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ADMINISTRACAO_PUBLICA_ANGOLA

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANAPERSPECTIVA HISTÓRICA DO SEU DESENVOLVIMENTO E OS DESAFIOSDA TERCEIRA ADMINISTRAÇÃO
Cláudio Paulino
Professor Universitário
RESUMO
A Administração Pública Angolana, Perspectiva Histórica do seu Desenvolvimentoe os Desafios da Terceira Administração, é um
report 
elaborado no âmbito doProjecto PIR – PALOP II, que estará disponibilizado também em
online
para alémda sua disponibilidade em suporte sico. Aborda-se neste documento aAdministração do ponto de vista da sociologia e da ciência da administração, nosdiferentes momentos que marcam a viragem das opções politico-legislativas dopaís. Sucede que a nossa Administração é profundamente afectada pelasmovimentações políticas que ocorreram ao longo dos anos, como consequênciamuitos projectos ou o o implementados ou ficam permanentementesuspensos. Vemos ao longo do trabalho como a nossa administração surge e assuas principais fase de fermentação, os programas mais relevantes no domínio daadministração e suas debilidades.
PALAVRAS-CHAVES
Administração Pública; Reforma Administrativa; Órgãos da Administração Centrale Local.
ABSTRACT
The Angola Public Administration, His Perspective Historic and the purpose of thirdAdministration is a draft structured for PIR – PALOP II project, which will be offeronline also. In this piece of writing the Public Administration is appreciate in point ofview of Sociology and Administration Science, on the different moments that showthe transform of legislative politic choice in our country. During these year ourAdministration was been deeply affect by the political motivation, in consequence alot of project does not take the execution or the go on suspense permanently. In allchapter long we bring the context of our Administration grow up his developmentphase, the most relevant program in public administration and his weakness.
KEY-WORD
Public Administration; Administrative Reform; Central and Local Govern.
1
 
1 – Introdução
O Trabalho que ora se apresenta representa uma mula das fases maisimportante do desenvolvimento da Administração Pública angolana. Nos seustrinta e três anos (33) de existência passou por duas repúblicas e vai já naterceira. Em cada uma destas importantes épocas, as alterações do mosaicopolítico deixaram marcas bem visíveis no rosto da nossa jovem administraçãopública.A nossa abordagem foi sobre tudo sistémica e evolutiva embora limitada.Agrumo-la em quatro momentos fundamentais. No primeiro momentoapreciamos a sua fisionomia no tempo colonial, cujo objectivo vai também nosentido de melhor compreendermos a faceta do segundo momento a queconvencionamos chamar período da Administração Independente, por ter sidoneste período que Angola, alcança a sua independência.Na sequência, analisamos aquele que é o momento mais longo (1992 a Setembrode 2008), nos termos da linhagem da nossa apresentação, por conseguinte demaior importância da Administração Pública Angola. Aqui operam-se as principaisreformas, aprovam-se os principais pacotes legislativos, com destaque paraaqueles que vão de 1992 a 1996; o país alcança a paz (2002) e edifica-se a basepara experimentação das várias medidas aprovadas em muitos domínios daAdministração do Estado.No quarto e último momento da trajectória histórica da Administração procuramossobretudo apontar os principais desafios que esperam a Administração para ospróximos quadro anos não só no domínio da administração pública mas tambémem outros domínios da sociedade.Pondo de parte a introdução o trabalho comporta em suma os seguintes pontos:
2 - O Período Colonial3 – Administração independente4 – A Segunda República 
 
5- Administração Pública e os desafios da Terceira república 
Em cada um dos momentos procuramos relatar apenas os factos administrativosque ao nosso ver maior saliência apresentam, portanto não que aqueles sejam osúnicos. Muitos outros por opção e pelo tempo que levaria a sua compreensãopreferimos não abordar neste trabalho, nada impedindo entretanto que sejamincluídas alterações ao presente documento, garantindo que não perca o seucarácter de actualidade.Assim mesmo reconhecendo as insuficiências aqui e acolá surpreendidas notrabalho, julgamos ser oportuno traze-lo a estampa e apresentá-lo a esta magnacomunidade dos PALOP que muito padece de instrumentos desta natureza.A todos quanto vão poder beneficiar desta obra, desejo boa consulta.
2
 
2 - O Período Colonial
A história da Administração Pública angolana encaixa-se na trilha dos macrosacontecimentos políticos do país. Na carruagem destes factos a administraçãosempre ocupou lugares cimeiros. Enquanto colónia ultramarina, a organização e ofuncionamento da administração em Angola era definida pela metrópole, assim oque sucedia em Portugal, em termos de mudanças políticas, tinha efeitos direitossobre Angola e outras províncias do ultramar da colónia.Ao longo de quase quatro séculos, a administração portuguesa procurou emprimeira linha fixar-se no vasto território angolano, levando consigo a medida queavançava na conquista de novos espaços, os servos sociais sicos daadministração, a igreja e a Polícia. Viveu-se durante aquela extensão de tempo operíodo da ocupação, marcado pelo volume de construções de infra-estruturasincluindo aquelas para acolher os serviços do Estado.Só em finais do século XIX, a política administrava da colónia demarca-se deforma mais visível. Administrativamente o território estava dividido em Distritos,Conselhos, Circunscrições Administrativas, Postos Administrativos eInstitucionalizados, Câmaras Municipais, Comissões Municipais e Juntas deFreguesias.Até 1975 a divisão político-administrativa compreendia 16 Distritos, Conselhos120, 37 Circunscrições Administrativas, 423 Postos Administrativos eInstitucionalizados, 72 Câmaras Municipais, 47 Comissões Municipais e 34 Juntasde Freguesias.Angola era Governada por um Governador Geral nomeado pelo Chefe do GovernoPortuguês, o Governador tinha grosso modo a incumbência de assegurar o bomfuncionamento dos Distritos e escalões inferiores, resolver em primeira instânciaos quesitos sobre sua jurisdição, bem como reportar anualmente a sua actividadeà entidade com competência para o nomear. Por sua vez os Distritos, que tinhama competência de aprovar e executar os seus planos urbano, recensear e registara população, reportavam ao Governador Geral, que era a entidade que procedia asua nomeação e exoneração.Os Conselhos e Câmaras Municipais, ficavam reservados as actividades comodistribuição e comercialização de água e luz, construção de moradias sociais einfra-estruturas de apoio tais como, hospitais, escolas, estrada e jardins. Paraalém da multiplicidade de órgãos administrativos verificava-se neste época umatendência descentralizadora destes serviços, quer pela autonomia (administrativa,patrimonial e financeira) na prestação dos seus serviços quer no facto de que emmuitos domínios se regiam por diplomas, distinto daqueles que vigoravam nametrópole. A Administração estratificou a sociedade em três classes e por força disto existiamno território dois grandes blocos de normas, o primeiro constituído por aquelas que
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