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O processo de obediência desenrola-se numa sequência de acções, em que aanterior inflencia e condiciona as seguintes. Quanto maior for o número deacções que realizarmos, mais difícil é romper com o processo. Por isso, aadmissão de uma conduta errada deve sempre ser assumida o mais cedo possível. (150)
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Estar preparado(a): desobedecer é entrar em ruptura com uma situação social bem definida que, ainda por cima, foi aceite nesses termos por nós (como umacontratualização), pelo menos implicitamente (mas muitas vezesexplicitamente). Daí o acto de desobediência ser muito difícil e embaraçoso.(152)
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Nunca obedecer à autoridade injusta por ter pena dela (ou pelo que lhe possaacontecer se desobedecermos). (152)
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Quando se considera seriamente desobedecer, surgem níveis muito elevados detensão e de ansiedade que nos “empurram” em sentido oposto. No entanto, umavez que se consiga quebrar essa “barreira”, praticamente toda a tensão,ansiedade e medo desaparecem (pelo menos, em alguma situações). (154)
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Pôr distância entre nós e as pessoas que vão sofrer as consequências do quefizermos (no espaço, no tempo ou através de barreiras físicas) neutraliza o nossosenso moral. Ou seja, com um exemplo extremo: matar uma pessoa com asnossas próprias mãos é muito mais difícil do que matar uns milhares com uma bomba lançada de um avião. Por isso, fazer o contrário: aproximarmo-nos detodas as maneiras daquelas pessoas. (158-159) Com a autoridade é fazer exactamente o contrário: aí é afastar-se. (174)
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Nunca evitar encarar de frente os resultados das nossas acções. (159)
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Evitar negar tudo o que for desagradável e que somos nós que estamos a fazer.Pormo-nos no lugar dos que são afectados pelas nossas acções e perguntarmo-nos honestamente como é que nos sentiríamos no lugar deles. (160)
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Minimizamos muitas vezes os prejuízos resultantes das nossas acções erradas, afim de não termos de desafiar a autoridade: nunca fazer isto. (160-161)
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Não usar “truques” como, por exemplo, não cumprir integralmente a ordens, oualigeirá-las, só para não ter que desafiar a autoridade. (161)
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Não cair na auto-ilusão de acusar a vítima de merecer o que lhe está a acontecer.(162)
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Expressar abertamente opiniões contrárias às da autoridade é bom se for um 1º passo para a desobediência (no caso de a autoridade persistir nas suas ordensinjustas). É mau se servir apenas para baixar a tensão e a ansiedade, e podermoscontinuar a cumprir as ordens de consciência mais descansada. (163)
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O processo da desobediência desenrola-se segundo as seguintes fases:1)Dúvida interior.2)Exteriorização da dúvida (informa-se a autoridade).3)Dissidência (persuade-se a autoridade a mudar).4)Ameaça (de não mais obedecer se a situação não for mudada).5)Desobediência. (164-165)
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Estar preparado(a): a desobediência é muito difícil porque se sente que sefalhou, que se foi pouco sério(a) e de nenhuma confiança, e que não se foi capazde estar à altura da tarefa. No entanto, a realidade é que assim é que nósdeclaramos a nossa humanidade e confirmamos, pelos actos, o nossocompromisso com os seus valores mais elevados. (165)2
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