhamento, correção erepreensão e indispensável à boa educação e formação de filhos, empregados e alunos em geral(13.24). Por isso, Provérbios incentiva o trabalho honesto e dedicado (10.4; 31.17-19), repudiandoo preguiçoso e aproveitador (6.6; 20.13). A boa e verdadeira riqueza está associada a retidão, jus-tiça e esforço competente (3.16); enquanto a miséria é, quase sempre, fruto de iniqüidade e faltado “temor do
S
enhor
” (22.16). Há riquezas perversas e sobre elas Provérbios faz severos alertas(15.16; 28.6). Os reis e governantes têm obrigação de agir com honestidade e justiça (31.5). Osque tratam os mais fracos e pobres com misericórdia e cooperação serão grandemente abenço-ados por Deus (14.21). Os ímpios e arrogantes serão exterminados subitamente (11.2; 16.18), es-pecialmente aquele soberbo que vive questionando e zombando da fé e do comportamento limpoe justo dos crentes no Senhor (1.22; 21.24). Os que se entregam ao álcool e a quaisquer outrasdrogas vivem sob depressão e muita tristeza e precisam desistir de seus vícios o quanto antes eapegar-se a Deus (20.1; 23.29-35).
I
NTRODUÇÃO
PROVÉRBIOS
 
Mesmo não tendo a preocupação de ser uma obra teológica, Provérbios faz questão de apresentarDeus como o Criador do Universo, Aquele que detém o tempo, a matéria e a História em suas mãos,controlando cada mínimo detalhe na Terra e no Universo (16.4,9,33; 20.24; 14.31; 5.21; 15.3). A“Sabedoria”, como atributo do caráter de Deus é personificada (8.22-31). Não há situação impossívelpara Deus, pois é Ele quem dirige e muda o próprio coração dos reis, segundo seus propósitossantos e justos (21.1).
Data da primeira publicação
 A escrita e o estilo poético-sapiencial dos provérbios já eram áreas bastante apreciadas pelospovos do Oriente Próximo (cananitas, hititas), especialmente na Mesopotâmia e no Egito, desde osegundo milênio a.C. A técnica literária de personificar uma grande virtude a ser exaltada e ensinadaé visível em muitas passagens do livro bíblico de Provérbios (1.20; 3.15-18; 8.1-36). Os “30 ditadosdos Sábios”, que fazem parte do cânon das Escrituras Sagradas (22.17 a 24.22), apresentam grandesemelhança com as 30 sessões da conhecida obra egípcia “Sabedoria de Amenemope”, publicadapor volta da mesma época de Salomão. Nesse sentido, considerando o papel fundamental do rei Sa-lomão na autoria e coletânea dos melhores pensamentos disponíveis em sua época, sobre o relacio-namento do homem com Deus,
Yahweh
(o nome sagrado e impronunciável de Jeová ou Iavé: YHWH,o
Eu Sou
dos judeus e de todos os crentes, o
S
enhor
– Êx 3,14, 15; Mt 16.15-17), podemos inferir queo livro de Provérbios, como o conhecemos, foi publicado por volta do século 10 a.C. Um período emque Israel e os povos vizinhos experimentaram grande paz, prosperidade e desenvolvimento cultural.Tudo isso, fruto do amor sincero e dedicado do rei Davi e de seu filho Salomão, por Deus, por seupovo e pela humanidade em geral. A vida do rei Salomão mostra o que um líder nacional pode fazerpor sua nação e pelo mundo, quando verdadeiramente comprometido em servir a Deus.O próprio livro de Provérbios nos revela que um grupo especial de sábios, conhecido como “osservos de Ezequias, rei de Judá” (25.1), foi encarregado de selecionar, organizar, editar e publicarseções completas dos pensamentos e escritos de Salomão, por volta dos anos 715 e 686 a.C. Épocade grande reavivamento espiritual em Israel, motivado pelo próprio Ezequias rei, que amava a exten-sa obra poética e literária de Davi e de Asafe (2Cr 29.30). Foi nesse tempo que as palavras proféticas(no sentido de “oráculo”, de instrução e transmissão da Palavra de Deus ao povo) do sábio Agur(cap.30) e do rei Lemuel (cap.31.1-9), assim como os demais ditados dos “Sábios” foram incorpora-dos à coletânea que deu origem ao cânon do livro de Provérbios, como o temos hoje, na edição daBíblia King James Atualizada - KJA (22.17 a 24.22; 24.23-34).
Esboço geral de Provérbios
I. Prefácio: autor, propósito e tema (1.1-7)II. Dois conjuntos de sete princípios de sabedoria (1.8 9.18)A) Primeiro conjunto dos princípios do saber:1. O poder e as riquezas conquistados por meios imorais e violentos (1.8-33)2. A graça e a riqueza da sabedoria e do discernimento que vêm de Deus (2.1-22)3. Deus sempre abençoará o esforço daqueles que nele confiam (3.1-10)4. Descobrir o valor da disciplina é encontrar valioso tesouro (3.11-20)5. Um único Caminho é certo, e o amor ao próximo passa por ele (3.21-35)6. A sabedoria bíblica é o maior tesouro de uma família (4.1-9)7. A sabedoria do Senhor nos ajuda a tomar o Caminho certo (4.10-19)B) Segundo conjunto dos princípios do saber:1. O filho de Deus precisa demonstrar justiça e bom senso ao mundo (4.20-27)2. O cuidado para não se deixar levar pelos ardis da carne e do maligno (5.1-6)3. O amor verdadeiro é absolutamente oposto à concupiscência (5.7-23)4. Cuidados com a fiança, a preguiça e os enganos malignos (6.1-19)5. A imoralidade e o adultério são loucuras: fuja dessas ciladas (6.20-35)6. Quem busca viver em santidade contará com as bênçãos de Deus (7.1-27)7. A personificação da Sabedoria em busca do coração humano (8.1-9.18)
 
III. Provérbios escritos por Salomão e as palavras dos sábios (10.1-29.27)1. A extraordinária sabedoria divina e inteligência de Salomão (10.1-22.16)2. A primeira parte dos ditados dos Sábios (22.17 – 24.22)3. A segunda parte dos ditados dos Sábios (24.23-34)4. Os pensamentos de Salomão pelos sábios do rei Ezequias (25.1-29.27)IV. Os oráculos do sábio Agur (30.1-33)1. A verdade e a mentira – o meio termo ou a difamação (30.1-10)2. Caluniadores e enganadores – os desobedientes (30.11-17)3. Os quatro caminhos misteriosos, e a queda no adultério (30.18-20)4. Os quatro eventos que surpreendem o mundo (30.21-33)V. Oráculos do rei Lemuel e da rainha-mãe (31.1-9)VI. Acróstico da mulher virtuosa (31.10-31).

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